"Minha Pátria é a Língua Portuguesa" Fernando Pessoa

 

 

Edição nº 40 - Dezembro de 2008

Editor: Carlos Leite Ribeiro

Arte Final: Iara Melo

 

 

 

 

CAUSAS DA REPROVAÇÃO ESCOLAR

 

 

 

 

 

 

Lairton Trovão de Andrade

 

 

 

 
 

               Falar em reprovação escolar, hoje em dia, neste Estado do Paraná/BR, parece coisa ultrapassada, uma vez que as leis, que atualmente regem a educação, procuram conceder aos alunos quase que o exclusivo direito de aprovação, e aos professores, a obrigação intrínseca de não reprovar.

Na prática, portanto, a reprovação, quando ocorre, torna-se mera exceção à regra.

 

                   Entretanto, a reprovação existe. Não tem como evitá-la totalmente. E, se o conhecimento mínimo do aluno fosse levado em conta, a reprovação seria extraordinariamente grande.

         

                   Devemos observar que uma porcentagem bem elevada de alunos que são aprovados de uma série para outra, o são indevidamente. Eles não adquiriram o mínimo do mínimo dos conhecimentos e aptidões exigidos na série que cursaram. Serão, com certeza, cidadãos dotados de sérias deficiências e, no entanto, também farão parte da edificação contínua deste País-continente. É uma pena que a educação, por aqui, não seja muito melhor.

 

                   Porém, apesar da facilidade extrema e até injusta de se aprovar alunos, ainda assim a reprovação, absurdamente,  existe em nosso meio, e suas principais causas são: A indisciplina, a falta de assiduidade, o desinteresse, o alcoolismo e a droga.

 

                  01, A INDISCIPLINA:  Muitas vezes, alunos são levados à reprovação por não terem disciplina razoável. Comportam-se mal.

                

                   Dentro da sala, fazem coisas que nada têm a ver com a matéria desenvolvida pela interação professor-aluno.

 

                   A aula passa e quase nada apreendem por não estarem imbuídos daquela atividade.

                

                   Outros chegam sempre atrasados e, por isso, não conseguem acompanhar integralmente o conteúdo da aula.

                 
                  Há aqueles que freqüentemente se ausentam da sala de aula ou até do estabelecimento de ensino, prejudicando-se no progresso da sua aprendizagem.

 

        É muito comum encontrar alunos que possuem todos os atos de indisciplina, citados acima.

                 

                   Tais alunos, se houver um pouco de rigidez legal, são candidatos sérios à reprovação.

               

                    Onde há indisciplina há desordem, onde há desordem há falta de atenção, onde há falta de atenção não pode haver aquela aprendizagem que se espera.

 

         02. A FALTA DE ASSIDUIDADE: A vida escolar é atividade bastante árdua. E a educação é processo contínuo que exige esforço diário do educando.

 

        Há aluno que falta demais. Diversas matérias exigem, dele,  presença constante, para a real aprendizagem, tais como a Matemática, o Português, a Física...

       

       A falta de assiduidade, com certeza, deveria levar o aluno a reprovação.

        

        03. DESINTERESSE:  Muitas vezes, o aluno não tem interesse pela matéria ensinada. Não consegue divisar importância para a sua vida, que aquela determinada matéria lhe impõe para apreender. Sente que aquilo tudo é uma inutilidade.

      
       É bem verdade que certas coisas que se ensina nas escolas, ainda hoje, não passam de baboseiras.
     
      Às vezes também, o professor não tem didática, não sabe motivar, não é capaz de esconder suas próprias deficiências e o aluno acaba por perder a confiança no professor e vem o desinteresse pela matéria.
      
      Quando não há interesse, nem sequer se presta atenção naquilo que se ensina, por isso, pouco ou nada o aluno aproveita,  e a reprovação é extremamente possível.

        

      04. O ALCOOLISMO:  Em outros tempos, não se via aluno algum na dependência da bebida alcoólica. Hoje, apesar da repressão da lei, é coisa comum.

              
               Diversos alunos, principalmente a partir do Ensino Médio, já se tornaram alcoólatras. Não raro, participam das atividades escolares embriagados. Tais alunos não poderão ter o rendimento esperado e estão dentro dos possíveis reprovados.

 

      05. A DROGA:  O número de alunos que usam drogas é bastante elevado.

    
     Evidente que as conseqüências negativas que as drogas exercem nas atividades dos alunos são grandes e negativas. Disso ninguém tem dúvida.
 
    Tais alunos se tornam independentes de suas obrigações. Neles, o senso de responsabilidade torna-se quase nulo, aprendem a olhar os professores e demais autoridades escolares como indivíduos quaisquer e intrusos de suas vidas.
 
    É evidente que os alunos viciados em drogas são candidatos à reprovação.

 

         C O N C L U S Ã O:  Uma vez que a tendência dos nossos dias, principalmente nas escolas do Estado, seja a aprovação "em série" de alunos  do curso fundamental e Médio, seria salutar para o bem da nossa educação que houvesse esmero maior das leis que regem a educação escolar.

        
     Que houvesse, pelo menos, melhor interpretação das Leis de Diretrizes e Bases e do Estatuto da Criança e do Adolescente.
        
    Que as instituições escolares, como um todo, primassem pela disciplina do corpo docente e discente. Desta forma, outras causas de reprovação estariam bastante enfraquecidas.
                 
             Que houvesse maior rigor contra os traficantes de drogas. Tais elementos são causa de uma epidemia maligna no espírito da nossa adolescência, que é destruída em seus ideais superiores de vida.
        
    É o que esperamos da parte das autoridades, da sociedade e de cada um em particular.

 

 

 

 

 
 
 
 

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