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Antologia
Virtual
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Setembro
2012
Pág. 6 de 16 Págs.
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Nascida em
São Paulo - Capital aos 18 de
fevereiro de 1954.
Formada em Jornalismo pelas FIAM
- Faculdades Integradas
Alcântara Machado.
Atuei por trinta e um anos junto
à coordenação e, diretoria do
núcleo de educação, exatas e
saúde em Cursos do Ensino
Superior das FMU - Faculdades
Metropolitanas Unidas.
Atuei como Jornalista
Responsável das Revistas na Área
da Saúde e, pela publicação da
“Coletânea das Semanas
Científicas” na Faculdade Santa
Marcelina e Escola Sophia
Marchett.
Atualmente: Jornalista - Poetisa
- Contista - Cronista.
Livros publicados: "Ecos da
Alma" e “Moedas Para o Barqueiro
Vol. II”- Editora Andross.
"Contos Cotidianos"- Editora
Regência.
"Declaração de Amor à Poesia" -
“Alma Vol. I” - E-Book- e
Impresso - “Meninas Super
Poéticas” - “Nos Meus Tempos de
Criança Era Assim” – Grupo
Editorial Beco dos Poetas &
Escritores Ltda.
Participação no E-Book “Dueto
com as Poetisas” de Eduardo
Samuel Ferreira - Grupo
Editorial Beco dos Poetas &
Escritores Ltda.
Participação do programa de Anna
mel, “Novos Autores”, com poemas
de minha autoria - Rádio Online
Gazeta Vale Paraibana.
Participação na abertura de show
de danças e coreografias da
Academia de danças “Carla
Lazzazera”, homenageando
Mulheres em Destaque com o
poema, “Mulheres”, de minha
autoria, no Teatro Maria Della
Costa.
Participação na 22ª Bienal
Internacional do Livro de São
Paulo - junto ao estande da UBE
– União Brasileira dos
Escritores.
Publicação de crônicas e contos
no Jornal Online:
www.gazetavalearaibanana.com.br
Página no site:
www.becodospoetas.com.br/profile/GenhaAuga
Página no site:
www.encontrodepoetaseamigos.com.br
Blogs:
www.genhaeamigos.blogspot.com |
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O AMOR
O amor vem e avassala tudo!
Nutre-nos mais que a
necessidade.
Alimenta o corpo, sono e sonhos.
Torna-se o ar que respiramos e
a seiva do coração que bate.
Mas, quando os olhos se fecham
pela poeira da ilusão,
impede-nos de ver a verdade,
faz-te abandonar os maiores
desejos,
adentra o coração em silêncio
e o preenche com sofrimentos.
Domar o amor é querer domar o
vento,
passa mas não acaba.
Às vezes te entrega sem maldade
a alguém que lhe rouba a paz,
leva um pouco de ti,
deixando tristeza e saudade .
Valoriza a presença da ausência,
agrega a dor e a tristeza.
Mas enquanto dura, o coração
fica em paz, se acalma.
Semeia esperança de que nunca se
acabe...
Mas quando o amor vai embora,
de novo tudo avassala!
Genha Auga |
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22 - GERCI OLIVEIRA GODOY |
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Gerci
nasceu em 1938, costura
panos e tece palavras
sempre inspirada em
muita leitura. Faz
oficinas de literatura
sempre que pode e com
esforço tem conseguido
classificações e prêmios
literários, mas o maior
prêmio são os amigos que
durante esta trajetória
tem conseguido. Pessoas
encantadas que fazem
vibrar minha alma de
poeta. Durante toda a
vida tem afastado as
pedras e colhido muitas
alegrias.
Prêmios: Concursos, Lila
Ripoll 3 vezes, poemas
no ônibus 3 vezes,
poemas no ônibus, cidade
de Viamão 1 vez,
Histórias de trabalho 3
vezes, Mario Quintana,
Expresso das
letras,Amigos do livro/
Flipoços, Azabeça com
poesia e crônica, Band
RS conto de natal,
concurso virtual Poesia
de natal e mais
classificações em
antologias tais como:da
Litteris, Um poema para
Machado, De pessoa pra
Pessoa, Palavras da alma
para o coração, Prêmio
Literário Porto Seguro
Cronicas Selecionadas,
várias edições da
Habitasul Revelação
Literária, Revista Água
Viva do Grupo Cero entre
outras. |
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GOTA DE ELIXIR
é finita a gota que me
resta
embora à guarde
em hermética candura
sei finito o badalar da
aurora
nas palavras que me
penetram
nas estrelas que
contemplo
nos versos vivos que me
completam
á finitude em meus
desejos
mesmo que a passos
largos
me contemple
mesmo que o infinito me
sustente
serei nuvem dissipada ao
vento
gota a gota
da chuva que secou
Gerci OLIveira Godoy |
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23 -
HUMBERTO RODRIGUES NETO |
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CILADAS
DA VIDA
Ao marulho
das vagas
que separam
este imenso
Brasil de
Portugal,
dois seres,
num destino
desigual,
em dois
sonetos seu
amor
declaram.
Se amam
demais,
porém seria
fatal
o malogro
dos bens com
que
sonharam;
talvez nem
um, nem
outro,
cogitaram
de não
chegar tal
sonho a um
bom final.
Ah... quanto
almejariam,
pessoalmente,
trocar um
beijo
apenas,
frente a
frente,
pra consumar
o amor que
hoje os
seduz!
Porém, a
sorte,
alheia a
tais
instantes,
coloca o
Atlântico
entre os
dois amantes
e os
crucifica
sobre a
mesma cruz!
Humberto
Rodrigues
Neto |
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24 - IEDA
CUNHA
CAVALHEIRO |
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Nascida a 23/03/1950, em São Gabriel/RS, advogada, professora, poetisa, escritora e ativista cultural. Livros publicados: Sinfonia de Vida, poesia, O Peixinho e a Menina Triste, conto infantil, 2008, organizou Nas Asas da Paz, Coletânea em Prosa e Verso, 2007 e Casa do Poeta Rio –Grandense, 43 Anos/2007, Casa do Poeta 44 Anos/2008, Casa do Poeta Rio-Grandense 45 Anos/2009, Casa do Poeta 46 Anos/2010 e Casa do Poeta Rio-Grandense 47 Anos - 2011. Participou de mais de trinta Coletâneas em Prosa e Verso, possui crônicas publicadas em alguns jornais. Foi Presidenta de 2007 a 2011 da Casa do Poeta Rio-Grandensee/RS - Porto Alegre/RS/BR.
www.iedacc.epoeta.com.br |
| HERANÇA MALDITA
Muitas vezes eles haviam discutido. Sempre a discussão terminava no abraço que a mãe ensinara, ainda pequeninos. Meio sem graça, meio em pejo, mas abraço e depois, o aperto de mãos de quem garante que nunca mais vai repetir o mesmo erro, sem palavras. O pai acabara de morrer. Fora o braço firme depois da morte da mãe. Deixou-lhes herança, muitos bens a dividir. Sentaram-se à mesa. Imóveis, valores, cálculos, um pra mim, um pra ti. Pronto, tudo certo. Ergueram-se os dois e tal como aprenderam, ao final do acordo, aperto de mãos e o abraço meio em dúvida, mas fraterno. Ficaram de chamar o advogado para fazer a partilha no papel.
Foram aos quartos, falaram com as mulheres, ajeitaram as crianças e partiram cada um para sua casa, deixando abandonada a casa da fazenda do pai até resolverem que fazer com ela para dividirem o valor, ambos já haviam feito suas vidas em outras paragens e a casa estava muito velha pra morar. Tempos depois se encontraram em frente à casa do irmão, o mais novo portava, ainda sem apear do cavalo, o revólver que fora do pai e não entrara na partilha. Nem se cumprimentaram: é meu, disse o mais velho. É meu, disse o outro. Entre é meu e é meu, o mais velho já avançara e a tomara da cintura do irmão. O mais novo girou nas quatro patas do cavalo e se foi, campo afora, sem a arma. E troteou até sumir no horizonte azul.
O outro, nem se sentiu culpado, era mais velho, tinha o direito. O filho pequeno que brincava além da porteira só viu o tio sair sem palavras e sem apear para lhe fazer agrados. Não entendeu nada. Nunca mais viu o tio. Passaram-se muitos anos. O Inventário nunca foi feito. O mais moço enviuvara e ficara com a filha, o genro e os netos, já tinha até bisnetos morando todos no mesmo casarão.
As crianças brincavam e reunidos no oitão, os adultos conversavam, tomando o chimarrão do fim da tarde. Repentinamente, se ouviu um trotear apressado de cavalo e se foi avistando o cavaleiro que surgia na reta da estrada, cada vez mais perto na direção da porteira. Pusera-se em pé para observar mais fácil, já lhe falhava a visão longa, em lusco-fusco o sol já se punha.
O cavaleiro velho, mas ainda empertigado em seus quase oitenta anos, aproximou-se. Chamou o irmão pelo nome. O outro se aproximou, reconhecendo-lhe a voz. - Apeia - disse-lhe, então. Já era tempo de perdão, pensou com seus botões. O outro não respondeu, não sorriu, apenas enfiou a mão na cintura desafivelou a guaiaca e jogou-a para o irmão – toma conta disso, agora é tudo teu. Girou o cavalo nas quatro patas e lá se foi na nuvem de poeira pela estrada de chão e sumiu no azul. Desapareceu mesmo o barulho de patas do cavalo. O irmão pegou o presente, assim julgou, tinha a arma do pai, ali, cuidadinha, brilhante e toda a munição pra garantir o uso. Não sabia o que dizer. As crianças ficaram impactadas, a filha, o genro, os netos não sabiam que fazer para ajudá-lo, tal o seu tremor.
Anoitecia quando chegou o vizinho trazendo a notícia da morte de um cavaleiro estranho que há pouco passara num sentido e depois pelo outro da estrada. Não possuía documentos, nem dinheiro, nem arma, nada que o identificasse. Levá-lo-iam para a cidade no carro de bois da família que tentara socorrê-lo, para ser identificado. O presenteado não teve dúvidas, correu ao galpão, ligou o motor, deu ré no jipe, correu quanto pode para ajudar: era seu irmão.
Juntou com as suas, as mãos do irmão, abraçou-o forte e chorou como em criança quando brigavam. Um abraço constrangido, doloroso. Pediu-lhe perdão pelo abandono. Rezou à mãe e ao pai para o receberem bem e a Deus para iluminá-lo.
Diabo de vida. É tão fácil abraçar. Poderia ter perdoado o irmão. Ele perdera toda a família. Há duas semanas morrera-lhe o último filho. Havia ficado só. Por que se sentia tão mal, tão triste, tão infeliz? Só agora tinha noção do que lhe teria representado a amizade do irmão e a dos parentes já idos. Poderiam ter tomado tanto chimarrão juntos. E agora faria o quê com a herança maldita?
Ieda Cunha Cavalheiro |
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25 - ISABEL CRISTINA SILVA VARGAS |
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Isabel C.S.Vargas, professora, advogada, aposentada no serviço público, jornalista. Especialista em Linguagem e Tecnologias, com cerca de trezentas publicações no Diário da Manhã- Pelotas RS e no seu site:http://www.isabelcsvargas.com. Membro da AVSPE- BC-SC, da Associação Poetas Del Mundo (Chile), Clube Brasileiro da Língua Portuguesa-BH-MG, Portal do Poeta Brasileiro, Confrades da Poesia, Portugal, da União Hispanoamericana de Escritores. Portal CEN-Portugal. Participa da CBJE, além de mais uma centena de publicações em livros. Recebeu diversas premiações, entre elas 1º lugar em conto e crônica, menções honrosas, destaques em crônica, contos e poesia. Prefaciou obras para a Editora Celeiro de Escritores, além de revisão literária. Publicações na R. Eletrônica Lápis e Luz, no Varal do Brasil (Suíça)
Outros links:
http://ainternacionalpoetasdelmundo.blogspot.com.br/2012/04/memb o-isabel-cristina-silva-vargas.html
www.isabelcsvargas.com
http://www.icsvargas3.blogspot.com.br/
http://icsvargas.bloguepessoal.com/ |
| CRIAÇÃO
Sob o manto anil do céu,
Estendem-se belezas sem par,
Natureza rica e virgem
Seres cheios de bons propósitos
Sentimentos nobres aflorados
Em corações imaculados.
Risos cristalinos
Que não foram atingidos
Pela violência gratuita.
Fortalecidas pelo calor do astro-rei,
Brotam as sementes de formosas flores
Que alegram os homens e,
Os fazem sonhar.
Nos sonhos dançam ilusões,
Sonhos que para não se perderem
O homem eterniza nas palavras,
Materializa nos substantivos,
Multiplica nos verbos,
Embeleza nos adjetivos,
Lançando-os no espaço
Criando novas realidades
Que produzirão mais sonhos,
Em um inesgotável movimento
De criação, morte, renascimento.
Isabel Cristina Silva Vargas |
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