D. Pedro V tinha apenas 15 anos, quando faleceu
D. Maria II, sua mãe. Até 1955, data em que completou 18 anos, governou como
Regente seus pai, D. Fernando (IIº).
Assumido o poder, D. Pedro V revelou-se logo um
monarca de raras e grandes qualidades.
As virtudes e o seu interesse em bem servir
Portugal tornam-no amado e respeitado de todos os portugueses. Ao começar o
seu curto reinado, houve em Lisboa duas terríveis epidemias que tantas vítimas
causaram: a cólera-mórbus em 1856 e a febre amarela em 1857. Enquanto muita
gente, com medo do flagelo, abandonava a capital, ia D. Pedro V correndo os
hospitais a visitar os doentes, a todos confortando e protegendo num belo
exemplo de caridade e abnegação.
Entretanto, junto à costa de Moçambique foi
encontrado o navio francês Charles et George, que se empregava no tráfico
indigno da escravatura. Pelas autoridades portuguesas foi ordenado o legal
apresamento daquele navio e a detenção do seu respectivo comandante. Porém, a
França exigiu a libertação não só do barco como do comandante, e ainda o
pagamento de certa indemnização. O Governo Português, a fim de evitar um
conflito armado, apresentou o seu protesto, e depois cedeu às exigências.
D. Pedro V, foi também um grande protector da
instrução pública. Criou muitas Escolas de Ensino Primário, algumas das quais
eram mantidas à sua custa.
Fundou o Curso Superior de Letras (Faculdade de
Letras) e o Observatório Astronómico da Ajuda.
Também foi neste reinado que se inaugurou a
primeira via férrea, de Lisboa ao Carregado, e o telégrafo eléctrico para o
estrangeiro, em 1856.
D. Pedro V faleceu em Novembro de 1861, com 24
anos de idade e 6 de reinado. Era viúvo da rainha D. Estefânia
.
Não tendo deixado descendência, sucedeu-lhe seu irmão D. Luís.
D. Pedro V - O Esperançoso. 30.º rei de Portugal.
Nasceu em Lisboa no real Paço das Necessidades a 16 de Setembro de 1837, onde
também faleceu a 11 de Novembro de 1861, sendo baptizado na capela do mesmo
paço a 1 de Outubro seguinte pelo cardeal patriarca de Lisboa D. Fr. Patrício
da Silva, capelão-mor da rainha D. Maria II. Era filho desta soberana, e de
seu marido, el-rei D. Fernando. Chamava-se D. Pedro de Alcântara Maria
Fernando Miguel Rafael Gonzaga Xavier João António Leopoldo Victor Francisco
de Assis Júlio Amélio.
Educado primorosamente, assim como seus irmãos, pelos melhores professores de
Lisboa, e principalmente por sua mãe, que teve sempre a justíssima reputação
de excelente educadora, revelou desde muito novo as brilhantes qualidades que
o ornavam, a sua notável inteligência, a sua tendência para um perseverante
estudo, e as mais nobres e mais elevadas qualidades de espírito e de coração.
Foi jurado e reconhecido príncipe real e herdeiro da coroa pelas cortes gerais
a 26 de Janeiro de 1838, tendo de idade pouco mais de 4 meses. Contava 16 anos
quando faleceu sua mãe, a 15 de Novembro de 1853, a quem sucedeu no trono.
Marcando-se aos 18 anos a maioridade dos reis de Portugal, D. Pedro V era
ainda menor, e nesse mesmo dia foi convocado o conselho de Estado, que
deliberou confiar a regência do reino, durante a menoridade do jovem monarca,
a seu pai, el-rei D. Fernando, visto não haver disposição alguma a tal
respeito na Carta Constitucional, deliberação que foi depois confirmada pelas
cortes gerais, e de que prestou juramento na sessão de 19 de Dezembro de 1853.
D. Pedro V e seu irmão D. Luís, que mais tarde lhe sucedeu no trono,
empreenderam uma viagem de instrução e recreio pela Europa. Em Maio de 1854
saíram a barra de Lisboa a bordo do vapor Mindelo, indo directamente a
Londres, passando de. pois à Bélgica, Holanda, Prússia, Áustria, França e
Saxe-Coburgo-Gotha, voltando a Londres, donde regressaram a Lisboa. Em todas
estas cortes granjearam os régios viajantes as maiores provas de consideração
e de simpatia. No ano seguinte, 1855, empreenderam nova viajem, visitando
outra vez algumas das terras já citadas, e também a Itália, Suiça, etc.
No seu regresso, completando D. Pedro V, 18 anos a 16 de Setembro, foi nesse
dia declarada a sua maioridade, e prestou juramento em sessão solene das
cortes. Realizaram-se grandes e entusiásticas festas em Lisboa, para solenizar
o novo rei que ia assumir o pesado e espinhoso cargo da governação do reino.
Grandes infortúnios começaram desde logo a assinalar o seu reinado. Em 1856
desenvolveu se em Lisboa a cholera morbus, e em muitos outros pontos do país,
fazendo consideráveis vítimas, e no ano seguinte, 1855, outro flagelo, que se
tornou ainda mais devastador, a febre-amarela, veio assolar a capital. Foram
dois anos de tristíssima memoria, que enlutaram milhares de famílias,
extinguindo-se muitas delas completamente, deixando muitas crianças na
orfandade. A cidade de Lisboa, principalmente em 1857, apresentava um aspecto
tristíssimo. Com especialidade. na cidade baixa, viam-se encerrados numerosos
estabelecimentos; uns, por seus proprietários terem falecido, outros por terem
saído de Lisboa fugindo ao terrível contagio. O terror geral era
indescritível; por ordem do governo foram os jornais proibidos de darem longas
noticias sobre os falecimentos, e o número e nomes das vítimas, que chegavam a
ocupar diariamente muitas colunas; os enterros passaram a fazer-se de noite,
observando-se a maior simplicidade, não sendo permitidas as pompas fúnebres,
apenas uma sege conduzindo o morto e o padre para o acompanhar. Não sendo
suficientes os hospitais que existiam, para abrigarem o número enorme de
atacados, organizaram-se alguns provisórios em certos pontos da cidade;
numerosas procissões de penitência percorriam as ruas, e nas igrejas todos os
dias se entoavam preces. Os teatros e outros divertimentos públicos fecharam.
A consternação era geral; as ruas viam-se desertas, o terror via-se estampado
em todas as fisionomias. Abandonaram a cidade, indo viver para os arredores e
para outras terras distantes, altos funcionários e outros empregados públicos,
capitalistas, negociantes, o próprio patriarca, e no meio desta pavorosa e
angustiosa situação sobressaía a figura do jovem monarca que, apesar dos
conselhos de quantos o rodeavam, não quis abandonar Lisboa, e qual outro
apóstolo do bem e da resignação, se dirigia aos hospitais, sentando-se junto
dos leitos dos enfermos, a quem dirigia palavras de conforto e de esperança.
Quando os ajudantes que o acompanhavam nestas piedosas visitas lhe pediam que
não se expusesse assim tão temerariamente ao terrível contágio, respondia
secamente que se tinham medo o deixassem, que ele podia ali estar só. Este
acto de abnegação e caridade causou a maior impressão em toda a gente e a
admiração até dos estrangeiros. Um rapaz que apenas contava 20 anos de idade,
dando um exemplo tão grandioso de amor pelos que sofriam, procurando
suavizar-lhes o sofrimento, ao menos animando-os com a sua presença.
D. Pedro V tornou-se muito popular; o povo adorava-o, e chamava-lhe o rei
santo. A sorte protegia-o, porque expondo-se com tanta afoiteza, com tanta
coragem ao perigo do tenebroso contágio, não teve o menor sinal de doença
naqueles meses de Agosto, Setembro, Outubro e Novembro de 1857, em que mais se
pronunciaram os efeitos da epidemia. Pouco a pouco foram rareando os casos,
que até então eram numerosos todos os dias, e quando chegou o fim de Dezembro
estava a febre amarela completamente debelada, restando os choros e os
lamentos das pessoas que tinham perdido parentes queridos, e crianças órfãs,
que se viam sós entregues à mais profunda tristeza e saudade. Chegou depois o
ano de 1858, que trouxe para Portugal dias mais sossegados e mais felizes.
Para suavizar as angústias dos dois anos anteriores, tratou-se do casamento do
jovem monarca, que se tornara o ídolo do povo. Essa notícia foi recebida com o
maior entusiasmo sendo a esposa escolhida a princesa de
Hohenzollern-Sigmaringen, D. Estefânia Josefina Frederica Guilhermina Antónia,
segunda filha do príncipe soberano do Hohenzollern-Sigmaringen, Carlos António
Joaquim, e de sua mulher D. Josefina Frederica. O casamento realizou-se por
procuração em Dresde a 29 de Abril de 1858, e em pessoa, em Lisboa, a 18 de
Maio, na igreja de S. Domingos, um formoso dia de primavera, que parecia vir
também saudar os régios noivos, reunindo-se ao entusiasmo que se notava por
toda a parte, à alegria e satisfação que reflectia em todos os semblantes. As
aclamações e os vivas, que o povo soltava durante o trânsito do Terreiro do
Paço, onde a jovem rainha desembarcou, até à igreja de S. Domingos, chegaram
ao delírio. A pessoa que escreve, estas linhas, bem criança então, ainda se
recorda com saudade desse dia e dos seguintes em que se realizaram iluminações
esplêndidas, parada, récita de gala no teatro de D. Maria II, jantares
diplomáticos, etc. (V. Portugal, vol. III, págs. 211 e 212). A rainha D.
Estefânia granjeou logo também as maiores simpatias; o seu carácter, por um
acaso que poucas vezes se encontra nestas uniões monárquicas, estava em
perfeita harmonia com o carácter de seu marido. Os régios esposos amaram-se
extremosamente. Passaram em Sintra a lua-de-mel durante o Verão desse ano de
1858, e muitas vezes se encontravam passeando sozinhos de braço dado pelos
caminhos mais solitários da serra, passeios que muitas vezes repetiam. em
Lisboa, e que inspiravam ao povo a mais profunda simpatia, porque davam um
exemplo não muito frequente de amor no casamento e de amor no trono, e o
exemplo das virtudes domésticas mais elevadas com a pureza do seu viver, com o
afecto que os unia, o qual se manifestava a cada instante. Foi nesse ano de
1858 que. D. Pedro V teve a nobre ideia de fundar em Lisboa os altos estudos
literários que não existiam em Portugal, e que depois da morte dele pouco
desenvolvimento tiveram. Cedeu uma parta da sua lista civil para se comprarem
inscrições, que constituíssem a dotação de um novo estabelecimento de
instrução superior, o Curso Superior de Letras, onde se criaram as cadeiras de
história, de literatura antiga, de literatura moderna, de filosofia da
história e de filosofia transcendente, cadeiras que foram regidas por Lopes de
Mendonça, Rebelo da Silva, Jaime Moniz, etc. Era essa a fundação querida de D.
Pedro V, e muitas vezes o estudioso monarca que amava as letras e a ciência,
ia ouvir as lições dos professores, escutando de preferência a palavra
inspirada e eloquente do grande Rebelo da Silva.
Mas ainda não estavam completas as provações por que tinha de passar o infeliz
rei, no seu tão curto reinado de 6 anos. Sucederam um ao outro dois factos que
profundamente o feriram, um como rei, e o outro como esposo dedicado e
carinhoso. Como rei, foi a questão com o governo imperial de França, em 1859,
que por causa do apresamento da barca Charles et Georges, mandou uma esquadra
às águas do Tejo tomar aquele navio e afrontar a bandeira portuguesa; como
esposo, viu nesse mesmo ano, a 17 de Julho, sucumbir, vítima duma angina que
em tão pouco tempo roubou a Portugal uma rainha bondosa e altamente simpática,
deixando D. Pedro inconsolável com tão infausta perda. Ficou memorável a
sentida carta que o monarca escreveu ao duque da Terceira, então presidente do
conselho de ministros, carta repassada de tão profunda melancolia e escrita
com eloquente singeleza. «Eu e os meus povos temos sido companheiros de
infortúnio, diz-me a consciência que os não abandonei.» Assim era
efectivamente, e o povo também o não desamparou nessa angústia suprema «Era um
coração para a terra e um espírito para o céu» acrescentava D. Pedro V
referindo-se à esposa que perdera. Essa carta é uma verdadeira obra-prima e
não foram esses os únicos primores que D. Pedro V legou dispersos pelas folhas
oficiais. D. Pedro V folgava de fazer as alocuções que tinha de proferir em
cumprimento das suas funções majestáticas. Esses discursos eram sempre: cheios
de ideias elevadas, e escritos num estilo nervoso de uma grande concisão, que
ás vezes descaía em obscuridade. Os críticos acusavam esse estilo de sibilino,
e diziam que el-rei, que sabia a fundo o alemão, se comprazia nos nevoeiros da
filosofia germânica. A verdade é que ele procurava apenas consubstanciar no
mais pequeno número de palavras possível o maior número possível de ideias.
Não se limitava só a discursos a actividade intelectual do rei. Na Revista
Contemporanea escreveu com o pseudónimo de Azonbolos um estudo acerca da
tomada de Gaeta pelas tropas piemontesas. Muitos fragmentos de estudos
filosóficos e morais ficaram misturados com os seus papéis depois da sua
morte. A instrução popular foi sempre a sua grande preocupação. Fundou a
Escola Real das Necessidades em 16 de Setembro de 1856, num edifício próximo
do paço, e no paço de Mafra havia instalado uma escola, no ano anterior.
Folgava em distribuir livros em prémios às crianças, encarregara o seu
secretário Joaquim Pinheiro Chagas, pai do falecido estadista e distinto
escritor Pinheiro Chagas, de traduzir e adaptar às escolas portuguesas a Clef
de la science, do Dr. Brewer. Esta tradução ficou interrompida com a morte do
tradutor, sucedida em 3 de Dezembro de 1859. Era com ele que D. Pedro V muitas
vezes desabafava as suas dores mais íntimas e cruciantes. Fora o seu
companheiro de vigília nas horas que se seguiram à, morte de D. Estefânia, em
que o triste rei, depois de alguns minutos de sono agitado, acordava em
grandes acessos de choro, e se abraçava ao seu secretario, que, tendo também
visto morrer a mulher que amava extremosamente, sabia compreender e sabia
consolar aquela dor sincera e profunda. A morte pois desse amigo fiel e
dedicado foi para o rei mais um golpe profundo e inesperado, porque Joaquim
Pinheiro Chagas morreu na força da vida contando apenas cinquenta anos de
idade. Em 1860 o desastroso resultado da realização de uma ideia sua muito
querida, o estabelecimento de um depósito de recrutas em Mafra, causou-lhe
também impressão profunda e dolorosa. As más condições em que este deposito
foi organizado produziram o desastre, mas D. Pedro V sentiu-o profundamente,
não só porque podia atribuir-se-lhe em parte a responsabilidade da morte de
tantos recrutas que foram ali expirar naquele matadouro, como por ver desfeito
em fumo um dos projectos, de que ele julgava que resultariam os frutos mais
profícuos. Em Outubro de 1861 uma viagem que el-rei empreendeu ao Alentejo com
os seus irmãos, D. Augusto e D. Fernando, teve os mais funestos resultados.
Contraíram nessa província umas febres paludosas, que em breve tomaram um
carácter profundamente grave. O infante D. Fernando faleceu em 9 de Novembro,
e dois dias depois, a 11, falecia também el-rei na florescente idade de 24
anos. Foi então que se conheceu quanto ele era profundamente estimado e
querido. O povo apenas teve notícia da grave doença d'el-rei e de seus
irmãos, agrupou-se aflitíssimo em torno do palácio. Primeiro houve só a
angústia e ansiedade, depois começaram a brotar suspeitas de crime, e a morte
do infante D. Fernando, o estado gravíssimo em que se achava o infante D.
Augusto e o estado perfeitamente desesperado d'el-rei, mais confirmaram ainda
as ideias de envenenamento. A morte d'el-rei veio redobrar a agitação da
cidade. O enterro foi imensamente concorrido. Os dois irmãos d'el-rei, D. Luís
e D. João, que andavam, viajando, regressaram apressadamente à pátria, e
chegaram pouco depois da morte de D. Pedro V. Atacado por uma doença, com
sintomas idênticos aos de seus irmãos, D. João também faleceu, no seguinte mês
de Dezembro. Tudo isto deu origem aos tumultos do Natal, classificados por
José Estevão na seguinte frase célebre: «É a anarquia da dor protestando
contra o despotismo da morte.» O sentimento era geral e profundo em todo o
país.
D. Pedro V foi duque de Saxe-Coburgo-Gotha, grão-mestre das ordens militares
de Cristo, S. Bento de Avis e S. Tiago da Espada; grã-cruz das da Torre e
Espada e de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa; cavaleiro da ordem do
Tosão de Ouro, de Espanha, e da ordem Suprema da Santíssima Anunciada, de
Sardenha; cavaleiro de primeira classe, em brilhantes, da de Hohenzollern;
grã-cruz das ordens do Cruzeiro do Sul, do Brasil; de Santo Estevão de
Hungria, da Áustria; da Águia Negra, de Saxónia Real; do Leão Neerlandês, dos
Países Baixos; do Falcão Branco, de Saxe-Weimar; da Legião de Honra, de
França; de S. Fernando e Mérito, de Duas Sicílias. D. Pedro V respeitava os
homens políticos importantes do seu tempo, e era grande respeitador de
Alexandre Herculano, a quem visitava frequentes vezes, entretendo com o
notável historiador discussões científicas; passava largas horas, quando
estava em Mafra, a consultar crónicas e outros livros antigos daquela valiosa
biblioteca. Dedicava-se à música, tocando excelentemente piano; era notável na
esgrima, bom atirador, e desenhava com gosto e facilidade, possuindo o dom
especial de caracterizar uma pessoa ao primeiro repente com três ou quatro
traços, ficando do seu lápis muitas caricaturas notáveis pela graça e pela
rapidez e firmeza do traço. A caça era um dos prazeres seus mais predilectos.
Foi ele que aboliu por completo o beija-mão, etiqueta palaciana que era um dos
restos legados pela soberania absoluta, e recusou-se a confirmar a pena de
morte. Não queria ver os cidadãos, entre os quais era ele o primeiro, dobrarem
o joelho na sua presença, porque essa vénia só pertence à Divindade como só a
ela pertence tirar a vida aos homens. Entendia que a cerimónia do beija-mão
era um acto de servilismo indigno de todo o homem que se preza, como entendia
que à justiça humana unicamente compete corrigir os delinquentes, pela
reclusão e pelo trabalho, para os restituir à sociedade, purificados e
prestativos.
Acerca do saudoso monarca publicaram-se muitos escritos: Reinado e ultimos
momentos de D. Pedro V, por José Maria de Andrade Ferreira, Lisboa, 1861;
Noticia da doença de que faleceu sua majestade el-rei o senhor D. Pedro V, por
Bernardino António Gomes, Lisboa, 1862; Elogio historico de sua majestade el‑rei
o senhor D. Pedro V, protector da Academia Real da Sciencias, proferido na
sessão publica de 26 de abril de 1863 pelo socio efectivo Luiz Augusto Rebello
da Silva, Lisboa, 1863; Memorias para a historia d'el rei fidelissimo o senhor
D. Pedro V e seus augustos irmãos, etc., por Francisco António Martins Bastos,
Lisboa, 1863; Tributo portuguez no transito do senhor D. Pedro V, poemeto por
A. F. de Castilho; saiu na Revista Contemporanea, tomo V, pág. 399 a 411, e em
separado; Palavras de D. Pedro V, Lisboa, 1859; foram coligidas e publicadas
com introdução e notas, por J. J. Ferreira Lobo; contem todos os discursos e
alocuções do monarca; D. Pedro V, por Henrique Freire; 5.ª edição, Lisboa,
1884; Oração funebre nas exequias do rei de Portugal o senhor D. Pedro V
celebradas pela irmandade do Santissimo Sacramento da freguezia de S. Nicolau
em 30 de janeiro de 1862, pelo padre Antonio Maria d'Almeida, Lisboa, 1862;
Oração funebre nas exequias, que a camara da villa de Penella mandou celebrar
para sufragar a alma do senhor D. Pedro V, Lisboa, 1862; Oração funebre nas
exequias solemnes pelo eterno descanço de Sua Majestade D. Pedro V, celebradas
na egreja cathedral do Salvador de Beja, pelo padre Alexandre Ramos. parocho
de Santa Maria da Feira, da mesma cidade, Lisboa, 1863. Há outras orações
recitadas nas solenidades fúnebres realizadas no Porto, Aveiro, e outras
cidades de Portugal e Brasil. No estrangeiro também apareceram algumas obras a
respeito do saudoso monarca. José Silvestre Ribeiro, na sua obra Historia dos
estabelecimentos scientificos, litterarios e artisticos de Portugal, volumes
XII e XVI, fez várias referências a el-rei D. Pedro V, sobretudo a respeito da
fundação das escolas das Necessidades e de Mafra. Recentemente publicou-se o
Rei Santo, crónica da vida de D. Pedro V, romance histórico de Rocha Martins,
edição da Casa Editora João Romano Torres & C.ª
Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico,
Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume V, págs. 502-505.