Sonia Nogueira

 

Quem sou Eu?
Sonia Nogueira, educadora, defende a educação como única ponte do progresso, da paz, do amor. Amante das artes literárias e artísticas. Educadora, Graduada em História, Estudos Sociais, pós-graduação em Planejamento Educacional, Língua Portuguesa e Literatura - Membro da Academia Feminina de Letras; Academia de Letras dos Municípios do Ceara; Associação Cearense de Escritores; UBT, União Brasileira de Trovadores; Criação Literária; Templo da Poesia; Abraço Literário; Poetas Del mundo-. Colabora com jornais do ceará, revista na Bahia e Rio de Janeiro Em concursos, quatro 1º lugares, dois destaques em sobrecapa; quatorze menções honrosas, 34 antologias. Publicou cinco livros: Agraciada com o troféu Cecília Meireles, 2012, e Carlos Drummond de Andrade, 2012, Itabira Minas Gerais.

 - Nome: Sonia Nogueira

- Quer falar um pouco da terra onde mora?
*Nasci num pequeno povoado chamado Giqui, município de Jaguaruana, Ceará. Atualmente, resido em Fortaleza-CE. Fortaleza é cidade plana, de clima quente, praias belíssimas, mulheres de pela bronzeada pela farta generosidade do sol. Pontos turísticos na orla marítima, visitando estátua de Iracema, Praia do Futuro, Praia do Mucuripe, Praia de Iracema; Na Praia do Porto das Dunas, visita ao 'Complexo Turístico Beach Park', com diversão e beleza; bairro nobre da Aldeota, Mausoléu do ex-presidente Castelo Branco, Catedral Metropolitana, Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção, Centro de Turismo (antiga Cadeia Pública) e Avenida Monsenhor Tabosa, de comércio intenso e mais ao gosto do visitante.

- Quando começou a escrever (ou iniciou sua arte)?
*Falando de arte literária, eu iniciei na adolescência, poemas simples de amor, porém sabedora de minha audácia, segundo as irmãs salesianas, onde estudei, na cidade de Aracati, fui intimada a rasgar as folhas e me entregar somente aos estudos didáticos. Fiz duas graduações, duas pós-graduações, lecionei até a aposentadoria. Em seguida me dediquei a frequentar academias de letras, e escrever livros.

- Teve influência de alguém para começar?
* Voltando à infância, tive forte influência nas leituras de cordéis, cultura popular nordestina dos repentistas e emboladores, contando causos, lendas, ironias, tragédias, humor. Esta cultura chegou ao Brasil pelos portugueses. Eu lia e ouvia com bastante entusiasmo. Fazia até versinhos. Mas unindo à vontade aos sites literários, a ocasião foi propicia e nunca mais parei.

- Lembra-se do seu primeiro trabalho literário (ou artístico)?
*Foi um poema postado no site “Recanto das Letras” e no “Luso Poemas”, site de Portugal. Continuo escrevendo nos dois com percentagem de leitura maior em Portugal.
O artístico iniciou há dois anos e continuo frequentando aulas de arte na tela. Estou treinando  teclado. Tendo iniciação quando adolescente e parei.

- Projetos Literários (ou artísticos) para 2012 / 2013

* Na literatura pretendo publicar mais livros de contos, infantis e juvenis. Quanto ao projeto artístico, já tenho 19 telas e continuo dedicada a estas duas artes: literária e artística, que tanto me encanta, com entusiasmo e vontade de aprender mais e mais, pois sou uma eterna aprendiza do tempo, da vida, das artes.

- Tem livro(s) impressos, editados ou por editar, e que não estão em e-book?
* Tenho cinco livros editados, uns dez por editar e nenhum em e-book.

 

Viagem de Mim

Sonia Nogueira


No silêncio o coração pede reflexão. Chego à janela local preferido para meus vazios. É boca da noite. Mesmo o sol tendo mudado de lugar, dando assento à noite, é assim mesmo, o sol está sempre aceso, a noite sempre escura, apenas trocam de lugar. O crepúsculo, num piscar de olho, anuncia a escuridão que é hora da troca e como um flerte piscam rápido e somem cada um para a missão que natureza destinou. A rotação da terra.
O calor me invade, me sufoca, porém o frio interior me arrebata. Percebo na escuridão, minha escuridão. Uma garoa chora finas lágrimas beijando a janela.
Preciso sair respirar oxigênio, fazer-me visível. Saio peles ruas, sinto- me sem identidade como se estivesse num país distante, sem nome, sem a voz da língua mãe, a pátria. Os carros passam por mim, e minha presença é invisível, sem sombra até, estou na noite, fingindo que a quietude dorme com as emoções e pensamentos.
Vagueio. Minutos intermináveis me acompanham, é tudo estranho. O meu eu confunde-se com a realidade. A mente tropeça nas lembranças, cai ressurge numa visão doutra mulher querendo encontrar seu espaço na terra, mas as distâncias comandam desafios, o tempo não altera sua rota, a vida oferece obstáculos.
A tela está descolorida, urge pincel na mão, a tela está em branco! Cada indivíduo pinta a vida com as cores que tem, segue rotas oportunas, estaciona nas vagas disponíveis. A corrida é árdua.
A noite é rápida como o tempo, e não sentimos os aplausos, se é que o temos. A cidade está escura, a vida está escura, apenas o hoje é dia, o futuro é noite, as incertezas longas como estradas a bifurca-se. Numa desatenção do transeunte desprevenido, o grito ecoa no eco a vida esvazia a rota.
Não medi o tempo dos meus passos, nas noites escuras, as buzinas não confundiram a noite, nem aturdiram meu pensar escuro como a noite, na lucidez da penumbra restou apenas à poesia.
 


 
No Nada

Sonia Nogueira

 
Quando percebi, estava ali, no mar
Olhando o luar, tímido, calado
Pasmei. Fiquei pequena a meditar
A grande obra divina, o inacabado.
 
Entrei no abismo, dádiva da mente
No rastro, nada eu vi, tudo obscuro
Janelas batiam vazio consistente
Senti no nada a soma do futuro.
 
Desperdiçado, quase que sofri
A lágrima cadente, o mal persiste
Regado pelo bem, ao mal que vi.
 
Quisera ter a força dos extremos
Pintar amor, que ao tempo não resiste
Nutrir do nada, o tudo que não vemos
 

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