Dia de São Valentim

DIA dos NAMORADOS em PORTUGAL

14 de Fevereiro de 2012

(no Brasil este evento comemora-se a 12 de Junho)

Edição de Carlos Leite Ribeiro

 

Com os meus agradecimentos aos Autores, Colaboradores, Leitores e Amigos CEN

4º BLOCO

 


Luiz Menezes de Miranda

 

A MULHER QUE AMO

Luiz Menezes de Miranda



A mulher que amo
É um mito em forma de deusa
Tem dois extremos
A beleza e o encanto

A mulher que eu amo
Conhece os meus desejos
Entre caricia e afagos
Desnuda o meu amor

A mulher que amo
Reconhece o meu cansaço
E com carinhos e abraços
Ameniza o meu dia

A mulher que amo
Compreende os meus caprichos
E faz deles a sua bandeira
Expõe-se ao meu amor

A mulher que amo
É diferente, não tem igual
A sua química é única
Porém a essência é meu segredo

A mulher que amo
Exala o cheio da flor
Quando inalo é puro amor
É uma amiga constante

A mulher que eu amo e que me ama
É a dona da minha paixão
E por amá-la apaixonadamente
É a dona do meu coração.

A mulher que amo, eu amo
Amo apaixonadamente
Amo

FALANDO DE AMOR
Eu gosto de falar de amor
Não um amor sublimado
Não aquele amor eloqüente
Mas um amor apaixonado

Eu falo do amor concreto
Que sempre esteja carente
Para que sempre se renove
Mesmo que seja com brigas

Eu gosto de falar de amor
De amor que nos tira do sério
Que nos causas desespero
Quando diz que já se vai

Gosto sim, e como gosto
Do amor sem  ter idade
Do amor com maldade
Para sustentar o ciúme

Gosto do amor vida
Com destino imprevisto
Com  razões e com tormentos
Sempre alerto ao sofrimento

Gosto  do amor gostoso
Das caricias assoberbadas
Dos cochichos nos ouvidos
E de pelos arrepiados

Gosto e como é gostoso o amor
Nem maldigo o meu destino
Sei que sofro no amor
Sei que o amor é dom divino.

Luiz Menezes de Miranda

 

 

 

Maria da Fonseca

(Ilona Maria)

 

 

O MESMO SORRISO

Maria da Fonseca (Ilona Maria)



Dia lindo, dos nossos finalmente,
Em que existes apenas para mim!
Olhamos os lilases docemente,
Os que, mais belo, tornam o jardim.

Meu coração 'inda vibra fremente
Como no tempo em que, de carmesim,
Meu rosto se cobria de repente,
Turbado, por me sorrires assim.

Andávamos felizes, de mão dada,
A ver o que of'recia a natureza.
Hoje ando em teu braço, apoiada,

A admirar das flores, sua beleza,
Sentindo ainda a alma bem amada,
Quando o sorrir me ofertas, com presteza.

Lisboa, 12.02.2012

 

 

 

Raymundo de Salles Brasil  

A LUA DOS QUE SONHAM

Raymundo de Salles Brasil



Quem foi mesmo que disse, quem falou,
Que pousaram na lua, os astronautas?
Será que foi na mesma que embalou
Meus sonhos, dos quais tanto eu sinto falta?

Será que foi naquela que tocou
Nota por nota a música na pauta
De um jovem coração que tanto amou
À suave luz das madrugadas altas?

Será que foi? Se foi, não permitais,
Meu Deus Senhor, que o homem lá polua
E faça coisas ruins, tantas e tais,

Como fizeram cá neste planeta.
Oh tende compaixão da nossa lua,
A lua deste amante e deste poeta!

Raymundo

 

 

Rivkah Cohen

Dia dos namorados

Rivkah Cohen



Que alfarrábios
achaste palavras tão belas?
De onde trouxeste esta chuva
que suavemente desce por minha janela?
Tenho a impressão que deixaste
os campos sem nenhuma flor,
os amantes mais sábios,
calados sobre o amor!
Meu coração?
Descompassado,
mas incrivelmente, estou serena!
De tão feliz, penso voar,
sinto-me única, plena
como um dia sonhei amar..
Eu que me sentia sem norte,
ao ouvir tua declaração,
sinto-me terrivelmente forte!
Obrigada,
por no Dia dos Namorados
me fazer sonhar...


rivkahcohen

 

 

António Ferreira

(Zumaia)


Namorar

António Ferreira (Zumaia)



Namorar é o ato de alguém agradar;
Dar e receber as carícias consentidas.
Sentir dos seus lábios o doce paladar;
É ter nos braços as delicias prometidas.

É ser o amor numa rosa oferecida…
Quando num simples olhar, alguém nos diz sim.
Ter as carícias de uma pessoa querida;
Enfim… Amar como o santo Valentim.

Namorar é pois um reflexo de amar,
dois seres de mãos dadas a receber e dar,
numa doce ternura que nunca tem fim.

E quando nos olhares docemente trocados,
há um hino de lábios a serem beijados;
Festeja-se… O dia de São Valentim.

António Zumaia

Sumaré SP - 11 de Fevereiro de 2012

 

 

António Barroso

(Tiago)

 

Perfume de namorados

António Barroso (Tiago)


 
Em sonhos, na distante mocidade,
Quando a vida renasce, como a flor,
Quis, com toda a loucura dessa idade,
Definir o perfil dum grande amor.
 
Em tela branca de simplicidade,
Com muita ternura, eu pintei calor,
Mas somente uma imagem pude pôr,
Com mútuo olhar de cumplicidade.


O desse casal meigo de velhinhos,
Que surge caminhando, bem juntinhos,
Como um eterno par enamorado,
 
Com ar de mocidade e meninice,
De mãos dadas, se miram com meiguice,
E enchem o ar de perfume, lado a lado.

 

Parede - Portugal

 

Claudia Dutra Gallo

(Rahna)

 

NA FUGACIDADE DO INSTANTE...

 Claudia Dutra Gallo (Rahna)



Os pingos de chuva
Nas poças d’água
São estrelas rutilantes...

São piscares de olhos
Alegres e enamorados
Na galáxia perto-distante...

Namorariam comigo
Estes piscares ornados
Numa alegoria infante?...

Posso tocá-los, mas
Logo se desfazem
Efêmeros e inconstantes...
...........................................
E no universo da poça,
Teus olhos se perdem
Na fugacidade do instante...
Rahna

 

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