Antologia Virtual

- XI -

Outubro 2012

 

ORGANIZADORA:

Maria Beatriz Silva (Flor de Esperança)

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SIMONE CRISTINA

 

ANJO DE LUZ...


Saudades do calor de seus braços
Que sentia tempos atrás
Não te via, mas te sentia
Trazia-me alegria
Abraço terno; tez suave;
Carinhos angelicais,
Não os tenho mais...

O que foi feito de sua presença
Nas minhas noites mal dormidas?
Esquecestes de mim?
Tenho saudade intensa
Do quanto me sentia protegida, querida,
De tudo enfim...

Não sei de sua face
Mas sei que se te reencontrasse
O reconheceria
Pois sinto que te amo
E assim te amaria
Como amei um dia...

Simone Cristina

Biografia do Autor em:

http://www.caestamosnos.org/autores/autores_s/Simone_Cristina_da_Silva.htm


SANDRA GALANTE

 

DESILUSÕES...


O vento eleva ás nuvens a poeira,
Que o sol doura,num rápido clarão
Mas depois da viagem passageira
Novamente a dispersa pelo chão...

A fantasia eleva, como o vento,
As ilusões que o sol da vida aclara;
Depois de fazer morada no peito
Abandona-as ali,onde as achara.

A nossa alma chora de amargura
Um misto de surpresa e aflição
Pela dor cruel da dura desilusão.

E a gente fica,abismado e louco
Cheio de espanto, tristeza e dó
Ao ver que o ouro,era só pó!

Sandra Galante.

Biografia do Autor em:

http://www.caestamosnos.org/autores/autores_s/Sandra_Galante.htm


SANDRA LEONE

 
Não sei se tenho medo da vida
Ou de mim
Não sei se tenho medo das pessoas
Ou do mundo
Não sei se tenho medo da minha mãe
Ou do meu pai
De um estranho ou vagabundo
Não sei se tenho medo dele
Ou dela
Que apoiados na janela,
me olham desconfiados
Não sei se tenho medo do próprio medo
Ou se procuro não sentir medo
Para não me amedrontar
Não sei se me aprofundo
Ou se tenho medo de me aprofundar
Nesse imenso e triste mundo
Tão sujo e vagabundo
Que parece um poço sem fundo
E que só me faz chorar
Não sei se tenho medo do rio
Ou se tenho medo do mar
Mas vou afugentar
Esse medo que parece infinito
Que parece fatal
Vou correr para a vida, vou lutar
Para não sentir mais medo
Para não ter que chorar.

Sandra Leone

Biografia do Autor em:

http://www.caestamosnos.org/autores/autores_s/Sandra_Leone.htm


SILVINO POTENCIO

 

POEMAS DE ANGOLA - (IN: Eu, O Pensamento, a Rima!...)

“Cinco Quadras”... (19)


D’algumas esperanças sem medo,
Fiz o meu propósito implacável,
Deixei os meus enganos pelo credo,
E a vida tornou-se-me adorável...

O desespero foi morto pela força,
Os risos voltaram de novo a mim,...
Venci os castigos, todos, sem troça,
Errei, corrigi?!... mas creio chegar ao fim!

Fui Médico do meu frágil corpo,
Fui Padre do meu próprio pecado,
Eu quisera ser Profeta de um morto,
E abandonei o meu sonho encetado!

Da longa ausência eu mesmo me espanto!,...
Do tempo perdido eu tenho até pena,
Pois agora eu vejo que a vida no entanto,
Que apesar de tudo não é tão pequena.

Dos dias tristes coitados momentos,
Despeço-me agora fazendo-lhe Adeus...
Já vivo de novo, e até nem lamento!
Ter sido tão fraco, sem fé e sem Deus!

Silvino Potencio
Emigrante Transmontano em Natal (BRASIL)

Biografia do Autor em:

http://www.caestamosnos.org/autores/autores_s/Silvino_Potencio.htm


SAAVEDRA VALENTIM

 

ABANDONO


Saíste mundo afora,
Sem um adeus, sequer um olhar.
Pensei: que faço agora?
Senti as lágrimas o meu rosto molhar.

Falta hás de me fazer, eu creio,
Quem irá meu leito aquecer?
Com outros irás ficar, receio,
Mas te olvidar, irei aprender.

Asistí a tua ida,
Tomou-me o desespero,
Nem me acenou na depedida,
Estavas linda, vestida com esmero!

Quanto mais distanciavas,
A saudade crescia,
Quanto menor tu ficavas,
Meu coração comprimia.

O ciúme exterminou nosso amor,
Fez tua mala, pra longe te levou,
Mas não te tenho rancor,
Só um grande vazio ficou.

Mas para parar de sofrer,
Apesar de ainda te amar, te querer.
Encontrei a maneira certa de te esquecer:
Basta em nosso leito não me deitar,
No jardim não mais caminhar,
Do mar não me aproximar,
Pro céu jamais olhar,
Não admirar o luar,
Não ver os pássaros voar,
Nem tampouco respirar.

Biografia do Autor em:

http://www.caestamosnos.org/autores/autores_s/Saavedra_Valentim.htm


 
     

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