Dia de São Valentim

DIA dos NAMORADOS em PORTUGAL

14 de Fevereiro de 2012

(no Brasil este evento comemora-se a 12 de Junho)

Edição de Carlos Leite Ribeiro

 

Com os meus agradecimentos aos Autores, Colaboradores, Leitores e Amigos CEN

2º BLOCO

 


Carmo Vasconcelos

 

DIA DOS NAMORADOS

Carmo Vasconcelos
(Extraído do meu diário, 14 de Fevereiro de 1998)

 

 

  Estou só! Absolutamente só, gozando a inutilidade da minha independência recentemente adquirida. Essa independência que tanto desejamos e quando a alcançamos não sabemos o que fazer com ela.
  À minha volta, vozes, muitas e diferentes; cavas, agudas, sussurrantes, estridentes, formando uma catadupa de sons – a música de fundo apropriada para abafar as risadas cínicas do meu Eu inferior que troça do meu passeio incerto, solitário e sem sentido.
  Saí de casa com destino a um programa calendarizado: um encontro mensal de poetas que, habitualmente, é um deleite para os ouvidos e para a alma, além de afagar o meu Ego carente; poder declamar a minha poesia é para mim um acto de liberdade, e os aplausos gentis dos meus companheiros de letras são carinhos compensadores à actual ausência de um amor. E todo o poeta se alimenta de amor, esse néctar dos deuses que lhe aduba a alma e a inspiração.
  Mas hoje, numa súbita atitude masoquista, renunciei aos aplausos. E já a meio caminho, mudei de rota. Talvez porque hoje é o “Dia dos Namorados” e não o “Dia dos Poetas”. Como se a data instituída comandasse os sentimentos… Tal como no “Dia da Criança” ela deseja mais mimos, ou como no “Dia da Mãe” todas as mães esperam o beijo de seus filhos, eu, neste “Dia dos Namorados”, como um robot programado, dou comigo a desejar receber uma flor, um beijo, ou, simplesmente, a terna palavra “Amo-te”.
  Felizmente, no Shopping Center onde estou, cogitando debruçada sobre uma mesa de café, frente a uma folha de papel em branco (sempre as trago comigo) o eco das conversas anónimas prossegue sonante, e só eu posso ouvir essa vozinha interna, irritante e sarcástica que, trocista, continua rindo e sussurrando-me ao ouvido: “Não sejas ridícula, não tens mais vinte anos!”
  Tinha pensado aquietar-me numa das salas de cinema adjacentes. Três horas de ilusão, tomando o lugar da heroína, far-me-iam esquecer as românticas divagações. Porém, vendo os cartazes, não achei guião nem protagonista capazes de calar a minha insatisfação. Nas 3 salas, corriam os filmes: "Titanic", "O Advogado do Diabo" e "007 (qualquer coisa)". Não. Não me apetecia nada desfrutar um romance de amor no meio de um naufrágio, ser a amante do advogado do diabo e, muito menos, ser interrompida na cama pela pistola de um espião. Nada disso!
Foi quando pensei: “Que tal ir comer um doce, dizem que é um eficaz substituto do amor; beber um bom café, far-me-á raciocinar com mais lucidez; fumar um cigarro long size, quilómetros de prazer?…"
  Nada mais acertado! Depois de saborear os anestesiantes substitutos, deu para constatar que, afinal, não estou só! Tenho comigo a minha inseparável caneta, a fiel companheira de todas as horas, a minha confidente sempre disponível, que, imaginem… Ao pressentir-me triste, ganhou movimento próprio e interpondo-se a estes meus rabiscos solitários, pôs-se a escrever para mim: “Amo-te, amo-te, amo-te!”
  O dia de todos os desejos amorosos, finalmente, chegou ao fim! Deixo a mesa de café, acompanhada desta preciosa folha de papel que guardou o meu desabafo, e respiro, aliviada.

 Amanhã será um vulgar dia sem rótulo, desses que nada lembram, nada prometem, mas… quem sabe? Tudo podem trazer!

                                 
Carmo Vasconcelos
Lisboa/Portugal/1998
http://carmovasconcelos.spaces.live.com
http://carmovasconcelosf.spaces.live.com

 

 

 

Amarilis Pazini Aires

 

 

NAMORADOS

 Amarilis Pazini Aires



Todo dia, toda hora
é dia dos namorados
pois sempre, em algum lugar
há casais a se enamorar.

O sentimento vagueia no espaço
as energias a trocar
basta um simples olhar
para o coração acelerar.

São ondas que se misturam
para o par certo achar
e elas veem de encontro
à pessoa a esperar.

Raios que se tocam
e faiscam a brilhar
são energias que não vemos
mas sentimos pelo ar.

Nas matas se acoplam aos pares
os animais a se amarem
e nos galhos das árvores
os passarinhos a se juntarem.

Por todos os lugares
casais a passear
de mãos dadas a ficar
e o olhar acarinhar.

Todo dia, toda hora
é dia de namorar
pois o amor não tem hora
é só a chama cintilar.

Autoria : Amarilis Pazini Aires 

 

 

 

Adailton Guimarães  

A todos que amam, namoram, vivem um grande ou passageiro Amor ou estão em busca dele. FELIZ DIA DOS NAMORADOS

   

  Adailton Guimarães

Minha querida namorada,



Quero ser o teu amigo,
Nem demais e nem de menos,
Sempre ser o teu remédio
Nunca ser o teu veneno.
 
Mas, amar-te sem medida,
E ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta,
Que a mim for concedida.
 

Sem tirar-te a liberdade,
Sem jamais te sufocar,
Sem forçar tua vontade,
Mas a ti sempre amar.
 
Nem ausente,
Nem presente por demais,
Simplesmente, calmamente,
Ser-te paz...
 
Quero ser o teu amigo,
Pra regar o teu jardim,
Tu serás a minha rosa,
Eu serei o teu jasmim.
Quero ser o teu amigo,
Ser fiel eternamente,
Pra estar sempre contigo,
Mesmo que estejas ausente.
 
Seremos uma só pessoa,
Teremos um só pensamento,
Estaremos sempre presentes,
Qualquer que seja o momento
 
É bonito ser amigo,
É perfume de Hortência,
Mas confesso humildemente
Suplico-te paciência
 
Vou encher este teu rosto
De adoráveis lembranças
Eu te peço, dá-me tempo,
De acertar nossas distâncias
 
Quero ser o teu amigo,
Na alegria e na dor,
Ser fiel e ser escravo,
Ser escravo e não Senhor.
 
Quero ser o teu amigo,
Sempre ser o teu clarão,
Viveremos um para o outro,
Não importa o apagão...
 
Teremos amor eterno,
Sem rancor e sem ciúmes,
Tu serás a minha estrela,
Eu serei teu vaga-lume
 
Quero ser o teu amigo,
E também o teu amor,
Pra viver em paz contigo,
E na paz de nosso Senhor.
 
Adailton Guimarães
 O Engenheiro poeta
aguimaraes@viacabo.com.br

 

 

Amélia Luz

Páginas Matemáticas

 Amélia Luz

 

Páginas, numeradas páginas...
Uma aventura, uma história de amor...
Milhas nos separavam...
Imaginava você, na janela em ogiva,
Simetricamente à minha espera...
Um mapa, um sol brilhante,
Um roteiro maneiro
Horizontes a vazar!
Na abscissa positiva
Seus olhos mediam distâncias...
No enduro da vida,
Fracionado pela paixão,
Saí do conjunto unitário
Em que vivia subtraído,
E, somando esperanças,
Tomei um guidão, a ignição e a coragem,
Transpirando velocidade máxima!
Cilindradas arrojadas, pistas livres,
Emoções divididas...
Na proporção exata
De todos os meus sentimentos
Descobri você, equação,
Meu conjunto verdade,
Valor lógico para operacionalizar meus dias!
Cheguei de tão longa viagem!
Em propriedade associativa
Enunciei minha declaração de amor...
Permutamos nossas razões
Em progressão geométrica.
Viramos conjunto binário,
Com beijos multiplicados!

Amélia Luz – Pirapetinga/MG/Brasil

 

 

Angelino Pereira

Meu Abraço. Neste Namorar constante a VIDA!

Angelino Pereira


Namorar

 

No tempo e no espaço
Na Terra e no eterno
No Céu ou no Inferno
Mais longe que um abraço...
No grito e na desgraça
No ódio que logo passa.
Namorar a vida e a morte
Amar, na alegria e na má sorte
Mas namorar toda a gente,
Eternamente Namorar...

Angelino Pereira

 

 

Hiroko Hatada Nishiyama

 

O Dia dos Namorados

 Hiroko Hatada Nishiyama


 
Chegou o Dia dos Namorados
Como se os enamorados
Precisassem de um dia especial
Para troca de carinho consensual!
Os meus dedos, prolongamentos de minh’alma
Percorrem a planície do corpo teu
E o pulsar dos teus morros verdejantes
Em uníssono com o peito meu
Perturbam a minha paz, a minha calma!
E no erotismo dos ventos sensuais
As nuvens voluptuosas
Rodopiam incertas, temperamentais
Numa grande ciranda amorosa
Desta bela dança ritual
Num grand finale de orgasmo dual!
E assim São Valentim
Espalha pelo mundo
O pó de pirlim pim pim
E todos agem com abraços sem fim.
E nesse dia dos namorados
Até o Sol veste uma fantasia
Imitando a noite,
E vai sério e empertigado
Namorar a Lua
No dia dos enamorados
Como tu, como eu
Com a bênção de São Valentim
O Santo dos Namorados.
 
Hiroko Hatada Nishiyama

 

Maria Luiza Bonini

ODE AO MEU NAMORADO

Maria Luiza Bonini



És o perfume de aroma mais suave
No sereno refrigério do ar que eu respiro
Provocando em mim, emoções e arrepios
Tal música e canto, em perfeita harmonia

És da ternura, o sentir mais puro
Nos teus carinhos grafados em meu peito
Tornando o nosso amor mais do que perfeito
Transportando-me além dos nefastos muros

És a liberdade do amor, em devoção
Quando voamos juntos pelos céus do infinito
Onde inexiste a ruidosa turbulência dos conflitos

És de minha vida o sol e a razão
Nas estrelas, já ha muito, estava escrito
Que és meu amor, pelos céus, já definido

São Paulo/Brasil

 

Penhah Castro

MEU NAMORADO & MEU REI...

 by Penhah Castro



Meu doce namorado querido
so de pensar em você
meu coração está sorrindo...
É tão bom chamá-lo assim,
sempre juntinho de mim,
com o corpo, ou o coração
dando-me tanta atenção...

Tão amado, tão sonhado,
tão querido, tão sofrido...
Meu namorado amigo
sempre juntinho comigo...
Na alegria, na dor,
sempre praticando o amor...

Meu namorado paixão
Aquele de todo instante
quer chova ou faça sol
alma gêmea que sonhei

MEU AMADO! MEU REI!

Penhah Castro

 

 

 

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