Escola de Samba do Portal CEN -
 "Cá Brincando * 2009"
Bragança Paulista -
São Paulo

 

 

 

Editor: Carlos Leite Ribeiro
Arte Final: Iara Melo

 

 

 


 

Carlos: - Boa Noite ao nosso enorme e estimado auditório da  R.M.A FM 109.6 MHz. Estamos em emissão internacional pois vamos transmitir em directo, a partir do sambódromo da cidade de Bragança Paulista, do Estado de São Paulo – Brasil, o desfile da Escola de Samba do “Cá Brincando”. Esperamos o sinal verde do satélite para entrarmos em contacto com as nossas queridas colegas, Iara Melo e Henriette Efenberger, que já devem estar nos seus posto de reportagem. Entretanto, para aguçar ainda mais os nossos sentidos para este desfile, vamos ouvir a marchinha de Carnaval, já antiga:

 


 

Mamãe eu quero...
Mamãe eu quero...
Mamãe, eu quero mamá,
Me dá a chupeta,
Me dá a chupeta,
Me dá a chupeta,
Pro bebé não chorar.

 

 

Carlos: - Com todo o mundo a dançar e a cantar esta marchinha, tenho que interromper (mesmo com o bebê a chorar) pois já temos o sinal do satélite.

Alô Iara Melo … Alô Henriette Efengerber … parece-me que o satélite está um pouco “entupido”. Vamos tentar novamente … Alô Henriette .. Alô Iara …

 

 

Henriette: - Alô Carlos ! Boa Noite Portugal Boa Noite Brasil ! Da cidade de Bragança Paulista (também conhecida por “Cidade de Poesia”, a R.M.A FM 109,6 MHz, vai transmitir em directo para todo o Mundo o desfile da Escola de Samba “Cá Brincando – 2009”.

Em outro posto de reportagem encontra-se a nossa colega Iara Melo, a quem passo a emissão. Iara …

 

 

Iara: - Sim, Henriette … Boa noite a todo o enorme auditório da nossa R.M.A. FM 109.6 MHz. O desfile está preste a começar, mas, enquanto não começar, a Henriette vai-nos falar um pouco desta bela cidade de Bragança Paulista …

 

 

Henriette: - Em 17 de Outubro de 1767, Conceição do Jaguari é elevada a condição de vila com o nome oficial de Vila Nova Bragança, nome esse ligado a tradição Portuguesa, cuja dinastia durante séculos governou Portugal e o Brasil. Em 24 de Outubro de 1856, a vila se emancipa de Atibaia recebendo o nome de Bragança. Em 30 de Novembro de 1944, para diferenciar-se da cidade do Pará de mesmo nome, Bragança passa a chamar-se Bragança Paulista.

 

 

Iara: - No meu posto de reportagem que fica quase em frente ao da Henriette, estou rodeada por simpáticos escritores da ASES, vestidos de calças brancas e camiseta azul royal, com o símbolo da ASES desenhados em prata na camiseta, que cantam em nossa homenagem o refrão da sua marcha de Carnaval:

 

 

Saberes que movem moinhos
 vem dos pergaminhos
para energizar
Literatura viva/autores geniais
escritores imortais.."

 

 

Henriette: - Muito obrigado amigo, neste vosso 17º aniversário! Iara, o desfile vai começar …

 

 

Iara: - E o primeiro carro começa neste momento a sua marcha. É um carro alegórico a Maceió (Alagoas), que tem como fundo praias deste Estado e em destaque o Teatro Deodoro, e na parte baixa a legenda: “SóKarinhos”. Sá patronos desta alegórica, a Elaine Santa Rosa e o Henrique Lacerda, que transportam os estandartes dos brasões, respectivamente de Maceió e de Lisboa.

 

 

 

 

Henriette: - Maceió originou-se no século XVIII, de um antigo engenho de açúcar. O nome tem origem na língua Tupi, "Maçayo ou Maçai-o-k": o que tapa o alagadiço. Chamara-se também "Maçayo" o rio que banha a cidade e o citado engenho. Entre as lagoas merece destaque a do Mundau ou do Norte. Nela se encontra o famoso sururu. Atractivos naturais: praia de Ponta Verde, Jatiúca, Cruz das Almas, Pajuçara (com sua piscina natural).

 

 

A Lua é Dos Namorados
Armando Cavalcanti/Klécius Caldas/Brasinha

Todos eles,
Estão errados,
A lua é,
Dos namorados.
(bis)
Lua... Oh ! Lua...
Querem te passar pra traz,
Lua... Oh ! Lua...
Querem te roubar a paz,
Lua que no céu flutua,
Lua que nos dá luar,
Lua... Oh ! Lua...
Não deixa ninguém te pisar.

 

 

Henriette: - Já está em marcha o segundo carro que é alegórico a Florianópolis SC, tendo em destaque a Ponte Hercílio Luz. São seus patronos vestidos com trajes germânicos, o Luiz Caminha e a Seluta que dançam maravilhosamente fazendo ondelar as bandeiras com o brasão da capital do Estado de Santa Catarina.

 

 

 

 

Iara: - Florianópolis, originalmente denominada "Ilha de Santa Catarina" já que Francisco Dias Velho o fundador do povoado chegou ao local no dia de Santa Catarina. Ela continuou por muito tempo sendo assim chamada inclusive até se tornar vila com o nome de Nossa Senhora do Desterro. Fato que comprova é que até mesmo nas correspondências oficiais ainda se mencionava como sendo Ilha de Santa Catarina, nome que nas cartas de navegação da época ela era descrita. Com a Proclamação da República a vila elevou-se a cidade aonde decidiram fortalecer o nome correcto, mas agora passando apenas a se chamar "Desterro", nome esse que desagradava os moradores pois este termo lembrava "desterrado" ou seja, alguém que esta no exílio ou quem era preso e mandado para um lugar desabitado.

 

 

Desfolhei a Margarida
Elzo Augusto/J. Saccomani

Desfolhei a Margarida,
Pra ver se meu bem me quer,
Desfolhei a Margarida,
Margarida, mal-me-quer.

Ai... Margarida,
Margarida meu amor,
Ai... Margarida,
Quero ser teu beija-flor.

 

 

 

Henriette: - Não sei se dá para ouvir, mas o Luiz Caminha, canta este samba ao estilo de Frank Sinatra ! O terceiro carro iniciou já o seu desfile. É alegórico a São Fidélis do Estado do Rio de Janeiro e tem em destaque a Academia Fidelense de Letras. É seu patrono A. A. de Assis, que está elegantemente vestido e agitando o estandarte desta cidade.

 

 

 

 

Iara: - As primeiras notícias sobre o início da colonização do actual município de São Fidélis datam da segunda metade do século XVIII. Habitadas por tribos de índios Coroados e Puris, suas terras começaram a ser desbravadas em 1780. Com a instalação da primeira aldeia, foi construída uma capela dedicada a São Fidélis de Sigmaringa, posteriormente substituída pela construção de uma igreja, inaugurada em 1809, a actual matriz de São Fidélis. A economia da região baseava-se na exploração de madeira e na agricultura. Em 1812 foi estabelecido o curado do núcleo urbano, que passou a freguesia em Abril de 1850. A efectiva instalação da vila, ocorrida em Março de 1855, deu novo impulso ao desenvolvimento da localidade que recebeu foro de cidade em 03 de Dezembro de 1870.

 

A Canoa Virou
João de Barro

A canoa virou,
Deixa virar,
Por causa da menina,
Que não soube remar.
(bis)
Menina, larga o remo,
Pula n'agua marujada,
Pula n'agua, pula n'agua, pula n'agua,
Pula n'agua, pula n'agua, pula n'agua,
Que a canoa tá furada.

 

 

Henriette: - Já iniciou a sua marcha o carro alegórico a Erechim - RS, tendo em destaque o Obelisco em Homenagem ao 1º Centenário da Independência do Brasil. À frente do desfile marcha a Alba Albarello, transportando a bandeira com o brasão desta cidade.

 

 

 

 

Iara: - Inicialmente, chamado de Paiol Grande e depois, sucessivamente de Boa Vista, Boa Vista de Erechim, José Bonifácio e finalmente Erechim, como muitos outros povoados do Brasil, Erechim surgiu à margem da estrada de ferro. No caso, a estrada de ferro que ligava o Rio Grande do Sul a São Paulo.

 

 

Haroldo Lobo/David Nasser

A coroa do Rei,
Não é de ouro nem de prata,
Eu também já usei,
E sei que ela é de lata.

Não é ouro nem nunca foi,
A coroa que o Rei usou,
É de lata barata,
E olhe lá... borocochô
Na cabeça do Rei andou,
E na minha andou também,
É por isso que eu digo,
Que não vale um vintém.

 

 

 

 

Henriette: - Um pouco atrasado, começo a desfilar o carro alegórico a Itapecuru (Maranhão), estando à frente do desfile a Benedita Silva Azevedo, como sempre elegantemente vestida com um vestido roxo recamado a lantejoulas. Transporta elegantemente o brasão desta cidade.

 

 

 

 

 

Iara: - O município de Itapecuru Mirim, situa-se na região norte maranhense e na microrregião do Itapecuru, integrando-se a 6ª microrregião homónima como pólo de desenvolvimento regional. O município tem sua sede localizada a margem direita do rio Itapicuru, onde sua posição geográfica está na intersecção do paralelo 3°24 de latitude sul, com meridiano de 44°21 de longitude oeste de Greenwich.

 

 

A Fonte Secou
Monsueto C. Menezes / Mário Barbato / Tufy Lauar / Marcelo

Eu não sou água,
Pra me tratares assim,
Só na hora da sede,
É que procuras por mim,
A fonte secou,
Quero dizer que entre nós,
Tudo acabou.

Seu egoísmo me libertou,
Não deves mais me procurar,
A fonte do nosso amor secou,
Mas os seus olhos,
Nunca mais hão de secar.

 

 

 

 

Henriette: - Neste momento o 6º carro começa o seu desfile. É alegórico a Itapecerica - MG tendo em destaque a Igreja de Santo António; a sua rainha é a Célia Lamounier com veste um lindo trajo de plumas que esvoaçam ao sabor de uma leve brisa.

 

 

 

 

Iara: - A economia do município se baseia na extracção mineral (grafite), na agropecuária e no turismo. Nascida no final do século XVII e situada no coração do Vale do Itapecerica no Centro-Oeste de Minas, a cidade foi o décimo município criado no estado e surgiu de uma trilha de bandeirantes que saía de Tiradentes e levava até o estado de Goiás, no início da exploração aurífera.

 

 

A Jardineira
Benedito Lacerda / Humberto Porto

Oh! Jardineira,
Por que estas tão triste,
Mas o que foi que te aconteceu,
Foi a Camélia que caiu do galho,
Deu dois suspiros,
E depois morreu.

Vem Jardineira,
Vem, meu amor,
Não fique triste,
Que este mundo, é todo seu,
Tu és muito mais bonita,
Que a Camélia que morreu...

 

 

 

Henriette: - Araçatuba SP, é o carro que já está em desfile. Em destaque está o monumento ao Centenário da Imigração Japonesa, e à frente do desfile, o Dermeval Pereira Neves que transporta o brasão desta cidade.

 

 

 

 

Iara: - Araçatuba é um vocábulo indígena que significa abundância de araçás. Do tupi araçá - uma espécie de fruta silvestre; e tyba - em grande quantidade, abundância. Há uma outra versão que diz que que Araçatuba, na linguagem caingangue corresponde: araçá = fruto com saliências no formato de olhos; tu = ponta ou as saliências citadas e bo = lugar. Desta maneira, etimologicamente Araçatuba é o lugar das frutas com saliências na casca.

 

 

Abre Alas
Inha / Belem

Eu chorei,
Chorei, mas sem querer chorar,
Ô, abre alas,
Ô, abre alas,
Deixa o Capela, passar.

Eu chorei,
Chorei, mas sem querer chorar,
Ô, abre alas,
Ô, abre alas,
Deixa o Capela, passar.

Escutem o rufar do meu tambor,
O regimento do samba, chegou...
Escutem o rufar do meu tambor,
O regimento do samba, chegou...
Ô, ô, ô...

 

 

 

 

Henriette: - Começa a desfilar o lindo carro alegórico a Fortaleza CE, tendo em destaque a conhecida Ponte dos Ingleses, à frente deste desfile marcha com o estandarte do brasão desta cidade capital do Ceará, a Eliane Arruda.

 

 

 

 

Iara: - O início da ocupação do território onde hoje se encontra Fortaleza data do ano de 1603, quando o português Pêro Coelho de Sousa aportou na foz do Rio Ceará. Naquelas margens ergueu o Fortim de São Tiago e deu ao povoado o nome de Nova Lisboa. O português Martim Soares Moreno chegou em 1613, recuperando e ampliando o Fortim de São Tiago, e rebaptizando o novo forte de Fortim de São Sebastião.

 

 

Agora é Cinza
Alcebiades Barcelos/Armando V.Marçal

Você partiu,
Saudades me deixou,
Eu chorei,
O nosso amor, foi uma chama,
O sopro do passado desfaz,
Agora é cinza,
Tudo acabado e nada mais !...

Você,
Partiu de madrugada,
E não me disse nada,
Isso não se faz,
Me deixou cheio de saudade,
E paixão,
Não me conformo,
Com a sua ingratidão.
( Chorei porque )

Agora desfeito o nosso amor,
Eu vou chorar de dor,
Não posso esquecer,
Vou viver distante dos teus olhos,
Ho ! Querida,
Não me deu,
Um adeus, por despedida !
( Chorei porque )

 

 

 

 

 

Henriette: - Já se sente os “cheiros” pernambucanos. Fátima Cardoso elegantemente vestida com uma casca de banana, desfila à frente do carro alegórico ao Recife PE. Em destaque o lindo Palácio do Campo das Princesas.

 

 

 

 

Iara: - O município do Recife tem sua origem intimamente ligada à de Olinda. No foral (carta de direitos feudais) de Olinda, concedido por Duarte Coelho em 1537, há uma referência a "Arrecife dos navios", um lugarejo habitado por mareantes e pescadores. O Recife permaneceu português até a independência do Brasil, com a excepção de um período de ocupação holandesa entre 1630 e 1654.

 

 

Chiquita Bacana
João de Barro/Alberto Ribeiro

Chiquita bacana,
Lá da Martinica,
Se veste com uma casca,
De banana nanica.
(bis)
Não usa vestido,
Nem usa calção,
Inverno pra ela,
É pleno verão,
Existencialista,
Com toda razão,
Só faz o que manda,
O seu coração.

 

 

 

 

 

Henriette: - De Balneário Camboriú SC, veio a Gislaine Canales representar a sua terra natal Herval RS. O carro tem em destaque a CORSAN Companhia Riograndense. Agitando a bandeira desta cidade, começa a desfilar.

 

 

 

 

Iara: - Em 1º de Outubro de 1777, Portugal e Espanha assinaram o tratado de Santo Idelfonso, modificado logo depois pela convenção de Lisboa. Em 31 de Março de 1784, Rafael Pinto Bandeira assumiu o governo da Província. Ignorando a convenção, em 1791, transferiu o acampamento da guarda do Piratini, hoje município de Cerrito para as nascentes da primeira vertente que desemboca na Lagoa Mirim pelo lado Norte, conforme previa o tratado.

 

 

Allah-la-Ô
Haroldo Lobo/Nassara

Allah-la-ô, ô, ô, ô ,ô, ô,
Mas que calor, ô, ô, ô, ô ,ô, ô,
Atravessamos o deserto de Saara,
O sol estava quente, queimou a nossa cara,
Allah-la-ô, ô, ô, ô ,ô, ô,
Allah-la-ô, ô, ô, ô ,ô, ô.

Viemos do Egito,
E muitas vezes nós tivemos que rezar,
Allah-Allah-Allah, meu bom Allah,
Mande água pra Ioiô,
Mande água pra Iaiá,
Allah, meu bom Allah.

 

 

 

 

Henriette: - E o 11º carro esta pronto para iniciar o desfile. É alegórico a Itaperuna RJ e tem em destaque a Cristo Redentor, que é a segunda maior réplica do original da Cidade Maravilhosa. À frente marcha a Irai Verdan ondelando a bandeira do brasão e com o traje de Garota do Ipanema.

 

 

 

Iara: - A origem do nome "Itaperuna" vem das tribos indígenas tupi guarani, que habitavam a região, e significa "Caminho da Pedra Preta" (Ita = Pedra + Per = Caminho + Una = Preta).
A região de Itaperuna foi desbravada por José de Lannes Dantas Brandão a partir de 1829, após sua deserção da milícia do Exército. Ao chegar nessa região em 1834, se estabeleceu num lugar que foi denominado Porto Alegre. Pelos serviços de colonização prestados à Coroa, com o advento da economia cafeeira foi perdoado, tendo sido morto por seus escravos em 1852.

 

 

Aquarela do Brasil
Ary Barroso

Brasil, meu Brasil Brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Ô Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingá
Ô Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil, Brasil, pra mim, pra mim...
Ô abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do serrado
Bota o rei congo no congado
Brasil, Brasil ! deixa cantar de novo o trovador
A merencória luz da lua
Toda cação do meu amor...
Quero ver a Sá Dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado
Brasil !... Brasil ! Pra mim !... Pra mim !
Brasil, terra boa e gostosa
Da moreninha sestrosa
Ô Brasil, verde que dá
Para o mundo admirá
Ô Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil,...Brasil ! pra mim !... pra mim !
Ô, esse coqueiro que dá coco
Oi onde eu armo a minha rede
Nas noites claras de luar, Brasil... Brasil,
Ô oi estas fontes murmurantes
Oi onde eu mato a minha cede
E onde a lua vem brincá
Ôi, esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro,
Brasil !... Brasil !...

 

 

Henriette: - Elegante, com o traje de estudante da sua Faculdade, Ilda Brasil ergue bem alto o estandarte do brasão de sua terra natal: Restinga Seca RS. Ilda Brasil começa o desfile. O carro tem em destaque alegórico, a Ponte do Império.

 

 

 

Iara: - Restinga Seca surgiu no município de Cachoeira do Sul, em 1899. Já no ano de 1892, por Ato Municipal, tinha passado a quarto Distrito de Cachoeira. Com o desenvolvimento do Distrito, foi realizada consulta plebiscitária para sua emancipação. Esta foi concretizada pela Lei nº 3730, de 25 de Março de 1959. O município teve origem na doação de sesmarias e com a construção da estrada de ferro Porto Alegre-uruguaiana em 1885.

 

 

 Balancê
João de Barro / Alberto Ribeiro

Balancê, balancê...
Quero dançar com você
Entra na roda morena
pra ver
O balancê, balancê.

Quando por mim você passa
Fingindo que não me vê
Meu coração quase se despedaça
No balancê, balancê.

Você foi minha cartilha,
Você foi meu A B C,
E por isso
Eu sou a maior maravilha
Do balancê, balancê.

Eu levo a vida pensando
Pensando só em você
E o tempo passa
E eu vou me acabando
No balancê, balancê....

 

 

 

 

Henriette: - Vindo de Itapema SC, para representar sua terra natal, Carazinho RS, o Ivo Gomes de Oliveira, que marcha com o respectivo estandarte à frente do desfile. Em destaque, vê-se o Museu Regional Olívio Otto.

 

 

 

 

Iara: - Carazinho: As terras do actual município faziam parte da redução jesuítica de Santa Tereza, Província das Missões, por volta de 1634 e era subordinada ao Governo Espanhol. Em 1637 esta redução foi totalmente destruída pelos bandeirantes, ficando abandonada. Em 1750, com o Tratado de Madrid, passou a fazer parte do território português. Em 1809 passou a fazer parte do município de Rio Pardo e, em 1817, de São Luiz de Leal Bragança.

 

Bandeira Branca
Max Nunes/Laércio Alves

Bandeira branca amor,
Não posso mais,
Pela saudade que me invade,
Eu peço paz.
(bis)
Saudade - mal de amor, de amor,
Saudade - dor que dói, demais,
Vem meu amor,
Bandeira branca,
Eu peço paz.

 

 

Henriette: - O carro alegórico a Pinhalão PR, tem como destaque o monumento a Elias Domingos. É seu patrono Lairton Trovão de Andrade, que elegantemente marcha em frente ao desfile, agitando a bandeira com o brasão desta cidade.

 

 

Iara: - Quando da chegada dos primeiros habitantes o Pinheiro era abundante e toda área se constituía de vastos pinheirais que nativos se perdiam na linha do horizonte. Tal riqueza de majestosa mata, atraiu também‚ muitos caboclos que vinham a procura de emprego e tornaram a palavra "Pinhalão" um substantivo aumentativo da palavra pinheirais, cravando em nossa historia a denominação que de geração em geração se perpetua com amor e civismo nesse gesto caboclo de denominar o Quilómetro 51 de Património do Pinhalão.

 

 

Balança, Mas Não Cai
Autor/es - Lourival Faissal / Chocolate

O casamento da Antonieta,
É marmelada, é uma falseta,
Vai, não vai, sai, não sai,
Balança, mas não cai.
(bis)

Já reclama a vizinhança,
Do casório que não sai,
Vai, não vai, falam já,
Que ele balança mas não cai.

O casamento da Antonieta,
É marmelada, é uma falseta,
Vai, não vai, sai, não sai,
Balança mas mão cai.
(bis)...

 

 

Henriette: - O carro alegórico a Pelotas RS, tem como destaque o Monumento da Praça 20 de Setembro, alusivo ao Soldade Farroupilha “Bombeador”. À frente do desfile, a Lígia Antunes Leivas, elegantemente vestida a gaúcha (calças largas com forras de cabedal, botas altas e casaco de couro, com chapéu a cowboy), agitando o estandarte do brasão desta cidade.

 

 

 

 

Iara: - Pelotas RS: A história do município começa em junjo de 1758, através da doação que Gomes Freire de Andrade, Conde de Bobadela, fez ao Coronel Thomáz Luiz Osório, das terras que ficavam às margens da Lagoa dos Patos. Em 1763, fugindo da invasão espanhola, muitos habitantes da Vila de Rio Grande buscaram refúgio nas terras pertencentes a Thomáz Luiz Osório. Mais tarde, vieram também os retirantes da Colónia do Sacramento, entregue pelos portugueses aos espanhóis em 1777. Em 1780, instala-se em Pelotas o charqueador português José Pinto Martins. A prosperidade do estabelecimento estimulou a criação de outras charqueadas e o crescimento da região, dando origem à povoação que demarcaria o início do município de Pelotas.

 

 

Bombeiro, Atenção
Autor/es - Nelson Castro

É fogo !... É fogo !... É fogo !...
É fogo !... O ano inteiro, oi,
É fogo de verão...
É fogo !... É fogo !... É fogo !...
Eu quero é um bombeiro,
Pra apagar o fogo, do meu coração... Oi .

Anda tudo em chamas,
E anda até quem ama...
Bombeiro, atenção !...
É fogo aqui,
É fogo alí,
É fogo no meu coração... Oi....

 

 

 

Henriette: - Os Arcos da Lapa, é o destaque do carro alegórico do Rio de Janeiro, que tem à sua frente, o Luiz Poeta, mascarado de pirata, pois até substituiu o seu boné por um lenço e sua esposa. Ambos dançam ao compasso da marchinha, agitando o brasão de material acrílico.

 

 

 

 

Iara: - A baía de Guanabara, à margem da qual a cidade do Rio de Janeiro se organizou, foi descoberta pelo explorador português Gaspar de Lemos em 1º de janeiro de 1502. Embora se afirme que o nome Rio de Janeiro tenha sido escolhido em virtude de os portugueses acreditarem tratar-se a baía da foz de um rio, na verdade, à época, não havia qualquer distinção de nomenclatura entre rios, sacos e baías – motivo pelo qual foi o corpo d'água correctamente designado como rio. Os franceses estabeleceram-se na região em 1555 e foram expulsos pelos portugueses em 1567.

 

 

Cabo Frio
 Victor Simon / Fernando Martins

Eu vou pra Cabo, Cabo, Cabo Frio,
Vou encontrar lá, com meu amor,
Adeus arranha-céus,
Adeus calor do Rio,
Eu vou pescar Marlins em Cabo Frio.

Em Cabo Frio tem o que a gente quer,
Tem muito peixe, cachaça e mulher,
A gente pesca sereia, na areia ao sol,
Sem isca, sem caniço e sem anzol.

Eu vou pra Cabo, Cabo, Cabo Frio,
Vou encontrar lá, com meu amor,
Adeus arranha-céus,
Adeus calor do Rio,
Eu vou pescar Marlins em Cabo Frio.

Em Cabo Frio tem o que a gente quer,
Tem muito peixe, cachaça e mulher,
A gente pesca sereia, na areia ao sol,
Sem isca, sem caniço e sem anzol....

 

 

 

 

Henriette: - O Museu de Arte e História de Arapongas (HAHRA) é o destaque do carro desta cidade. Como sempre, elegantemente vestida, marcha em frete ao desfile a Maria Granzoto.

 

 

Iara: - Arapongas, nasceu por iniciativa da Companhia de Terras Norte do Paraná, pioneira no povoamento da região. Assim como as cidades fundadas pela companhia, teve todo o seu desenvolvimento baseado em um plano directos. Seu idealizador e fundador foi William da Fonseca Brabason Davids, diretor da Companhia de Terras Norte do Paraná, que na época da fundação de Arapongas exercia o cargo de Prefeito Municipal de Londrina. No ano de 1935, o comerciante francês Renê Cellot e sua filha Geanine Cellot compraram os primeiros lotes de terrenos, destinados à construção urbana.

 

 

Foi Um Rio Que Passou em Minha Vida
Paulinho da Viola

Se um dia,
Meu coração for consultado,
Para saber se andou errado,
Será difícil negar,
Meu coração tem mania de amor,
Amor não é fácil de achar,
A marca dos meus desenganos,
Ficou, ficou,
Só um amor pode apagar.

Porém, ah ! Porém,
Há um caso diferente,
Que marcou num breve tempo,
Meu coração para sempre,
Era dia de carnaval,
Eu carregava uma tristeza,
Não pensava em novo amor,
Quando alguém, que não me lembro,

Anunciou,
Portela, Portela,
O samba trazendo alvorada,
Meu coração conquistou

Ah ! Minha Portela,
Quando vi você passar,
Senti meu coração apressado,
Todo o meu corpo tomado,
Minha alegria voltar,

Não posso definir aquele azul,
Não era do céu, não era do mar,
Foi um rio que passou em minha vida,
E meu coração, se deixou levar,
Foi um rio que passou em minha vida,
E meu coração, se deixou levar !

 

 

 

 

Henriette: - As lindas praias da bela ilha de Guarajá SP, é o motivo alegórico do carro que começa agora a desfilar, com a Marisa Cajado e seu violão à frente.

 

 

Iara: - Município de Guarujá compreende toda a ilha de Santo Amaro, que os indígenas primitivamente denominaram de ilha do Sol ou Gaibê, ou ainda Guaimbê, nomes estes que segundo alguns autores, significam "cipó de amara" e segundo outros," separada por ter sido cortada". Guarujá, na língua indígena Guarú-ya significaria, de acordo com algumas opiniões, "viveiro de rãs ou sapos". Afirma-se, também ser uma corruptela de "Guár-ya"(abertura de uma outro (lado); "gu-ár"(ir ao lado, ladear) e ÿa"(abrir, rachar,furar), em alusão a uma pedra existente em um morro chamado Itapu. A ilha foi doada pelo Rei de Portugal D. João III, em 1534, a Pêro Lopes de Souza, que, como donatário da capitania, pouco fez por ela, tendo a mesma caído em completo abandono, devido, talvez, à sua conformação montanhosa, que dificultava a fixação dos colonos.

 

 

Cabeleira do Zezé
Roberto Faissal/J.Roberto

Olha a cabeleira do Zezé,
Será que ele é ?
Será que ele é ?
(bis)
Será que ele é bossa-nova ?
Será que ele é Maomé ?
Parece que é transviado,
Mas isso eu não sei se ele é...

Corta o cabelo dele,
Corta o cabelo dele,
Corta o cabelo dele,
Corta o cabelo dele.

 

 

 

 

Henriette: - De Portugal, propriamente dito, veio a Natália Vale, com um carro alegórico ao Mosteiro desta terra lusa. Como sempre, está elegantemente vestida, desta vez, à minhota.

 

 

Iara: - Presume-se que a palavra Leça ou Leza deriva do nome de uma villa romana chamada Decia, Villa Decia. Balio deve fazer alusão a um cavaleiro de grau superior ao de comendador, proprietário de balia, antiga comenda das ordens militares. De acordo com várias investigações arqueológicas levadas a cabo na região, existem indícios da existência de monumentos megalíticos em freguesias vizinhas, o que poderá significar que Leça de Balio já era ocupada há milhares de anos.

 

 

Cidade Maravilhosa
André Filho

Cidade, maravilhosa,
Cheia, de encantos mil,
Cidade, maravilhosa,
Coração do meu Brasil.
(bis)
Berço do samba e das lindas canções,
Que vivem n'alma da gente...
És o altar dos nossos corações,
Que cantam alegremente.

Jardim florido de amor e saudade,
Terra que a todos seduz...
Que Deus te cubra de felicidade,
Ninho de sonho e de luz...

 

 

 

 

Henriette: - De Blumenau SC, a bela e mártir cidade, veio o Paulo Roberto Bornhofen representar a cidade onde nasceu, São José SC. A sua fantasia é toda verde incluindo o boné. Marcha em seu passo marcial è frente do desfile. O carro é alegórico à escultura a Santo São José.

 

 

 

 

Iara: - São José SC. Em 1750, chegaram à Capitania do Desterro 182 açorianos, que mais tarde fundariam São José da Terra Firme, hoje simplesmente "São José", a quarta cidade mais antiga de Santa Catarina (também a quarta maior população, atrás, apenas, de Joinville, Florianópolis e Blumenau). Em 1755, já existia uma pequena capela e um vigário, José António da Silveira. Hoje, no local encontra-se a Igreja Matriz do município. O título de freguesia chegou seis anos após a fundação do povoado, em 1756. Para estudar o potencial dessa freguesia, cujos limites iam até Lages, o vice-rei Luiz de Vasconcelos e Sousa ordenou em 1787 que o Governador da Província na época, José Pereira Pinto, convocasse o alferes António José da Costa. Começava, então, o reconhecimento da terra.

 

 

Capitão da Mata
Henrique de Almeida/Gadé/Humberto de Carvalho

Chegou Capitão da Mata chegou, ô, ô,
Chegou Capitão da Mata chegou,
Chegou Capitão da Mata chegou, ô, ô,
Chegou Capitão da Mata chegou.

Na, na, na, na, na, ê, ê,
O Capitão chegou
Na, na, na, na, na, ê, ê,
O galo já cantou,
Na, na, na, na, na, ê, ê,
Ele é da lei Nagô,
Na, na, na, na, na, ê, ê,
Não é borocochô.

 

 

 

 

Henriette: - Das belas praias do Algarve, da sua capital de distrito a cidade de Faro (Portugal), veio o Tito Olívio representar a sua terra natal, Penalva do Castelo. O carro alegórico representa o vetusto Castelo. O Tito, vestido elegantemente como sempre, com classe vai agitando a bandeira com o brasão de Penalva.

 

 

 

 

Iara: - O nome de Penalva teve origem na existência de antiquíssima fortaleza (na margem esquerda do Rio Dão) de que não restam vestígios. O primitivo núcleo da vila, entre os rios Dão e Côja, terá tido assento noutro lugar, nas margens do Rio Om (actual Dão). Durante a Reconquista Cristã, as Terras de Penalva eram um ponto estratégico muito importante, e foram escolhidas para a construção do primeiro da Ordem do Santo Sepulcro em Portugal. Por isso, ficou conhecida durante algum tempo por Vila Nova de Santo Sepulcro. As "terras de Penalva" foram habitadas desde há muito tempo, existindo muitos vestígios pré-históricos, como a Anta do Penedo de Com.

 

 

Carnavais de Outrora
Joél de Almeida/J. Piedade.

Ai, quem me dera,
Os carnavais de outrora,
... De palhaços,
Ai, quem me dera.
Ter você agora,
... Em meus braços,
Venha reviver a meu lado,
O carnaval do passado !!!

Ao recordar o passado,
Quem é que não chora,
A infância querida,
Ai, que saudade,
Eu tenho agora,
Da aurora da minha vida.

 

 

 

 

Henriette: - O desfile está prestes a terminar. Já em movimento, o carro alegórico a Curitiba PR, tendo em destaque o Sector Histórico desta cidade. À frente do desfile, marcha a Vânia Ennes, como sempre vestida elegantemente. É a porta-estandarte do brasão da capital do Paraná.

 

 

 

 

Iara: - Os primitivos autóctones do Primeiro Planalto Paranaense foram indígenas da tribo Tingui, da nação Tupi-Guarani. Os primeiros povoadores de Curitiba chegaram no planalto em meados do século XVII em busca do ouro encontrado na região. Esses habitantes primitivos eram provenientes não só de São Paulo, mas também de Paranaguá, onde já haviam sido descobertas jazidas de ouro.

 

 

Está Chegando a Hora
Henricão / Rubens Campos

Quem parte leva saudades,
De alguém, que fica,
Chorando de dor,
Por isso, não quero lembrar,
Quando partiu, meu grande amor.

Ai, ai, ai, ai,
Está chegando a hora,
O dia já vem,
Raiando meu bem,
E eu tenho que ir embora...
( bis )

 

 

 

 

Henriette: - E o último carro alegórico já está em marcha. É dedicado à bela capital de Portugal, Lisboa. Tem um lindo painel mostrando Lisboa do cimo do monumento ao Cristo Rei, que fica em Almada (frente a Lisboa). Do lado esquerdo a Torre de Belém e do lado direito o Castelo de São Jorge. À frente do desfile marcha o von Trina com uma garrafa de whisky numa mão e o estandarte na outra. A sua fantasia, digamos, é indefinida.

 

 

 

 

Iara: - Uma lenda popular e romântica conta que a cidade de Lisboa teria sido fundada pelo herói grego Ulisses, e que tal como Roma o seu povoado original foi rodeado por sete colinas. Por associação a este fato, os gregos chamam a cidade de Olissipo, nome derivado do nome do herói. Se todas as viagens de Ulisses através do Atlântico se deram da forma descrita por Théophile Cailleux, isso poderia significar então que Ulisses fundou a cidade vindo do norte, antes de tentar dar a volta ao Cabo Malea, (que Cailleux diz ser o Cabo de São Vicente), no sentido de sudeste, em direcção a Ítaca. No entanto, a presença dos fenícios, mesmo ocasional, é anterior a presença helénica na área. Posteriormente, o nome grego teria sido corrompido em latim para Olissipona.

 

 

Cachaça
Mirabeau/L.Castro/H.Lobato

Você pensa que cachaça é água,
Cachaça não é água não,
Cachaça nasce do alambique,
E água vem do ribeirão.
(bis)
Pode me faltar tudo na vida,
Arroz, feijão e pão,
Pode me faltar manteiga,
E tudo mais, não faz falta não,
Pode me faltar o amor,
Nisso até acho graça,
Só não quero que me falte,
A danada da cachaça.

 

 

 

 

Henriette: - Iara, não notas algo estranho na marcha do von Trina ?...

 

Iara: - Está a marchar em zigue zague … será melhor avisar os espectadores para abrirem mais as filas ?

 

Henriette: - Não sei não, Iara. Mas ele está a provar que cachaça não é água não !

 

Carlos: - Iara e Henriette, o tempo de antena está mesmo no fim. Façam as vossas despedidas.

 

Henriette: - Foi um prazer ter estado com vocês, amigos ouvintes …

 

Iara: - Até uma nova oportunidade. Do sambódromo da cidade de Bragança Paulista nos despedi-mos desejando a todos uma bela noite …

 

Carlos: - Dos estúdios da R.M.A. FM 109,6 MHz, o programa vai continuar …

 

Formato de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

 

Fundo Musical: A Jardineira
Benedito Lacerda / Humberto Porto

Foto inserida na arte de Iara Melo:

Bragança Paulista - SP

Resolução de Ecrã: 1024 * 768

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