SILVINO POTÊNCIO

Colunista

 

Perfil...

Nome de baptismo: SILVINO DOS SANTOS POTÊNCIO,

- Nasceu a 4 de NOVEMBRO de 1948, na Aldeia de Caravelas – Concelho de Mirandela, Portugal.

- É actualmente Director da S.P.E.C.S. SILVINO POTENCIO EXPORTAÇÃO COMÉRCIO & SERVIÇOS (EX-MICHAEL & JOHN ASSOCIATES-BRAZIL , fundada em 1985 juntamente com o Comandante Joaquim João Brandão Águas que o induziu a publicar alguns artigos de sua autoria, na época como jornalista, no Jornal O Mundo Português - Secção de Turismo – Rio de Janeiro).

- Presentemente actua como Consultor de Empresas Nacionais e Internacionais, com especialidade em equipamentos e ferramentas de uso na industria de petróleo, além de também fazer consultoria, agenciamento e representação para empresas Comerciais, Industriais, e/ou Agrícolas, quer sejam Exportadoras & Importadoras, ou de investimentos vários.

- Após a conclusão da instrução primária na Aldeia de Caravelas, o autor fez os seus primeiros estudos acadêmicos no LICEU NACIONAL DE BRAGANÇA – PORTUGAL, até ao ano de 1961. Estes estudos foram depois reiniciados já no ano de 1966 e seguidos no COLÉGIO VASCO DA GAMA e LICEU NACIONAL SALVADOR CORREIA em Luanda - Angola (ÁFRICA.

  • No ano de 1969 foi alistado na ESCOLA DE APLICAÇÃO MILITAR DE ANGOLA na cidade de NOVA LISBOA – (actualmente chamada pelo nome indígena original de HUAMBO)

Após seis meses voltou a residir em Luanda, na capital de Angola, e até ao ano de 1975, onde realizou e completou diversos cursos de graduação profissional e acadêmica.

... Mudou-se para Natal no Brasil onde reside há 26 anos.

- Ex-Secretário do Sport Benfica e Castelo Branco, no período de 1977-1979, onde adquiriu o contacto e a experiência pelas situações de convivências associativas, o autor chega ao Brasil – Natal e fundou em 1985 o CPN – Clube Português de Natal, onde exerceu o cargo de Presidente por dois mandatos seguidos.

Na literatura mantém a sua identificação cultural e afinidade profundamente arraigada com a cultura lusitana como um todo, porém com especial dedicação e incidência sobre as origens dos usos e costumes das terras altas Transmontanas. - Embora acabe por sofrer a influência directa da cultura local com os seus múltiplos efeitos e entrosamento familiar como conseqüência.

- Mentor das crônicas virtuais(em boa parte já publicadas) intituladas pelo nome de ® "CATRAMONZELADAS" cujo nome vem na seqüência de sua convivência com as práticas agrícolas da sua terra, e da sua região, onde o termo "tremonzela" é o nome de uma alfaia agrícola que se utiliza para atrelar o arado, a charrua, a grade( para "amanhar" a terra) ao jugo dos animais, o autor pretende seguir esta linha de pensamento literário.

- Inicialmente a crônica se concentra em qualquer frase filosófica conhecida ou não do publico leitor (sempre tendo o cuidado de respeitar o autor original dessa frase) e em seguida, ele lhe acrescenta a sua experiência pessoal directamente relacionada com esse pensamento ideológico. - Na interpretação figurativa, ali criado pelo autor, sofrer uma ® "CATRAMONZELADA" ainda que não seja uma agressão física ou moral, significa vivenciar uma situação de alguma forma anormal ainda que rotineira.

Por outro lado, e ainda na interpretação figurada de situações concretas em literatura, ou em convivência social, qualquer que seja o intérprete individual ou colectivo, descrever e aplicar uma ® "CATRAMONZELADA" é tão só descrever em detalhes no tempo e no espaço, na forma de narrativa criativa e imaginária a relativa reacção do atingido directamente ao agressor ideológico ou idealizado.

  • No "prelo" estão, por assim dizer, umas boas dezenas de crônicas ainda na fase de rascunho ou resumo para posterior edição tradicional completa.

  • Existe, também em revisão, um livro de poemas, publicado apenas como uma edição reduzida a uns quantos exemplares e distribuído entre colegas e amigos da época (período de 1970-1972) com o nome de "Eu, o Pensamento, a Rima..." – esta edição original tem algumas ilustrações assinadas por "D. Brandão" – então Furriel Miliciano e camarada de armas do autor.

Lá mais atrás, com data do ano de 1990 começaram a ser também rascunhados poemas e prosas ou versos comentados na linguagem popular da região de Caravelas-Mirandela cuja publicação sai com o titulo de "Curriças de Caravelas" em homenagem ao tradicional pastor de ovelhas e cabras. E também como forma de preservação do conhecimento de alguns termos de dialectos mais antigos com remanescências do Galaico-Duriense do Mirandez e outros...


         

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Assunto: O Velho e Imortal PORTUGAL

(direitos de autor reservados, mas nem tanto!!!)
Silvino Potêncio - Ex-Combatente de Angola 

® "CATRAMONZELADAS"   (11)

          Grande é a nação que tais filhos deu ao mundo! (Luiz Vaz de Camões) --- P'ra mim até podia tê-los entregues lá na Casa da Dona Maria ao Pina Manique!!!...coitado. Depois era capaz de aparecer por aí algum "pedróoofilho" da casa (...pia que não tinha descarga) a reclamar que o garoto afinal era garota. Talvez então ele conseguisse publicar as suas ideias, e pedir ao Balzac, o Honoré, que era um grande escritor imigrante, procedente do Val du Loire para a velha cidade luz, a preferida dos poetas e dos escrivinhadores, a Paris do Senna que não era corredor de formula um.
          - Ele o Balzac era um imigrante na própria terra " avec" e se entitulava um puro gaulês de raça, porém sem pedigree  para honrar o compromisso! ---O maior sucesso do Honoré, aqui p'ra mim, sempre foi aquele; Seráfim ou Seráfita???
          Eu li e reli o livro pleonásticamente, não porque eu seja emigrante meio-analfabeto mas sim porque os livros quando são bons a pessoa lê com gosto!... quantas vezes quiser. Eu li e depois fiz como um "aveque" emigrante anônimo escreveu no PortugalClub uns tempos atrás a propósito da votação para as Próximas eleições presidenciais; Je m’en passé batido!!! . (passar batido na gíria popular brasileira é ter as cartas na mão para jogar na sua vez, e deixar o parceiro do lado ganhar o jogo).

* * *

          (Notas escamoteadas, sem espinhas,  pelo autor durante uma fisgada ao ensaio geral para o discurso de campanha do então partido, todo quebrado e alquebrado velho companheiro de guerra emigrante (*) o dos BE – Bombeiros Emigrantes
          – cuidado c’oa louça do louçã aí gente!!!
          -         Ir ós do mar!!!!! Ná são balenti....i, iimortal. (pausa) ----Hum, hum, hum!!!.... (interrupção).
          - espere aí ó ti Zé da concertina.
          - Vamos lá a consertar esta cantoria qu'isto aqui até parece a casa da Mãe Joana ... D’aaaaaaarctchim! - (saúde!), D’aaaaaarctchim!... (saúde!) (**) ele "es pirou" mais uma vez e ouviu lá do outro lado do ribeiro, que é um ribeirinho que passa ali por trás da auato estrada que vai para o Algarve e tem um nome exótico; O velho rio coina da mãe pátria que vai desaguar no mar da palha que nunca arde!
          ... ataã cumpadre nã comecemos a cantari o tal do "ir no nacional" ????
          -         Ir no Nacional?...No nacional da madeira?!!!... voismecê ta maluco ou quê!? - ná cumpadre, na é isso num s’nhor! home! ...aqui na borda do rio "Coina (***) da Mãe Pátria, que dá o nome ao nosso glorioso clube de emigrantes, que é o Sócccer Clube" (deve-se ler e interpretar correctamente "SÓ QUER CLUB" ) aqui "nóis portugas" queremos é botar e aprender de novo o hino nacional...o legitimo! Aquele que foi inventado pela républica lá em coimbra no inicio do século XX junto ao penedo da saudade porque o mondego "tava quase seco e os estudantes começaram a gritar;
          Malta, olhem, aqui não tem "cavacalhaus"!
          Respondiam os outros na galhofa: é , é, ....  Ir ós do mar!!!!! Foi assim que nasceu o hino nacional que todo mundo canta calado (só com os lábios, por causa da emoção que nos causa falar dos velhos egrejos avós emigrantes...)
          - Assim se montou a tenda na borda do rio coina  e o maestro, de batuta na mão,... em riste mesmo! (ris-te, ris-te... que logo choras...) lá ia se esfalfando todo para iniciar o tal do discurso. da companhia dos milicianos (entenda-se voluntários obrigados pela lei do RDM) do BE – Bombeiros Emigrantes  .... Etc e tal e coisa.
          - Hum, humm,....( mexia no microfone e falava; som,som!!.. esperma’entrando...)
          Atenção!, .... m ‘nhas s'nhoras, mous s'nhors!.... vamos a começar atãao a ® "CATRAMONZELADA" carago!!!,
          - lá do fundo da barraca... ssssschiu, a conversa inda num "xigou à cuzinha".... quando um filho da pátria fala, o outro abaixa as bandeiras...(imediatemente todos começaram a bater palmas, porque não conseguiam bater nele! ....e acabavam todos a rir às bandeiras despregadas, às bandeiras desamarradas do pau e da meia-haste!.... Etc e tal e coisa.
          - IR ÓS DOMAR...NÁ SÃO BALENTI...I...MORTAL.
          - (nova interrupção) - APAGAIIII...I... LOGO ESSO FOGO.
          (pausa) DOS COMIXIO E DOS CUNHAL!!!, e assim seguimos Alentejo adentro - viró disco e tóco mesmo...
          -      Esta era versão mais popular na época e em ritmo de "viró-malhão" da banda dos
BE – Bombeiros Emigrantes acabava sempre com o mote; os gobernos e os gobernados é são bãons, carago! Eles é que têm tanta "cunha" lá drento, que aquilo já se transformou num "cunhal". Nós aqui no Portal-Grátis somos todos desprovidos de cunhas!
          Ou as deixamos p’ra trás nos anos que trabalhemos lá na Lisbia ou então, acho que foram todas utilizadas para "cunhar" moeda falsa que depois lavámos no Rio...
          (vá-se lá saber porque cargas d’água eu resolvi me instalar como emigrante num Estado que tem por nome Rio Grande do Norte mas por ironia é um dos menores do país irmão!
          -         Ai...que saudade!... Povo que lavas no rio!... e talhas com teu Machado (na época lá na França tinha um candidato aveque com este nome se a memória não me falha) as taubas do meu caixão!...guarda lá na tua caixa, a grana da emigração! – também é cu-autoria da banda do BE – Bombeiros Emigrantes   e da editora a "voz do dono do poleiro": com CD room original de conhecê-los, amálios e botar a grande ® "CATRAMONZELADA", neles! Claro...
          (ródó pé que as notas de redacção acabam aqui)

* * *

          Vejam só onde começava esta crónica:
          São Mamede (desinfesta daqui, pô!) .... corria devagarinho o ano da graça e do gracejo de 1123, o pagen "xigou" na janela do barraco, Tipo "bidon ville", modelo pico de estação migratória  dos anos se senta em diante ou onde tiver lugar p’ra sentar! .. se senta onde tiver lugar, menos na minha frente, carago que eu quero é ver a gerigonça a cantar o "ir os do mar".
          -  O tal "barroco" foi construído pelo emigrante "avec", conde emigrante pai do "Alphonse Henri"...que (Mais tarde, para economizar no latin) passou a se chamar de Afonso Henriques, pai de Portugal. Ele foi o pai do portucale que brigou c’o mãe porque, ela não conseguira registrar o filho do emigrante avec, o Conde Dom Henri, e assim lhe chamou depois ao seu sucessor o Sancho Primeiro!, este que depois para retribuir a paternidade, arrumou outro "Afonso Emigrante Henriquece". Este era mais esperto que o avô e lhe chamou de Afonso Segundo (foi promovido de primeiro para segundo porque passou no curso de sargentos milicianos do quartel dos templários em "Tomar" o Poleiro).. ali ainda não se usava falar "avec", nem "aveque".... Lá no puerto os tripeiros botavam sempre a coleira no "coup du con"!.. ao ler bom português nós dizemos outra coisa...
          (pausa) - aqui me lembrei agora dos nomes dos nativos que os cipaios colocavam nos selos do povoamento angolano!.... Afonso Terça! - Porquê?... era p’ra nacer co nomi di João Quarta patrão, mas ‘nha mãeeeeh tinha já outro fio do soba co nomi di António Sexta, o Joaquim Domingos tava tomado pelo meu primo do ti José Sigunda, e... no Manuel Sábado por causa da semana-inglesa o Minino da rrrrupartição, o administrador.... diiiiizia que eu ficava p’ra registrar só na Segunda ou na Terça num ehh??? Foi assim que o Dom Afonso Segundo rei de Portugal ganhou a certidão de baptismo mesmo sem ser Baptista. Ele já nasceu Rei porque havia de se chamar de Baptista!?... hein???, hein??? )
          -        (mas voltando ao início do começo,  por principio da bicha do pirilau) dizia eu que; o "pagen" (não era paguem!...ele era pajen escrito pelo vocabulário do António Aleixo que era analfabeto de nascença), ele se aproximou da janela do barracoTipo "bidon ville",   o do conde portucalense, nosso primeiro e único imigrante francês, e gritou!
          Oh, príncipe "Alphonse Henri" !!!.
          - Vivó puerto carago!...e acrescentava sempre;  Sua alteza, lá do alto da torre do "ménage à trois" ou a quatro, e o diabo a sete!... ou até mesmo no estilo da Joana D’Aaaarchin (saúde!)...que subia na escada do "Freixo D'Espada à Cinta"  por cima das muralhas e os pajens a espreitar lá de baixo ( a ver se ela tinha os "braços de fora") , ela a majestade, urrava que nem uma vaca e por sincopia de transmissão dos sons (que não eram via internet), o filho só escutava....Urraca, Urraca! Urraca!
          ...o pajen com o maior cuidado, cuspia na palma das mãos, e por sua vez gritava!.... "alons Y l’enfant de la patrie!!!! (com todo o respeito pelo hino francês que nem se compara ao nosso, carago!)
          - Tu és do Puerto caraças,... tens que ganhar o campeonato! Senão cortamos-te o "pinto" , o das Costas e o da frente também!... mas primeiro tens que gritar aqui no
BE – Bombeiros Emigrantes :  Ir ós do mar!!!!! percebes???
          E  o Senhor Cura, que não curava nada, mas cuidava muito bem da cúria!, ... quer dizer preparava os "banhos" e os "proclamos" para mandar publicar no B.O. (entenda-se Boletim Oficial ) da corte que não era nada parecido com o B. O. lá em Luanda, (este B.O., o de Luanda, era só p’ra soldados rasos assinarem o ponto, trocar o óleo do "carter" e aliviar a carteira dos "maçaricos" que vinham do "Puerto", depois era B.O. ( p’ra lá e p’ra cá só se escutava a malta a sussurar que estavam com vontade de ler o boletim obrigatório, de ir ao B.O. do bairro operário dar uma catramonzelada®, c’oas meias calçadas, etc e tal e coisa.
          Todo o "maçarico" que vinha do "puto" tinha que passar no B.O.!!!... enquanto isso ele (o pajen com o maior cuidado, lá nas berças do Portugal ),...lá ia fazendo o papel de bobo, e de conluio com o senhor cura lá da aldeia falava p’ra ele;
           - isto não poderá continuar majestade!
          A senhora sua mãe pátria porque é "alteza" muito alta, não pára de gritar como uma vaca...Henri, Henri!...vá lá em São Mamede, desinfesta daqui menino, vai, vai!... E Vossa Majestade não pára de rir!!!! (o principe sabia já naquela época qual era a música do hit-parade "a majestade, do príncipe o sábiá" !!!) Porém ele fazia que não ouvia e lá ia a cantar a "cana verde" que depois ensinou ao "Roberto" o Leal,  e este como emigrante integrante do BE – Bombeiros Emigrantes    (muito conhecido em Vale da Porca e arredores),... quase até debaixo da ponte que fica a uns três quilômetros do Santuário do Santo Ambrósio, e lá acabou por passar a dica deste grande êxito da musica popular ao Chitãozinho e ao Xororó, séculos mais tarde muito famosos em terras de Vera Cruz....
          Ora bem, vamos a fazer então agora um casamento da Mãe Pátria, c'o Zé Povinho p'ra depois nascer o Pai Portu....cal!!! Portucal, Portugal é o Portugal actual, certo??
          - Sim, pá é esse!
          Cale a boca aí ó mal-criado!!!!! (até parece que estás a imaginar escrever isto lá no portal do PortugalClub já de forma tão austera, imperial, victorianamente pomposa, autoritária digna de todos os filhos da pátria espalhados pelo mundo casapiano e arredores!
          ---- ex temporum, estuporado! parentisis (por debaixo do pano):
          ò Sr presidente respeite lá o Senhor Doutor Professor Honório das Causas { impossívels } aquele da universidade do Puerto porque ele quer mesmo é nos matar de saudade aqui no Portal.
          --- Isso não se faz à Mãe! Nem que ela seja uma Urraca!... inventar de sair de casa, emigrar para o B.O., depois >>> cantar o ir ós do mar, (***) chamar os amigos de festa , marcar um "comixio" lá em São Mamede des’infesta, depois p’ra ir lá p'ra a taberna a gritar.
          - IR ÓS DO MAR NÁ SÃO BALENTI...I...MORTAL ... isso não se faz!
          Ai não?....Tá aqui oh,...(gesto do grande Rafael Bordalo Pinheiro sentado em cima da pipa de vinho) carago!
          - Olhem!, eu dei umas porradas na mãe do Zé Povinho, mas arranjei um Pai! E já o registrei em cartório público. Chama-se .... Sócccer Clube do Rio Coina.

* * *

          - Foi porrada de três em pipa lá em São Mamede pá!.... aquilo era um  IR ÓS DO MAR de sangue por todo o lado!.... E o São Mamede Sócccer Clube que não era da superliga, mas estava "in festa" ficou ali p’ra sempre a gritar!  IR ÓS DO MAR....
          É por isso que o Portugal Club! É Eterno de pedra e cal... até lhe chamemos primeiro de Portucal (devia DE ser ASSIM algum "time" = team = taime sóccccer de football, sei lá!... uns doze (????) marmanjos a correr atrás duma "pelada" que depois de cansados vão todos discutir com as respectivas mães porque geralmente estas nunca estão peladas de medo dos filhos, estão sempre é com o pelo dos filhos todo pelado).
          Portanto "cumpadres e Zé povinho" vamos lá a ensaiar;
          - IR ÓS DO MAR, NÁ SÃO BALENTI...I..Imortal....
          - E AGORA!!!?...
          - Agora? Tá o pai dentro e a mãe fora carago!....
          Bota home, bota! BOTA a boca no trombone e canta!
          Canta lá em PORTUGAL "SÓCCCCER" CLUB do rio coina e prontos home!
          ---Não! Assim não Sr ® "CATRAMONZELADA".... botar a bota lá in portugalclub eu até boto, mas dizer que PORTUGAL "SÓCCCER" é só O CLUBE DO PUERTO ISSO NÃO É BERDADE, CARAGO!...
          (levantou-se novamente alguém lá dos fundos do barraco) - eu como emigrante e benfiquista de raça, sou do "garrafão" tinto ou branco. Olhe que o "SÓCCERO" cantar o IR ÓS DO MAR  não está escorreito!... prefiro ATÉ ir botar lá nos do "ir ós do maremoto"!.... Nem que seja no Atchung! Bayiiiier do Manique!  .. não é o atchung dos fritz pá é AHTSHUNAMI...o do japão! 
          Olhe que O Puerto foi lá ao Japão, e, e,.... aaaarctchim! começou logo a ganhar de todo o mundo e a gritar ;
          - IR ÓS DO MAR, NÁ SÃO BALENTiii...iii....MORTAL
           O resto fica p’ra próxima......
          Aviso aos desapercebidos das ® "CATRAMONZELADAS";
          (????) lá na santa terrinha dos "magriços" desde o tempo do Sr Eusébio em 1966 sempre jogamos com doze!!! Onze no campo, e mais um da reserva do Banco Nacional Ultramarino que nunca saiu do Maputo.
          - Nem mesmo quando o presidente perguntava à "cabrocha"; que moeda habemos de inventar aqui bem?...(e ela resmungando) Olha, ... "mete e cala"!
          - Ah é essa é boa "Meticala" daíi a 9 meses se inaugurou a primeira cédula do METICAL!
         
         
(*) – aqui no Portugal Club, segundo o mentor da idéia recreativa e responsável pelo departamento de assistência de (saúde pública na privada!!!!) lá nos grevistas do 112 não tem ninguém, não tem nada quebrado!...
          - Tá tudo no partido. Tempo bom aquele que se ia p'ro Rossio à procura de emprego, fazia-se uma boa greve e saíamos todos de lá, a rir, com as bandeiras despregadas p'ra usar na privada das privatizações do .... deixa p'ra lá!
          (**) – não cafundir c'oa expressão de "espirrou" melecas p'ra todo o lado!...aqui na santa terrinha, quando se fala na Joana D’arc (que não é a luso-brasileira, Joana), e nem é a Joana do Arco da Velha mas sim uma rapariga que andava lá pela terra dos "aveques" a dar muita... catramonzeladas ® nos ereges, qualquer um que ouvia o nome da moçoila começava logo a "es pirar", feito um alfacinha na saída da rua do capelão encostado na  parede da Sra da Sáude.
          (***) – com todo o respeito às gentes da Coina que, contráriamente àquilo que muitos pensaram,(isto são cantigas de amor e mal-dizer, lembrem-se)... eles são citados aqui pelo autor com a humilde e sincera intenção de apenas divulgar os lugares e sítios que pertencem à nossa eterna mãe portugalidade que é a língua portuguesa (casada solenemente aqui no Portal desta crónica com o nosso pai PuertoCal há mais de 800 anos) . - Aos puristas da semântica as minhas mais profundas desculpas pelas "calinadas" acidentais inferidas no "verbo" ao longo do percurso das minhas lucubrações e "verboseiras" mal escritas.
          "Falar mal e porcamente, nunca foi inteligente. Muito e bem há pouco quem"!!!!!
          (****) mar da palha é como se conhece a região nas adjacências ribeirinhas de cacilhas, do barreiro, do montijo, ali no estuário do rio Tejo, não muito longe da aldeia da Coina! Onde vai desaguar essa obra prima, cunhada legalmente, enteada e filha dilecta da arquitectura portuguesa que tão bem soube homenagear o nosso hino nacional como a mais elevada ode ao patriotismo português que todos levamos aos lugares mais dsitantes deste planeta. Quiçás até para a Lua já enviamos artefactos de cortiça portuguesa! 
          - HERÓIS DO MAR.... NAÇÃO VALENTE E IMORTAL, LEVANTAI HOJE DE NOVO ESTE VELHO PORTUGAL!!! - A benção!... Comandante VASCO DA GAMA!
          PORTUGAL É ETERNO! ....Até breve, e nunca se diga adeus para sempre!
         
          Silvino Potêncio/Natal-Brasil

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(direitos de autor reservados, mas nem tanto!!!)
Silvino Potêncio - Ex-Combatente de Angola 

® "CATRAMONZELADAS"   (106)

     ® "CATRAMONZELADAS" (106)... A verdade é doce e amarga, quando é doce; perdoa; quando é amarga, cura! (Santo Agostinho) --- eu, depois que me tornei emigrante, sentado ali no batente do portão principal da estação de Santa Apolónia, e até hoje, ainda não consegui sentir a diferença!...
 
De: S. Potêncio
 
     .. já lá vão "córenta" e tal anos desde que me sentei ali com a "saquita" de pano pendurada no ombro à espera do "nada"!
     - Era um vazio na alma,  dentro do meu  pequeno corpo físico encolhido,  mais encolhido com o medo do futuro nada conhecido,  do que com o frio primaveril que se fazia sentir naquele começo de março de 1962,  ali à beira do Tejo, o qual eu só via lá ao longe quase na margem da outra banda. 
     - Era um desconsolo pungente do infante, ainda nem sequer adolescente, qual rebento arrancado da barra da saia da mãe, por força das circunstâncias havidas lá em "xima" na santa terrinha. - Eu já falei disto em outra crônica e portanto não penso reescrever coisas que me doem a cada nova saudade levantada diáriamente ao ler noticias das minhas origens.   
     - Anos mais tarde, muitos anos mais tarde!,... e a mais de oito mil quilômetros de distância já em terras africanas sob um calor tropical constante, que me aquecia o corpo, e também um pouco mais a alma, mas desconsolava o pensamento.
     Assim,  toda a vez que me lembrava dos tempos em que eu saíra das minhas origens para me aventurar na capital do reino, lá no outro reino abaixo da linha do equador, e ainda que em tempos de "cacimbo" eu jamais conseguia sentir na pele a brisa que vem do Tejo, ou o vento "suão" que sobe do barlavento e leva os sopros de inverno às terras altas da Beira e de Trás-Os-Montes...
     - Lá na capital das "palancas negras" e das ovelhas de "caracul" eu me recordei desta primeira jornada pessoal, e individual,  sem qualquer patrocínio moral ou material, que não fosse a dolorida despedida do meu velho Pai, (que Deus o tem no seu eterno descanso!) que me deu vinte e cinco tostões na estação do Pocinho, antes de me entregar aos cuidados de um outro passageiro que seguia viagem no mesmo comboio que eu.  Entrei no teatro "nacional" e ao assistir a peça teatral  "à espera de Godot" onde se personifica a mesma situação absurda em que se transforma a vida de qualquer emigrante... Estamos sempre uns à espera dos outros, e os outros à espera do "nada" assim se levam os nossos dias de emigração cada vez que escrevemos algo em relação à terra natal,  por mais benesses e comendas que possamos ter angariado ao longo dos anos "fora do ninho"!
     - Mas!,...  eis que o velho Pai-Portugal se libera de correntes ideológicas, de conceitos arraigados na forma de administrar e argumentar junto às tendências de convivência na comunidade internacional,  e .... catrapumba!... os militares pegaram então,  não em armas, mas nas "tremonzelas" ideosincronizadas das conversas intra-muros,  e em lugar de ficarem no quartel de "abrantes" onde tudo era como d'antes,... eles resolveram ouvir o hit-parade, paradinho, quase a pegar no sono da madrugado do 25 de abril e ao som do "grande-olá-vi-la-morena"!... brindaram a sociedade com uma sempre desejada senhora democracia.
- Falar destes trinta e tal anos e de suas consequentes bênçãos e moléstias causadas aos emigrantes, eu não me sinto à altura!... nem no comprimento, ou "cumprimento" do dever de escriba formador de discussões virtuais, e muito menos na largura de quaisquer "vias rápidas" para se chegar ao poleiro de qualquer cargo publico.  Hoje sinto-me extremamente desiludido, decepcionado, envergonhado, traído e sobretudo "sentado" de novo no batente da saída da estação que dá acesso ao "nada",  quando leio em letras garrafais: "Emigrantes terão tido viagens pagas para vir votar nas autárquicas"...   - A quem interessar possa,  eu digo que ainda estou no grupo daqueles que apesar das muitas necessidades sentidas na pele, ao longo dos mais de quarenta anos de emigrante,  por opção própria, eu jamais pedi a minha dupla nacionalidade. Contudo nunca por nunca ser eu critico cada um que o fez pelos motivos que lhe sejam mais que justificativos!
     -  Isto significa dizer que,  se o desejar,  eu tenho o direito de votar em qualquer candidato na minha terra, sempre e quando estivér lá para o fazer. - Sim!, porque nem me passa pela cabeça que alguém venha me oferecer uma passagem de ida e volta a Portugal para votar!...   Todavia quando alguém me contactar, se o fizér para ir a Portugal, de graça, para votar em "A", "B", "C" ou "D", certamente agarro na "tremonzela" e a utilizarei como via de facto.

Silvino Potêncio/Natal-Brasil -

- Bem hajam por nos visitarem lá!... 

 

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