Edição de Carlos Leite Ribeiro
 
 

MAGAZINE CEN

Comemorativo do Dia Mundial da Poesia

Março 2012

 

 

6ª Página

 

 

 

 

 

Maria Luiza Bonini
São Paulo/Brasil



Ode à poesia

 

És do amor a manifestação mais bela
Seja em prosa, versos ou em cantos
Sedução refletida em matizes tantos
Como a variedade de uma aquarela

És da forma de dizer a mais singela
Em sons, na mais perfeita harmonia
Numa regida em "alegro" sinfonia
Que eleva a alma ao paraíso etéreo

És o reviver do amor em agonia
Gotejando um raro néctar que extasia
Ternamente, acalanta e embevece

No ritmo tão perfeito, que beira a utopia
De sonhos já desfeitos, desperta a magia
Ao ditar ao ímpio a mais linda prece


Maria Luiza Bonini

 

 

Joaquim Marques
Porto



Tudo é poesia

 

 Poesia!... Te vejo em toda ' parte...
Quer em concreto, quer em abstrato
No tosco da pedra ou numa obra d'arte
Na pintura bela, num simples retrato!...

Poesia!... Desabrolhar de flores...
Que, dos mais belos jardins são enfeite!
Fazes com que a matiz de tuas cores
Sejam, de olhos sensíveis, o deleite...

Poesia!... Estás numa simples dança!
Nos cabelos brancos de um ancião
Ou no terno olhar de uma criança!

Poesia!... És da Natureza o verso!...
Das aves, o canto que o céu alcança
E guarda em estrofes, no Universo!...

Joaquim Marques


 

 

 

 
Luiz Carlos Martini
Restinga Sêca - Rio Grande do Sul - Brasil



Alma de poeta (Poetiza-dor)

 

Quando fugiste silente das linhas dos versos
E a esperança do sino que baterás por mim
Desarrumou as palavras do nosso universo
Restou os danos na alma e o nada sem fim

Não sei mais o amar, esqueci o jeito de olhar
Perdi as cores do arco-íris e, por infelicidade
Sonhei maravilhas, doce ânsia de acordar
Soçobrei as dores caladas de uma saudade

Será distância infinita de fagulhas nos céus
Galáxia de ilusão do fluir do sonho disperso
Sem a candura poética da obra de um deus

Perseverei dos caprichos desse desamor
Levando cinzas e o sonho quiçá disperso
Da vaza dos tempos idos de um poetizador

Luiz Carlos Martini

 

 

 

Jorge Cortás Sader Filho
Niterói/BR



Talvez

 

Descansa a cabeça na árvore e dorme.
Olha o céu que azul profundo mira
Vendo algo um tanto disforme
Mas com olhos longe da ira.
Repousa do longo sono profundo
Vida deste e d’outro mundo!
Talvez cantem os anjos
Um belo hino de arranjos
Celestialmente entoados.
Talvez falem enjoados
Da eterna harmonia
Que se vê dia a dia.
Talvez!

Pois a cada dia que passa
Mais um milagre se faça!
O homem na sua farsa,
Imagina todo contente
Que ilude muita gente.
Talvez
Mais um milagre se faça!

Jorge Cortás Sader Filho

 

 

 

Maria José Zovico
(Zezé)
Limeira-São Paulo- Brasil.



SER POETA

 

O poeta não chora em lágrimas
De dor ou sadade; embora,
Espremida entre as lástimas,
É nas rimas que ele as chora!...

Sendo assim, nem só por si chora
Chora a dor detodo o mundo...
Chora a dor que o fustiga agora,
Na dor do outro lá no fundo!...

Nos versos que então escreve,
Não entende muita gente
A alma que mal se atreve,
Revelar o que deveras sente!

Mas sou poeta, escrevo apenas,
A triste pena de viver...
Porém quanto às minhas penas,
Não sei bem o que escrever!...

Zezé

 

 

 

 
Alfredo dos Santos Mendes
Lagos



Alma de poeta

 

Impresso num papel fica o sentir,
que arranquei do meu peito desgarrado.
Ecos da minha sina do meu fado,
e que de mim não mais querem partir!

São pedaços de riso, de carpir,
amálgamas de sonho inacabado.
São migalhas de tempo destroçado,
Um puzzle que ninguém quer construir!

Neste papel amorfo vou deixar,
Meus versos, e aos poetas desejar:
Que sempre sejam firmes no seu traço!

E quando chegar Março, e o vosso dia...
Aceitem meu carinho e simpatia.
Um terno carinhoso e forte abraço!

Alfredo dos Santos Mendes

 

 

 

 

 

Maria de Lourdes Scottini Heiden
Blumenau _ SC - Brasil


Alma de poeta

 

Na perplexidade do momento
Meu verso cria asas
E se despede
Da prisão em que o deixei.
Há um não sei o quê no ar
Neste sofrido escurecer...
Meu coração em prece
Não sabe o que pedir.
Fecho os olhos
E me deixo conduzir...
Há um lugar, eu sei,
Em que o poeta
Torna quieta a sua alma.
Há um lugar, eu sei,
Em que o poeta
Torna secreta a sua dor.
Nada o perturba!
Nada o amedronta!
Há um lugar, eu sei
Em que o poeta
Escreve!
E tudo esquece.

Maria de Lourdes Scottini Heide

 

 

 

Iza*Bel Marques Fernandez
Portugal



Alma de Poeta

 

O Poeta se a vida for tristonha
de sorte não contemplada,
o poeta sempre, sempre sonha
no centro de energia desenfriada!...

persiste mesmo que a chorar,
com os olhos bem fechados
o poeta canta seu versejar,
vendo desenhadas pelos dedos,

palavras sangradas do seu coração,
encontra almejos de persistência,
flamejante para cada resolução,
revela na palavra, a resistência.

O grito da alma do poeta, suporta
o caís da dor, com poesia se conforta.

Iza*Bel Marques Fernandez

 

 

 

 

 
Pinhal Dias
Amora/Portugal


Ser Poeta Romântico

 

Reconheci o teu chamamento!
Voz timbrada, doce e afável,
Na hora a lua estava brilhando,
Despertámos as nossas emoções
Fertilizando os nossos corações.
Fizemos do tempo um bom compasso,
Criámos uma nova vida, com novas rimas.
Espelhámos um ao outro a reflexão...
Em bom romance, nutrida paixão.
Foi um Anjo que anunciou "Amor"
Amores-perfeitos agora encontrados.
Divina Arte de Sonhador!
Divina Arte de Sonhadora!
O nosso mar...
Laureando um forte Azul.
Nos inspirou ao Amor!
Agora te vejo andar como louca...
Anseias o meu beijo em tua boca.
Ser Poeta Romântico é ser criador
Ter ideias cristalinas...
Luzentes numa boa consciência
Amar e ser amado, neste mundo perdido
Ser Poeta Romântico
É ter Amor correspondido.

Pinhal Dias
(In: "Renascer de novo para a vida")

 

 

 

Priscila de Loureiro Coelho
Jacareí/SP/BR



Como um poeta...

 

Viver como poeta é viver ambiguamente
Sentindo seu sentir e outros que desconhece
Viver como poeta é rimar constantemente
É experimentar cada emoção que se repete
De modo a viver intensamente

Viver como poeta é não se apegar à dor alguma
É chorar de tristeza ou sorrir sem motivo
Viver como poeta é ser conciliador
De modo simples... Por vezes até altivo
É driblar toda agonia com jeito de vencedor

Por fim, viver como poeta é uma aventura
Que não tem garantia, nem tem aval!
Por vezes, tem como companhia um "credor".
Viver como poeta é loucura
Doce maluquice natural
Bravura incondicional de eterno amor!

Priscila de Loureiro Coelho

 

 

 

Ilda Maria Costa Brasil



Alma de poema!

 

Da janela, no alto do vidro,
próximo à porta de emergência,
observo atenta os Passageiros.
Percebo que poucos me leem.
De tempo em tempo, um sorriso
nos lábios de um leitor.
Esse quase sempre criança.
Sinto-me feliz e realizado.
Minha emoção é plena, indefinível.
Que incrível realidade!
Um, entre muitos passageiros,
resgatou-me a vida e a significação.
Obrigado, Doce Menina,
da Poesia Inerte à Poesia Viva!
Sinto-me Arte... Música... Vida...
Alma de Poeta!

Ilda Maria Costa Brasil

 

 

 

 

 

Fabrício Maurício de Oliveira
Goiatuba-GO


Alma de Poeta

 

    Alma de Poeta não ter cor!

    Alma de Poeta é a cor
    Cor que colore o mundo tão opaco e sem vigor.

    Pode ser de cinza ou amarelo, seja como for, vai pintar e tirar o bolor!
    É a ponte entre o visível e invisível
    Só Ela é capaz de na íntegra elucidar o Belo e o Horrível
    Ooo, Alma dO Poeta tão sensível!

    Pra Ela tudo é possível
    É a grande tradutora do inconcebível

    Habita discreta e sutil a Terra de hoje e outros tempos que tão longe ainda estávamos de existir.
    É pro Universo um verdadeiro elixir

    É eterna, imperecível!
    Só Ela consegue ir tão fundo

    Poeta Vagabundo, sua Alma é a Alma do Mundo!

fabricioliver
14/03/2012 – 00:28

 

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