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Antologia
Virtual
X
Setembro
2012
Pág. 16 de 16 Págs.
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von Trina,
Poeta ideólogo do movimento
«Hiper-Espiritualista», assume
definitivamente desde1988 o nome
literário de ‘von Trina’. Cedo
se desdobra, seguramente a
partir deste pseudónimo, em
vários heterónimos [são-lhe
conhecidos em 2003, pelo menos
seis (6), havendo a carteza que
alguns dificilmente serão
associados ao autor], no âmbito
da poesia, crítica literária,
intervenção cultural e artigos
de opinião. Desde meados de
2004, adoptou a assinatura,
von Trina, suicidário-literário.
Nasceu a 8 de Julho, na Lisboa
dos anos sessenta, mas
reivindica naturalidades nas
três Beiras portuguesas, a
genética (Proença-a-Nova, Beira
Baixa), a afectiva (Coimbra,
Beira Litoral) e a adoptiva
(Gouveia, Serra da Estrela,
Beira Alta), assumindo assim, um
gesto de desafio ao pensamento
insuportavelmente 'queque' do
eixo Lisboa-Estoril-Cascais,
onde aliás manteve residência
durante mais de 30 anos. Actual
e muito recentemente, vive na
portuguesa lezíria ribatejana ,
na histórica vila de Samora
Correia.
Escreve desde que tem
consciência da força da palavra
e da importância da atitude,
dispersando colaboração
descontínua –com diversos
heterónimos- em jornais,
revistas e nomeadamente no
‘site’ «CÁ ESTAMOS NÓS». Desde
1996, está regularmente
representado em colectâneas
poéticas (livros e CD’s), tendo
o grupo “ESCOLA VELHA-TEATRO DE
GOUVEIA” incluído no seu
espectáculo “NOITE DE POESIA”,
trabalhos seus. Foi membro dos
“Jograis Orpheu”, participando
(também individualmente) em
incontáveis sessões de
divulgação cultural por todo o
país, de escolas a lares de 3ª
idade, de cafés a livrarias.
Animou ainda a “Tertúlia
Orpheu”. É membro fundador do
grupo “O SEU CONTRÁRIO – Música,
Poesia & Jograis”, cuja intensa
intervenção cultural, se
reflecte em 2 CD’s gravados e
dezenas de recitais, no primeiro
ano de actividade.
Foi considerado pelos leitores
da revista cultural on-line, “ARTJORNAL”,
ex aequo com o Prémio Nobel da
Literatura de 1982, Gabriel
Gárcia Márquez, como o vencedor
da categoria ‘Literatura 2003’.
Individualmente é autor das
obras, «A Dádiva Astuciosa dos
Deuses», poesia, Editorial
Minerva, 2000; «SÓ O AMOR de um
ser interessante É belo e
excitante», poesia, Biblioteca
Virtual do Portal Cá Estamos Nós
e da peça teatral «A Retirada»,
sobre a guerra colonial
portuguesa (1961-1974) em África
(Guiné-Bissau). Actualmente está
no prelo o seu último livro de
poesia inédita (CE), a publicar
em breve, em papel e em versão
on-line.
Manuel Farinha,
in ‘von Trina - Biografia
Insustentável do Poeta’ |
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O MEU PRIMEIRO ORGASMO
a minha memória festa
sorriso perpétuo bom
sabe ainda bem
em mim-eu
deus omnipotente
possuidor do céu e da terra
hoje
a minha toda
subversão
devassidão
fecunda raízes
fugazmente sublimes
nas vertiginosamente inclinadas
meia hora precedente
e seguintes
desse cúmulo
eu
digo eu
serei ELA talvez
a sensibilidade a ternura
como matiz
ainda o também
savoir-faire savoir-vivre
de sex appeal
inegável estonteante
ai sorte
que tendo sido tido
tive tendo-A
e AFIRMO
ASSEGURO E JURO
não foi crime
não sendo
paixão relação instituição
FOI
de atenção amor
afinal
impulso desejo
perdição e tesão
e foi e É
horizonte da saudade
onde TE saúdo
PURA
solstícios
serenos e seguros uns
precoces desajeitados
virgens e imberbes outros
trinta e quatro teus
catorze meus
em mítico ritual
dissimulado
sacerdotiza e iniciado
eu personagem-mim
tu personificando
mãe-de-namorada
von Trina,
suicidário-literário
Lisboa - Portugal |
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72 - WILSON DE OLIVEIRA JASA |
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Nasceu em São Paulo - SP
- Brasil (12 de Setembro
de 1954). Presidente das
entidades: Casa do Poeta
“Lampião de Gás” de São
Paulo; Movimento Poético
em São Paulo; Casa do
Poeta Maçom do Brasil.
Membro das entidades:
Sociedade Mundial dos
Poetas (Presidente de
Honra); Movimento
Poético Nacional; Ordem
dos Jornalistas do
Estado de São Paulo;
Associação Paulista de
Imprensa; Academia
Paulistana Maçônica de
Letras; Academia
Maçônica Internacional
de Letras; Ordem dos
Velhos Jornalistas.
Príncipe dos Poetas
Paulistanos; Príncipe
dos Sonetistas do
Brasil; Príncipe dos
Poetas Maçons do Estado
de São Paulo. Autor dos
livros: Elo Eternal
(Poesias); A Pedra
Francesa (Crônicas e
Contos); A Rosa e o
Poeta (Infantil);
Pardalino o Pardal
(Infantil); Poemas de
Amor (Poesias).
Organizador de mais de
50 Antologias e
Coletâneas. Participação
em dezenas de Antologias
e Coletâneas no Brasil e
Exterior. |
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AMADA MINHA
Em teu corpo sensual
tens o perfume,
da mais sensível flor,
rosa de amor;
mas mesmo nos meus
braços tens queixume,
querendo para ti bem
mais calor.
Voas em sonho pra mim,
qual vaga-lume,
iluminando a noite com
fulgor;
és minha doce amada com
teu lume,
que é meu nume em
momento abrasador.
Inspiradora musa da
poesia,
que transporta meu ser
na fantasia,
fazendo-me viver o amor
paixão.
És tu, amada minha e
companheira,
minha mulher e amiga
verdadeira,
quem aquece ninh’alma e
coração.
Wilson de Oliveira Jasa |
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Maria José
S.R.Couto,
nascida no
Estado do
Rio de
Janeiro,
residente em
Niterói-RJ,
cidade em
que ama
viver.
Chegou à
Internet no
ano de 2004
com suas
formatações
em slides (pps)
e assinando
como ZzCouto,
se tornou
conhecida.
No ano de
2006, foi
criado o
site http://www.zezecoutoslides.com/
a menina de
seus olhos,
onde são
hospedados
os slides
por ela
elaborados e
também os
poemas que
escreve...
No ano de
2008,
começou a
passar para
o papel,
suas
inspirações,
que até
então não
haviam sido
reveladas.
No mesmo ano
de 2008,
criou o seu
próprio
grupo:
Grupo
ZzCoutoSlides,
através do
qual envia
seus slides
e poemas
para aqueles
que
solicitam,
em forma de
atualizações
do site.
Artista
plástica,
participou
de várias
exposições
nas quais
obteve
premiações.
Ama as cores
do arco-íris
que
envolvem,
enlevam e
transmitem a
alegria de
viver... A
beleza das
cores
extasiam a
sua
sensibilidade.
Gosta de
leitura,
escrita,
teatro,
música e de
um bom
filme, sem
preferências
por autores
e atores...
Me chamam de
poetisa. Mas
sou apenas
um ser de
alma
sensível que
ao se
inspirar,
transmite
para um
pedaço de
papel, o que
sai de
dentro de
meu
coração...
Pratico a
religião
Católica
Apostólica
Romana,
respeitando
as demais
crenças que
levam a um
só Pai:
Deus!
ZzCouto,
pessoa
simples, que
luta pelos
seus
ideais!!!
Com carinho,
ZzCouto |
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DESTROÇOS
Fez-se o
amor do nada
e nada
ficou,
a vida, o
corpo, a
máscara e a
fala,
tudo passou,
porque tudo
é efêmero...
Jogados na
surdez do
eco...
O amor se
perdeu com o
esquecimento,
se foi com a
brisa
fresca,
roçando
minha face
ardente,
e o meu
corpo dorido
ansiando
prazer...
Nas noites
inócuas e
vazias,
num simples
aceno, o
amor se
perdeu,
indo as
lembranças e
os carinhos,
afogados num
copo
vazio...
De um amor
que se
perdeu,
lembranças e
saudades
somente,
onde eu era
o piscar da
primeira
estrela,
até não
restar mais
nada de
mim...
Simplesmente
destroços!
ZzCouto |
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74 -
ROZELENE
FURTADO DE
LIMA |
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Rozelene Furtado de Lima –Teresópolis/RJ/ Brasil. Professora., Bibliotecária, Escritora, Poeta. Livros: Banquete de Idéias de memórias e “No Limiar Sex” de poemas; Participante dos livros: Nous Les Femmes Du Brésil e Le Grand Show des Ecrivaines Brésiliennes-Paris; We, Womem of 21th Century-NY; .“Quando Os Povos Se Encontram” Roma; “Mil Poemas a Pablo Neruda/Chile e em mais de cem Antologias nacionais e internacionais. Textos na revista literária “VARAL DO BRASIL”-Brasil/Genebra; verbete no Dicionário de Mulheres Escritoras de Hilda Flores; Membro da Associação Internacional de Escritores e Acadêmicos; Membro da AVBL; Associada à Rede de Escritoras Brasileiras.; Integrante do Grupo A.G.U.I.A. Membro de Poetas Del Mundo. Membro Correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni- ALTO-MG;
http://www.rebra.org/escritora/escritora_ptbr.php?id=1573
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=5991
www.varaldobrasil.ch/182178/183685.html
www.camarabrasileira.com/gal-ranyane.htm |
| O MUNDO ACABOU EM CARNE SECA
Acabara de colocar as crianças para dormir e olhava-as com carinho. Teve quatro filhos e três maridos, mas não sabia com qual dos maridos tivera dois filhos.
O primeiro marido, alto moreno, magrinho e trabalhador. Calado, silencioso e muito organizado. Morrera de acidente de moto. Ficaram juntos dois anos.
O segundo era um estrangeiro, cabelo ruivo estatura média e falava com dificuldade o idioma dela. Depois de três anos de casa desapareceu. Ela esperou, esperou e nada.
O terceiro tinha um temperamento descontraído, muito bom humor. Trabalhava como gerente numa fábrica de bebidas. Viveram dois anos juntos e felizes. Num final de semana ele foi buscar a mãe para morar com eles. A mãe estava viúva e sozinha. Ele voltaria no máximo em um mês, só o tempo necessário para resolver todas as questões da mãe.
Dessa vez quem saiu da casa com os filhos foi ela. Tinha quatro filhos e tivera três maridos e não sabia com quem teve dois filhos. Morar com sogra nunca!
Ligou para o pai que vivia num país vizinho e pediu para buscá-la.
Era pequena, magra, cabelos negros e sempre presos numa longa e muito bem feita trança. Que é que era atraente naquela mulher que tinha quatro filhos e tivera três maridos e não sabia com qual deles teve dois filhos? O dedo indicador estava fininho de tanto chupar e quando estava ocupada com os afazeres domésticos, disfarçadamente tirava uma chupeta de dentro do porta seios, sem chupeta o serviço não rendia. Ela sorria com os olhos e com o dedo na boca. Parece que essa atitude fascinava os homens. Era cuidadosa, caprichosa, dengosa e sedutora.
Quando ouviu no rádio que o mundo ia acabar na sexta-feira ficou muito preocupada.
Foi perguntar ao seu mentor espiritual se podia ser verdade que o final do mundo estava próximo, ao que ele explicou: - ninguém sabe ao certo que dia o mundo vai acabar, mas viva como se fosse acabar na sexta-feira, faça tudo que tenha para fazer, aproveite a semana para colocar a vida em dia, faça o que você mais gosta e assim estará preparada para o final do mundo sem precisar mais se preocupar. Berenice foi pelos caminhos pensando no que ouviu, e pensou... Pensou... E pensou e continuou pensando. Quando chegou a casa beijou os quatro filhos e olhou demoradamente para todos e sabia que dois eram filhos de um dos três maridos, mas com qual dos maridos tivera dois filhos?
No dia seguinte (quarta-feira) pela manhã falou ao pai que queria ir à cidade fazer umas compras. O pai mandou o chofer levá-la e recomendou ao empregado que não desgrudasse dela, ela poderia ir embora e ele amava muito os netos e a filha. Quando ela regressou das compras foi logo para cozinha e avisou a cozinheira – “quem vai fazer o almoço amanhã sou eu”. Dito e feito. A preparação começou na noite de quarta-feira, colocou a carne de molho para dessalgar. Fez um caldeirão enorme de feijão com carne seca para o almoço de quinta-feira. Todos acharam deliciosa a feijoada. Ela comeu muito, mas muito mesmo no almoço e precisou tomar um chá digestivo. No jantar ela comeu mais do que no almoço. Passou mal à noite, foi parar no hospital. Pela manhã voltou para casa, deitou-se e ansiosa aguardou o Fim do Mundo. E ele não veio!
E cada semana ela aparava as arestas e embelezava-se por dentro e por fora: - não acumulava mais nada, sorria sempre, cultivava as amizades e o bom humor, amava com intensidade e aprendeu a conviver com as adversidades sem se lamentar e principalmente aproveitar o tempo, pois só tinha até sexta-feira quando “O Final do Mundo iria chegar”
E dessa forma ela passava a semana ocupada realizando coisas boas. Tinha decidido que quando o Final do Mundo viesse estaria prontinha para viagem derradeira. Esperava pelo Final do Mundo como se ele fosse um pretendente que a levaria para sempre. Imaginava que ele amorosamente carregava-a nos braços por um longo caminho sem volta e ela deixava-se conduzir cheia de felicidade. Até o vício de chupar o dedinho e a chupeta ela abandonou receosa de quando chegasse ao céu fosse rejeitada na seleção para ser anjo. Anjo não poderia ter defeitos.
E toda semana era a mesma coisa – comia feijoada com carne seca – e comia mais e sempre mais. Até que numa dessas sextas-feiras foi levada ao pronto socorro às pressas.
Finalmente ele chegou!!! Ela acompanhou-o com um sorriso nos lábios de satisfação!!!
No dia anterior, quinta-feira, tinha completado noventa e sete anos.
Ninguém viveu mais feliz e comeu mais feijão com carne seca do que Berenice a mulher que teve quatro filhos e três maridos e não sabia com qual deles tivera dois filhos, que dividiu a vida em semanas, viveu cada semana como se fosse a última, refinou o gosto pelo bem viver preparando-se para a chegada do tão esperado Final do Mundo.
Rozelene Furtado de Lima |
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