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HISTÓRIA de P O R T U G
A L
(Resumo)
I República
1910 a 1926
A República Velha
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Trabalho e Pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro |

Sidónio Pais
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Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais
Lente de Matemática da
Universidade de Coimbra e oficial de artilharia. Deputado à Assembleia Nacional
Constituinte de 1911. Ministro do Fomento do primeiro governo constitucional,
chefiado por João Chagas e, depois, ministro das Finanças no Ministério
presidido por Augusto de Vasconcelos. Representou o governo nas manifestações do
1.° aniversário da implantação da República.
Em 17 de Agosto de 1912 foi nomeado ministro de Portugal em Berlim, cargo que
desempenhou até que a Alemanha nos declarou guerra, em 9 de Março de 1916. Na
Alemanha assistiu a grandes manifestações, paradas a exibições marciais, donde
teria derivado a sua paixão pelo presidencialismo. Tinha simpatia pela Alemanha
e a convicção de que ganharia a guerra.
Regressado a Portugal em 18 de Março de 1916, foi colocado na secretaria do
ministro dos Negócios Estrangeiros. A situação em Portugal era melindrosa, não
só devido à situação de guerra mas também devido às dissidências entre alguns
dos elementos dos dois únicos partidos que constituíam a União Sagrada.
Em Dezembro de 1917 Sidónio Pais inicia o movimento revolucionário, tendo o
governo cometido graves erros durante as primeiras horas da revolução. Foi
proclamada em nome da Nação uma Junta Revolucionária com os seguintes elementos:
Presidente Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais; Vogais – António Maria de
Azevedo Machado Santos, José Feliciano da Costa Júnior. Tendo esta mesma Junta
Revolucionária nomeado o primeiro governo de que faziam parte figuras como
Sidónio Pais, Machado dos Santos.
O governo era constituído quase exclusivamente de republicanos «históricos» a
incluía alguns dos mais combativos adversários dos democratas e evolucionistas,
e, portanto, da União Sagrada. A primeira reacção revolucionária contra Sidónio
Pais surgiu em 8 de Janeiro de 1918. Deu-se a saída do governo dos ministros
unionistas e Sidónio começa a conhecer dificuldades. No dia 17 de Março é
publicado o manifesto da Junta de Salvação Pública, que não é assinado, trazendo
grandes ameaças à imprensa a declarando que a sociedade portuguesa estava em
perigo, procurando intimidar o Partido Unionista, já então discordante do «sidonismo».
Por outro lado realizou-se o Congresso da União Republicana, no decorrer do qual
o partido rompe definitivamente com o antigo filiado Sidónio Pais a
solidarizou-se com os Partidos Democrático a Evolucionista. Entretanto a União
Operária Nacional declara-se contra o governo.
Ao mesmo tempo os monárquicos atingiam os postos mais importantes da governação
pública. Feitas as eleições para o Parlamento, este foi logo encerrado e o país
continuava a ser governado em ditadura, enchendo-se as prisões de condenados
políticos. No ano de 1918 as greves aumentam, há revoltas e a 14 de Dezembro
quando da partida de Sidónio para o Porto foi alvejado, na estação do Rossio.
Egas Moniz após a sua morte refere: «Homem cheio de virtudes a extraordinárias
qualidades que um desvairo messiânico perdeu».
Ficha genealógica:
Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais nasceu em Caminha a 1 de Maio de 1872 e
morreu assassinado em Lisboa, no Rossio, em 14 de Dezembro de 1918. Era filho de
Sidónio Alberto Marrocos Pais e de Rita Cardoso da Silva Pais, os dois nascidos
em Caminha, distrito de Viana do Castelo. Casou com Maria dos Prazeres Martins
Bessa (n. em Amarante em 1869; f. em 14 de Setembro de 1945), filha de Vitorino
Ferreira Bessa e de Bernardina Joaquina Pinto Martins, tendo nascido do
consórcio:
1. Sidónio Bessa da Silva Pais. Casou com Isabel Maria da Costa de Sousa de
Macedo de Freitas Branco.
2. Pedro Bessa da Silva Pais;
3. António Bessa da Silva Pais;
4. Maria Sidónia Bessa da Silva Pais;
5. Afonso Bessa da Silva Pais.
Fontes:
Joel Serrão - Pequeno Dicionário de História de Portugal, Lisboa, Iniciativas
Editoriais, 1976
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande -
Portugal

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