A Barata Baratinha
da Marise
Trabalho e
Coordenação de Visconde de Don “Mi-Burro”
Formato de Carlos
Leite Ribeiro

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“Visconde
de Don Mi-Burro” – Correspondente
Internacional do Portal CEN – “Cá
Estamos Nós” -;- Secretário-geral da
Academia “TóKandar” -;- Colaborador
efectivo de “Brincar sem Abusar” -;-
Locutor da Rádio Criativa -;- Amigo de
todos os amigos e amigo do boss Carlos
-;- Organizador do “Clube de Fãs de “Don
Mi-Burro -;-
Um
doce para as senhoras e um amargo para
os homens”.
|
Tudo começou
pelo princípio, ou seja, quando uma baratinha muito
bonitinha, apareceu em casa da Marise, provavelmente
vinda através da Internet. Custou admitir a esta nossa
querida amiga, ter uma baratinha em casa e, sem saber o
que devia de fazer, telefonou à sua vizinha Ilka, que a
aconselhou a “limpar a sua responsabilidade com a
alegação que esta (baratinha) tinha chegado pela
Internet (?). E foi assim que a Marise tentou logo
incriminar o nosso querido Carlos …
“
MAIS
CUIDADO COM E-MAILS QUE VOCE ME ENVIA!!!!!!!!!!!!
... o último trazia uma barata e por isso a devolvo!
Marise Ribeiro”
Mi-Burro - O
Carlos, como bom amigo que é, tentou logo, a conselho de
seu advogado, abafar o caso, responsabilizando-se até
por um facto que lhe era completamente alheio …
“Marise,
Ao receber este seu e.mail, fiquei deveras preocupado,
pois é possível que em parte, a responsabilidade seja
minha. Mas só em parte …
Vou contar-lhe o que possivelmente aconteceu: Ontem, a
minha faxineira, chegou a minha casa muito preocupada e
com muitas comichões. Alegou que, em casa dela encontrou
uma barata que fugiu enquanto ela foi procurar uma
vassoura. Entretanto, e segundo a versão dela que passo
a citar, a dita cuja barata “devia de ter entrado por
qualquer buraco”.
Durante a limpeza, a faxineira coçava-se toda (é muito
chato uma pessoa ter comichão …) mas claro que aqui o
termo chato é apelativo, pois, quanto muito, podia ter
sido a tal barata a causadora. Quando ela se foi embora,
até queimei incenso na tentativa de purificar a casa,
mas, podia ter-se dado o caso da já referida cuja dita
barata, ter entrado por algum buraquinho do computador o
que originou que, quando lhe mandei o último e.mail, ela
(barata) fosse viajar até ao Brasil. Não posso afirmar
concretamente, mas é uma possibilidade…
Agora, querida amiga, deve ter muito cuidado com a dita
cuja (barata) que, pelos vistos, gosta de se esconder
onde lhe seja possível.
Apresentando as minhas desculpas pelo eventual envio da
dita cuja (barata),
Subscrevo-me com elevada estima,
Carlos”
Mi-Burro: A Marise
respondeu-lhe que não aceitava as suas desculpas. Foi
quando o Carlos resolveu divulgar o caso pela Intenet …
“Ainda a Barata da Marise Ribeiro
Este facto extravasou o grupo estrito do que por nós foi
divulgado.
Recebemos um comunicado / protesto da AMPB, quase nos
culpando de estarmos a denegrir o bom nome de um animal
desde há muito considerado como “animal doméstico e de
estimação”.
Longe do Portal CEN – “Cá Estamos Nós” fazer chacota
seja de quem for, seja barata ou seja político. A nossa
filosofia é Brincar sem Abusar, daí o nome do nosso
grupo, que por sinal, pertence ao Portal CEN – “Cá
Estamos Nós”. Apesar de não gostarmos de baratas,
estamos longe de ser anti-barata, seja ela de que
espécie for. Daí estranharmos o protesto que abaixo
colamos, a bem da verdade e dos valores de cada espécie:
“Ao Exmo. Sr. Presidente do conhecido e muito
conceituado Portal CEN – “Cá Estamos Nós”.
No direito internacional de resposta, eu, Baratão,
presidente da AMPB – Associação Mundial de Protecção
Barateira, venho por este meio (que é o mais barato e
dentro da filosofia barata) expressar o meu mais
veemente repúdio, pelo forma como as nobres baratas
foram tratadas pela carioca Marise Ribeiro. Nós, baratas
e baratões, somos uma raça nobre, que nada tem a ver com
os camelots,k que, desde que o nível de vida baixou,
deixaram de ser os barateiros dos povo. Ainda existem os
chineses e paraguaios, mas estes, com o material tão
ordinário que vendem, jamais poderão ser considerados
barateiros.
Também queremos afirmar sem receio de réplica, que nós
(baratas) já não entramos em qualquer racha ou buraco,
que não esteja limpo, bem cheiroso e se possível, com
luz artificial.
Não tem o direito de tratarem as baratas como as rainhas
da cocada. Isso pertence ao passado.
Somos limpas, asseadas, perfumadas e só frequentamos
locais sociais de grande nível. Já há muito que não
andamos pelos coqueiros, a catar coquinho. Somos
independentes (sem segundas intenções) e não andamos
carregadas de livros, pois, segundo vocês dizem, um
“burro carregado de livros é um doutor”.
Que fique aqui bem expresso o nosso veemente protesto
pela vergonha que a carioca Marise Ribeiro, em
conivência com o digno Presidente do Portal CEN – “Cá
Estamos Nós”, nos fez passar. E um aviso à Marise
Ribeiro: Se não para com as ofensas às baratas, nós
convocamos em conjunto com todas as centrais sindicais,
uma mega manifestação no Bairro da Tijuca e invadiremos
a casa da dita cuja, Marise Ribeiro.
A Bem da Bicharada
O Baratão”
Em anexo:
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DOS ANIMAIS:
(proclamada em assembleia da UNESCO, em Bruxelas, no dia
27 de Janeiro de 1978)
ARTIGO 1:
Todos os animais nascem iguais diante da vida, e têm o
mesmo direito à existência.
ARTIGO 2:
a) Cada animal tem direito ao respeito.
b) O homem, enquanto espécie animal, não pode
atribuir-se o direito de exterminar os outros animais,
ou explorá-los, violando esse direito. Ele tem o dever
de colocar sua consciência a serviço de outros animais.
c) Cada animal tem direito à consideração, à cura e à
protecção do homem.
ARTIGO 3:
a) Nenhum animal será submetido a maus tratos e a actos
cruéis.
b) Se a morte de um animal é necessária, ela deve ser
instantânea, sem dor ou angústia.
ARTIGO 4:
a) Cada animal que pertence a uma espécie selvagem tem o
direito de viver livre no seu ambiente natural
terrestre, aéreo ou aquático, e tem o direito de
reproduzir-se.
b) A privação da liberdade, ainda que para fins
educativos, é contrária a este direito.
ARTIGO 5:
a) Cada animal pertencente a uma espécie, que vive
habitualmente no ambiente do homem, tem o direito de
viver e crescer segundo o ritmo e as condições de vida e
de liberdade que são próprias de sua espécie.
b) Toda modificação imposta pelo homem para fins
mercantis é contrária a esse direito.
ARTIGO 6:
a) Cada animal que o homem escolher para companheiro tem
o direito a uma duração de vida conforme sua longevidade
natural.
b) O abandono de um animal é um acto cruel e degradante.
ARTIGO 7:
Cada animal que trabalha tem o direito a uma razoável
limitação de tempo e intensidade de trabalho, e a uma
alimentação adequada e ao repouso.
ARTIGO 8:
a) A experimentação animal, que implica em sofrimento
físico, é incompatível com os direitos do animal, quer
seja uma experiência médica, científica, comercial ou
qualquer outra.
b) Técnicas substitutivas devem ser utilizadas e
desenvolvidas.
ARTIGO 9:
Nenhum animal deve ser criado para servir de
alimentação, deve ser nutrido, alojado, transportado e
abatido, sem que para ele tenha ansiedade ou dor.
ARTIGO 10:
Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem.
A exibição dos animais e os espectáculos que utilizem
animais são incompatíveis com a dignidade do animal.
ARTIGO 11:
O ato que leva à morte de um animal sem necessidade é um
biocídio, ou seja, um crime contra a vida.
ARTIGO 12:
a) Cada ato que leve à morte um grande número de animais
selvagens é um genocídio, ou seja, um delito contra a
espécie.
b) O aniquilamento e a destruição do meio ambiente
natural levam ao genocídio.
ARTIGO 13:
a) O animal morto deve ser tratado com respeito.
b) As cenas de violência de que os animais são vítimas,
devem ser proibidas no cinema e na televisão, a menos
que tenham como fim mostrar um atentado aos direitos dos
animais.
ARTIGO 14:
a) As associações de protecção e de salvaguarda dos
animais devem ser representadas a nível de governo.
b) Os direitos dos animais devem ser defendidos por
leis, como os direitos dos homens.
“Baratão”
Amigos,
Este assunto é da mais alta importância, tanto para o
Portal CEN – “Cá Estamos Nós”, como para o nosso Grupo
de Brincar sem Abusar, mas principalmente, para a nossa
querida amiga, Marise Ribeiro.
Todos nós, seus amigos, não desejamos que a casa da
Marise seja invadida por baratas e que estas, entrem por
todos os lados.
- Que podemos nós fazer ?
A sua opinião / sugestão é fundamental : - Que podemos
nós fazer ?...
Ficamos aguardando a sua sugestão
Grato pela atenção e pelo Grupo “Brincar sem Abusar”
Carlos Leite Ribeiro”
Mi-Burro: Como nem todos sabiam o
que era uma barata (neste caso baratinha), o nosso amigo
Carlos fez uma das suas habituais e conceituadas
pesquisas …
“As baratas são insectos de tamanho médio a grande,
achatadas, com dois pares de asas, sendo o anterior
rígido disposto ao longo do corpo. As antenas são longas
e finas, os membros são longos e espinhosos, o que lhes
permite movimentar-se em praticamente todas as
superfícies e em várias posições.
A culpa é da própria biologia e da facilidade de
adaptação desses animais, que estão no planeta há
milhões de anos. O fóssil mais antigo de barata tem
quase 350 milhões de anos. Não é exagero dizer que as
baratas serão uma das poucas espécies a sobreviver a uma
bomba atómica. Elas resistem até um mês sem comida, uma
semana sem água e 40 minutos sem respirar. Seus ovos são
imunes a todo tipo de produto químico. “É a consequência
natural da civilização.
Se esses animais estão aqui há tanto tempo, devem ter
algum valor científico, ao menos para os biólogos. “As
baratas são excelentes decompositoras de matéria
orgânica”, afirma Marcos Potenza, do Instituto
Biológico. “As formigas são melhores do que as minhocas
no preparo do solo. Elas cavam a terra e ajudam na
passagem de água e nutrientes para as plantas”, diz Ana
Eugénia de Campos Farinha, também do Biológico. Difícil
se convencer das qualidades de uma barata, mas é melhor
isso do que amaldiçoar a espécie toda vez que se deparar
com um exemplar no meio da noite, parada na cortina do
quarto. De uma maneira ou de outra, contribuímos para a
proliferação dessas pragas. Com o crescimento dos
centros urbanos ocorre a degradação do meio ambiente e
uma alteração significativa nas espécies animais. “Na
natureza, quem faz o controle ecológico são os
predadores. Nas cidades, não há quantidade suficiente de
passarinhos e aranhas para se alimentarem dos insectos e
dessa forma manter o equilíbrio natural”, diz João Justi
Júnior, outro pesquisador.
As baratas são insectos que formam um grupo cosmopolita
que podem causar diversos problemas sendo o principal
problema os diversos patagónios que são transmitidos aos
seres humanos como bactérias, fungos, protozoários,
vermes e vírus. O primeiro registro da existência de
baratas foi de cerca de 400 milhões de anos. Não houve
muitas transformações ao longo do tempo, mas a genitália
da fêmea que passou a não ser visível externamente, os
ovos passaram a ser colocados numa ooteca em vez de
individualmente, as asas deixaram de ser para voar e
passaram a proteger o abdómen.
A barata pode chegar a 10 cm de comprimento dependendo
da espécie tendo o corpo oval e escuro. A cabeça é curta
com boca mastigadora e antenas longas. O abdómen abriga
os órgãos vitais com um par de cercos que age com função
olfactiva. Vivem em lugares quentes e húmidos sendo que
algumas espécies vivem em desertos e cavernas. São
solitárias na maioria com hábitos nocturnos onde
procuram alimento e parceiros para acasalar.
Quando saem durante o dia é pelo fato de haver muitas ou
por falta de alimento ou água. Calcula-se que para cada
barata encontrada há cerca de 1000 escondidas.
Alimentam-se de animais e vegetais mortos sendo que
algumas espécies possuem bactérias e protozoários no
tubo digestivo que auxilia na digestão. A maioria das
espécies é omnívora sendo capazes de ficar três dias sem
água e dois meses sem alimento. Reproduzem-se com o
macho elevando suas asas e expondo uma glândula
localizada no dorso do abdómen que secreta uma
substância que a fêmea come. Enquanto a fêmea se
alimenta sobre o macho, por baixo o macho introduz sua
genitália no da fêmea iniciando a cópula. A cópula dura
cerca de uma hora ou mais.
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha
Grande – Portugal”
Mi-Burro: A Marie,
revelando uma certa teimosia (nada habitual na sua
pessoa), continuava na sua ideia de “tramar” o Carlos …
“Como
podem verificar em baixo e neste e.mail, a nossa querida
Marise Ribeiro, psicologicamente está algo afectada
psicologicamente, com este caso da Barata Assassina. Ao
tomar conhecimento deste caso, o meu querido colaborador
e amigo, o Visconde de Don Mi-Burro, prontificou-se a
viajar até ao Rio de Janeiro, não só para entrevistar a
Marise como também e sobretudo, dar-lhe protecção e
apoio psicológico.
O encontro destes nossos amigo, está marcado para o
quiosque da Cascata (cachoeira) da Floresta da Tijuca,
na próxima 2ª feira.
Só depois deste contacto é que poderemos saber ao certo
do que está acontecendo.
A Marise não atende o telefone o que nos leva a supor
que já está a ser controlada por algum grupo de baratas
terroristas, como podemos analisar no e.mail que ela me
mandou, e que verificamos que ela foi obrigada a
digitá-lo.
Aguardem mais desenvolvimentos,
Carlos”
Mi-Burro: Seria de supor que a
Marise se encontra-se na referida cachoeira, comigo, o
Visconde de Don “Mi-Burro”. Tal não veio a acontecer,
por a Marise ter alegado que não se ia encontrar com um
burro qualquer, na Floresta da Tijuca. Nem sabe o que
ficou a perder …
Tentou, isso sim, aligeirar o caso com o
comunicado (descabido) que em baixo transcrevo. Um
pergunta se impõe aos nossos queridos leitores: Como é
que uma pessoa tão afectada com a invasão de baratas em
sua casa, pode elaborar um comunicado destes ?
“Marise Ribeiro: Amigos,
Faz-se necessário um esclarecimento omitido pelo
Presidente do Portal CEN.
Em minha casa, na maravilhosa cidade do Rio de Janeiro,
não havia barata até ele me enviar uma pequenininha por
e-mail, conforme anexo, o que gerou uma infestação
desses insetos importados de Portugal. Reconheci pelo
sotaque que tinham sido encaminhados pelo Sr. Carlos
Leite Ribeiro, que nem sequer é meu parente, apesar do
sobrenome.
Estou providenciando a deportação do referido inseto
virtual intruso, que, pelo tempo decorrido e por não
passar à mingua como passava na casa do Sr. Carlos
Leite, ficou mais robusto.
Um abraço a todos,
Marise Ribeiro”
Mi-Burro: A
Benedita Azevedo, não querendo tomar um partido entre a
Marise e o Carlos, tentou dar a volta ao caso. Ficou bem
comprovado o seu ódio às simpáticas baratinhas,
auto-proclamando-se como exterminadora destas …
“Benedita Azevedo
- Meus caros confrades do CEN!
Não quero saber da Barata da Marise enviada pelo Carlos.
O Brasil é ainda neném, tem somente 507 anos. Imaginem
receber uma Barata da Velha Europa, escondida, sabe-se
lá em que buraco e há quantos anos!
Lamento, Marise! Mas a única maneira de se lidar com a
sua barata é exterminando-a; ou você tem de a mandar
de volta ao Carlos. Ele que descubra de qual buraco ela
saiu para se infiltrar em seu computador e vir,
clandestinamente, para o Brasil. Já pensou se essa
milenar baratinha se apaixonar pela Cidade Maravilhosa!
Como a iremos devolver ao seu devido lugar?
Já imaginaram o sofrimento do seu Barato que não terá
mais quem coma a sua substância? E as mil outras baratas
que ficaram de espreita, enquanto a Barata da Marise
vinha até à sua casa, pelo canal do computador do
Carlos, aflitas para fazerem o rodísio. Cada vez que uma
sai as outras ficam aguardando. Coitadas! Até porque o
canal do computador do Carlos não comportaria tantas
baratinhas.
Meus caros amigos, não quero baratas, baratinhas ou
baratões por aqui.
Pois em minha casa todos, principalmente, minhas
meninas, mãe e filhas, têm horror a baratas. Por isso,
cada uma que aparece, é exterminada à TUGON.
Fraterno abraço
Benedita Azevedo (exterminadora de baratas: pretas,
vermelhas ou brancas)”
Mi-Burro: A Célia
Jardim, creditoriosa como sempre, expôs a sua sábia
posição sobre as pobres e perseguidas baratinhas… Chega
ao ponto de sugestionar a criação de uma Sociedade
Protectora das baratinhas …
“Célia Jardim -
BARATASSSSSSSSSSSSSSSS??????? COITADINHASSSSSS!!!rs
Bom dia Carlinhos!
Não consegui acompanhar todo o enredo desta história
mas, enfim, dentro do que pude perceber, nossa amiga tá
precisando mesmo é de ser mais corajosa e defender esta
hóspede, que veio de tão longe conhecer seus irmãos
brasileiros né mesmo?
Uma barata a mais não ocupa tanto espaço! hahaha
Beijinhos Carlinhos
Célia
POBRES BARATAS
O que posso eu dizer
a Marise, amiga querida
é que esqueça as baratas
que são tão incompreendidas
A coitadinha sofre um bocado
é um ser muito rejeitado
em todo lugar que chega
se esconde pra não ser pega
Já pensou que triste sina
este corre-corre sem fim
desde bem pequenina
a vida dela é assim
Foge da sola do sapato
ou da quase infalível vassoura
ela sempre paga o pato
tão pequena e assustadora
O bom mesmo seria
adotarmos as baratas
como bichinho de estimação
assim elas viveriam entre nós
sem causar nenhuma confusão
Já pensou que maravilha
baratas bem ensinadas
obedecendo aos patrões
assustando visitas indesejadas
E que venham as baratas
até mesmo as portuguesas
fundaremos o SBPI
SOCIEDADE PROTETORA
DAS BARATAS INDEFESAS
Célia Jardim”
Mi-Burro: A
Carmo (não a Carmo e Trindade) veio também em socorro
das baratinhas, aconselhado até a quem tiver horror às
baratinhas que passe a usar um cinto da castidade. Se
trabalhar conjuntamente com homens, que tenham a
habilidade de colocar uma baratinha na bata de trabalho,
para quando esta aparecer, despir-se e dar a conhecer ao
mundo o que o mundo deseja ver. Se quiser colaborar num
ritual de dança de baratas, que vão até a Luanda
(Angola), que é um espectáculo deslumbrante.
Confidencialmente, o Carlos me contou ter pena de não se
ter lembrado (em tempos idos) de colocar na bata de uma
colega sua da redacção de um jornal. Claro que ele
(segundo nos disse) não queria ver a baratinha, mas sim
a colega em biquini, que nesse tempo ainda usavam o
mailon na praia, e que muito desfeavam as moças. Ficavam
só pela imaginação …
“Carmo
Vascocelos (Carminho)
Olha aqui, amigo Carlos:
Só por muito amor ao pedido de ajuda que me solicitas, e
pela ternura imensa que tenho pela querida Marise, sou
capaz de abordar assunto sobre esse insecto
horrorosooooooo que me faz saltar para cima do parceiro
mais próximo à mais pequena aproximação, dando gritos
histéricos, só comparáveis a qualquer dama a quem
queiram aferrolhar um cinto de castidade.
(mera
suposição...)
E agora vê lá se não tenho razão: Na minha casa de
família, era eu criança já se praticava uma chacina
contra essas inimigas que acasalavam sem descanso
debaixo da chaminé... Aí, periodicamente, se fazia um
ritual semelhante ao de Nero quando incendiou Roma. Que
nessa altura não havia DUM DUM, que mata que se farta!
Jornais embebidos em petróleo e ateados com fósforos,
quais tochas salvadoras, faziam a festa e acabavam com
"o barato" da espécie.
Escusado será dizer que nesse dia de desinfecção ninguém
almoçava em casa. Essa era a parte boa! Esse ritual
macabro marcou-me profundamente... rsrsrs
Depois, quando eu julgava esquecido esse pesadelo, já
moçoila de 19 aninhos (lindos - não é para me gabar...
rsrsrs) entrei para funcionária do Estado Português,
depois de ter jurado cumprir com lealdade etc. etc. ...
e passei a usar em serviço aquela bata preta de cetim
(cor de barata bem portuguesa) que entoava comigo
cânticos fúnebres ao compasso das teclas da máquina de
escrever. Mas, como naquele tempo de vacas magras não
havia ar condicionado nas Repartições Públicas, chegado
o Verão, depositávamos os nossos vestidos vaporosos
num armário do vestiário e ficávamos só com a bata
funerária. Calma, que já entra em cena o bicho... Um
belo dia, após ter despido o meu vestidinho de seda,
enverguei a dita cuja bata e lá vou eu pegar ao serviço.
Única menina numa secção de mangas de alpaca
masculinos... Como sói dizer-se "a menina na mão das
bruxas" rsrsrs. Até que, comecei a sentir umas
esquisitas comichões, ora aqui, ora ali, nem digo
onde... Os meus colegas, solícitos, aconselhavam-me a ir
ao posto médico, pois devia tratar-se duma alergia....
Vai daí, eis que uma atrevida barata, daquelas grandes e
bem negras resolveu deitar as antenas de fora e
então... foi o meu 1º show de streap-tease barato. Mais
que barato, foi de borla...
Para gáudio dos meus ilustres e venerandos colegas que
finalmente viram aquilo que decerto já lhes havia
passado pelo imaginário... rsrsrs - Eu... depois de ter
saltado, gritado e pulado (bata fora) por entre as
secretárias, em bikini, como se estivesse na praia de
Copacabana, lá fiz o trajecto até ao vestiário para me
compor e recompor. Do outro lado choviam gargalhadas
masculinas. Eu regressei à máquina de escrever mais
vermelha que um tomate sem bicho, mas nesse dia, acho
que todos naquela secção ficaram com comichões...
Confirmou-se a alergia... às baratas!
E como não há 2 sem três... Tinha de experenciar uma
outra raça de baratas, maiores, louras, e com asas. Foi
numa breve estada em Luanda. Clima quente, muitos
banhos... A casa de meu irmão era linda, tipo habitação
colonial, grande jardim à volta, casa de banho enorme
com amplas janelas... Mas o esquentador, perto do
chuveiro, oh, meu Deus, nem quero que me lembre...
Quando a chama irrompia, dele choviam baratas à
velocidade da água.... E voavam ao meu redor, como se
fizessem do meu banho o cenário do seu ballet...
Nãooooooooooooo... baratas não....... Jacarés,
crocodilos, cobras-capelo... mas, por favor, baratas
nãoooooooooooooooo!
E à Marise só posso dar-lhe alguns conselhos: Compre DUM
DUM (é barato), nunca vista uma bata preta, e não pense
ira África tomar banho, a não ser na maravilhosa Ilha do
Mussulo, se possível com um Baratão bem gostoso....
E mais, aprenda a dançar "La cucaracha, la cucaracha!",
que é bom para aliviar as comichões baratais e outras
que tais.
Eu, por mim, já fiz um requerimento para banirem esse
"animal" da lista dos direitos dos ditos cujos.
Carminho (já cheia de
comichões).
Lisboa-Portugal em 6 de Maio
de 2007”
Mi-Burro: O amigo
Carlos, tentando defender-se das teimosias da Marise que
queria a todo o transe culpá-lo da invasão (pacífica)
das baratinhas a sua casa, resolveu entrevistar outro
grande amigo do CEN, o Profe Caco Pedra, um grande e
sábio investigador
Grande Entrevista
Ao Profe Caco Pedra
Formato de Carlos Leite Ribeiro
Para sabermos a
opinião do Profe Caco Pedra sobre o momentoso caso da
Barata da Marise, fomos procurar este nosso colaborador
e amigo. Foi difícil encontrá-lo pois está a fazer uma
cura de vinho, numa adega para os lados do Cartaxo.
Caco: - Safa, nem aqui você me larga ! Ó homem, você é
um verdadeiro chato que só sabe chatear os cidadãos,
mesmo quando estes estão a fazer uma cura como eu estou
– disse-me o Caco Pedra logo que me avistou.
CEN: - Olá Profe, então como vai essa cura à base de
vinho tinto ?
Caco: - Ainda não terminei este tratamento, pois ainda
não consegui beber nestes dias, um hectolitro desta
preciosidade do Cartaxo. Tenho a certeza que você não me
veio visitar pela minha saúde, mas sim, consultar-me
para lhe dar uma opinião – certo ?
CEN: - Certíssimo, caro Prof Caco Pedra ! Entrando do
assunto da minha visita, venho saber a opinião que tem
sobre baratas. Tem seguido pelos jornais o caso da
carioca Marise Ribeiro ?
Caco: - Leio sempre os jornais e, como seria de esperar,
tenho acompanhado com grande interesse este confuso
caso. Li com grande interesse o artigo da minha amiga
Carminho, pois, quando eu era jovem, também andava de
archote erguido e acesso, a matar baratas e baratinhas,
debaixo da chaminé, do peal-do-pote, na carvoeira e até
na dispensa, sempre acompanhado da fasxineira, que nessa
época se chamava de “sopeira”.
CEN: - Quer dizer que nessa época, as baratas
incomodavam muito ?
Caco: - Bem … como sabe, as baratas, gostam de sítios
húmidos e escuros. Na minha juventude, dizíamos por
graça, que “gostávamos de ver a baratinha da menina”,
para sabermos se tinha pernas peludas ou sem pêlo, como
eram as antenas e sobretudo a cor dessas baratinha. Como
sabe, nos reinos das baratas, há as de várias cores,
como as pretas, loiras e até encarniçadas. Também de
pernas longas e pernas curtas; gordinhas e magrinhas;
com olhos salientes ou encovados; etc.
CEN: - Profe, acha possível uma barata portuguesa viajar
até ao Brasil, nomeadamente ao Rio de Janeiro, pela
Internet?
O nosso entrevistado tirou o boné, coçou demoradamente a
cabeça e, antes de responder, bebeu mais um copo de
vinho:
Caco: - Tudo é possível nesta vida. Sabemos que os
baratos lusos, têm uma certa inclinação (atracção),
pelas cariocas. Se descobrirem como chegar pela
Internet, ao Rio de Janeiro, será vê-los a correr atrás
das baratinhas, por Copacabana, Ipanema, Leblon, Barra e
até Jacarepaguá não escapará ! Sem esquecer Tijuca…
CEN: - Quer dizer então, se houver invasão de baratas só
o Rio de Janeiro estará em perigo?
Caco: - Não queria dizer isso. Estava a reportar-me só
ao caso da Marise Ribeiro. Mas a invasão, como você diz,
será em todos os Estados e cidades do Brasil. Até um
barato me perguntou (referindo-se só a baratas): “O que
é que a baiana tem ?!”. Como vê…
CEN: - O Profe tem mais alguma pormenor a juntar às suas
declarações ?
Caco: - Claro que tenho: “Você é um Grande Barato !!!”.
Entrevista formato de Carlos Leite Ribeiro – Marinha
Grande – Portugal
Mi-Burro: Ao
assistir pela TV e a ouvir na rádio esta entrevista, a
Carminho, cheia de comichões só ao lembrar-se dos seus
19 aninhos, entrou novamente em contacto com o amigo
Carlos …
“Carmo Vasconcelos
(Carminho): rsrsrsr
Amigo Carlos,
Morrendo de rir aqui... A barata da Marise ganhou "pano
para mangas", pano que lhe escondeu os pelos, tornando-a
muito mais sexy.
Por este andar essa barata ainda chega a Hollywood....
kkkkkkkkk
Amigo, todas essas fotos que não abriram eram baratinhas
clonadas da "aventureira" que emigrou clandestina a
bordo do mail da Marise.
Invejosas da sorte da viajante quiseram fazer escala na
Marinha Grande, esperançadas que algum industrial do
vidro, encantado com a sua
pele de azeviche as levasse até ao Brasil. Prometeram-me
não sair do Monitor e eu deixei-as ir. Vejo com
tristeza, que não resistiram à viagem.
Mando em anexo a barata-mãe das clonadas, solicitando ao
amigo Carlos que faça aí as clonagens necessárias, e
depois ma devolva para eu
guardar como recordação deste meu acto heróico de
enfrentar "sem medos" esse monstro. Se possível,
enclausurada num vaso de cristal,
"made in" Marinha Grande.
Adorei a entrevista com o Prof. Caco Pedra,
especialmente pela sua cultura arcaica que me devolveu
vocábulos que eu já havia esquecido e que me
transportaram às origens, tais como: "peal do pote",
"carvoeira" e "sopeira". Um abraço reconhecido para ele.
Beijos baratos (por enquanto não pagam imposto!)
Carminho”
Mi-Burro: A
ternura deste caso, chegou através da Marilda. Ao ir ao
encontro do namorado, um barato (talvez ciumento)
atrapalhou-a, ela gritou por socorro e tal cujo
desapareceu não se sabe bem para onde. O caso é que
desapareceu mesmo. Depois deste episódio, ela foi a casa
vestir outro terno, só não dizendo que o vestiu por cima
do outro – mistério …
“Marilda
Ternura
Pois agora vou contar-lhes uma hitória, rs
Quando jovenzinha lá ia eu toda faceira, na rua onde
morava, dentro de um terninho bege (era moda) descendo a
ladeira.
Toda perfumadinha, cabelos longos bem arrumados pronta
para encontrar o namorado.
E eis que de repente, num relance vejo um broche na
gola do terninho.
UMA BARATA!!!!!!!!!!!!!!
Gritando socorroooooooo mais que depressa arranquei
todos os botões da blusa. A barata sei lá onde foi
parar, ahahahah
Para encontrar com o namorado a roupa tive que trocar.
Marilda”
Mi-Burro: A Gladis, sei nós sabermos
bem porquê, assim que recebeu a baratinha, mandou-a
analisar não fosse ela mineira, pois, uma mineira dos
quatro costados, preferia que a dita cuja fosse carioca
e não só: que fosse também de Copacabana …
“Carlos,
Assim que recebi a Barata aqui em casa, tratei logo de
mandar para meus amigos para ver se algum deles poderiam
identificá-la como: De quem seria? De onde viria?
Comunico a você que ninguém reconheceu a espécie.
Penso que a Marise tem razão: É de Portugal.
Pense bem quem você tem recebido na sua casa...
Era o que me competia dizer após séria pesquisa.
Bjs
Gladis
Gladis Lacerda:
Carlos,
A Maria Granzoto disse que a barata era mineira?
Não, não e não. Pela seríssima pesquisa que fiz,
inclusive entre os mais renomados conhecedores do
assunto, foi-me garantido que a espécie não é conhecida
no Brasil. Certamente, para não incriminar ninguém não
me informaram a procedência do nojento inseto.
Desculpe, Carlos, mas tenho que defender o meu lado né?
Gladis”
Mi- Burro: A Isabel
Fontes, fez umas pesquisas na Amadora, e uma amiga que
mora para os lados do Aqueduto das Água Livres de
Lisboa, dou-lhe umas dicas sobre as baratinhas…0
“Isabel Fontes:
Se a barata falar muito rápido, tossir meio escarrado,
cuspir para o chão, fungar, tirar cera dos ouvidos com o
dedo mindinho da mão, palitar os dentes, bochechar com
água a boca após as refeições, cortar as unhas com corta
unhas em pleno transporte público, coçar as partes de
baixo (caso masculino), tirar as cuecas do rabo (caso
feminino), então sim! É Portuguesa!
Se só fizer apenas um destes itens em cima, peço
desculpa aos desalentados, mas foi enviada pelo Bin
laden. É só verificar se tem barbicha (?????). Pois aqui
em Portugal, vinga é o Bigodão largo que dá para enrolar
nas pontas e lamber a sopa através dos pelos após uma
colherada.
Muito SOL.
Beijos, Isabel Fontes”
Mi-Burro: A Mel
Ribeiro, passou horas na Biblioteca Central de Brasília
para estudar bem este assunto. Chegou à conclusão que a
bichinha da baratinha, devia ser analisada
constantemente e, evitar a crueldade do suicídio
programado. Vai organizar um Congresso a nível mundial
dos Baratóbicos e seus similares. Aceita propostas para
este Congresso …
“Mel Ribeiro:
Carlos,
Após ler as diversas considerações sobre o assunto
confesso estar deveramente preocupada e em dúvida quanto
a origem e destinação a ser dada para a tal "coisa". É
claro que tapei todas as entradas do meu habitat, uma
vez que você está sugerindo que a Marise que envie para
mim esse presente de grego. Considerando que o assunto
tomou proporções internacionais uma vez que há
testemunhas que ora dizem que você foi o vilão da
história, ora a indefesa Marise, enfim, há até quem diga
que a tal criatura é luso-brasileira ou mexicana. E tudo
ficou mais complicado quando os ecologistas entraram em
campo alegando os direitos da bichinha (risos). Houve
até quem sugerisse um suicídio "programado". Pensando
nisso e, após correr e gritar até não mais poder
concluí que deveria rever a situação, uma vez que me
sinto a beira de um ataque fulminante.
Dessa forma, sugiro que seja criada no Congresso
Nacional, uma Comissão Permanente para análise da
questão. Evidentemente que deverão ser convocados
representantes de diversos segmentos da sociedade para
discutir o polêmico caso. Deverão ser convocados todos
os membros do CEN, ambientalistas, sociólogos, a Liga
dos Defensores dos Insetos Gosmentos - LDIG, a
Associação dos Baratofóbicos - AB, As ONG's
Representante dos Direitos Baratóicos e mesmo os
antropólogos, a FUNAI, enfim, todos as classes
interessadas e representativas da Sociedade Brasileira e
também da ONU. Ah!, É evidente que não poderão faltar a
ocorrência do fato registrado na delegacia mais próxima
e nem as testemunhas oculares e auriculares e também a
presença de defensores públicos e da OAB.
Bem, amigo, o que acha da minha proposta? (não se
esqueça de que você é um suspeito em potencial)
risooooooooos!!!!!!!!!
Mel (a Baratinha)”
Mi-Burro: Do norte
de Portugal, que hoje está em festa pela vitória do
Futebol Clube do Porto ter ganho o campeonato português,
sabe-se lá como … a Natália Vale, mostrou muito céptica
das baratas brasileiras, segundo ela, barata é a vida no
Brasil. Também gostava de saber aonde a Marise escondeu
a baratinha dela …
“Natália Vale:
A Saga da "Barata" da Marise,
Suspeitando da cumplicidade dos "Ribeiro" (Carlos e
Marise), andam por aqui a meter-nos medo com baratas,
para ver se nos esquecemos das "caras".... Mas Carlos,
posso garantir que a barata não é Nortenha, já que por
aqui tudo é verde, lindo, nunca vi a navegar bicho
horripilante como esse que andou pelo computador da
Marise e pelos vistos no seu também., todo castanho,
preto, isto se já não estou a ficar daltónica...
Mas que diabo de buraquinho teria o Carlos, para a
barata se enfiar?? E não contente com isso alarmar o
Brasil inteiro com baratas portuguesas, coisas que por
aqui nem vejo, nem de longe nem de perto.
Ai Carlos fez-te mal fazeres anos, que já vês baratas
onde elas não existem? E a Marise, pobrezinha, apanhou
um bruto de um susto com tremendo bichinho navegando
pelos eu software, pois já são suficientes os que
apanhamos com as "viroses" que por aqui entram.
Acho que a barata, veio mesmo do Brasil para o Carlos,
que a devolveu, possivelmente à pessoa errada, pois,
tanto quanto se me constou a vida "barata" só no
Brasil... Aqui em Portugal, e em Leça do Balio, em
particular, está tudo que nem "Fogo"..., daí que as
baratas fujam a 7 pés (será que têm mesmo 7 pés?), Acho
que terei de indagar, ou me engano muito e será mais um
tema de pesquisa para o nosso querido Carlos.
Sou apologista que se devem defender a vida dos animais,
mas concordemos... há animais e animais....
Beijinhos para todos
Natália”
Mi-Burro: Depois de se ter
inspirado molhados os pés em Jacarepaguá, lavado os
joelhos na Barra, ter subido à Rosinha, ter visto pescar
em São Conrado, passeado no Leblon, ter deitado “o olho”
à garota de Ipanema e ter mergulhado em Copacabana, o
nosso amigo Luiz Poeta compôs o samba de “Uma Barata
Só”. Vai ter glória imortal (o samba) …
“
Luiz
Poeta:
BARATOLOGIA
Luiz Poeta ( sbacem-rj ) - Luiz Gilberto de Barros
Às 20 h e 37 min do dia 5 de maio de 2007 do Rio de
Janeiro, Brasil,
Apenas para as mulheres baratófobas, inclusive a minha,
com todo respeito.
Ouço um grito !
...o barulho denuncia
Que há baratas num dos cômodos da casa
A esposa pula e quase quebra a pia,
Deus do céu ! Mas ela voa ! Ela tem asas !
As baratas, inocentes, pegajosas,
Coitadinhas, correm tanto das mulheres;
Porque essas criaturas perigosas
Arremessam-lhes os pratos e talheres.
Basta apenas uma pobre coitadinha
Na lixeira, no fogão ou na despensa.
No banheiro, ou no quarto... ou na cozinha
Que elas gritam sem parar... mulher nem pensa !
Chamam logo o marido ou a polícia,
A ambulância ou a defesa civil,
Formam logo uma espécie de milícia
Combatendo essas baratas do Brasil !
Baratófobas desmaiam, outras correm
Ou se armam, empunhando inseticidas
Sossegando só quando as baratas morrem
Esmagadas por seus pés baraticidas.
Por ter medo compulsivo de baratas,
Até quando uma dessas moças dorme,
Ela sonha com as pernas caricatas
E peludas da barata... um monstro enorme !
Baratólogos constatam, entretanto.
Baseando-se em pesquisas da ciência
Que algumas das mulheres gritam tanto
Só por medo de uma ingrata concorrência”.
Mi-Burro: A Maria
Granzoto, que prefere um barato a uma baratinha, fala em
pontos estratégicos, como por exemplo portas externas,
ralos e pias. Também e segundo esta amiga, é conveniente
mudar de boas fragrâncias para não enjoar. Diz que não
acredita em baratinhas-sonsas, se elas foram da estirpe
de D. Carlota Joaquina, em moda desde 1808, altura que
começou o aquecimento global. Saúda entusiasticamente a
Célia Jardim pela sua iniciativa para salvaguardar a
querida e meigas baratinhas …
“Maria
Granzoto:
Prezado Carlos! Agora entendi! Você enviou uma barata (
ou seria um “barato”?) para Marise Ribeiro, pressuposto
confirmado pelo sotaque! As leis ambientais, segundo os
entendidos, não nos permite matar animais, insetos,etc
do ramo. Já passei por experiência semelhante. Ela era
mineira também, igual a da Gladis. Como tenho horror a
esse tipo de inseto, depois de muito pesquisar, achei a
solução: espalhar, em pontos estratégicos, especialmente
pias e ralos, entradas externas, vários recipientes com
detergente. E você pode variar a fragrância! Podem
ocorrer duas situações: ou a barata vai embora,
indignada ou atira-se no detergente, cometendo suicídio!
Assim, não infringiremos as leis, não seremos assassinos
de baratas, nem estaremos pondo à rua pobres criaturas!
A decisão será unicamente da barata. Experimentem!
Funciona de verdade! Beijos a todos, à exceção da
barata!
Maria Granzoto
Maria Granzoto:
Boa noite, Carlos! Na verdade, a receita anti-barata que
passei, de início, foi descoberta para deter gente.
Porém, não funcionou para o “ homo sapiens “! Então,
serviu aos insetos. Explicado está: tudo o que não serve
para gente, é muito apropriado para insetos! E isto está
escrito desde que a família Real veio para o Brasil, em
1.808! Acho que a(o) barata(o) da Marise estava
congelada em “tubos” de ensaio e com o aquecimento
global, ganhou a liberdade!É preciso ficar de olho nos
baratos! Se não fossem eles, as baratas já haviam
desaparecido da face ( ou do rosto ) da terra! Mas
convenhamos: essa barata é um “ barato”!
Prezado Carlos! Não é o meu caso, pois a minha tática
anti-baratas funciona perfeitamente. Mas aconselho aos
amigos que não obtenham sucesso com o sugerido que
enviem as baratas e seus acompanhantes à querida Célia
Jardim que, pelo visto, já empossada na presidência da
Sociedade Protetora das Baratas Indefesas, saberá como
acolhê-las, dar-lhes abrigo e cantar canções de ninar
para que adormeçam em paz, sonhando com a simpatia e
aprovação de Luís Poeta, que me pareceu grande defensor
das baratas, insinuando até mesmo uma certa concorrência
entre elas e nós, as mulheres! Num aspecto, concordo com
ele: nós, mulheres, somos um “barato” ou até mesmo “
baratas sonsas”...rsrsrs
Maria Granzoto”
Mi-Burro: Uma entusiástica
apreciadora das baratinhas é a Mônica, apesar de elas
saltarem para cima sem permissão. Está a trabalhar em
uma campanha para que as baratinhas não sejam um insecto
em extinsão mundial. Também apoia a Célia Jardim …
“Mônica Serra
Silveira:
Querido amigo Carlos,
Devo dizer que todos os e-mails de baratas que me enviou
são na verdade um barato! Não sei porque este inseto é
tão odiado e repelido. Acho que são aquelas patinhas
pegajosas que andam por todos os esgotos, aqueles
olhinhos indecifráveis, aquela casaca fora de moda,
aquela mania de voar pra cima da gente sem permissão. De
qualquer forma apoio a relação dos direitos em defesa
dos animais. Afinal as baratas também nos deram algumas
alegrias, como a inspiração para várias músicas ou
quando vemos, por exemplo, alguma coisa barata. Isso nos
dá muita alegria na hora da compra, né?
Beijos, Mónica”.
Mi-Burro: Sem ser o
papai Noel, de Natal, o Potêncio o homem que um dia saiu
de Caravelas a caminho de Lisboa, com passagem ligeira
por Angola (onde foi amanuense – quer dizer, sem
computador, tinha que fazer tudo à mão) antes de bater
com os ossos em Natal RN (Brasil; aquele que consegue
dominar e salvar a honra aos gambozinos e que faz
comunicados sentado no Cu-minicado (privativo ou não), é
um acérrimo defensor das baratinhas …
“De: S. Potêncio
Agradeço pelo vosso <<cu municado>> e aproveito para
lhes responder:
Apoiado!...
Vivam as baratas porque a vida é um "barato"!...
Aproveito para convidar algum dos leitores especializado
em tratamento barato, porque eu já pedi várias vezes na
farmácia, e nas drogarias... se tinham remédio para
baratas, e o balconista me perguntou sempre como
resposta: qual era a doença delas!!!???
Mas finalmente eu fui à terra do Ti Confúcio, onde se
fala só mente... em <<mandar in>> todos... - para
resolver toda esta "confucião"!!!
-- ó voismecê do balcão das baratas!, tem remédio p'ra
elas?
Temos!... temos sim siô... veja a a receita aqui embaixo
e siga as instruções na legenda:
a) primeiro separam-se as baratas dos gafanhotos... é
fácil, basta ver a cor.
b) depois enquanto a água da maria toma banho, lavam-se
as mesmas no banho da maria!
c) faz-se um depilação com barbeador electrico em agua
corrente 220 ou 110 volts elas de baixo p'ra cima e
deixe no forno micro-ondas por umas 3 horas para ficarem
bem louras... e queimadinhas do sol da meia noite.
Quando elas atingem o ponto crocante, ou seja; quando
elas cantam em croq,... retiram-se-lhes os pelos das
antenas para elas escorregarem melhor pela gu gu ela
abaixo!... e evita-se exclamar em publico: uuuiiiii que
delicia!...
Servem-se em porções individuais, e acompanhadas com
<<cai pirinha>> feita á base de Sáké - sacou???
Aviso aos comensáis: o prato da casa é "escorpião ao
molho-ferro" - (porque hoje
acabou-se o molho-madeira que provoca muitas baratas,
ratos, formigas, lombrigas, bichos carpinteiros,
carrapatos, chatos, piolhos, pulgas, bicho do pé,
matacanhas,...além de mosquitos, pernilongos,
pernicurtos e perni-médios caracóis, etc e tal e
coisa...
Avez-vous bon apetite mes amies...
Le Chef - Mússiú de Barate au coq chançonerie...
- Mr. Silvino Potêncio - O "home" de
Caravelas-Mirandela de Trás-Os-Montes!
Autor do: Árri Pot "R" Transmontano!...
Residente actual: Natal/Brasil.
Mi-Burro: E, após breve paragem para
beber uma cachacinha, continua, desta vez como “zebico –
sem ser grão …
Sr. Presidente!... (agente
duplamente vacinado com B12)
Eu protesto!
Eu trabalho em importação há muitos anos!,... sou um
profissional em linguas alfandegárias (porque o minha
Santa Mãe, a Ti Julheta, ela nasceu na Aldeia dos
Colmeais no Concelho de Alfandega da Fé...) e por ixo eu
garanto a voismecês que a "barata" da Marise Ribeiro -
pelo sobrenome, a barata dela, é mais uma "cunha" de
bocelência!... mas eu estou cua berdade:
* Primeiro a <<barata dela>> encontrada aqui nos emails
ela só fala em "portunhol"...(é bem claro que o origem
dela é Mexicana e dá pelo apelido de <<Cu Cara Cha>>! -
Entende-se que quem a encontrou primeiro logo disse: o
cara de cu acha baratas... E, na melhor das tentativas,
eu fiz com que ela, a <<barata dela>> me respondesse
umas poucas palavras em "inglés de doca"... aqui e acu
lá ela também esboçou,... melhor dizendo em português
correcto, ela esbeiçou (ou seja: falar cus beiços)
algumas palavras em "portugrego", como por exemplo:
ó Marise... tu kiríalos, aatão tomalosla´ ... ela se
referia aos pelos depilados das pernas da <<barata
dela>>!!!...
Neste silolóquio ela a <<barata dela>> ainda
balbuciou... tirástelos!?... aatão tornalápoulos.
- Para terminar o meu protesto, eu realmente estou muito
sentido porque não sou o autor da musica em ritmo de
samba carioca... a <<barata dela>> porque se o fosse, a
história seria bem diferente.
Tenho dito... melhor, tenho escrito, e para
terminar....
tchibummmmmm!...
(isto foi uma pacada com a ponta do sapato e matei a
<<barata dela>>!!!!)
Silvino Potêncio”
Mi-Burro: Para
terminar este assunto, o Carlos entrevistou o iminente,
o fantástico, o deslumbrante investigador e cientista,
Profe “Sem Caspa” …
Grande Entrevista
ao
Profe "Sem Caspa"
(Grande Investigador e Caçador de Baratas)
Aproveitando a
estadia do grande Profe Sem Caspa em Portugal, onde
periodicamente se desloca para tirar os calos dos pés e
desencravar as unhas, procurámos este sábio mestre para
uma entrevista, cujo tema é a Barata da Marise Ribeiro.
O encontro foi marcado para o salão de pedicura, onde,
durante o tratamento dos calos e das unhas, nos concedeu
esta entrevista.
CEN: - Agradecendo a sua disponibilidade para esta
entrevista, se assim o entender, pedimos que fale um
pouco si, embora não estejamos a pedir uma
auto-biografia.
Caspa: - A minha vida já não tem segredos, pois é de há
muito do conhecimento público. Tudo corria normalmente
para um menino de família, um Betinho como
carinhosamente me chamavam. Um facto que me aconteceu
aos 14, mudou completamente a minha vida que fisicamente
quer psicologicamente. Tudo aconteceu quando eu, nesse
dia que jamais esquecerei, à saída do Liceu, fui
perseguido, atacado e violado por uma enorme mulher,
muito peluda e que era conhecida por “Barata Loira”.
Cheguei a casa de meus pais, muito cansado,
ensanguentado, muito dorido e todo esfarrapado. Foi uma
vergonha para a família que jamais me chamaram de
Betinho e passaram a chamarem-me pelos meus apelidos,
Sem Caspa.
Completei o Liceu e entrei na Dificuldade de Letras.
Como o trauma do passado me perseguia, entrei para um
convento de frades Capelos. Mais tarde, conheci a
Castanha da Silva, com quem casei e hoje temos 4 filhos,
sendo 3 de paternidade confirmada…
CEN: - O Profe Sem Caspa é considerado mundialmente como
um investigador de baratas e, sobretudo caçador das
mesmas. A pergunta que se impõe: - Qual o melhor método
de exterminar as ditas cujas baratinhas ?
Caspa: - É uma pergunta de difícil resposta. Embora
tenha investigado baratinhas em todo o mundo, desde a
Inglamenha até à Chinamarca, não tenho um método seguro
para o seu total extermínio. Para mais, sou contra a
morte violenta de tais simpáticos bichinhos.
CEN: - Sua resposta é habilidosa, mas nós gostávamos
saber alguns métodos de exterminação não – violentos.
Pode dizer-nos ?
Caspa: - Embora instado pela mídia sobre esse assunto,
nunca dei a minha opinião. Vou abrir uma excepção em
exclusivo, para o CEN … Vamos lá:
- Lançar fogo brando sobre elas – nunca usar o fogo
forte para as não queimar muito;
- Esfregá-las com sal marinho e colocar um copo de água
mineral afastado do local onde se encontram. Quando ela
estiverem a beber água, accionar um spray de Dum-Dum (o
da cor velha que mata que se farta);
- A forma mais radical, será a de deitar vinho num
recipiente em forma de bola e de vidro com uma pontinha
para elas passarem. As baratas adoram um bom vinho e
rapidamente ficam bêbedas. Retiram-se cuidadosamente as
baratas de dentro da referida bola de vidro e com uma
vassoura de palha, bate-se-lhes delicadamente, até elas
estarem bem mortas. Sobre estas bolas, curiosamente, a
minha querida Carminho, guarda no museu das suas
recordações um bola destas, feita na Marinha Grande (a
cidade rainha do vidro) que lhe foi oferecida por um
grande empresário, que fez milhões destas bolas para
todo o mundo.
CEN: - Um pormenor importante: o vinho para embebedar as
baratas, deverá ser tinto ou branco ?
Caspa: - Bem meu amigo, você já quer saber muito … Bem,
se for uma baratinha loira, é conveniente usar o
champagne, para elas ficarem dóceis e alegres…
CEN: - Pelas suas andança pelo mundo a investigar
baratas e baratinhas, com certeza que ouviu histórias
sobre estas – certo ?
Caspa: - Sim, ouvi várias histórias, mas uma ficou-me
gravada na memória. Foi-me contada por uma baratinha no
Egipto …
CEN: - Curioso, o Profe Sem Caspa consegue comunicar-se
com as baratas ?!
Caspa: - Com a prática, com mímica e alguns gestos
gesticulais, conseguimos uma apreciável comunicação.
Continuando, a dita cuja baratinha contou-se que um dia,
inadvertidamente trepou por umas saias de uma senhora
chinesa. A senhora, muito aflita, logo tratou de dar
caça à baratinha. Esta, muito aflita fugiu, fugiu,
fugiu, para não ser morta. Na precipitação da fuga,
entrou numa gruta onde se escondeu e ficando muito
quietinha. Algum tempo depois entrou nessa gruta um
bicho qualquer (ela não o identificou) que começou a
bater-lhe violentamente e por fim cuspia-a toda. Isto,
não se faz nem a uma barata …
CEN: - e a nossa entrevista com o Profe Sem Caspa chegou
ao fim.
Formato de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande –
Portugal
Nota: Agradeço ao
meu querido boss Carlos por me ter dado este importante
trabalho que, decerto, vai ficar no meu curriculum
vitae. Também me prometeu (mais uma vez) que começava a
pagar-me os salários atrasados desde Janeiro de 2000.
Beijinhos às
meninas, abraços às senhoras e cumprimentos aos homens.
Visconde de Don
“Mi-Burro” da Ilustra Casa dos Eqqus Asinina