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Em Portugal, devido a invasões na sua origem, à sua expansão mundial
e convivência com outros povos, existe uma multiplicidade musical e
de de instrumentos.
A grosso
modo quanto a instrumentos primitivos e rudimentares, quase sem
existencia de instrumentos de corda (cordofones), se pode dividir o
território continental em dois blocos: a faixa interior de leste, de Trás
Os Montes às Beiras, de acentuado relevo, e a do Alentejo, de planície.
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(imagem
de: www.jose-lucio.com) |
Em
compensação existem instrumentos vibratórios (membrofones), percutivos (pandeiros,
adufes e tamboris) e atonais (pífaros
e a gaita de foles)
No
pastoreio da faixa oriental se encontra a gaita de foles,o
pandeiro ou o adufe, os tamboris e as flautas e nas regiões
beiroas (Alta e Baixa) também a viola
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pandeiros |
adufes |
tamboril |
pífaros |
gaita de foles |
Devido à
facilidade geográfica de comunicação, quer interna quer com o
exterior, a faixa litoral do Minho ao Tejo e faixa algarvia, de
idiossincrasia mais vivaz e gregária, se encontra, alem de acordeão, harmónica e
concertina,
os instrumentos de corda (cordofones)
tais como a viola, o
cavaquinho, a rabeca, a guitarra, o violão, e estes até, em exclusividade,
nos agrupamentos musicais chamados de tuna.
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viola |
cavaquinho |
rabeca |
guitarra, |
violão |
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acordeão |
harmónica
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concertina |
Regionalidade
Minho:
Com ritmo e vivacidade,
aparecem os braguesas e
cavaquinhos juntamente com instrumentos vibratórios primitivos (idiafones)
em coreografias e danças de roda, desgarradas e desafios.
Jjá nas
rusgas (também chamadas de tocatas, festadas e rondas), sem
funções cerimoniais, se adicionam
violas, tambores, reque-reques, flautas
, ferrinhos, harmónicas e
concertinas.
Nas festas e
procissões os Zé-Pereiras (ou também chamados de cabeçudos) desfilam com
conjuntos de
caixas, bombos e gaitas de
foles, mas que se diferencia na chamada Pancadaria só são usados tamborileiros de bombas e
caixa
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Zé-Pereiras ou Cabeçudos |
Rio Douro:
os vindimeiros
na roga e nas deslocações na rusgata, usam em especial o bombo,
ferrinhos e cordofones
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viola braguesa
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tambor |
reque-reque |
flauta |
ferrinhos |
Trás-Os_Montes e Alto Douro:
apresenta a dança chula e cantares ao desafio sem a
presença obrigatória do palco, com acompanhamento da rabeca chuleira
e de instrumentos de percussão e de cordofones
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rabeca chuleira |
Beira
Litoral:
Os mesmos
instrumentos, comuns nos improvisos, para feiras e romarias, caminhadas e trabalhos
rurais.
Nas serenatas de Coimbra e fado
nocturno, são usadas a viola toeira,a viola, a guitarra e o violão.
Aparece nesta região
conimbricense os gaiteiros de gaita de foles com os tocadores de
bombo
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bombo |
clarinete |
A Beira Alta :
não há nenhum instrumento característico( excepto nas serras
onde aparece o pastor com a flauta travessa.
Hásemelhança com as
rusgas do Minho (com
viola, cavaquinho, rabeca, guitarra e
violão).
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flauta travessa |
Beira Baixa :
é o adufe o instrumento
fundamental tocado só por mulheres.
Os Zé-Pereiras do Fundão só
são acompanhados por caixas e bombos.
Estremadura:
surge
com maior relevo as
concertinas, harmónicas e gaitas de beiços, guitarras, banjos e
flautas.
Lisboa,
o fado é acompanhado de violão e guitarra.
As
festas populares têm por fulcro os gaiteiros
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banjo |
Ribatejo:
no
Natal e em cerimónias religiosas surge a gaita de foles e o tambor.
Na
dança tipica, o fandango, são presentes as castanholas, pandeiretas
e concertinas
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pandeireta
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castanholas |
Alentejo:
a
vocabilidade é dominante, nos corais polifónicos, e mesmo se com
cordofones, estes de diferenciam, na utilização, dos da faixa
costeira.
Mas se em Moura e Serpa a figura principal é o tambor, em Beja é a
viola campaniça.
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viola campaniça |
Algarve:
dançando ao som do
garfo enfiado na boca da garrafa nas festas mais populares, surgem
de modo predominante as percuções, as harmónicas e as concertinas
nos arraiais
HLR
Fonte: Enciclopédia Universal Multimédia da Texto Editora (1997)
Manuel Cataluna
Portugal
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