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"Oceanos e Grandes Rios"

Trabalho e Pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

PRIMEIRO BLOCO


Oceano é uma vasta extensão do globo terrestre coberta pala água do mar.
Na Mitologia grega, Oceano, é um dos Titãs, soberano da corrente que rodeia a Terra. Filho de Úrano e de Geia, casou com a irmã Tétis e foi pai das ninfas do mar (Oceânides) e dos rios.
Quase três quartos (71%) da superfície da Terra é coberta pelos oceanos (cerca de 61% do Hemisfério Norte e de 81% do Hemisfério Sul). Este corpo de água global interconectado de água salgada, é dividido pelos continentes e grandes arquipélagos. São cinco os oceanos a saber: Atlântico, Pacífico, Índico, Árctico e o Antárctico.


 
Oceano Atlântico

 

 

 


A palavra Atlântico é relativa a Atlas, deus da teogonia primitiva grega que sustentava sobre as suas costas o céu. "Atlântico" era usado na antiguidade para designar o oceano a oeste da Europa. De acordo com Hérodote, este nome é originário do povo dos Atlantes que habita em Marrocos junto ao monte Atlas. Esta denominação desapareceu, no entanto, na Idade Média, altura em que se utilizava o nome de "Mar Ocidental" ou "Mar do Norte". O responsável pelo reaparecimento do nome "Atlântico", foi o geógrafo Mercator ao colocá-lo no seu célebre mapa do Mundo em 1569. A partir deste momento a nomenclatura da idade média foi gradualmente sendo substituída por este nome, que subsistiu até aos nossos dias.


É uma das maiores subdivisões do chamado "oceano mundial", que separa a Europa e a África das Américas – 106 milhões de Km2 com as suas dependências. As suas principais características são: um alongamento meridiano que lhe garante uma grande diversidade climática e hidrológica; uma profundidade moderada, por comparação com a média mundial; uma drenagem que se estende a dois terços dos continentes e que lhe confere uma importância considerável na manutenção do equilíbrio hidrológico do planeta. O Oceano Atlântico é constituído por uma série de importantes mares interiores, particularmente desenvolvidos no hemisfério Norte: o Mar Mediterrâneo (01), o Mar do Norte (02), o Mar Báltico (03) e o Mar das Antilhas (04). São separados por uma longa dorsal submarina, cujos cumes correspondem a ilhas, como: Açores, Ascensão, Santa Helena e Tristão da Cunha. As águas, relativamente quentes e salgadas, estão submetidas à dupla influência das ondas de maré e das correntes marítimas provocadas pelo vento ou pelas diferentes de densidade. À superfície ou próximo dela existem, nas regiões tropicais, duas correntes – norte e sul-equatorial – que se dirigem para Oeste e são compensadas por uma contracorrente equatorial que reenvia parte das águas para África: Nas regiões temperadas, os ventos de Oeste, dominantes, empurram para a Europa – no hemisfério Norte – as águas tépidas ou quentes – trata-se da corrente quente do Golfo. Em profundidade, circulam naturalmente correntes em sentido contrário que asseguram, principalmente as meridianas, uma movimentação efectiva entre as diferentes latitudes.


O oceano Atlântico oferece condições muito propícias ao desenvolvimento da vida, nomeadamente devido à abundância das substâncias nutritivas trazidas pelos rios e à intensidade das trocas entre massas de água. A riqueza do plâncton permitiu o desenvolvimento de uma pesca importante.

 

A rede de trocas comerciais, que desde há muitos séculos se estabeleceram, constitui o traço de união entre civilizações complementares. A parte norte separa – ou liga – as regiões povoadas e industrializadas, entre as quais se estabeleceu a mais intensa circulação marítima e aérea do mundo a partir de uma densa rede de portos e aeroportos.


"Mediterrâneo" significa em latim "cercado por terras". Com uma superfície de 2.512.000 quilómetros quadrados, o Mar Mediterrâneo é circundado pela Europa (ao norte), África (ao sul) e Ásia (a leste). A oeste, com apenas 13 km de extensão, o Estreito de Gibraltar faz a ligação com o Oceano Atlântico.


(01): Mar Mediterrâneo é um mar costeiro do Atlântico, compreendido entre a Europa, a África e a Ásia, cobrindo 2,5 milhões de quilómetros quadrados e comunicando com o oceano Atlântico pelo estreito de Gibraltar com o Mar Negro, pelo Bósforo e Dardanelos. O Mar Mediterrâneo, é um mar intercontinental profundo, com profundidade média de 1500 metros e máxima de 5093 metros de profundidade, cuja forma é o resultado de uma evolução geológica provocada pela aproximação das placas europeias e africana. O estrangulamento situado entre a Sicília e a Tunísia divido-o em duas bacias: Meriterrâneo Ocidental, com o Mar Tirreno, seu anexo, e Mediterrâneo Oriental,  mais ramificado, com várias dependências, como: Mar Jónico, Mar Adriático e Mar Egeu. As costas são sobretudo formadas por falésias, cortadas por rias e angras. As costas baixas, com lagunas e lidos, situam-se à saída das grandes bacias tectónicas, como: Languedoc, Golfo de Valência e Planície do rio Pó. O Mediterrâneo é um mar tépido, com temperatura média de 19ºC. A salinidade aumenta de Oeste de 37% para Este de 39,5%. O isolamento do mar explica a fraca amplitude geral das marés. Esta fraqueza, a fote salinidade, a tepidez e a limitação dos movimentos verticais fazem dele um mar pouco fértil, salvo nas zonas mais profundas, agitadas mais intensamente. Sendo uma via tradicional de trocas entre o Oriente e o Ocidente, o Mediterrâneo está equipado com numerosos portos, cujas actividades são geralmente diversificadas na costa Norte – Marselha. Barcelona, Génova e Veneza. A doçura do clima, das águas e das costas faz deste mar um local de eleição para o turismo balnear.
O Mar Mediterrâneo foi o centro vital da Antiguidade. Perdeu uma parte da sua importância em consequência dos grandes descobrimentos dos séculos XV e seguinte. Mas, voltou a ser uma das principais rotas mundiais de navegação do Canal de Suez (a), em 1869.


(a): - (a) Canal de Suez: A companhia Suez de Ferdinand de Lesseps construiu o canal entre 1859 e 1869. No final dos trabalhos, o Egipto e a França eram os proprietários do canal. Estima-se que 1,5 milhão de egípcios tenham participado da construção do canal e que 125 000 morreram, principalmente de cólera. Em 17 de Fevereiro de 1867, o primeiro navio atravessou o canal, mas a inauguração oficial foi em 17 de Novembro de 1869. O imperador Napoleão III estava presente, e a ópera Aida havia sido encomendada ao compositor italiano Verdi para ser apresentada na inauguração, mas a ópera só ficou pronta dois anos depois. Também presente como jornalista convidado, o escritor português Eça de Queiroz escreveu uma reportagem para o Diário de Notícias de Lisboa. A dívida externa do Egipto obrigou o país a vender sua parte do canal ao Reino Unido, que garantia assim sua rota para as Índias. Essa compra, conduzida pelo primeiro-ministro Disraeli, foi financiada por um empréstimo do banco Rotschild. As tropas britânicas instalaram-se às margens do canal para protegê-lo em 1882. A Convenção de Constantinopla (1888) estabeleceu a neutralidade do Canal que, mesmo em tempos de guerra, deveria servir a qualquer nação. Mais tarde, durante a Primeira Guerra Mundial, os britânicos negociaram o Acordo Sykes-Picot, que dividia o Oriente Médio de modo a afastar a influência francesa do canal. Em 26 de Julho de 1956, Gamal Abdel Nasser nacionaliza a companhia do canal com o intuito de financiar a construção da Barragem de Assuão, após a recusa dos Estados Unidos de fornecer os fundos necessários. Em represália, os bens egípcios foram congelados e a ajuda alimentar suprimida. Os principais accionistas do canal eram, então, os britânicos e os franceses. Além disso, Nasser denuncia a presença colonial do Reino Unido no Oriente Médio e apoia os nacionalistas na Guerra da Argélia. O Reino Unido, a França e Israel se lançam então numa operação militar, baptizada operação mosqueteiro, em 29 de Outubro de 1956. A Crise do canal de Suez durou uma semana. A ONU confirmou a legitimidade egípcia e condenou a expedição franco-israelo-britânica com uma resolução. Com a Guerra dos Seis Dias em 1967, o canal permaneceu fechado até 1975, com uma força de manutenção da paz da ONU, permanecendo lá estacionada até 1974 quando por ocasião da Guerra do Yom Kipur em 1978 foi recuperado o canal, bem como as fortificações do exército israelitas, ao longo do canal, foram destruídas .
 
Curiosidade: “Atlântico” foi uma revista luso-brasileira editada em conjunto por departamentos oficiais de Lisboa e do Rio de Janeiro, que se proponha “revelar o Portugal novo aos brasileiros e revelar o novo Brasil aos portugueses”. Dirigiram esta revista, António Ferro e Lourival Fontes, tendo sido publicada entre 1942 e 1950. Publicação de notável qualidade gráfica e iconográfica, encarou com receptividade o neo-realismo e a abertura aos escritores ultramarinos. Contou com a colaboração de personalidades como Eugénio de Castro, Tristão de Ataíde, Aquilino Ribeiro e Afrânio Peixoto, além das revelações da época, como Jorge Sena e Clarice Lispector.
 
Oceano Atlântico - Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Os antigos, que o apelidavam de Mar Tenebroso ou Mar Oceano, conheciam apenas as costas situadas entre o norte das ilhas britânicas e as Canárias. Dos séculos VIII a XI, os Normandos frequentaram as praias da Noruega, da Islândia, da Gronelândia, de Spitsbergen e da Nova Escócia, no actual Canadá. Até o final da Idade Média, só se faziam navegações costeiras, indo até ao Cabo Bojador (atingido pelo navegador português Gil Eanes em 1434). No século XV os portugueses intensificaram a exploração da costa africana e, ao mesmo tempo, desenvolveram técnicas de navegação que permitiram viagens por alto mar. A navegação por latitudes (determinadas pela observação da altura da estrela Polar ou do Sol ao meio-dia, técnica desenvolvida por volta de 1485) foi facilitada pelo uso de instrumentos como a bússola e o astrolábio. Outro factor decisivo foi o estudo do regime dos ventos no Atlântico: em 1439, as informações existentes já permitiam uma navegação assídua e segura. Essas técnicas, aliadas aos novos navios desenvolvidos pelos portugueses (as caravelas, de maior porte, calado mais alto e comum sistema de velas que permitia o aproveitamento dos ventos, mesmo em sentido contrário) permitiriam o reconhecimento da costa da África e as primeiras incursões em alto mar; há ainda informações de que no século XV os portugueses teriam explorado também o Atlântico Norte, juntando conhecimentos que mais tarde facilitaram a viagem de Cristóvão Colombo na primeira travessia documentada do oceano. Com o desenvolvimento técnico obtido, as viagens portuguesas tornaram-se mais ousadas e frequentes através do Atlântico, de tal forma que até 1488 toda a costa oeste da África estava explorada, reconhecida e, nos primeiros 20 anos do século XVI, toda a costa atlântica do continente americano (encontrado em 1492 por Colombo) fora visitada por navegadores portugueses, espanhóis ou italianos a serviço da Espanha. Os reis de Portugal procuraram, desde o início, garantir descobertas de seus navegadores e desde 1443, várias leis reivindicaram o direito de navegação exclusiva nos mares reconhecidos por suas naus. Em 1454, o Papa Nicolau V ratificou a pretensão dos portugueses, reservando-lhes o direito exclusivo de navegação e comércio. Em 1474, D. Afonso V mandou que aqueles que violassem essas determinações fossem mortos e seu bens confiscados pela coroa. O Tratado de paz de Toledo, entre Espanha e Portugal, ratificou esses direitos, que foram reafirmados nas ordenações Manuelinas (1514). Até 1580, houve pouca contestação internacional a essas pretensões, excepto pequenos conflitos diplomáticos causados pela acção de corsários protegidos pelos reis da França e Grã-Bretanha. Após 1580, contudo, a contestação cresceu, envolvendo também os holandeses em guerra com a Espanha pela sua independência. Eles estenderam as acções bélicas contra Portugal, após a união das duas Coroas e passaram à liberdade dos mares; na trégua assinada com Felipe III (de Espanha e II de Portugal), obtiveram o direito de navegar por esses mares, embora sob licença régia. Esse tratado marcou o início do fim do domínio exclusivo pelos portugueses dos mares que haviam descoberto e, após 1640, o princípio da liberdade dos mares estava solidamente estabelecido. A partir do século XVII, começou a exploração hidrográfica do Atlântico, efectuada de início pelos holandeses, depois pelos ingleses e franceses no século XVIII. No século XIX, foram organizados numerosos cruzeiros oceanográficos que permitiram a elaboração de uma detalhada carta batimétrica do Atlântico. O oceano Atlântico, o segundo do mundo em superfície, está localizado no hemisfério ocidental e alonga-se no sentido Norte-Sul. Com um formato que lembra um S, comunica com o oceano Árctico pelo estreito da Islândia; com o oceano Pacífico e com o oceano Índico pela ampla passagem que se abre entre a América, a África e a Antárctida, nas altas latitudes austrais. No hemisfério Norte, as costas continentais, muito recortadas, delimitam numerosos mares anexos (mar da Mancha, mar do Norte, mar Báltico, mar Mediterrâneo, mar das Antilhas). Ao sul, ao contrário, as costas são bem rectilíneas. O fundo oceânico apresenta uma disposição regular: a plataforma continental, ampla ao largo das costas da Europa, da América do Norte e da porção meridional da América do Sul, estreita-se nas costas da África e do Brasil; uma enorme cadeia de montanhas submarinas, a dorsal meso-atlântica, estende-se ao longo do oceano; entre ela e os continentes abre-se uma série de bacias de 6.000 a 7.000 m de profundidade (bacias americana, brasileira e argentina, a Oeste; bacias escandinava, da Europa Ocidental, da Guiné, de Angola e do Cabo, a Este). A crista dorsal é sulcada em toda a sua extensão por uma grande fossa tectónica (rift), que secciona no sentido longitudinal. Área de constante instabilidade geológica, provocada pela contínua emissão de material ígneo, é objecto de estudos geológicos que analisam os processos de formação e evolução das placas tectónicas, ou seja, da crosta terrestre. A crista da dorsal meso-atlântica situa-se geralmente entre -3.000 e -1.500 m, mas emerge em alguns pontos, formando ilhas: Jan Mayen, Islândia, Açores, Ascensão, Tristão da Cunha. Nas latitudes equatoriais, a dorsal é cortada por falhas transversais que determinam fossas abissais (fossa da Romanche. -7.758 m). Nas outras porções do Atlântico as fossas são raras: situam-se nas Antilhas (Ilhas Caimão e Porto Rico - a mais profunda com -9.218 m) e nas ilhas Sandwich do Sul (-8.264 m). A origem da cordilheira meso-oceânica (ou Dorsal Atlântica) está relacionada à dinâmica da tectónica de placas. O afastamento entre as placas Sul-Americana e Africana, em consequência das correntes de convecção do magma existente no manto, determina a formação de um extenso dobramento moderno que se estende de norte a sul ao longo do oceano Atlântico. O meio ambiente terreno, exposto ao calor dos raios solares e os ventos, promove a evaporação e precipitação dos líquidos sobre os continentes dando início ao ciclo das águas, responsável pela sedimentação do fundo do mar e a salinização dos oceanos. Nesse sentido, tem-se que na fachada ocidental, grandes bacias hidrográficas despejam considerável quantidade de sedimentos sobre a plataforma continental, definindo cones alunionais, como os dos rios São Lourenço e Mississippi, no Atlântico Norte, e o do Amazonas, na faixa equatorial. As águas do Atlântico são as mais salgadas de todos os oceanos (37,5 por mil de salinidade média) e animadas por correntes que asseguram intensa circulação entre as águas frias das altas latitudes e as águas quentes equatoriais. As correntes frias do Labrador e das Falkland descem respectivamente ao longo das encostas setentrionais e meridionais da América. De Benguela percorre a costa sul-ocidental africana, em direcção ao equador. São compensadas pelas correntes quentes do Brasil e Equatorial Atlântica, nos seus ramos N e S, pela corrente do Golfo, que tem grande influência sobre os climas da Europa norte-ocidental tornando-os menos rigorosos. Essa circulação das águas favorece sua oxigenação e a proliferação de plâncton, definindo importantes zonas pesqueiras, como as costas do Brasil meridional, a fachada norte-americana em torno da Terra Nova, as costas da Escandinávia e da Islândia, além da África meridional. As plataformas continentais encerram, às vezes, jazidas petrolíferas (mar do Norte, costas da Venezuela e do Brasil, golfo da Guiné). Ladeado no hemisfério Norte pelas duas áreas mais industrializadas do globo (NE dos EUA e Europa Ocidental), o Atlântico Norte apresenta o mais intenso tráfego marítimo e aéreo transoceânico do mundo.
 
(02): Mar do Norte é um mar epicontinental do Noroeste da Europa, limitado pelas Shetland, o Skagerrak e o estreito de Calais. Um pouco mais vasto que a França, com a superfície de 575000 Km2, pouco profundo no Sul, animado tradicionalmente pela pesca e principalmente pelos portos de Roterdão, Antuérpia, Londres, Hamburgo, Dunquerque e outros. O mar do Norte encerra importantes jazigos de hidrocarbonetos, explorados desde 1965.
 
(03): Mar Báltico, faz parte do Atlântico que banha a Filândia, a Rússia, os países bálticos, a Polónia, a Alemanha, a Dinamarca e a Suécia. O Mar Báltico comunica com o Mar do Norte pelos estreitos dinamarqueses, e com p Golfo de Bótnia pelo mar de Aland. A sua superfície é de 384700 Km2. Pouco profundo, com a profundeza máxima de 459 metros, pouco salgado (15 a 16%), apresentando uma forte amplitude térmica anual, com frequente formação de gelo no litoral, e com pouco peixe, o Báltico está ladeado por costas normalmente baixas e às vezes rochosas, onde estão localizados portos comerciais e militares.
 
(04): Mar das Antilhas, também conhecido por Mar das Caraíbas. Dependência do Atlântico entre a América Central, a América do Sul e o arco das Antilhas. O nome "Caraíbas" deriva dos "Caraíbas" (ou "caribes"), nome utilizado para descrever a etnia ameríndia predominante na região na época do primeiro contacto com os europeus nos finais do século XV. O navegador italiano Américo Vespúcio afirmava que o termo Charaibi entre os indígenas significava "homens sábios" e é possível que este fosse utilizado para descrever os europeus à sua chegada à América. Depois do descobrimento das Índias Ocidentais por Cristóvão Colombo, o termo espanhol Antilhas era comum para este lugar; derivado dele, o "mar das Antilhas" tem sido um nome comum para o mar das Caraíbas em vários idiomas europeus. Este mar é limitado a norte pelas Grandes Antilhas – Cuba, Haiti, República Dominicana e Porto Rico – situadas a sul do Trópico de Caranguejo, a leste pelas Pequenas Antilhas (meridiano 60°W), a sul pela Venezuela, Colômbia e Panamá (paralelo 9°N) e a oeste pelo México, Belize e Guatemala (meridiano 88°W) e Honduras, Nicarágua e Costa Rica (meridiano 84°W). O oceano Atlântico entra nas Caraíbas através da Passagem de Anegada entre as Pequenas Antilhas e as Ilhas Virgens, e da Passagem dos Ventos, localizada entre Cuba e Haiti, a qual é uma importante rota entre os Estados Unidos e o canal do Panamá. O canal do Iucatão liga o mar das Caraíbas ao golfo do México entre a península do Iucatão, no México e a ilha de Cuba. O mar das Caraíbas possui uma área de cerca de 2.754.000 km²[5]. O ponto mais profundo do mar é a fossa das ilhas Caimão, entre Cuba e Jamaica, a 7.686 m abaixo do nível do mar. A linha costeira das Caraíbas tem muitos golfos e baías, incluindo o golfo da Venezuela, o golfo de Morrosquillo, o golfo de Darién, o golfo dos Mosquitos e o golfo das Honduras.
 
Mar das Caraíbas - Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Mar das Caraíbas, é um mar semi-aberto tropical do oceano Atlântico, com uma área de cerca de 2.754.000 km², situado a leste da América Central e a norte da América do Sul, cobrindo a superfície da Placa das Caraíbas. É também designado mar das Antilhas por se situar a sudoeste do arco das Antilhas. É limitado a norte pelas Grandes Antilhas e a leste pelas Pequenas Antilhas. O ponto mais profundo do mar é a fossa das ilhas Caimão, a 7.686 m abaixo do nível do mar. O mar das Caraíbas comunica com o oceano Pacífico através do canal do Panamá. A expressão "Caraíbas" (ou "Caribe") é o nome genérico pelo qual é conhecida a região que inclui o mar das Caraíbas e os territórios continentais e ilhas na mesma zona.


Os primeiros habitantes das Antilhas foram os taínos, tribo sedentária com crenças religiosas de carácter politeísta e que se destacavam por ser bons agricultores, pescadores e oleiros; a sua língua deriva da dos arawak, família da qual procederam, migrando desde a América do Sul há aproximadamente três mil anos. No momento do descobrimento, os Caraíbas, que se destacavam pelas suas habilidades como navegadores e guerreiros, ocupavam predominantemente a região, provenientes das margens do rio Orinoco, e encontravam-se em plena conquista dos territórios taínos. O mar das Caraíbas era um corpo de água desconhecido para a Europa e Ásia até 1492, quando Cristóvão Colombo o navegou pela primeira vez ao tentar encontrar uma rota marítima para a Índia. Depois do descobrimento das suas ilhas, a área foi rapidamente colonizada pela civilização ocidental, convertendo-se num local comum para as rotas comerciais europeias e eventualmente atraente para a pirataria. Os Reis Católicos permitiram em 1495 a todos os seus súbditos tripular embarcações com rumo às recém-descobertas Índias, o que fez com que muitos barcos se lançassem ao Atlântico sem a devida preparação, sendo presas fáceis para os piratas. Durante aquela época, aconteciam nas costas das Caraíbas algumas feiras comerciais famosas, como a de Portobelo, que durava 40 dias; nesta povoação, produziam-se constantes ataques de piratas, razão pela qual os espanhóis construíram perto dela o Forte de São Lourenço nos finais do século XVI. Deu-se este mesmo problema noutros portos das Caraíbas como Cartagena das Índias e Havana, onde se construíram postos defensivos militares, trabalho para o qual foram transportados numerosos grupos de escravos africanos para a região. Pouco depois do seu descobrimento e ocupação por parte de Espanha, o mar chamou a atenção das coroas inglesa e francesa, que enviaram marinheiros experientes à conquista de territórios e tomaram as ilhas de Martinica e Guadalupe para a França e Antígua, Montserrat, Barbados e Jamaica para a Inglaterra, sendo estas as possessões mais importantes perdidas pelo Império Espanhol nas Caraíbas. Em 1625 estabeleceu-se na ilha Tortuga uma base onde corsários e bucaneiros de ambas nacionalidades se associaram para atacar embarcações provenientes das colónias espanholas e partiam dali expedições para assediar as cidades costeiras até finais do século XVII. Outra famosa base de piratas estabeleceu-se no porto jamaicano de Port Royal em 1656, até à sua destruição parcial por um sismo ocorrido no dia 7 de Junho de 1692. Na região foram muito reconhecidos e temidos alguns nomes de piratas como Henry Morgan, François L’Olonnais e Barba Negra, entre outros. A partir do século XIX começa a independência dos países colonizados, ainda que actualmente algumas possessões francesas, inglesas e holandesas continuem sob a administração europeia. Encontram-se nas águas das Caraíbas 22 territórios insulares e 12 países, sendo Cuba o último país a tornar-se independente de Espanha, em 1898. Em 1903, com a intervenção dos Estados Unidos, o Panamá separou-se da Colômbia e construiu-se o Canal do Panamá, que liga o mar das Caraíbas ao oceano Pacífico. Foi inaugurado no dia 15 de Agosto de 1914, mas foi administrado pelos Estados Unidos até 31 de Dezembro de 1999. O mar das Caraíbas é um mar com características mediterrânicas situado ao largo da Placa das Caraíbas. Estima-se que tenha uma idade entre 160 a 180 milhões de anos e que se tenha formado através de uma fractura horizontal que dividiu o supercontinente Pangea, a qual ocorreu durante o Mesozóico. A superfície do mar das Caraíbas divide-se em cinco bacias oceânicas separadas por algumas cadeias montanhosas submarinas. A pressão exercida pela Placa Sul-Americana no oriente das Caraíbas faz com que a região das Pequenas Antilhas tenha uma alta actividade vulcânica, destacando-se eventos como a erupção vulcânica do Monte Pelée em 1902, que causou a maior quantidade de vítimas mortais no século XX. O solo submarino do mar das Caraíbas tem duas fossas oceânicas: a fossa das Caimão e a fossa de Porto Rico, as quais colocam a área num alto risco sísmico. Os sismos submarinos ameaçam a geração de tsunamis que poderiam ter efeitos devastadores nas ilhas. Os dados históricos científicos revelam que durante os últimos quinhentos anos ocorreram na área doze sismos com uma magnitude superior a 7,5 na escala de Richter. Em média, a salinidade do mar das Caraíbas é de 35 a 36 partes por mil e a temperatura superficial é de 27 a 28 °C, apesar de no fundo do mar a água alcançar uma temperatura de 4 °C. As correntes das Caraíbas transportam quantidades consideráveis de água desde o oceano Atlântico através dos passos orientais nas Pequenas Antilhas até ao noroeste, para sair no golfo do México através do Canal do Iucatão. Em média, entre uns 15 a 20% da água de superfície que entra nas Caraíbas provém das águas doces dos estuários dos rios Orinoco e Amazonas, conduzidas a noroeste pela Corrente Caribenha. Por outro lado, a água descarregada pelo Orinoco durante os meses de chuva gera grandes concentrações de clorofila na zona oriental do mar.

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

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