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Edição de Carlos Leite Ribeiro
MAGAZINE CEN
Comemorativo do
Dia Internacional das Mães
Maio 2012
7ª Página
 
Luzia Colossi
São Paulo-Brasil
Lendas do Uirapuru
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Quando eu era
uma menina,
minha mãe
Carmencita que
nasceu em
Manaus, me
contava que
morava bem no
meio da mata,
pois meu avó era
quem abastecia
pequenas e
médias
embarcações que
passavam no rio
Amazonas, rumo a
outras cidades,
moravam em casa
tipo palafita,
com suas longas
pernas dentro
d'água.
Era uma vida
tranquila cheia
de frutas de
nomes exóticos
buriti, caja
manga, açaí,
fruta pão,
graviola,
cupuaçu e
buriti...e lá se
vão os anos...
E os peixes
então pirarucu,
pacu, tucunaré,
tambaqui, peixe
boi...e lá se
vão mais anos...
Me contava
histórias de
cobras imensas
que a noite
passavam por
cima da casa, e
ela e os irmãos
crianças ainda
não podiam sair,
onças que
rondavam, do
boto namorador,
e quando meu avó
voltava de
alguma viagem,
lhes dava
jacarezinhos de
bocas amarradas,
como bichos de
estimação.
E foi assim que
fiquei sabendo
sobre um pássaro
de nome
Uirapuru, de
canto mavioso,
chamado também
de músico da
mata.
Quem ouve o seu
canto, tem
felicidade para
a vida toda, e
quando ele
canta, todos os
pássaros se
calam, é um
canto cheio de
magia e paz.
Seu canto lembra
as notas de uma
flauta, e é
estudado pelo
mundo afora, e
ele tem quatro
cantos
diferentes, um
mais lindo que o
outro.
Hoje voltei a
minha infância
vendo uma
reportagem sobre
o Uirapuru, e
voltou com ela a
magia do doce
canto do
Uirapuru e da
voz suave de
minha mãe.
E eu só de
ouvi-la contar
sobre a sorte
que o Uirapuru
trás, tive eu a
mesma sorte de
ter uma mãe
amiga especial e
mágica também.
Que saudade de
você minha mãe,
que saudade de
suas histórias
de Felicidade e
de Uirapuru... |
 
Maia de Melo Lopo
MÃE
Portões abrem-se entre mares de céus densos e imortais,
suavemente deslizo sobre uma espada de dois gumes,
pássaros com asas de borboleta dançam diante de mim,
sonho em delírios sem teus mimos e santos perfumes,
cânticos entoam clamores em melodias de queixumes,
toca a pluma em mim na ilha de um límpido e cego amor,
faço mil léguas na lâmina afiada, fina, suave e brilhante,
como se a gentil légua do adeus fosse apenas uma,
e encontro teu coração num sublime templo fechado,
diante a frieza irresistível que distante sempre se esfuma,
crava-se o perigo da dor em todo o grande Universo,
renunciar não é despedir nem sequer abandonar,
mas se o amar mais parece com a troça da morte,
é como o vôo de uma águia a disfarçar o que sente,
esconde o que é para esquecer, mudança de pouca sorte.
A espada vira, caio no brilhante bailado da seca ilusão,
e a mágoa da despedida rasga o espírito indiferente,
quebra a bendita voz do silêncio, lacre na minha cova,
ressoa na alma o coração, desejo fundo, grande poço,
meu sangue é um charco, pinta a tela do louco abraço,
corre a vida incandescente, saltita com muito esforço,
amor desconhecido, magoado vive em rosa ardente,
cai diante ti em preces moribundas e sussurrantes,
ah, o sacrifício da liberdade, vai na luz o lamento de sempre,
sem remédio tempestades clamam, meu anjo cubro tuas asas,
de imaginários beijos e no abandono eternas amantes,
ouço o baque envolvente da saudade triste, ferida solitária,
expõe lágrimas que redopiam ao vento assustador,
e tão só, eu sei... imploro a Deus, se chegar a algum lugar,
chegaria para um dia te ir buscar, na beleza eterna do amor. |
 
Mardilê Friedrich Fabre
São Leopoldo-RS
ANJO DE CANDURA
Na noite quieta...ouve-se sua voz...
Protege seu filho a mãe, só candura,
Alivia-o de sofrimento atroz.
Preocupada, choro e reza mistura.
Protege seu filho a mãe, só candura,
Nada a desanima de seu intento.
Preocupada, choro e reza mistura
Enquanto o tempo move-se mais lento.
Nada a desanima de seu intento
Nem a adversidade, nem o cansaço.
Enquanto o tempo move-se mais lento
Eis que o seu destemor resulta escasso.
Nem a adversidade, nem o cansaço,
Nada dobra a mãe que defende o filho.
Eis que o seu destemor resulta escasso,
E ela suporta, não sente empecilho.
Nada dobra a mãe que defende o filho,
Imuniza-a amor e sabedoria,
E ela suporta, não sente empecilho
Perante o sacrifício ao qual se alia.
Imuniza-a amor e sabedoria
Com privilégios de mãe, nela inatos.
Perante o sacrifício, ao qual se alia,
Heroína contra as maldades de atos.
Com privilégios de mãe, nela inatos,
Palavras certas e fé imbatível,
Heroína contra as maldades de atos,
Tem a coragem de uma indestrutível.
Palavras certas e fé imbatível
Iluminam o ser quase divino.
Tem a coragem de uma indestrutível,
Faz dos filhos seu único destino.
Iluminam o ser quase divino
Ilimitadas luzes de perdão.
Faz dos filhos seu único destino,
Pouco importa para onde eles irão.
Ilimitadas luzes de perdão
Seguem os filhos em vida veloz
Pouco importa para onde eles irão
Na noite quieta...ouve-se sua voz... |
 
Maria Beatriz Silva (Flor de Esperança)
Laje do Muriaé- RJ/Brasil
ASSIM ERA MINHA MÃEZINHA
Suas mãos eram sedas, como se tocassem uma rosa
Teus olhos azuis, como as águas do oceano
Teu coração de paz, luz e muito amor
Que nos cobria de ternura
Tua voz doce e suave, que acalmava a alma
Teu sorriso tinha o brilho das estrelas
Que nos irradiava luz
Teu perfume fragrância intensa,
Que perfumava todos ao seu redor
Mãe, você foi o nosso maior encanto
Em ti só víamos luz
A tua proteção era como laço,
Que em ti nos prendias
Sempre que nos olhava o teu olhar
Era um mar de pureza
No qual tínhamos vontade de mergulhar
Mulher repleta de amor, que sozinha
Lutou e venceu, para criar e educar
Os filhos teus, dentro da dignidade
Da verdade, da fé e do amor
Penso que todas as mães têm estas qualidades
Às vezes os filhos não conseguem penetrar
O seu coração e viver esta realidade
Hoje de ti mãezinha, temos saudades
Mas o que com você aprendemos
Está gravado na pedra da memória
E em nossos corações, onde nenhum
Vento do mundo poderá apagar
Mãezinha, você sempre estará
Em nossos corações
Seu amor nos fez ir além...
Por tudo que me ensinou
Hoje posso te descrever em poesia
E assim todos conhecem um pouco mais
De teus filhos, pois somos o teu reflexo! |
 
Maria da Fonseca
Lisboa/Portugal
MÃE
Minha mãe foste bem cedo,
Das minhas filhas, avó,
Sempre terna, cuidadosa,
Dos meus netos, bisavó.
Quanto mais o tempo passa,
De ti, a saudade cresce,
Recordo-te mais idosa,
O meu sentir refloresce.
Em meu rosto te revejo,
Mas a coragem jamais,
Todas somos persistentes
Mas como tu não há mais...
Nobre mulher lutadora,
Teu exemplo a seguir
Por tuas netas e filha
Com 'sperança no porvir.
Como voltas dá o mundo
Altos e baixos sofremos.
Como tu mãe os venceste,
Também nós os venceremos! |
 
Maria das Graças Cavalcanti
(Avivale)
São Paulo/BR
AMOR FILIAL
De todos os
sentimentos,
que a vida possa me
dar,
o teu amor minha
mãe,
sempre há de
superar.
Doces palavras de
ensino,
colocas em meu
pensar,
orientando meus
passos,
para o bem realizar.
Em meio a tantas
tarefas,
achas tempo para me
ouvir,
ensinando-me a
viver,
e a D´us sempre
servir.
A tua voz tão
bonita,
toma conta do meu
ser,
da reza na refeição,
à reza ao adormecer.
Minha sempre mãe
amada,
meu coração
agradece,
por todo amor, e
cuidados,
que o teu coração me
oferece. |

Ima Sheli
Letamid
Minha mãe para
sempre, "Neste
dia especial,
dedicado às
mães",deixo
expresso nestas
palavras todo o
meu carinho e
devoção, por
todo o bem que
recebo de você,
que é...e sempre
será.:
Minha mãe que
D´us me deu!!!
Te amo muito,
minha mãe!!
Sua filha para
sempre...
Avivaleh |
 
Maria João Brito de Sousa
Oeiras/Portugal
DOS MENINOS QUE NASCEM... E DOS QUE
MORREM
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O menino sentiu, quis e bateu à porta; - Truz, truz…
Era já uma decisão pessoal. Transcendia-o, mas era a mais importante das decisões que uma vida pode tomar assim que o tempo e as variáveis apontam o instante e o passo inicial do primeiro caminho…
A porta abriu-se de rompante deixando filtrar uma luminosidade vaga, macia, imperiosa. Sabia exactamente o que fazer. Foi em frente, sem hesitar um segundo. Impunha-se-lhe ser o primeiro a alcançar aquele indefinível pontinho rosado que sabia sem conhecer.
Assim se cumpria no seu primeiríssimo destino. O segundo seria o da transformação e também a esse foi cumprindo no mais pleno usufruto de todas as suas potencialidades. Cresceu no conforto morno do nicho, utilizando cada novo pedacinho de si, cada instrumento que o tempo e a vida lhe legavam no momento certo, sem questionar-se mais do que o que empenho do próprio gesto lhe poderia impor… fruindo apenas, aprendendo a cada segundo, trabalhando, sempre, na sua própria construção.
Ao cabo de uns poucos meses, aprendeu a chuchar nos deditos que acabavam de formar-se, a ensaiar os movimentos respiratórios que o futuro lhe viria a exigir, a pontapear o líquido amniótico que o envolvia por inteiro e a dar cambalhotas, como se adivinhasse que todos, mais tarde ou mais cedo, nos poderemos ver forçados a experimentá-las. Cumpriu-se, cumprindo-se assim. Simplesmente.
Ouviu sons e aprendeu a entendê-los. Reconheceu-lhes as modulações e, sem que ninguém o sonhasse, dançou as suas primeiras danças.
Descobriu que há horas estáticas, silenciosas em que o sono nos embala e seduz e horas apressadas, trepidantes, em que importa estar alerta, escutando e assimilando cada novo impulso externo. Por vezes – tantas… - respondeu aos mais ínfimos estímulos naquele morse muito pessoal, mal-amanhado na ternura da curiosidade animal que desponta. Comunicava. Sabia-SE e dava-se a conhecer, respondendo a quem o saudasse desde o lado de fora e entendeu – entendeu mesmo! – que a vida continuava para além do oco macio onde lhe coubera começar a ser.
Resmungou e chorou sem que outros ouvidos o pudessem ouvir e sorriu, sorriu muito, sem que outros olhos o pudessem ver, mas ensaiou e burilou, a cada segundo, o seu novo estatuto de ser vivo em construção.
Um dia… um dia chegou o momento da grande aventura, da assustadora viagem, do aperto, do sufoco, do rude encontro com um desconhecido que apenas pudera pressentir. Foi duro. Nada se consegue facilmente nesta vida e até os meninos que nascem têm de lutar pela sobrevivência.
Sofreu pela primeira vez e protestou gritando a plenos pulmões enquanto as mãos, desesperadamente, tentavam segurar coisa nenhuma.
Alguém lhe estendeu um dedo que agarrou com a força de quem conquista um mundo… ou um direito. Adormeceu a seguir, exausto, por um instante rendido ao novíssimo desconforto. E continuou a viver…
Assim nasceu o menino-vivo.
Em tudo o mais o meu viveu, sentiu, aprendeu e se cumpriu mas, na hora do sufoco, não teve mãos que o amparassem na inevitável aventura. A grande, grande viagem foi a primeira… e a última. |
 
Maria José Zanini Tauil
Rio de Janeiro/BR
MÃEZINHA...
Queria muita poesia
Para invadir de ternura
Teu mundo de espinhos e
flores
Teu amor sinaliza a vida
Fazes da família um
tesouro
E quando pronuncias meu
nome
Sussurrando cada sílaba
Parece que mastigas ouro
Teu colo é cama macia
Feito de feno e de paina
E das vozes que me
habitam
A mais bela é a tua
Teu olhar perscrutador
Seja noite ou seja dia
Acalma o lobo
Que espreita tua cria
Esteio de tantos...e
minha
Quando a água
Cobre-me as narinas
Subo no trapézio da vida
Mergulho em teus braços
Minha mãezinha querida! |

DA ARTE DE SER MÃE
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Encontramos na
Literatura Universal
muitos pensadores e
escritores tratando
mulher como ser
inferior .Por
ventura, não tiveram
mãe? Não será uma
reprimida inveja
porque só às
mulheres Deus deu o
destino de gerar no
ventre seus
pequeninos?
Trazê-los ao seio,
produzir seu
alimento e
prepará-los para o
mundo? Nossa vida é
riacho manso que
flui... se deixa
levar...até virar
catarata ao
conhecermos a
maternidade. Os mais
diferentes
sentimentos então
são despertados.
Há a perseguição de
todos os tipos de
anseios, de dores...
de medos...de
fragilidade...de
fortaleza
.Colocamo-nos numa
jornada de
crescimento pessoal
e lutamos como feras
pelo bem de nossos
filhos. A
maternidade traz mil
emoções à
superfície. Fica
difícil ser racional
e menos emocional .
E acompanhamos as
fases tão diferentes
da vida:
infância...joelhos
ralados ...
adolescência,
hormônios turbinados
. Já adultos, casam
se, tornam se pais
também e o ciclo
recomeça...
Somos arquitetas do
sistema familiar .
Ter a cumplicidade
deles é fundamental
! Missão cumprida!
Saldo positivo,
graças a Deus!
Pudesse escolher
recomeçar, pediria
ao Criador: "Por
favor, faça-me
MULHER! Quero ser
MÃE! Dá-me, Senhor,
os mesmos filhos.
Quero meus
pequeninos nos
braços, voltar a
embalá-los... quero
aquecê-los sobre as
asas do meu
incontido carinho...
regá-los com meu
pranto e no frio,
servir-lhes de
manto. Com todo o
meu amor lhes dizer:
SOSSEGUEM! Mamãe
está aqui, coçando
suas perninhas! Nada
vai lhes acontecer!" |
 
Maria Mendes
Mateus Leme/BR
MÃE ETERNA
Com palavras não diria
Todo bem que eu te quero
Pois você é tudo aquilo
Que neste mundo há de belo.
Nem as flores perfumadas
Nem o brilho do luar
Nem o canto dos rouxinóis
È mais lindo que te amar.
O mais lindo dos presentes
Veio de Nosso Senhor
Foi no dia em que nasci
E ganhei o seu amor.
O maior dos meus desejos
Era um presente de Deus
Que te deixasse bem velhinha
Pra ter muitos carinhos seus.
E iria mais além
Se pudesse a Deus pedia
Que você fosse eterna
E não morresse um dia.
Só quem já perdeu a sua
Sabe a dor que a gente sente
Parece que o encanto do mundo
Está triste e diferente.
E o lindo colorido
Da alegria e do amor
Junto a tua mãezinha
Poderás sentir o calor.
Por isso, escute criança!
O pedido que te faço
Com o mais lindo dos sorrisos
Á sua mãe, dê um abraço! |
 
Maria Moreira
Belo Horizonte/BR
DIA DA MÃE
Dia de sol e chuvas
Dia para andar na
rua
Dia repleto de horas
Dia de dar a luz sem
demora
Dia que não tarda
chegar
Dia de festa neste
lugar
Dias bons ao redor
da mesa
Dia de grandes
surpresas
Dia da mãe natureza
Da mãe que gerou
Da mãe que alimentou
Da mãe que criou.
Dia de honra e
nobreza
Dias que se abrem
flores
Outros sempre
lembrados
Dias de grandes
amores.
Dias de pisar na
lama
Lambuzar-se e fazer
arte
Espalhando as
pegadas
Por todas partes.
Dia de chorar o luto
Dos entes que já se
foram
Com força dedicação
e carinho
E semear novas
flores.
Dias esquecidos que
passaram
Mas que para as mães
ficaram
São passados, e não
ignorados!
Mesmos os dias
escuros e frios.
Gerando, amando e
caminhando
Pois mãe tem todo
esse poder.
A elas só si dedicam
um dia
Mas delas são
todos...os dias à
saber! |
 
Maria Nascimento Santos Carvalho
Rio de Janeiro/Brasil
Mãe Marina
Mamãe, quando retorno ao meu passado
tão rico de pobreza e de esperança,
imagino que estou ainda ao teu lado,
e volte a me sentir em segurança...
E projetando tudo na lembrança
vejo que, se houve sonho malogrado,
o amor que recebi desde criança
evitou que eu tivesse fracassado.
És milagrosa, Santa Mãe Marina,
uma estrela radiosa, a luz divina
que enfeita meus caminhos e me guia,
pois quando fico triste, em pensamento
chego aonde estás e abrandas meu tormento,
minha Nossa Senhora da Alegria ! |
 
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