CONSIDERAÇÕES SOBRE O CONHECIMENTO A SERVIÇO DO DESENVOLVIMENTO

 

 

Lairton Trovão de Andrade


        

      Informativos fidedignos disseram-nos que, nestes anos próximos passados, o Banco Mundial teve interesse em participar do desenvolvimento educacional do Brasil, em parceria com nosso governo, com exigências de natureza educativa em troca de empréstimos financeiros.

     Ainda que se louve as possíveis boas intenções do Banco Mundial em desejar conceder “formas de conhecimento perfeito” à nossa população, na tentativa de exterminar ou diminuir a diferença cultural e educacional entre pobres e ricos, isso não passou e não passa de utopia.

    Se o conhecimento educacional pudesse vir de organismos externos, como o Banco Mundial, por exemplo, e ser incutido, num passe de mágica, na inteligência, na vontade e na ação de um povo, seria fácil de atingir os objetivos necessários e cobiçados por um país em desenvolvimento.

     Entretanto, as coisas não são assim. Não há possibilidade da educação de um povo vir encaixotada de fora, já acabada e perfeita, como se o criador de “tal conteúdo mágico” representasse a perfeição divinizada do Planeta.

      Nenhum local do mundo, por mais evoluído que seja, possui educação perfeita e acabada. A educação é sempre passiva de enriquecimento, à medida que a humanidade caminha para o futuro.

     A educação, como se sabe, vai muito além da simples aquisição cognitiva de matérias, tais como matemática, ciências , línguas etc..
      – Atinge a maneira de ser e de viver de um povo. O pensar e o agir são fundamentais no conceito e na realidade educacional.

     Neste sentido, não há como padronizar a educação, porque cada povo tem suas realidades, seus anseios, suas prioridades, sua maneira própria de pensar e agir, diante de valores universalmente reconhecidos.

     O combate ao analfabetismo, o crescimento e aprimoramento educacional em geral vão depender do nosso próprio esforço, que deverá ser, cada vez mais consciente, através da atuação diária das escolas do País, das diretrizes norteadoras de um governo consciente e capaz.

     Sem a referida ação normativa, voltada para o verdadeiro desenvolvimento de um povo inteiro, tudo será em vão.

    Por outro lado, não podemos e não queremos desprezar os conhecimentos universais, adquiridos pela humanidade, através dos tempos, e que são patrimônios de todos os seres humanos, mas, ao lado disso, há o patrimônio cultural próprio de cada povo que deve ser respeitado e preservado.

    Referimo-nos, portanto, àquela natureza de conhecimento e forma educacional que caracteriza  cada nação no seio da diversidade das demais nações do mundo.

    É evidente, que podemos receber ajuda complementar de fora, para que nossa realidade educacional avance mais rapidamente. Essa ajuda deve de ser, principalmente, financeira, no sentido de colaboração humanitária, não espoliando ainda mais o País que anseia pelo seu desenvolvimento, tendo em vista o bem geral da população.

    Finalmente, contamos, mais uma vez, com a conscientização maior daqueles que governam e administram o País, esperamos que os mestres da educação façam jus à profissão que escolheram e se tornem apóstolos do conhecimento na vida das escolas.

    Desta forma, teremos, com certeza, uma Nação próspera e mais feliz, dentro dos padrões de 1º mundo, mas com características próprias, inalienáveis e interessantes.
 

 

 

 

  

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