Oceano é uma
vasta extensão do globo terrestre coberta
pala água do mar.
Na Mitologia grega, Oceano, é um dos Titãs,
soberano da corrente que rodeia a Terra.
Filho de Úrano e de Geia, casou com a irmã
Tétis e foi pai das ninfas do mar (Oceânides)
e dos rios.
Quase três quartos (71%) da superfície da
Terra é coberta pelos oceanos (cerca de 61%
do Hemisfério Norte e de 81% do Hemisfério
Sul). Este corpo de água global
interconectado de água salgada, é dividido
pelos continentes e grandes arquipélagos.
São cinco os oceanos a saber: Atlântico,
Pacífico, Índico, Árctico e o Antárctico.
Oceano Atlântico
A palavra Atlântico é relativa a Atlas, deus
da teogonia primitiva grega que sustentava
sobre as suas costas o céu. "Atlântico" era
usado na antiguidade para designar o oceano
a oeste da Europa. De acordo com Hérodote,
este nome é originário do povo dos Atlantes
que habita em Marrocos junto ao monte Atlas.
Esta denominação desapareceu, no entanto, na
Idade Média, altura em que se utilizava o
nome de "Mar Ocidental" ou "Mar do Norte". O
responsável pelo reaparecimento do nome
"Atlântico", foi o geógrafo Mercator ao
colocá-lo no seu célebre mapa do Mundo em
1569. A partir deste momento a nomenclatura
da idade média foi gradualmente sendo
substituída por este nome, que subsistiu até
aos nossos dias.
É uma das maiores subdivisões do chamado
"oceano mundial", que separa a Europa e a
África das Américas – 106 milhões de Km2 com
as suas dependências. As suas principais
características são: um alongamento
meridiano que lhe garante uma grande
diversidade climática e hidrológica; uma
profundidade moderada, por comparação com a
média mundial; uma drenagem que se estende a
dois terços dos continentes e que lhe
confere uma importância considerável na
manutenção do equilíbrio hidrológico do
planeta. O Oceano Atlântico é constituído
por uma série de importantes mares
interiores, particularmente desenvolvidos no
hemisfério Norte: o Mar Mediterrâneo (01), o
Mar do Norte (02), o Mar Báltico (03) e o
Mar das Antilhas (04). São separados por uma
longa dorsal submarina, cujos cumes
correspondem a ilhas, como: Açores,
Ascensão, Santa Helena e Tristão da Cunha.
As águas, relativamente quentes e salgadas,
estão submetidas à dupla influência das
ondas de maré e das correntes marítimas
provocadas pelo vento ou pelas diferentes de
densidade. À superfície ou próximo dela
existem, nas regiões tropicais, duas
correntes – norte e sul-equatorial – que se
dirigem para Oeste e são compensadas por uma
contracorrente equatorial que reenvia parte
das águas para África: Nas regiões
temperadas, os ventos de Oeste, dominantes,
empurram para a Europa – no hemisfério Norte
– as águas tépidas ou quentes – trata-se da
corrente quente do Golfo. Em profundidade,
circulam naturalmente correntes em sentido
contrário que asseguram, principalmente as
meridianas, uma movimentação efectiva entre
as diferentes latitudes.
O oceano Atlântico oferece condições muito
propícias ao desenvolvimento da vida,
nomeadamente devido à abundância das
substâncias nutritivas trazidas pelos rios e
à intensidade das trocas entre massas de
água. A riqueza do plâncton permitiu o
desenvolvimento de uma pesca importante.
A rede de trocas
comerciais, que desde há muitos séculos se
estabeleceram, constitui o traço de união
entre civilizações complementares. A parte
norte separa – ou liga – as regiões povoadas
e industrializadas, entre as quais se
estabeleceu a mais intensa circulação
marítima e aérea do mundo a partir de uma
densa rede de portos e aeroportos.
"Mediterrâneo" significa em latim "cercado
por terras". Com uma superfície de 2.512.000
quilómetros quadrados, o Mar Mediterrâneo é
circundado pela Europa (ao norte), África
(ao sul) e Ásia (a leste). A oeste, com
apenas 13 km de extensão, o Estreito de
Gibraltar faz a ligação com o Oceano
Atlântico.
(01): Mar Mediterrâneo é um mar costeiro do
Atlântico, compreendido entre a Europa, a
África e a Ásia, cobrindo 2,5 milhões de
quilómetros quadrados e comunicando com o
oceano Atlântico pelo estreito de Gibraltar
com o Mar Negro, pelo Bósforo e Dardanelos.
O Mar Mediterrâneo, é um mar
intercontinental profundo, com profundidade
média de 1500 metros e máxima de 5093 metros
de profundidade, cuja forma é o resultado de
uma evolução geológica provocada pela
aproximação das placas europeias e africana.
O estrangulamento situado entre a Sicília e
a Tunísia divido-o em duas bacias:
Meriterrâneo Ocidental, com o Mar Tirreno,
seu anexo, e Mediterrâneo Oriental, mais
ramificado, com várias dependências, como:
Mar Jónico, Mar Adriático e Mar Egeu. As
costas são sobretudo formadas por falésias,
cortadas por rias e angras. As costas
baixas, com lagunas e lidos, situam-se à
saída das grandes bacias tectónicas, como:
Languedoc, Golfo de Valência e Planície do
rio Pó. O Mediterrâneo é um mar tépido, com
temperatura média de 19ºC. A salinidade
aumenta de Oeste de 37% para Este de 39,5%.
O isolamento do mar explica a fraca
amplitude geral das marés. Esta fraqueza, a
fote salinidade, a tepidez e a limitação dos
movimentos verticais fazem dele um mar pouco
fértil, salvo nas zonas mais profundas,
agitadas mais intensamente. Sendo uma via
tradicional de trocas entre o Oriente e o
Ocidente, o Mediterrâneo está equipado com
numerosos portos, cujas actividades são
geralmente diversificadas na costa Norte –
Marselha. Barcelona, Génova e Veneza. A
doçura do clima, das águas e das costas faz
deste mar um local de eleição para o turismo
balnear.
O Mar Mediterrâneo foi o centro vital da
Antiguidade. Perdeu uma parte da sua
importância em consequência dos grandes
descobrimentos dos séculos XV e seguinte.
Mas, voltou a ser uma das principais rotas
mundiais de navegação do Canal de Suez (a),
em 1869.
(a): - (a) Canal de Suez: A companhia Suez
de Ferdinand de Lesseps construiu o canal
entre 1859 e 1869. No final dos trabalhos, o
Egipto e a França eram os proprietários do
canal. Estima-se que 1,5 milhão de egípcios
tenham participado da construção do canal e
que 125 000 morreram, principalmente de
cólera. Em 17 de Fevereiro de 1867, o
primeiro navio atravessou o canal, mas a
inauguração oficial foi em 17 de Novembro de
1869. O imperador Napoleão III estava
presente, e a ópera Aida havia sido
encomendada ao compositor italiano Verdi
para ser apresentada na inauguração, mas a
ópera só ficou pronta dois anos depois.
Também presente como jornalista convidado, o
escritor português Eça de Queiroz escreveu
uma reportagem para o Diário de Notícias de
Lisboa. A dívida externa do Egipto obrigou o
país a vender sua parte do canal ao Reino
Unido, que garantia assim sua rota para as
Índias. Essa compra, conduzida pelo
primeiro-ministro Disraeli, foi financiada
por um empréstimo do banco Rotschild. As
tropas britânicas instalaram-se às margens
do canal para protegê-lo em 1882. A
Convenção de Constantinopla (1888)
estabeleceu a neutralidade do Canal que,
mesmo em tempos de guerra, deveria servir a
qualquer nação. Mais tarde, durante a
Primeira Guerra Mundial, os britânicos
negociaram o Acordo Sykes-Picot, que dividia
o Oriente Médio de modo a afastar a
influência francesa do canal. Em 26 de Julho
de 1956, Gamal Abdel Nasser nacionaliza a
companhia do canal com o intuito de
financiar a construção da Barragem de Assuão,
após a recusa dos Estados Unidos de fornecer
os fundos necessários. Em represália, os
bens egípcios foram congelados e a ajuda
alimentar suprimida. Os principais
accionistas do canal eram, então, os
britânicos e os franceses. Além disso,
Nasser denuncia a presença colonial do Reino
Unido no Oriente Médio e apoia os
nacionalistas na Guerra da Argélia. O Reino
Unido, a França e Israel se lançam então
numa operação militar, baptizada operação
mosqueteiro, em 29 de Outubro de 1956. A
Crise do canal de Suez durou uma semana. A
ONU confirmou a legitimidade egípcia e
condenou a expedição
franco-israelo-britânica com uma resolução.
Com a Guerra dos Seis Dias em 1967, o canal
permaneceu fechado até 1975, com uma força
de manutenção da paz da ONU, permanecendo lá
estacionada até 1974 quando por ocasião da
Guerra do Yom Kipur em 1978 foi recuperado o
canal, bem como as fortificações do exército
israelitas, ao longo do canal, foram
destruídas .
Curiosidade: “Atlântico” foi uma revista
luso-brasileira editada em conjunto por
departamentos oficiais de Lisboa e do Rio de
Janeiro, que se proponha “revelar o Portugal
novo aos brasileiros e revelar o novo Brasil
aos portugueses”. Dirigiram esta revista,
António Ferro e Lourival Fontes, tendo sido
publicada entre 1942 e 1950. Publicação de
notável qualidade gráfica e iconográfica,
encarou com receptividade o neo-realismo e a
abertura aos escritores ultramarinos. Contou
com a colaboração de personalidades como
Eugénio de Castro, Tristão de Ataíde,
Aquilino Ribeiro e Afrânio Peixoto, além das
revelações da época, como Jorge Sena e
Clarice Lispector.
Oceano Atlântico - Fonte: Wikipédia, a
enciclopédia livre.
Os antigos, que o apelidavam de Mar
Tenebroso ou Mar Oceano, conheciam apenas as
costas situadas entre o norte das ilhas
britânicas e as Canárias. Dos séculos VIII a
XI, os Normandos frequentaram as praias da
Noruega, da Islândia, da Gronelândia, de
Spitsbergen e da Nova Escócia, no actual
Canadá. Até o final da Idade Média, só se
faziam navegações costeiras, indo até ao
Cabo Bojador (atingido pelo navegador
português Gil Eanes em 1434). No século XV
os portugueses intensificaram a exploração
da costa africana e, ao mesmo tempo,
desenvolveram técnicas de navegação que
permitiram viagens por alto mar. A navegação
por latitudes (determinadas pela observação
da altura da estrela Polar ou do Sol ao
meio-dia, técnica desenvolvida por volta de
1485) foi facilitada pelo uso de
instrumentos como a bússola e o astrolábio.
Outro factor decisivo foi o estudo do regime
dos ventos no Atlântico: em 1439, as
informações existentes já permitiam uma
navegação assídua e segura. Essas técnicas,
aliadas aos novos navios desenvolvidos pelos
portugueses (as caravelas, de maior porte,
calado mais alto e comum sistema de velas
que permitia o aproveitamento dos ventos,
mesmo em sentido contrário) permitiriam o
reconhecimento da costa da África e as
primeiras incursões em alto mar; há ainda
informações de que no século XV os
portugueses teriam explorado também o
Atlântico Norte, juntando conhecimentos que
mais tarde facilitaram a viagem de Cristóvão
Colombo na primeira travessia documentada do
oceano. Com o desenvolvimento técnico
obtido, as viagens portuguesas tornaram-se
mais ousadas e frequentes através do
Atlântico, de tal forma que até 1488 toda a
costa oeste da África estava explorada,
reconhecida e, nos primeiros 20 anos do
século XVI, toda a costa atlântica do
continente americano (encontrado em 1492 por
Colombo) fora visitada por navegadores
portugueses, espanhóis ou italianos a
serviço da Espanha. Os reis de Portugal
procuraram, desde o início, garantir
descobertas de seus navegadores e desde
1443, várias leis reivindicaram o direito de
navegação exclusiva nos mares reconhecidos
por suas naus. Em 1454, o Papa Nicolau V
ratificou a pretensão dos portugueses,
reservando-lhes o direito exclusivo de
navegação e comércio. Em 1474, D. Afonso V
mandou que aqueles que violassem essas
determinações fossem mortos e seu bens
confiscados pela coroa. O Tratado de paz de
Toledo, entre Espanha e Portugal, ratificou
esses direitos, que foram reafirmados nas
ordenações Manuelinas (1514). Até 1580,
houve pouca contestação internacional a
essas pretensões, excepto pequenos conflitos
diplomáticos causados pela acção de
corsários protegidos pelos reis da França e
Grã-Bretanha. Após 1580, contudo, a
contestação cresceu, envolvendo também os
holandeses em guerra com a Espanha pela sua
independência. Eles estenderam as acções
bélicas contra Portugal, após a união das
duas Coroas e passaram à liberdade dos
mares; na trégua assinada com Felipe III (de
Espanha e II de Portugal), obtiveram o
direito de navegar por esses mares, embora
sob licença régia. Esse tratado marcou o
início do fim do domínio exclusivo pelos
portugueses dos mares que haviam descoberto
e, após 1640, o princípio da liberdade dos
mares estava solidamente estabelecido. A
partir do século XVII, começou a exploração
hidrográfica do Atlântico, efectuada de
início pelos holandeses, depois pelos
ingleses e franceses no século XVIII. No
século XIX, foram organizados numerosos
cruzeiros oceanográficos que permitiram a
elaboração de uma detalhada carta
batimétrica do Atlântico. O oceano
Atlântico, o segundo do mundo em superfície,
está localizado no hemisfério ocidental e
alonga-se no sentido Norte-Sul. Com um
formato que lembra um S, comunica com o
oceano Árctico pelo estreito da Islândia;
com o oceano Pacífico e com o oceano Índico
pela ampla passagem que se abre entre a
América, a África e a Antárctida, nas altas
latitudes austrais. No hemisfério Norte, as
costas continentais, muito recortadas,
delimitam numerosos mares anexos (mar da
Mancha, mar do Norte, mar Báltico, mar
Mediterrâneo, mar das Antilhas). Ao sul, ao
contrário, as costas são bem rectilíneas. O
fundo oceânico apresenta uma disposição
regular: a plataforma continental, ampla ao
largo das costas da Europa, da América do
Norte e da porção meridional da América do
Sul, estreita-se nas costas da África e do
Brasil; uma enorme cadeia de montanhas
submarinas, a dorsal meso-atlântica,
estende-se ao longo do oceano; entre ela e
os continentes abre-se uma série de bacias
de 6.000 a 7.000 m de profundidade (bacias
americana, brasileira e argentina, a Oeste;
bacias escandinava, da Europa Ocidental, da
Guiné, de Angola e do Cabo, a Este). A
crista dorsal é sulcada em toda a sua
extensão por uma grande fossa tectónica (rift),
que secciona no sentido longitudinal. Área
de constante instabilidade geológica,
provocada pela contínua emissão de material
ígneo, é objecto de estudos geológicos que
analisam os processos de formação e evolução
das placas tectónicas, ou seja, da crosta
terrestre. A crista da dorsal meso-atlântica
situa-se geralmente entre -3.000 e -1.500 m,
mas emerge em alguns pontos, formando ilhas:
Jan Mayen, Islândia, Açores, Ascensão,
Tristão da Cunha. Nas latitudes equatoriais,
a dorsal é cortada por falhas transversais
que determinam fossas abissais (fossa da
Romanche. -7.758 m). Nas outras porções do
Atlântico as fossas são raras: situam-se nas
Antilhas (Ilhas Caimão e Porto Rico - a mais
profunda com -9.218 m) e nas ilhas Sandwich
do Sul (-8.264 m). A origem da cordilheira
meso-oceânica (ou Dorsal Atlântica) está
relacionada à dinâmica da tectónica de
placas. O afastamento entre as placas
Sul-Americana e Africana, em consequência
das correntes de convecção do magma
existente no manto, determina a formação de
um extenso dobramento moderno que se estende
de norte a sul ao longo do oceano Atlântico.
O meio ambiente terreno, exposto ao calor
dos raios solares e os ventos, promove a
evaporação e precipitação dos líquidos sobre
os continentes dando início ao ciclo das
águas, responsável pela sedimentação do
fundo do mar e a salinização dos oceanos.
Nesse sentido, tem-se que na fachada
ocidental, grandes bacias hidrográficas
despejam considerável quantidade de
sedimentos sobre a plataforma continental,
definindo cones alunionais, como os dos rios
São Lourenço e Mississippi, no Atlântico
Norte, e o do Amazonas, na faixa equatorial.
As águas do Atlântico são as mais salgadas
de todos os oceanos (37,5 por mil de
salinidade média) e animadas por correntes
que asseguram intensa circulação entre as
águas frias das altas latitudes e as águas
quentes equatoriais. As correntes frias do
Labrador e das Falkland descem
respectivamente ao longo das encostas
setentrionais e meridionais da América. De
Benguela percorre a costa sul-ocidental
africana, em direcção ao equador. São
compensadas pelas correntes quentes do
Brasil e Equatorial Atlântica, nos seus
ramos N e S, pela corrente do Golfo, que tem
grande influência sobre os climas da Europa
norte-ocidental tornando-os menos rigorosos.
Essa circulação das águas favorece sua
oxigenação e a proliferação de plâncton,
definindo importantes zonas pesqueiras, como
as costas do Brasil meridional, a fachada
norte-americana em torno da Terra Nova, as
costas da Escandinávia e da Islândia, além
da África meridional. As plataformas
continentais encerram, às vezes, jazidas
petrolíferas (mar do Norte, costas da
Venezuela e do Brasil, golfo da Guiné).
Ladeado no hemisfério Norte pelas duas áreas
mais industrializadas do globo (NE dos EUA e
Europa Ocidental), o Atlântico Norte
apresenta o mais intenso tráfego marítimo e
aéreo transoceânico do mundo.
(02): Mar do Norte é um mar epicontinental
do Noroeste da Europa, limitado pelas
Shetland, o Skagerrak e o estreito de
Calais. Um pouco mais vasto que a França,
com a superfície de 575000 Km2, pouco
profundo no Sul, animado tradicionalmente
pela pesca e principalmente pelos portos de
Roterdão, Antuérpia, Londres, Hamburgo,
Dunquerque e outros. O mar do Norte encerra
importantes jazigos de hidrocarbonetos,
explorados desde 1965.
(03): Mar Báltico, faz parte do Atlântico
que banha a Filândia, a Rússia, os países
bálticos, a Polónia, a Alemanha, a Dinamarca
e a Suécia. O Mar Báltico comunica com o Mar
do Norte pelos estreitos dinamarqueses, e
com p Golfo de Bótnia pelo mar de Aland. A
sua superfície é de 384700 Km2. Pouco
profundo, com a profundeza máxima de 459
metros, pouco salgado (15 a 16%),
apresentando uma forte amplitude térmica
anual, com frequente formação de gelo no
litoral, e com pouco peixe, o Báltico está
ladeado por costas normalmente baixas e às
vezes rochosas, onde estão localizados
portos comerciais e militares.
(04): Mar das Antilhas, também conhecido por
Mar das Caraíbas. Dependência do Atlântico
entre a América Central, a América do Sul e
o arco das Antilhas. O nome "Caraíbas"
deriva dos "Caraíbas" (ou "caribes"), nome
utilizado para descrever a etnia ameríndia
predominante na região na época do primeiro
contacto com os europeus nos finais do
século XV. O navegador italiano Américo
Vespúcio afirmava que o termo Charaibi entre
os indígenas significava "homens sábios" e é
possível que este fosse utilizado para
descrever os europeus à sua chegada à
América. Depois do descobrimento das Índias
Ocidentais por Cristóvão Colombo, o termo
espanhol Antilhas era comum para este lugar;
derivado dele, o "mar das Antilhas" tem sido
um nome comum para o mar das Caraíbas em
vários idiomas europeus. Este mar é limitado
a norte pelas Grandes Antilhas – Cuba,
Haiti, República Dominicana e Porto Rico –
situadas a sul do Trópico de Caranguejo, a
leste pelas Pequenas Antilhas (meridiano
60°W), a sul pela Venezuela, Colômbia e
Panamá (paralelo 9°N) e a oeste pelo México,
Belize e Guatemala (meridiano 88°W) e
Honduras, Nicarágua e Costa Rica (meridiano
84°W). O oceano Atlântico entra nas Caraíbas
através da Passagem de Anegada entre as
Pequenas Antilhas e as Ilhas Virgens, e da
Passagem dos Ventos, localizada entre Cuba e
Haiti, a qual é uma importante rota entre os
Estados Unidos e o canal do Panamá. O canal
do Iucatão liga o mar das Caraíbas ao golfo
do México entre a península do Iucatão, no
México e a ilha de Cuba. O mar das Caraíbas
possui uma área de cerca de 2.754.000 km²[5].
O ponto mais profundo do mar é a fossa das
ilhas Caimão, entre Cuba e Jamaica, a 7.686
m abaixo do nível do mar. A linha costeira
das Caraíbas tem muitos golfos e baías,
incluindo o golfo da Venezuela, o golfo de
Morrosquillo, o golfo de Darién, o golfo dos
Mosquitos e o golfo das Honduras.
Mar das Caraíbas - Fonte: Wikipédia, a
enciclopédia livre.
Mar das Caraíbas, é um mar semi-aberto
tropical do oceano Atlântico, com uma área
de cerca de 2.754.000 km², situado a leste
da América Central e a norte da América do
Sul, cobrindo a superfície da Placa das
Caraíbas. É também designado mar das
Antilhas por se situar a sudoeste do arco
das Antilhas. É limitado a norte pelas
Grandes Antilhas e a leste pelas Pequenas
Antilhas. O ponto mais profundo do mar é a
fossa das ilhas Caimão, a 7.686 m abaixo do
nível do mar. O mar das Caraíbas comunica
com o oceano Pacífico através do canal do
Panamá. A expressão "Caraíbas" (ou "Caribe")
é o nome genérico pelo qual é conhecida a
região que inclui o mar das Caraíbas e os
territórios continentais e ilhas na mesma
zona.
Os primeiros habitantes das Antilhas foram
os taínos, tribo sedentária com crenças
religiosas de carácter politeísta e que se
destacavam por ser bons agricultores,
pescadores e oleiros; a sua língua deriva da
dos arawak, família da qual procederam,
migrando desde a América do Sul há
aproximadamente três mil anos. No momento do
descobrimento, os Caraíbas, que se
destacavam pelas suas habilidades como
navegadores e guerreiros, ocupavam
predominantemente a região, provenientes das
margens do rio Orinoco, e encontravam-se em
plena conquista dos territórios taínos. O
mar das Caraíbas era um corpo de água
desconhecido para a Europa e Ásia até 1492,
quando Cristóvão Colombo o navegou pela
primeira vez ao tentar encontrar uma rota
marítima para a Índia. Depois do
descobrimento das suas ilhas, a área foi
rapidamente colonizada pela civilização
ocidental, convertendo-se num local comum
para as rotas comerciais europeias e
eventualmente atraente para a pirataria. Os
Reis Católicos permitiram em 1495 a todos os
seus súbditos tripular embarcações com rumo
às recém-descobertas Índias, o que fez com
que muitos barcos se lançassem ao Atlântico
sem a devida preparação, sendo presas fáceis
para os piratas. Durante aquela época,
aconteciam nas costas das Caraíbas algumas
feiras comerciais famosas, como a de
Portobelo, que durava 40 dias; nesta
povoação, produziam-se constantes ataques de
piratas, razão pela qual os espanhóis
construíram perto dela o Forte de São
Lourenço nos finais do século XVI. Deu-se
este mesmo problema noutros portos das
Caraíbas como Cartagena das Índias e Havana,
onde se construíram postos defensivos
militares, trabalho para o qual foram
transportados numerosos grupos de escravos
africanos para a região. Pouco depois do seu
descobrimento e ocupação por parte de
Espanha, o mar chamou a atenção das coroas
inglesa e francesa, que enviaram marinheiros
experientes à conquista de territórios e
tomaram as ilhas de Martinica e Guadalupe
para a França e Antígua, Montserrat,
Barbados e Jamaica para a Inglaterra, sendo
estas as possessões mais importantes
perdidas pelo Império Espanhol nas Caraíbas.
Em 1625 estabeleceu-se na ilha Tortuga uma
base onde corsários e bucaneiros de ambas
nacionalidades se associaram para atacar
embarcações provenientes das colónias
espanholas e partiam dali expedições para
assediar as cidades costeiras até finais do
século XVII. Outra famosa base de piratas
estabeleceu-se no porto jamaicano de Port
Royal em 1656, até à sua destruição parcial
por um sismo ocorrido no dia 7 de Junho de
1692. Na região foram muito reconhecidos e
temidos alguns nomes de piratas como Henry
Morgan, François L’Olonnais e Barba Negra,
entre outros. A partir do século XIX começa
a independência dos países colonizados,
ainda que actualmente algumas possessões
francesas, inglesas e holandesas continuem
sob a administração europeia. Encontram-se
nas águas das Caraíbas 22 territórios
insulares e 12 países, sendo Cuba o último
país a tornar-se independente de Espanha, em
1898. Em 1903, com a intervenção dos Estados
Unidos, o Panamá separou-se da Colômbia e
construiu-se o Canal do Panamá, que liga o
mar das Caraíbas ao oceano Pacífico. Foi
inaugurado no dia 15 de Agosto de 1914, mas
foi administrado pelos Estados Unidos até 31
de Dezembro de 1999. O mar das Caraíbas é um
mar com características mediterrânicas
situado ao largo da Placa das Caraíbas.
Estima-se que tenha uma idade entre 160 a
180 milhões de anos e que se tenha formado
através de uma fractura horizontal que
dividiu o supercontinente Pangea, a qual
ocorreu durante o Mesozóico. A superfície do
mar das Caraíbas divide-se em cinco bacias
oceânicas separadas por algumas cadeias
montanhosas submarinas. A pressão exercida
pela Placa Sul-Americana no oriente das
Caraíbas faz com que a região das Pequenas
Antilhas tenha uma alta actividade
vulcânica, destacando-se eventos como a
erupção vulcânica do Monte Pelée em 1902,
que causou a maior quantidade de vítimas
mortais no século XX. O solo submarino do
mar das Caraíbas tem duas fossas oceânicas:
a fossa das Caimão e a fossa de Porto Rico,
as quais colocam a área num alto risco
sísmico. Os sismos submarinos ameaçam a
geração de tsunamis que poderiam ter efeitos
devastadores nas ilhas. Os dados históricos
científicos revelam que durante os últimos
quinhentos anos ocorreram na área doze
sismos com uma magnitude superior a 7,5 na
escala de Richter. Em média, a salinidade do
mar das Caraíbas é de 35 a 36 partes por mil
e a temperatura superficial é de 27 a 28 °C,
apesar de no fundo do mar a água alcançar
uma temperatura de 4 °C. As correntes das
Caraíbas transportam quantidades
consideráveis de água desde o oceano
Atlântico através dos passos orientais nas
Pequenas Antilhas até ao noroeste, para sair
no golfo do México através do Canal do
Iucatão. Em média, entre uns 15 a 20% da
água de superfície que entra nas Caraíbas
provém das águas doces dos estuários dos
rios Orinoco e Amazonas, conduzidas a
noroeste pela Corrente Caribenha. Por outro
lado, a água descarregada pelo Orinoco
durante os meses de chuva gera grandes
concentrações de clorofila na zona oriental
do mar.
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro
– Marinha Grande – Portugal