Hélder Pessoa Câmara nasceu na
cidade de Fortaleza, Brasil, no
dia 7 de fevereiro de 1909. A
sua família era simples e
católica, seus pais tiveram
treze filhos e ele era o décimo
primeiro. Sua vocação religiosa
despontou na tenra idade, por
influência da Escola dos Padres
Lazaristas de Fortaleza, também
conhecida como Seminário da
Prainha de São José. Aos
quatorze anos de idade,
ingressou naquele seminário,
onde estudou filosofia e
teologia. Foi tão brilhante que
a Santa Sé autorizou sua
ordenação sacerdotal em 1931.
No dia da
Assunção de Nossa Senhora,
Hélder foi consagrado sacerdote
e celebrou sua primeira missa no
dia seguinte, com apenas vinte e
dois anos de idade. Logo foi
nomeado diretor do Departamento
de Educação do Estado do Ceará.
Cinco anos depois, foi
transferido para o Rio de
Janeiro, onde morou e trabalhou
por vinte e oito anos.
Em 1952, a Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil - CNBB
elegeu-o bispo auxiliar do Rio
de Janeiro. Exerceu o cargo de
secretário-geral da CNBB,
implantou os ideais da
organização, promoveu a
interação entre os bispos do
Brasil, participou de congressos
para atualização e adaptação da
Igreja Católica aos tempos
modernos, sobretudo integrando a
Igreja na luta em defesa da
justiça e da cidadania.
Dom Hélder
Camara foi nomeado arcebispo de
Olinda e Recife em 1964, cargo
em que ficou por vinte anos.
Nessa época, o Brasil vivia em
plena ditadura militar. Como
sacerdote representante da
Igreja Católica, dom Hélder pôde
levantar a sua voz em defesa da
comunidade sem vez e sem voz na
escala social. Teve como
ideário, nas suas pregações, a
luta pela fé cristã e a caridade
aos pobres e oprimidos. Passou a
sofrer retaliações e
perseguições, ficando sem ter
acesso à mídia e impedido de
divulgar suas mensagens durante
todo o período ditatorial.
Apesar de tudo, a personalidade
de dom Helder ganhava, cada vez
mais, dimensão no Brasil e no
exterior.
Ele criou
projetos e organizações
pastorais destinadas a atender
as comunidades do Nordeste, que
viviam em situação de miséria.
No final do século XX, com o
apoio de instituições
filantrópicas, lançou,
oficialmente, a campanha "Ano
2000 sem Miséria". Para dom
Hélder, era constrangedor que,
às vésperas do segundo milênio
do nascimento de Jesus Cristo,
milhares de pessoas ainda
vivessem na total miséria.
Dom Hélder
escreveu diversos livros, que
foram traduzidos em mais de
trinta idiomas. Recebeu cerca de
seiscentas condecorações e
trinta e dois títulos de doutor
honoris causa. Diversas cidades
brasileiras concederam-lhe o
título de cidadão honorário.
O “Dom da paz”, que completaria
100 anos este ano, foi para a
casa do Pai em 27 de agosto de
1999 (e 20 anos já se
passaram...) é – sem duvida - o
maior profeta deste tempo!.
Lembrado, na
história da Igreja Católica,
como um apóstolo que soube
honrar o Brasil e usar seu
carisma de defensor da paz e da
justiça para os filhos de Deus.
Assim se manifestava: A Graça
das Graças é nunca desistir que
o mundo precisa FABRICAR É
PAZ...
Aquele que se
deixou ficar em tudo o que
criou, escreveu, poetizou,
apregoou, sonhou, foi alvo de
muitas homenagens.
. Poesias de Dom Hélder
Câmara pela campanha da
Anistia, com ilustrações de
vários artistas.
· Dom Hélder Câmara recebeu
prêmios em reconhecimento
“Prêmio Alceu Amoroso de
lima”
· É uma honraria dada a
poetas que cantaram a
liberdade em forma de
poesia.- possuía uma linha
poética.
· Voltado à Igreja
Católica, mas de figura dele
como homem, poeta e lutador
pela Paz e pela Liberdade.
Publicou 23 livros em prosa
e em poesia.
· “PALAVRAS DO PROFETA:
O RUÍDO
O que impede de ouvir
a voz de Deus
não é, do modo algum,
o vozerio dos homens,
o trepidar das cidades
e, ainda menos,
o agitar dos ventos
ou o mar alto das águas...
O ruído
que abafa de todo
a voz divina,
é o tumulto interior
do amor próprio que
estremece,
das desconfianças que se
agitam,
da ambição que não dorme...
(Hélder Câmara / 1970)
Pesquisa realizada por Alba
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