CARNAVAL PORTAL CEN

Carlos Leite
Ribeiro

Introdução
Escola de Samba
(virtual)
do Portal CEN-
2012

Queridos amigos!
Durante alguns
anos, fiz uma paródia (virtual) a um desfile da
Escola de Samba do CEN. No ano passado não o fiz
(organizei) por motivo de doença. Este ano estou (um
pouco) melhor.
Este ano, conto
voltar a fazê-la, com a colaboração do Amigos do CEN.
Nos outros anos, foi publicada em revista; este ano,
se tiver grande aderência, será feita em Livro tipo
Sebo Literário. Como habitualmente, vamos ter
reportagens diretas de Rádio e de Televisões
(virtualmente). Pode ser um trabalho alegre, leve
que faz sempre sensação e é repassada pelo grande
Divulgação internacional
e direta “Cá
Estamos Nós”.

Colaboração de Autores, Colaboradores e
Amigos do Portal CEN
Trabalho e
pesquisa de Carlos Leite Ribeiro
O tempo de Carnaval
decorria tradicionalmente entre finais de Dezembro e
começos de Janeiro e os inícios da Quaresma (*).
Havia uma intensificação de actividades à medida que
esta última se aproximava, em particular nos dias
que mais se identificam com o Carnaval, que são os
que vão de Sábado Gordo à Quarta-Feira de Cinzas.
As manifestações do Carnaval era (e ainda são) muito
variadas, nelas se incluindo cortejos,
representações teatrais burlescas, competições,
repastos, etc. O Carnaval é um tempo de excessos,
com múltiplos significados. É um período
excepcional, em que se rompe com os padrões da vida
quotidiana, que alvo de sátira. É um tempo de festa
e de exaltação dos sentimentos, quer através da
ingestão de comida, com grande consumo de carne
principalmente de porco, de bebida, quer através da
sexualidade, a que se alude constantemente pela
palavra e pela própria exibição do corpo.
O Carnaval, a que se chama Entrudo nas zonas rurais
de Portugal, é sob todos os aspectos, um período que
contrasta com a Quaresma, tempo de ordem, de
contrição, de controlo corporal, facto que encontra
expressão na comida tida por apropriada, ou seja, o
peixe.
O contraste do Carnaval com o quotidiano, o carácter
satírico e mesmo profanador dos seus rituais e
festejos, entre outros casos, quando se parodiavam
cerimónias religiosas, estão na base de dois tipos
de apreciações bastante diferenciadas quanto ao
significado das suas manifestações. Enquanto alguns
vêem nestas uma espécie de válvula de escape do
sociedade, pois as críticas e paródias desta época
serviriam para libertar tensões sociais, permitindo
que tudo continuasse na mesma, outros pensam que
elas podem ter carácter potencialmente subversivo.
Tal sucedeu por vezes, convertendo-se a farsa em
conflito aberto. De qualquer modo, é um facto que as
autoridades há muito procuram controlar o Carnaval
chegando muitas vezes a proibir algumas das suas
manifestações.
Os festejos carnavalescos são muito variados. Assim,
em Portugal, ao lado do antigo Entrudo, que ainda
hoje sobrevive em algumas localidades, com os seus
mascarados, críticas e sátiras, existe um Carnaval
urbano, centrado em desfiles, de onde não está
ausente a crítica, e bailes, onde é notória a
influência do Carnaval brasileiro. Os aspectos mais
subversivos da ordem social parecem hoje já ser algo
do passado.
No Carnaval é costume adoptar um rosto diferente por
meio de uma máscara, que tanto serve para nos
divertirmos e fazer rir os outros, como para muitas
pessoas se atreverem a brincadeiras com pessoas que
assim ficam impossibilitadas de as reconhecer.
Na Antiguidade, a máscara fazia parte essencial do
vestuário dos actores. Na Itália, perpetuou-se o uso
da máscara, que permitia extravagâncias por ocasião
das festas.
Do século XlV ao século XVll, em França, a máscara
tornou-se uma tradição, particularmente no Carnaval,
que procedia o início da Quaresma, período de
austeridade.
No Carnaval dos nossos tempos, muitos foliões ainda
usam máscara nos bailes, corsos e outras
manifestações populares, se bem que a máscara tenha
caído em desuso.
(*) Quaresma é o tempo de penitência consagrado
pelas Igrejas cristãs, à preparação da Páscoa,
prolongando-se desde a Quarta-Feira de Cinzas até
Sexta-Feira Santa. Isto é, por quarenta dias.
Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

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