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CARNAVAL PORTAL CEN

CARNAVAL 2012

3º E último BLOCO

 

Toka: - E voltamos novamente a Niterói. Alô Colegas…

  

 

Vilma: - Outra Autora CEN. Querida amiga, fale-nos de sua fantasia, de onde veio e seu nome. E se não for pedir-lhe muito, uma poesia – valeu?...

Cibele: - A Vilma, não viu ainda que sou “Melindrosa?; Atravessei a ponte e estou aqui em Niterói (adivinhe de que cidade linda eu vim!!!), meu nome… Cibele Carvalho. E aqui vai a minha poesia – está satisfeita?:

 

CARNAVAL DA VIDA
Cibele Carvalho


Para o carnaval da vida,
eu, tal qual a maioria,
vario de fantasia.
Quando triste, vou à avenida
com as cores da alegria
- de colombina me visto,
e de viver não desisto.
Se me sinto enganada,
eu saio fantasiada
com uma roupa de palhaço
e, para a garotada,
estrepolias eu faço.
Se estou feliz, fico vaidosa
e coloco a vestimenta
de coquete melindrosa.
E assim, prossegue o baile
de quem a vida não lamenta;
com muita ou pouca animação,
mas sempre seguindo o cordão.

 

 

 

 

Katarina: - Vou entrevistar uma senhora que está aqui junto à vedação. Boa noite, para a Rádio Criativa: Qual a sua fantasia, de onde veio e seu nome. Além de nos dizer uma poesia – de acordo?...

 

Rahna: - Fantasia Bate-bola (Adorooo); vim de Nilópolis/RJ/Brasil; nome Rahna (Claudia Dutra Gallo). Como você pediu, aqui vai uma poesia:

 

Sonetilho do Ópio do Povo
Rahna

Que importa o preço da carne,
O salário, o IPTU...?
Se o céu continua azul
Não há motivo pra alarme...

Chegou o  verão! Praia à vista!!
Férias... Festas... Natal...
Tá todo mundo legal
(Quem não tá é masoquista)

Todos esquecem da vida
Desfilando na Avenida
Num delírio sem Igual...

Estão felizes à beça
Porque o ano só começa
Bem depois do carnaval...

 

 

 

Beatriz: - Muito obrigada por ter esperado um pouco. Gostava de saber qual a sua fantasia, nome; de onde veio. E depois, uma poesia?...

Hiroko: - A minha fantasia é RapunzelL; vim de São Paulo SP, e meu nome é: Hiroko Hatada Nishiyama. Veja se gosta de minha poesia:

 

O Carnaval da Ismalia

Hiroko Hatada Nishiyama


Quando Ismalia enlouqueceu
Viu uma lua no céu
Viu outra lua no mar,
Era Carnaval!
E, no sonho em que se perdeu
Fantasiou-se de luar
Porque era Carnaval!
Queria subir ao céu
Cavalgar até o mar
Montada num belo corcel!
Era Carnaval!
E, no desvario seu
Pôs-se a cantar
Porque era Carnaval!
Alegre seguiu o corso
De gente que passava
Jogando confete e serpentina
Distribuindo beijos e abraços
Para os moços e meninas
Em cada esquina,
Porque era Carnaval!
Naquela noite de mormaço
Sem cansaço
Dançava como nunca dançou,
No meio da multidão
Ofereceu seu coração
Porque era Carnaval!
Num rodopio estonteante
Cheirando lança-perfume
Na sua fantasia de luar
Transportou-se ao céu

 

 

 

 

Vilma: - Tive o prazer de encontrar aqui uma querida amiga, Autora do CEN. Querida, fale-nos de sua fantasia, seu nome e de onde veio. E uma poesia?...

Lena: - Fantasiada de “Mulher Invisível”, sou a Helena Armond e moro em São Paulo SP. Só uma pequena poesia:

 

 

mascaras ?... jamais !
fantasia  só... de Eva
menos é sempre mais ...
 passo longe  reta e quieta
virtual     invisível     e ...
transparente meu vestido
longe das  maluquices ...
carnaval não faz sentido

Helena Armond

 

 

 

Mônica: - “Mamãe eu quero” vai começar o seu desfile. Todos os componentes trazem na boca uma mamadeira:

 

MAMÃE EU QUERO
(Jararaca-Vicente Paiva, 1936)

Mamãe eu quero, mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar
Dá a chupeta, dá a chupeta
Dá a chupeta pro bebe não chorar

 

Toka: - Eu também queria mamar!

Mônica: - Querias mas não mamas, pois já és um menino muito crescido! rsss

 

Pega a mamadeira e vem entrá pro meu cordão
Eu tenho uma irmã que se chama Ana
De piscar o olho já ficou sem a pestana

Olho as pequenas mas daquele jeito
Tenho muita pena não ser criança de peito
Eu tenho uma irmã que é fenomenal
Ela é da bossa e o marido é um boçal

 

 

 

 

Mônica: - Minha senhora, para a TV Ceará. Descreva-nos a sua fantasia, o seu nome e de onde vem. Além de uma poesia – valeu?

Luciene: - Como vê, venho vestida de Linda Espanhola; meu nome… Luciene Passos Pires e vim de Caruaru PE. Vamos então à poesia:

 

Transcendentalismo Poético

 Luciene Passos Pires

 

 

Carnaval pungente de vida,
De foliões frenéticos, bucólicos...
Passam frevos, estandartes, batutas,
Roda e vira... vida erótica...

Recife Antigo, poesia ardente...
Terno e dolente calor humano...
Busca vida, vive a vida
Caminheiros do frevo, amor insano.

Transcende a vida e olha a morte:
Revive, eterno, o filho ilustre;
No estandarte roxo, homenagem de outrora...
Manuel Bandeira - Cinza das Horas

 

Momento mágico do frevo:
Respeitoso, silencia. Fascínio!
Solene, caminha a trupe;
Rasga a noite jazz e blues, o tango argentino!

E o Capibaribe então
recebe, majestoso, as cinza da animação.
Ao toque triste do sax...
Amanhecer de cinzas, carnaval de paixão.

 

 

 

 

 

Beatriz: - A nossa querida amiga, Maria Luiza Bonini, que vem com uma linda fantasia…

Bonini: - Sou da opinião da Beatriz, pois venho muito bonita com esta fantasia de Colombina, de São Paulo SP.  Agora, quer uma poesia alusiva ao Carnaval, não é?
 

Sua Majestade, o Mestre Sala 

Maria Luiza Bonini

 

 

Enfim, é chegada a esperada hora
De mostrar ao mundo, com rara beleza
Espantar com alegria, toda a tristeza
Tudo de ruim, por momentos, ir-se embora
  
Naquele gingado de bamba
Num ritmo que a todos encanta
Com brilhos e cores, sob régia manta
Abre alas, o mestre sala do samba
  
Saúda e reverencia, ao toque do tambor 
À sua porta bandeira, em gestos de amor
Tal triunfante testemunha do bem sobre o mal
  
A multidão eclode em regozijo
Como se estivesse a viver no paraíso
Na suprema magia de nosso carnaval

 

 

 

 

 

 

Katarina: - É um privilégio ter encontrado e estar junto de mim, uma querida amiga e Autora CEN, a linda Cil. Linda fantasia a sua?...

Cil: - A minha fantasia é de “Bruxa Priprica” – não sou uma linda bruxa? Sei que sou! Vim de Jacareí SP e o meu nome é, Priscila de Loureiro Coelho. Se me permites, querida Katarina, mando um beijo a todo o pessoal do CEN e atrevo-me a dizer uma poesia:

 

Alegria no pé... Samba no coração!Priscila de Loureiro Coelho


 
É tempo de carnaval
Modinha, samba e frevo
Tudo muito especial
Que criticar nem me atrevo
 
É tempo de alegria
Muito som e movimento
Cores e fantasia
Enfeitam esse evento
 
Não se vê pé descansando
Inerte pela calçada
Todo pé já vai sambando
No ritmo da batucada
 
Quem já viu um pé sorrindo
Sabe que era carnaval
Ele vai se consumindo
Com uma graça original
 
Confete e serpentina
Espalham-se pelo salão
O pé acompanha a batida
Do samba no coração
 
Tudo é belo e colorido
Tudo é festa na cidade
Mesmo o pé dolorido
Samba com facilidade
 
O coração pulsa forte
Comandando cada pé
A alegria traz sorte
Para quem samba com fé
 
No batuque da escola
Samba o pé bem animado
 Quem entra na roda agora
É destaque consagrado
 
A alegria vibrando
Na cadência da emoção
Mantém o pé se agitando
No compasso da canção
Assim carnaval é alegria
Independente de idade
Festa onde rola euforia
Tempo que deixa saudade
Onde a coreografia
Movimenta a sociedade!

 

 

 

Mônica: - E começa a desfilar um ponto alto da Escola de Samba do CEN. Da inesquecível Amália Rodrigues, um dos seus inúmeros êxitos

 

“Noite de Santo António”

Amália Rodrigues

 

Cá vai a marcha, mais o meu par
Se eu não o trouxesse, quem o havia de aturar?
Não digas sim, não me digas não
Negócios de amor são sempre o que são
Já não há praça dos bailaricos
Tronos de luxo num altar de manjericos
Mas sem a praça que foi da Figueira
A gente cá vai quer queira ou não queira

Ó noite de Santo António
Ó Lisboa de encantar
De alcachofras a florir
De foguetes a estoirar
Enquanto os bairros cantarem
Enquanto houver arraiais
Enquanto houver Santo António
Lisboa não morre mais

Lisboa é sempre namoradeira
Tantos derriços que já até fazem fileira
Não digas sim, não me digas não
Amar é destino, cantar é condão
Uma cantiga, uma aguarela
Um cravo aberto debruçado da janela
Lisboa linda do meu bairro antigo
Dá-me o teu bracinho
Vem bailar comigo

 

 

 

 

Beatriz: - Mais uma simpática e querida amiga, Autora CEN, a quem lhe peço que me fale da sua fantasia, de onde veio e seu nome. E a imprescindível poesia – de acordo?

Mel: - Plenamente de acordo! Vim mascarada de “Odalisca”; vim de Brasília DF e o meu nome é Mel Ribeiro. Lá vai a minha poesia carnavalesca, que espero que gostem:

 

 

Marchinha do Tabosa

Mel Ribeiro
 

Ai, Seu Tabosa,
Ai, Seu Tabosa,
Foge do salão
que la vem a perigosa 

Ela e fogosa, cheia de prosa
Esse mulherão não cabe em carro de mão.

E piriguete, e piriguete
So jogador pode pagar o frete.

Vai, Seu Tabosa,
  .Vai, Seu Tabosa,
Vai mascar chiclete
    Vê se baixa esse topete.

 

 

 

 

 

Vilma: - E passa um casal de cara triste, metidos numa enorme bandeja. Amigos, quem são vocês?
Resposta: Esta é a São e eu sou o Pinhal. Aqui metidos numa bandeja, representa que este ano o Meu Carnaval seria de minar todos os políticos!
 

 

Na Folia, Sem Alegria

Pinhal Dias
 

Se eu brincasse ao Carnaval
Brincava de uma só vez
Nos roubados do Natal
Políticos no xadrez...

 

 

 

 

 

 

Katarina: - E com o Desfile quase a terminar, temos aqui mais uma querida Autora CEN, que nos vai falar de sua fantasia; de onde veio e seu nome. Além de nos oferecer uma linda poesia?...

Virgínia: - Vim fantasiada de Ave Verde ( cor da Esperança da Liberdade); vim do Sul do Brasil propriamente dito de Novo Hamburgo RS; meu nome, Virgínia Fulber. Com todo o prazer ofereço esta minha poesia a todos os amigos do CEN:

Canto diminuto  

Virgínia Fulber


 Folia, descontração democracia
Era o que no Carnaval havia
Virou indústria, competição
Exaltação do corpo todavia
 

Estarei com alguns à rua
Minha máscara é poesia
Piarei como ave, de inocência crua
Porque é tempo crêr e viver a “fantasia”...

 

 

 

Beatriz: - E vai passar o último desfile: “Sassaricando” de Luiz Antônio, Zé Mário e Oldemar Magalhães:

 

 

SASSARICANDO
(Luiz Antônio, Zé Mário e Oldemar Magalhães, 1951)


Sassassaricando
Todo mundo leva a vida no arame
Sassassaricando
A viúva o brotinho e a madame
O velho na porta da Colombo
É um assombro
Sassaricando

Quem não tem seu sassarico
Sassarica mesmo só
Porque sem sassaricar
Essa vida é um nó

 

X

Mônica: - E o desfile da Escola do Samba do CEN, terminou. Temos aqui o nosso querido Carlos que nos vai mandar uma mensagem…

 

Está Chegando a Hora

Elizeth Cardoso

 

 Quem parte leva saudades de alguém que fica chorando de dor
Por isso eu não quero lembrar quando partiu meu grande amor

 

 

 

Carlos: - Quero agradecer a todos os amigos que colaboraram nesta “brincadeira de Carnaval”. Aprendi com um Professor e mais tarde apliquei esse termo quando lecionava: “Vamos trabalhar com os que estão presentes. Para os outros, marcamos falta…” Até para o ano, em qualquer outro lugar, pois o Carnaval não pode acabar, assim, como o nosso Portal CEN. Abração muito amigo, muito sincero e muito leal, do vosso amigo Carlos.


Ai, ai, ai ai, ai ai ai,está chegando a hora

 

Mônica: - Foi um prazer ter estado convosco. Eu, a Vilma, a Beatriz e a Katarina nos despedimos até uma nova oportunidade. Boa noite a todos e passamos a emissão para Portugal, para o amigo ToKandar e para o Visconde de Don “Mi-Burro”. Inté … Alô…


O dia já vem raiando, meu bem, eu tenho que ir embora

 

Toka:- Transmitimos em direto o desfile da Escola do Samba (virtual) do nosso CEN. A emissão vai continuar com o programa…

 

FIM

 

 

 

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SE GOSTARAM: