Não tem crise,
Não tem fracasso,
Não tem rival.
– Ele é puro,
Absoluto, Inefável
Como os mistérios divinos...

Que filho
Não quer gozar
Do teu amor?!

Como os pássaros
Que suspiram
Pelos ares campesinos,
Suspiramos, sôfregos,
Pelo teu amor,
Que não tem interesse próprio,
Que não tem malícia,
Que não tem paixão.

Quando teus lábios dóceis
Sorriem em doce enlevo,
Quando teus olhos,
Já no entardecer,
Volvem para teus

filhos

Sentimos, em

profundo silêncio,

 

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Que deverias ser imortal.

Sem ti,
Somos o sabiá perdido
Na melancolia do deserto,
O rouxinol que, ferido,
Não canta mais.
És muito grande
Para que a morte macabra
Venha tocar
Com seus dedos mortuários,
No teu ser miraculoso,
Sagrado,
Imenso.

És maior
Que a plenitude do universo,
Uma gota de orvalho
Mais intensa que o oceano,
Um instante mais duradouro
Que o século.

Guarda sempre teus filhos
Debaixo das asas

do teu amor!

Lá existe
Segurança

 

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