Lígia Antunes Leivas - de
Pelotas/RS. Presidente da Academia Sul-Brasileira de Letras,
Biênio 2007/09. Diretora Cultural do Centro Literário
Pelotense, Consulesa dos Poetas del Mundo em Pelotas.
Acadêmica do Clube dos Escritores de Piracicaba, (SP) e
Delegada Regional do mesmo no RS; Mérito Cultural da
entidade em 1999. Debatedora na Mesa dos Escritores Luiz
Antonio de Assis Brasil, Lígia Boyunga, Lya Luft e
Escritores Pelotenses na 1ª, 3ª, 4ª e 5ª Jornada Cultural de
Pelotas. Oradora Oficial da 32ª Feira do Livro de Pelotas.
Delegada do Portal de Escritores Luso-Brasileiros CEN
(Portugal) no RS e Mérito Cultural do mesmo em 2006.
Delegada da ALPAS XXI em Pelotas. Mérito Cultural do Club
Pan-Americano "Eng. Enrique Salazar Cavero", Rotary Pelotas
Norte, de 2003 a 2006.
Profa. Emérita em Extensão, Universidade Federal de Pelotas.
Medalha de Mérito do Fórum da Cultura, RJ / RJ, 1998.
Acumula vários prêmios literários locais, regionais,
nacionais e internacionais. Integrante do Conselho de
Cultura de Pelotas. Graduada em Letras e Direito;
pós-graduada em Língua Portuguesa. Revisora, professora.
Antologista, oficineira. Integrante do Conselho Editorial da
UFPEL e da ASBL.
6 livros publicados pela Universidade Federal de Pelotas: De
amor e de dor; O invisível de cada um de nós; O feminino no
real/ficcional; A noite não é um tempo calado; O senhor
guerreiro das emoções; Todas as palavras.
Participação em 68 coletâneas. Brasão (2007) e Comenda
(2008) da Academia Pelotense de Letras.
Entrelinhas
Na insensatez dos conceitos
emergem desejos...
Quebra-se o elo:
desequilibra-se o universo.
A expectativa antessonha auroras
neste querer maior
de peles de veludo unidas
no desenho de nós mesmos.
Na hora cálida da tarde
atiçam-se todas as luzes...
Um pouco de mim, de ti, de nós
e a explosão de todos os sentidos.
Cada espaço traz a medida certa
...um oceano cresce entre nossas vidas
e nesta separação entre desenganos
descubro-me atônita!
Olhos ao longe (tão longínqua distância!...)
Sou voz perdida, sou desterro
sou muito menos agora
que as entrelinhas deste poema...