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Minha mãe


Maria Granzoto da Silva - Em 16/12/1973

 
Em teu colo, repouso a minha dor...
Forte é o poema que cresce por amor ao teu amor
Neste solo tão agreste da tua ternura...
Naquele olhar tão cândido os meus olhos a procurar
Como em busca do alívio para a dor luarizar...
Fostes para as alturas,
Deixastes o nosso convívio para sempre!
Eu, às penas duras,
Nesse perene estar descontente, confesso que o tempo não resolve,
Porque ele não cicatriza e nem absorve
As chagas da tua ausência,
Não enfraquece a saudade, não suaviza a demência,
Que a tua falta me faz!
Só provoca a imensa vontade que sinto de te abraçar!
Neste mundo, nada, ninguém,
Há de apagar a imagem do branco da tua tez
E dos teus pequeninos olhos castanhos.

 

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