Antologia Virtual

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Setembro 2012

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36 - LUIZ PÁDUA

Colaborador de textos literários do jornal Tribuna de Assis – da cidade de Assis (SP). Repórter do Jornal “A Hora” de São Paulo Capital. Sua vocação literária vem da infância, tendo em vista sua vontade de aprender escrever, desde os 5 anos de idade. Nesse sentido, tornou-se um obstinado ao querer aprender a se comunicar através das letras, em vez de brincar com crianças de sua idade em sala de aula do Jardim de Infância. Aos 18 anos já escrevia pequenos pensamentos literários com grande facilidade. Aos 19 anos, o seu passa tempo preferido era escrever em pedaços de papel, pequenos trechos do que podia ser no futuro a realidade de um livro publicado. Entretanto, pouco esperava de um futuro promissor na vida literária, pois publicar um livro era considerado um atrevimento para quem não tivesse condições financeiras adequadas.
Conformado, tornou-se um escritor do site Recanto das Letras na Internet, assinando uma escrivaninha e despontando relativamente para a vida literária. De posse da escrivaninha no site, teve a oportunidade de escrever e postar seus textos literários de: contos, crônicas, artigos e poemas. Alguns de seus primeiros textos postados, chamou a atenção de muitos leitores do Recanto, batendo Record de leituras, talvez por serem críticos, ou desvendando mentira de muita gente da sociedade como: a Filantropia (ou Pilantropia) Asilo dos velhinhos, e outros.
Obras publicadas:
Introspecção; Mentira, Calúnia e Fanatismo; Nos Mistérios dos Sonhos e da Vida; Sob o Domínio dos Deuses; Um Paciente muito Impaciente; A Face Oculta de Darlene; Um Vulto de Mulher; - Enfrentar o Medo Cara a Cara; Os Poderosos; - A Cara do Gato; - O Diplomata; 2ª edição de O Diplomata, ampliado e revisado); - “O Assassinato do Embaixador”; Ainda na Editora.
 

 

ATÉ BREVE AMOR


Era noite. Você e eu tínhamos o mundo inteiro.
Um mundo encantado cheio de sombras,
Iluminado apenas pelo luar.
Você em meus braços entre apaixonados beijos
Seus lábios cheios colavam-se ardentemente aos meus.
Sentia-me vivo e forte por que
Estávamos amando; a felicidade era toda nossa
Deixamos que o sonho nos levasse num encantamento sem fim.
Parecia que nós, você e eu; a noite, as estrelas e a Lua
Formávamos um único ser estreitamente unidos.
Permanecemos assim, entrelaçados cheios de amor
Até que as estrelas foram empalidecendo no céu,
As sombras foram-se desaparecendo.
Chegava o momento, o momento de dizer adeus
Nenhum de nós tinha coragem para se despedir.
Tomei a iniciativa e murmurei um adeus pesaroso.
Com os olhos lacrimejantes você beijou-me os lábios,
Murmurando quase num cochicho:
Até breve, amor.

Luiz Pádua

 

 

 

37 - LUZIA STELLA MELLO

Luzia Stella Dias Carneiro de Souza e Mello é natural de Resende, RJ. Casada. Radicada em Ribeirão Preto, SP, desde l968.
Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais. Artista Plástica. Escritora e Poetisa.
Membro da Academia Ribeirãopretana de Letras. Diplomas, premiações e medalhas em inúmeros Salões de Arte, participações desde 1978. Participação em Antologias de Poemas, de Contos e de Mini-contos. Colaboradora de jornais eletrônicos: Portais: - Movimento das artes – Portal Vânia M.Diniz – Portal Usina de Letras – Portal Recanto das Letras. Autora do romance “EULÁLIA”- Ed. Ottoni (2005), do romance “AMOR SEM FRONTEIRAS” Ed. Biblioteca 24x7-SP, Poemas “PLENITUDE”, Ed. Usina de Letras (2008); Romance inédito “PELOS PORTAIS DO TEMPO” (2009); poemas “ AS QUATRO ESTAÇÕES” Ed. Scortecci, e o romance “A VELHA FAZENDA” Ed Ottoni (2011).
 

 

A CHUVA


É noite!...
Os ruídos característicos do horário. Gotas de chuva explodem surdas e tranqüilas, ora sobre o telhado, nas folhagens, ou em uma poça d’água... Sons diversos, distintos... E, deles vai se destacando uma melodia de Debussy, integrando essa atmosfera lenta, evocando o silêncio maior que vai descendo...
Sonhar!... A noite foi feita para sonhar... Repousar.
Tudo aquilo que foi o dia é passado... Vivido! Um trabalho normal...
Chove!... A noite chove!...E essa água lava a terra...Os problemas... O cansaço... As incertezas. A chuva lava e leva! A vida vai se acalmando... A mansa chuva entoa sua canção fecunda, ritmada e generosa...
Somos folhas despetaladas de uma flor singela que brilharam alvoroçadas à luz do sol, fremindo de pressa e ansiedade, querendo, não apenas a beleza de suas presenças, mas, muito mais, a firmeza da operosidade vibrante...
Se olharmos à nossa volta, quão imenso é o jardim, quão vasto o campo, prados, montanhas, matas, florestas!... As águas dos lagos, rios, cascatas... O oceano imenso... Um sem fim de vidas que brotam, germinam, medram, seguindo o ciclo natural da vida!
Nosso Jardineiro sempre o mesmo!
E, com igual atenção olha por cada um, sente, ajuda, ampara, protege, abriga das pragas e das intempéries, visando a “colheita”, a safra, a abundância, a beleza, a sensibilidade despertada, colorida, admirada... Pois nada que fique acima do nível das águas, nada que viva sob o céu imenso, ou no fundo dos oceanos como nas entranhas da terra, pode, sequer, desmerecer o espaço que ocupa!
Esta vibração de vida é canção, pulsando, e, em ondas seguindo, espalhando-se sempre, sempre... Até o infinito!

L. Stella Mello

 

 

 

38 - MORA ALVES

Mora Alves, pseudônimo de Maria Aparecida Araujo Moreira, moradora no Município de Guarulhos, São Paulo. Autora do livro Um Novo Amanhecer pela Editora Livre Expressão. Participação em alguns livros de Antologia: Melhores da Poesia Brasileira, Destaque da Poesia em 2011, Participação na Bienal de São Paulo em 2010 com o livro de Antologia: Poesias Contos e Crônicas. Participação na coluna do Jornal Cumbica News, onde escreve contos em histórias do cotidiano.
Para conhecer um pouco desta autora navegue pelo site:
www.moraalves.com
e o blog:
www.moraalves.blogspot.com.br

 

ESTRADA


Estrada que nunca termina
Pessoas que caminham
Seguem seus passos
Correndo atrás dos seus sonhos.
Nosso dia de amanhã
Nossa tristeza
Nossa saudade
Pequenas coisas que se tornam
Edifícios, quase impossíveis
De se alcançar.
Hoje nos resta o sonho
Amanhã quem sabe,
Restará o riso
Que não se deu
A palavra que se perdeu.
Penso no hoje, nos pequenos
Gestos, a saudade que
Se sente, a tua presença
Tão longe, tão distante.
Hoje o sol me despertou,
Me trouxe teu riso,
Causou o meu pranto.
Você foi meu sonho,
Minha alegria, minha tristeza,
Você foi sonho, miragem,
Bobagem!... Você foi
Saudade.

Mora Alves

 

 

 

39 - MARCO AURELIO TISI

Tenho 61 anos, moro em Ribeirão Preto / SP e por uma circunstancia Emocional, me tornei um poeta amador, que fiz das minhas poesias minha terapia.”
Meu blog
http://desabafospoeticosmarcotisi.blogspot.com.br/

 

PASSEANDO NO BOSQUE


Fui ao bosque, para espairecer,
pensar na vida, meditar, tentar
me encontrar e, o mais importante,
relembrar, adoro relembrar.

La encontrei, meus amigos
pássaros, havia muitos lá,
todos com suas cores e portes
lindos e cantos melodiosos.

Primeiro, chegou o
Polícia-inglesa
com seu sotaque britânico,
depois, o Beija-flor-rubi,
com seu MIX de cores,
o Galo-da-serra, todo alaranjado,
o Tangará, com seu azul único,
e por ultimo o Papa-piri
exuberante.

Todos eles, me acharam
com uma aparência mais
amena, cochichei nos seus
ouvidos o motivo, e eles só
riram.

Concordaram comigo, sobre
o que lhes falei do “ Tempo “,
e eles observaram, que o “ Tempo “,
tem o tempo que tem e que o
momento é de paciência oriental,
nada mais que isso.

E antes que eles fossem embora,
me lembraram de um certo
Bem-te-vi, de quem eu poetei,
e que ele continua lá, cantando
para a “ Musa Inspiradora “ da
poesia que fiz, e para ele, é um
prazer imenso cantar para “ Ela “.

A como Amar é bom, até
os pássaros conversam comigo.

M. A. Tisi

( OBS. :- Esses pássaros aqui citados podem ser vistos no site www.terradagente.com.br )

 

 

 

 

40 - MOYSÉS BARBOSA

Nascido no Rio de Janeiro, no dia 15 de fevereiro de 1944, Moysés Barbosa é filho de Abrahão Barbosa e Therezinha, com descendência portuguesa do lado paterno, e italiana do lado materno. Sua infância não foi muito fácil, tendo feito os cursos secundário e superior (Filosofia, Teologia e Direito) já adulto, depois de casado com a advogada Ivanir Maria Belisário Barbosa, também de descendência italiana, casal que possui três filhos.
Este Poeta, que também é Jornalista, começou a escrever seus versos em jornais e ainda muito jovem, em 1959, deu a público seu primeiro poema, intitulado Solidão, que veio a ser titulo de seu primeiro livro Solidão Poesias publicado em 1970.
Moysés é Pastor da Convenção Batista Brasileira e exerce ministério evangélico há 45 anos e sua obra poética é muito vasta, sendo que a maioria de suas publicações estão em sua página ministerial– mas suas composições estão em várias páginas como Café História, VAEBRASIL, PORTUGALMARESIAS, Recanto das Letras e em outras publicações. É escritor e já publicou o livro didático Redação Moderna e também Liturgia Cristã.
Completou Jubileu de Ouro de Poesia em 2009 e já tem dentre suas distinções literárias os prêmios Jorge Amado, Luis de Camões, Pena Dourada Selo Ouro, Olga Kapati, Olavo Bilac, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa e também o titulo de Doutor Honoris Causa em Poesia Barroca, que lhe foi concedido pelo Conselho Euro Latino de Escritores, mantido pela Universidade Emill Brunner de Brasília.
Faz parte de Poetas Del Mundo e de inúmeras academias de Letras e Artes do Brasil e do exterior: muitas são as titulações outorgadas a este poeta, valendo destacar o grau de Comendador, Guardião do Cinquentenário de Brasilia, e inúmeras condecorações, as quais estão expostas em sua página acompanhadas dos respectivos diplomas de concessão.
Possui inúmeros troféus e elevadas distinções especiais fora do Brasil, na área poético literária e em outros segmentos, como o Troféu França-Brasil (Paris), Acadêmico da Nobilíssima Academia Ecumênica de Letras e membro representante do Brasil no MIL-Movimento Internacional Lusófono, Conde de São Metódio, estes três últimos em Lisboa (Portugal), Embaixador da Paz Universal (França-Suiça) e Chevalier (França).
Imortal de várias academias literárias no Brasil e no exterior. Tem o titulo de Conde, em Portugal. Membro honorário da Familia Dias (Portugal), do Dr. J.M. de Barrios Dias, da Universidade de Evora.
É o Presidente do Conselho Nacional de Pastores Evangélicos e Magnifico Reitor do Seminário Evangélico Centro-Fluminense. Presidente do Ministério Evangélico Internacional Valorizando a Vida! e Vice-Presidente da Setima Igreja Batista de Três Rios.
Sempre apoiou e incentivou poetas e escritores mais novos, e é o Grão-Chanceler do Recanto dos Poetas Amigos.
No momento (agosto de 2012) conclui para publicação, possivelmente em dois volumes (material já na editora) a obra POESIAS: AS MELHORES DO JUBILEU DE OURO, prefaciada pela poetisa Regina Xavier.
Página ministerial:
www.pastormoysesbarbosa.com

 

AMOR IMORTAL


Ontem você partiu e foi embora,
e me deixou sozinho soluçando.
Sei que amo morre, não tem hora
o que fazer então? Fico pensando!

Só me resta agora sepultá-lo,
vou sair vagando, isso vou fazer.
Parei um pouco, fiz um intervalo
que me permitiu o passado reviver.

Neste momento mudei a minha idéia
e decidi não mais levá-lo à cova
e pensar melhor nesta situação.
As reflexões em muito me ajudaram
e até me submeteram à prova
e deste amor tentarei a ressurreição.

E consegui, nosso amor renasceu especial
Vai viver pra sempre agora é imortal.

Moysés Barbosa
(Brasil)

 
      

                                 para 10ª pág.