Já lá vão alguns anos, a
cidade de Leiria foi
alertada com uma notícia
singular, todos os que
dela tiveram
conhecimento, ficaram em
suspenso. Um cidadão
brasileiro de seu nome
Sidney da Fonseca
Landim, dizia ser seu o
nosso secular castelo!
Segundo ele, a sua
avozinha, D. Aldegundes
Magna Barros, lhe teria
feito esse deixado em
testamento e, ainda
outros bens como alguns
prédios em Lisboa.
Sidney Landim afirmava
ter documentos que
provavam o referido
deixado. Quem sabe …
talvez na sua meninice a
avozinha Aldegundes lhe
tivesse contado, para o
adormecer, trechos
fantásticos da nossa
história Lusíada,
incutindo-lhe no seu
cérebro, ainda
incrédulo, aliás como o
de todas as crianças,
supomos em quimera
própria de avozinha, que
o nosso secular castelo
lhe pertencia por linha
de seus antepassados e,
que um dia seria seu,
naturalmente quando
fosse maior. A
perspectiva era, de
facto, sedutora, pois
não havia por esse mundo
fora inúmeros casos
semelhantes … E assim, a
imaginação delirante
tornar-se-ia realidade
incontestada. É certo
que o nosso castelo, a
partir do século
XVI-XVII, por muitas
circunstâncias, começou
a cair no esquecimento,
abrindo caminho ao
abandono, ficando a
saque não só das tropas
de Napoleão, que
estiveram aquarteladas
em Leiria, mas também
dos habitantes da
cidade, que ali se
deslocavam em busca de
materiais para a
construção de habitação.
Também a ocupação de
terrenos, mais
propriamente dito, os da
encosta virados à Escola
Domingos Sequeira e ao
antigo Regimento de
Artilharia Nº 4, sem
dúvida de posse legal,
por muito que nos custe.
A verdade é que os
terrenos em causa estão
registados nas finanças,
em nome de seus
legítimos proprietários.
Basílio Artur Pereira –
Leiria - Portugal