Este rei, que a história cognominou de “Grande”, mas que
para os portugueses foi o “Opressor”, fez quanto pôde no
sentido de acabar com a poucas regalias com que os
portugueses ainda usufruíam. A sua política traduzia-se
nisto:
- Reduzir Portugal a uma simples província espanhola, e esse
plano estava sendo executado pelo seu primeiro ministro, o
conde-duque de Olivares;
- Os portugueses era obrigados a servir nas guerras em que a
Espanha andava envolvida com outras nações;
- Os impostos continuavam a aumentar;
- A Indústria e a agricultura foram desprezadas.
Enfim: era a nossa completa ruína.
Para que a desgraça fosse completa, os holandeses, franceses
e ingleses iam-nos desapossando de grande parte do domínio
ultramarino.
Assim, perdíamos:
No Brasil: Bahia, Pernambuco e Recife;
Na África: Arzila, Angola, São Tomé, e São Jorge da Mina;
No Oriente: Ormuz, Mombaça, as Molucas, etc.
Este estado de coisas ia preparando a revolta na alma dos
portugueses. A tentativa mais importante manifestou-se em
Évora em 1637 (Revolta de Évora – ou do Manuelinho) que foi
sufocada violentamente.
Todavia, a semente da revolução, então lançada por esse
punhado de patriotas, havia de germinar muito em breve.
Portugal queria voltar a ser livre.