Informativos fidedignos disseram-nos que, nestes
anos próximos
passados, o Banco
Mundial teve
interesse em
participar do
desenvolvimento
educacional do
Brasil, em parceria
com nosso governo,
com exigências de
natureza educativa
em troca de
empréstimos
financeiros.
Ainda que se louve as possíveis boas intenções do Banco
Mundial em desejar
conceder “formas de
conhecimento
perfeito” à nossa
população, na
tentativa de
exterminar ou
diminuir a diferença
cultural e
educacional entre
pobres e ricos, isso
não passou e não
passa de utopia.
Se o conhecimento educacional pudesse vir de organismos
externos, como o
Banco Mundial, por
exemplo, e ser
incutido, num passe
de mágica, na
inteligência, na
vontade e na ação de
um povo, seria fácil
de atingir os
objetivos
necessários e
cobiçados por um
país em
desenvolvimento.
Entretanto, as coisas não são assim. Não há
possibilidade da
educação de um povo
vir encaixotada de
fora, já acabada e
perfeita, como se o
criador de “tal
conteúdo mágico”
representasse a
perfeição divinizada
do Planeta.
Nenhum local do mundo, por mais evoluído que
seja, possui
educação perfeita e
acabada. A educação
é sempre passiva de
enriquecimento, à
medida que a
humanidade caminha
para o futuro.
A educação, como se sabe, vai muito além da simples
aquisição cognitiva
de matérias, tais
como matemática,
ciências , línguas
etc..
– Atinge a
maneira de ser e de
viver de um povo. O
pensar e o agir são
fundamentais no
conceito e na
realidade
educacional.
Neste sentido, não há como padronizar a educação,
porque cada povo tem
suas realidades,
seus anseios, suas
prioridades, sua
maneira própria de
pensar e agir,
diante de valores
universalmente
reconhecidos.
O combate ao analfabetismo, o crescimento e
aprimoramento
educacional em geral
vão depender do
nosso próprio
esforço, que deverá
ser, cada vez mais
consciente, através
da atuação diária
das escolas do País,
das diretrizes
norteadoras de um
governo consciente e
capaz.
Sem a referida ação normativa, voltada para o
verdadeiro
desenvolvimento de
um povo inteiro,
tudo será em vão.
Por outro lado, não podemos e não queremos desprezar os
conhecimentos
universais,
adquiridos pela
humanidade, através
dos tempos, e que
são patrimônios de
todos os seres
humanos, mas, ao
lado disso, há o
patrimônio cultural
próprio de cada povo
que deve ser
respeitado e
preservado.
Referimo-nos, portanto, àquela natureza de conhecimento e
forma educacional
que caracteriza
cada nação no seio
da diversidade das
demais nações do
mundo.
É evidente, que podemos receber ajuda complementar de fora,
para que nossa
realidade
educacional avance
mais rapidamente.
Essa ajuda deve de
ser, principalmente,
financeira, no
sentido de
colaboração
humanitária, não
espoliando ainda
mais o País que
anseia pelo seu
desenvolvimento,
tendo em vista o bem
geral da população.
Finalmente, contamos, mais uma vez, com a conscientização
maior daqueles que
governam e
administram o País,
esperamos que os
mestres da educação
façam jus à
profissão que
escolheram e se
tornem apóstolos do
conhecimento na vida
das escolas.
Desta forma, teremos, com certeza, uma Nação próspera e mais
feliz, dentro dos
padrões de 1º mundo,
mas com
características
próprias,
inalienáveis e
interessantes.