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"Oceanos e Grandes Rios"

SEGUNDO BLOCO

Oceano Pacífico

 

 

 


Trabalho de Carlos Leite Ribeiro

O Oceano Pacífico é a maior divisão do oceano mundial, compreendida entre a Ásia e a Austrália, a Oeste, e a América, a Este. O Pacífico distingue-se por várias facetas, como as suas dimensões excepcionais, 165,2 milhões de Km2, quase metade da superfície e do volume do oceano mundial; a sua profundidade média elevada, 4282 metros, ou seja, mais 165 metros do que a média do oceano mundial; a presença das maiores fossas oceânicas, como a fossa das Marianas, com 11034 metros de profundidade; o seu enquadramento por margens activas, como sismos e vulcanismo, sob as quais se entranha uma crusta oceânica em rápida extensão; a economia jovem e dinâmica dos países ribeirinhos. As regiões oceânicas são formadas por uma dorsal que, inicialmente de sentido Oeste-Este e mediana nas parte austral, entre a Austrália e a Antárctida, se desvia gradualmente na direcção da América Latina. Trata-se de uma dorsal em expansão rápida, de 8,8 a 16,1 cm/ano, sem fosso axial. No hemisfério boreal, a dorsal desaparece ao penetrar no golfo da Califórnia. Mais a Noroeste, a dorsal de Juan de Fuça é um elemento isolado. Os fundos situados a Este da dorsal pertencem às placas Antárctida, Nazca e Cocos. As três placas que se entranham sob o continente americano estão separadas por dorsais jovens, do Chile e das Galápagos (a). Todo o resto dos grandes fundos do Pacífico é suportado pela placa Pacífico. O centro do oceano é ocupado por cadeias de montanhas submarinas, as mais elevadas das quais formam arquipélagos coralíneos, como os arquipélagos Sociedade, Marshall e Carolinas, ou vulcânicos como o Havai. As bacias que a enquadram estão cobertas por um delegado tapete sedimentar. As massas de água são, em média, menos quentes e menos salgadas do que o resto do oceano mundial. A menor salinidade é devida aos volumes das aluviões fluviais, à fraca exportação da humidade atmosférica para lá das cristas das montanhas e à penetração das águas polares. A transparência da água e a abundância em sais nutritivos asseguram uma profundidade relativamente elevada de matéria viva, conforme indica a antiguidade das grandes civilizações de pescadores fixados nos arquipélagos do centro do Pacífico. As águas frias surgem como domínios privilegiados para a pesca, costeira e de arrasto, e para a caça. Mais recentemente, as águas californianas e, sobretudo, as peruanas tornaram-se domínios de pesca industrial. As margens do Oceano Pacífico viram, desde cedo, desenvolverem-se civilizações profundamente originais, mas privadas de qualquer laço entre si devido às grandes distâncias que as separavam. Foi necessário o surto da navegação e da indústria moderna para que se estabelecessem redes de trocas intensas, principalmente entre a América do Norte e o Japão.

Arquipélagos do Oceano Pacífico:
Ilhas Carolinas ; Arquipélago de Chonos ; Ilhas Comandante ; Ilhas Diaoyu ; Ilhas da Nova Geórgia ; Arquipélago Juan Fernández ; Ilhas Kermadec ; Arquipélago das Luisíadas ; Arquipélago Malaio ; Ilhas do Mar de Coral ; Ilhas Marianas; Ilhas Paracel ; Arquipélago Patagónico ; Ilhas Pérola ; Ilhas Phoenix ; Ilhas da Rainha Carlota ; Ilhas Seniavin ; Ilhas Três Reis ; Ilhas Trobriand.

(a) Ilhas dos Galápagos. Arqupélago vulcânico do Oceano Pacífico, a Oeste do Equador, país de que depende desde 1932. Tem uma superfície de 7800 Km2. As ilhas deste arquipélago abriga espécie de animais raros. Principais ilhas dos Galápagos:
Ilha de São Cristóvão ;-; Ilha Isabela - nome em homenagem a rainha Isabel, esposa de Fernando Rei da Espanha que patrocinaram a viagem de Colombo às Galápagos. Com uma área do km² 4.640, é a maior ilha do arquipélago equatoriano. Seu ponto mais elevado é vulcão do lobo com uma altura de 1.707 metros. É habitada e sua maior cidade é Puerto Villamil, é localizado na ponta do sudeste da ilha. ;-; Ilha de Santa Cruz ;-; Ilha de Santa Maria ;-; Ilha de Española ;-; Ilha Seymour ;-; Ilha de Santa Fé ;-; Ilha de Genovesa ;-; Ilha de Fernandina - nome dado em homenagem ao rei Fernando da Espanha que patrocinou a viagem de Colombo. Tem uma área do km² 642 com uma altura máxima de 1494 metros. Com intenso movimento vulcânico ainda encontra-se em expansão. Possui uma rica fauna composta por pinguins, pelicanos, leão marinho, iguanas. Entre outras. ;-; Ilha de Bartolomé - homenagem ao tenente David Bartholomew da marinha britânica. Com uma área de 1,2 Km², altura máxima de 114 metros. ;-; Ilha de Wolf ;-; Ilha Pinta.

Falar deste arquipélago dos Galápagos, lembra sempre do grande cientista inglês, Charles Darwin. Foi a bordo do navio Beagle, rumo àAmérica do Sul que a carreira deste grande cientista se iniciou realmente. Opériplo duraria cinco anos, de 27 de Dezembro de 1831 até 2 de Outubro de 1836. Graças aos dados coligidos, Darwin formulou, nomeadamente, uma teoria sobre a formação de atóis e de recifes de coral. Recolheu numerosos fósseis, alguns dos quais até então desconhecidos. O conjunto das suas observações permitiu-lhe elaborar a famosa teoria da evolução. Um determinado número de indícios levaram Darwin a admitir a hipótese de uma evolução das espécies. Em primeiro lugar, observou grandes semelhanças entre as espécies fossilizadas e as vivas que encontrara na mesma área geográfica. Por outro lado, descobriu, distribuídas por algumas ilhas, numerosas espécies de tentilhões muito semelhantes entre si, mas igualmente próximas de outras espécies continentais. Como lhe pareceu impensável que uma mão divina tivesse considerado útil criar um conjunto tão vasto de espécies semelhantes, supôs que elas poderiam todas de um antepassado comum. Admitindo que espécies diferentes pudessem ter uma origem comum, faltava-lhe explicar como é que estas teriam adquirido características ligeiramente diferentes. Darwin salientou então que os criadores, através da selecção contínua dos animais reprodutores, são capazes de produzir novas variedades, por vezes bastante diferentes umas das outras. Por outro lado, a estabilidade numérica das populações de animais selvagens implica uma forte mortalidade dos indivíduos e os sobreviventes deveriam, portanto, ser os que melhor se adaptavam ao seu ambiente.

Na sua obra “A Origem das Espécies”, publicada em 1859, Darwin explica a evolução das espécies através da selecção natural operando sobre variações aleatórias das características individuais. Se essas variações forem favoráveis, o indivíduo tem maior possibilidade de sobreviver e pode assim transmiti-las à sua descendência. Darwin avançou com várias provas para fundamentar a sua teoria: quanto mais antigas são as espécies fossilizadas, maiores diferenças apresentam relativamente às espécies actuais; as espécies com uma origem comum habitam regiões geográficas próximas. É possível estabelecer uma classificação animal baseada nas semelhanças; os mesmos órgãos, de anatomia geral muito diferente, revelam semelhanças estruturais mesmo em seres vivos afastados; por último, observam-se as mesmas fases de desenvolvimento embrionário em todos os animais. Darwin, em oposição radical à versão deísta do mundo, foi fortemente criticado. Mas a sua teoria, enriquecida em alguns pormenores, é actualmente aceite pela generalidade da comunidade científica.

Nessa época, todos os naturalistas aderiram, com algumas variantes, à teoria fixista segundo a qual as espécies animais e vegetais não evoluíram. No entanto, as descobertas de fósseis, cada vez mais numerosas, começaram a pôr esta teoria em causa. Zoólogos, como o francês Georges Cuvier, imaginaram uma sucessão de catástrofes naturais seguidas de novas criações divinas para explicar aqueles restos de espécies desaparecidas. Porém, o geólogo britânico Charles Lyell pensava que as espécies, sendo inalteráveis, poderiam simplesmente desaparecer por falta de adaptação a um novo meio ambiente. Para lá das teorias que implicam a intervenção de Deus, poucas eram as soluções que podiam ser encaradas para explicar estas mudanças, com excepção de uma evolução das espécies. É assim que, no início do século XIX, Jean-Baptiste Lamarck expõe uma teoria segundo a qual os seres vivos se modificam para se adaptarem às mudanças ocorridas no seu meio e transmitem as novas características adquiridas aos descendentes.

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

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