Edição de Carlos Leite Ribeiro

MAGAZINE CEN
Comemorativo do Dia Mundial da Poesia
Março 2012
3ª Página

Nancy Cobo
Ser Poeta
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Ser Poeta é ser um sonhador
É ter a busca constante do amor
é com palavras sonhar e amar.
Sim, Ser poeta é ter nos versos
a realização de uma vida
que muitas vezes não se conquista
Falar sobre a dor, o amor, a tristeza
é o que faz o poeta ter a sensilidade
a flor da pele, em tudo o que faz
sonha, pensa e escreve
Ser poeta é ser amor em verso e prosa.
Nancy Cobo |

Olympio da Cruz Simões Coutinho
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Eu
creio na honestidade,
na justiça clara e reta,
no fim da desigualdade...
Não sou louco... eu sou poeta!
Olympio Coutinho |

Regina Araujo
Rio de
Janeiro/RJ-BR
A arte de ser poeta
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Na fantasia da arte podemos tudo.
Somos herói, musa e apaixonado.
E mais, vivemos em pleno Eldorado,
onde permite-se tudo.
Refulgura nosso sonho
e passeia livremente a libido.
O medo de ser enfadonho
é muitas vezes esquecido
e nos perdemos na sedução,
fiel companheira da declamação.
O que dizemos, pode-se interpretar,
como a mais pura verdade em ousadia
ou uma mera ilusão, pura alegoria.
Na arte, o poeta se protege de seus medos,
revelando o mais profundo desejo,
pois tudo faz parte do enredo.
Qualquer mau comportamento
pode ser desculpado
pela euforia do momento
de um bom texto declamado.
O poeta canta, encanta e seduz.
Cria magia com a palavra,
com o olhar que reluz,
e depois, se questionado, brada:
“Era tudo somente poesia.
Você se confundiu na fantasia.”.
É neste momento que poeta e arte,
como num jogo de sorte,
passam a ser somente a morte
de quem viveu um mero disparate.
Regina Araujo |

Silvino Potencio
Natal (Brasil )
A Noite é breve e eu já sonhei!...
Que pena, não estavas ao meu lado
Quando então eu te vi acordado,
De dor e de saudade eu me encontrei.
Tentei de novo a imaginar-te
Quando à noite ao meu lado estiveres...
Assim!... tão diferente de outras Mulheres
Ali, de todo aberta só para amar-te!
Das “alminhas” até ao amanhecer,
Serás minha o tempo inteiro...
Como a Noite já pertence ao travesseiro
Dos meus sonhos desta Noite a envelhecer
Este amor lá do etéreo infinito...
Por quem eu chamo, num sussurro... eu quase grito!
(in: Poesias Soltas de: Silvino Potêncio – Jan/2011)
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Sonia Salete
São
Paulo
Ser poeta é olhar o sol como
vida.
Vida como um imenso jardim.
Jardim que mostra nossas almas.
Almas que habitam nossos templos.
Ser poeta é esticar palavras
num varal de nuvens...
É falar das flores que se transformam
num mar de cores...
Ah! É viver os sentimentos
que falam do seu tempo, da paixão...
É viver com intensa compreensão!
É ser livre,
para falar também da dor!
Ser poeta é compartilhar o Amor!
Sonia Salete
09/03/2012 |

Sueli Rodrigues Bittencourt
Florianópolis
Ser poeta
Ser poeta é viver envolto
em uma aura de sensibilidade.
É perceber, com todos os sentidos,
a harmonia, a beleza, o amor.
É sonhar em sua própria realidade!...
Ser poeta é fazer versos, é cantar,
celebrizando os céus, os rios, o mar,
a Terra e todo o Universo...
Ser poeta é, em inspiração incontida,
celebrizar a vida!...
Sueli Bittencourt |

Humberto Rodrigues Neto
Ser poeta
Quando o poeta é poeta
não rima sal com cacau,
usa a métrica correta
e o compasso de bom grau.
Não mistura versos soltos
com outros que tenham rimas;
em metáforas envoltos,
faz versos de belas primas.
Se o verso livre é o seu lema,
as rimas são dispensáveis,
pois tais formas de poema
são, também, muito agradáveis.
Detesto vate sem viço,
que no plágio se achincalha:
ou é poeta castiço
ou não passa de um canalha! |

Heralda Víctor
Florianópolis
Ser Poeta
É sentir na alma a vertigem
De demonstrar o sentimento num lampejo.
É captar a melodia de um olhar
Acompanhar a trajetória de uma lágrima
Para fazer do pranto uma canção.
Ser poeta...
É lutar com a inquietude de quem ama
Embriagar-se de saudade num perfume
Poetizando de alegria ou na dor.
É transformar as pedras e os espinhos
Numa composição de encantamento e amor.
Ser poeta...
É construir pontes com o invisível e as metáforas.
Mostrar uma realidade sem imagem.
Criar romance entre a fumaça e o cigarro
Fazendo do cinzeiro um personagem.
Ser poeta...
É ver o hálito da flor entrar pela janela.
Olhar o céu sem lua e achar a noite bela.
É curvar-se para reconhecer o esplendor da grama,
Enquanto os outros passam e apenas pisam nela. |

Zeila Fátima Pereira Giangiácomo
Sorocaba(S.P.)
Se pudesses
Autopsiar tua alma
Abrir pesadas cortinas
Intimizar o teu eu.
Se pusesses, poeta
Contaminar tua essência
No corpo amargo de drogas
No olho cego
No corpo nu...
Ah, meu poeta, verias
Reboques cobertos
Fendas fechadas
Seivas colhidas.
Teu sentir espalharias
No gosto do mar
No cheiro da bala mordida
No som do encontro
No toque do teu café.
Ah, poeta, meu poeta
Imenso e tão só.
Zeila Fátima Pereira Giangiácomo |

Jade Dantas
Recife, Pernambuco, Brasil
Múltipla
além das contradições eu sou
remanso
além da multiplicidade, sou aconchego
navego ao sabor do vento
além de convenções, sou meus desejos
as ilusões me arrebatam
me alimento de palavras
prefiro a perspectiva das paisagens
ao silêncio tranquilo da pedra
busco-me no fogo, essência e água da poesia
para driblar os fantasmas dos meus medos
Jade Dantas |
Rosa Pena
Cidade: Rio de Janeiro
Manifesto do poeta
|
Para uma poesia alegre um
buquê com flores viçosas coberto de pétalas frescas orvalhadas, rimas mais
preciosas que esmeraldas e rubis do anel que tu me destes, uma lua bem cheia
e a mais bela cadente envolvendo nosso porta-retrato sobre o criado-mudo de
espanto com todo o amor que a foto traduz.
Para uma poesia triste um buquê de flores murchas, mortas vivas, rimas
artificiais como bijuterias, um minguante de lua e um cometa decadente sobre
o criado-surdo ao amor que tu me tinhas, que era pouquíssimo e babou, o
amor, não a poesia, pois alegre ou triste ela não deve sofrer à síndrome do
descaso.
Poetas, ainda que de celular, falam com borboletas, pedras, estrelas...
Rosa Pena |

Mônica Serra Silveira
Fortaleza - Ceará
Poeminha
|
Queria plantar versos
E te colher poesias
Salpicar de estrelas
As tuas fantasias
Dourar os teus sonhos
Com os raios do sol
E alegrar tua vida
Ao som de um rouxinol.
Mônica Serra Silveira |
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