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à minha frente assim,
como outrora, a olhar para mim.
Mas tu já não me vês....
tu já não me podes ver...
Se tu me visses, mãe!...
Se pudesses estender a tua mão
por sobre a enorme distância,
acalmarias como na infância
este meu inquieto coração.
está tão diferente o teu menino
d'outrora!
já não é o menino que
amamentaste ao colo
e que chorava p’ra te ouvir
cantar.
É outro já... Um outro que já
não chora,
que já não sabe, que já não pode
chorar...
Lisboa, 1952
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