O Oceano Pacífico é a maior divisão
do oceano mundial, compreendida
entre a Ásia e a Austrália, a Oeste,
e a América, a Este. O Pacífico
distingue-se por várias facetas,
como as suas dimensões excepcionais,
165,2 milhões de Km2, quase metade
da superfície e do volume do oceano
mundial; a sua profundidade média
elevada, 4282 metros, ou seja, mais
165 metros do que a média do oceano
mundial; a presença das maiores
fossas oceânicas, como a fossa das
Marianas, com 11034 metros de
profundidade; o seu enquadramento
por margens activas, como sismos e
vulcanismo, sob as quais se entranha
uma crusta oceânica em rápida
extensão; a economia jovem e
dinâmica dos países ribeirinhos. As
regiões oceânicas são formadas por
uma dorsal que, inicialmente de
sentido Oeste-Este e mediana
nas parte
austral, entre a Austrália e a
Antárctida, se desvia gradualmente
na direcção da América Latina.
Trata-se de uma dorsal em expansão
rápida, de 8,8 a 16,1 cm/ano, sem
fosso axial. No hemisfério boreal, a
dorsal desaparece ao penetrar no
golfo da Califórnia. Mais a
Noroeste, a dorsal de Juan de Fuça é
um elemento isolado. Os fundos
situados a Este da dorsal pertencem
às placas Antárctida, Nazca e Cocos.
As três placas que se entranham sob
o continente americano estão
separadas por dorsais jovens, do
Chile e das Galápagos (a). Todo o
resto dos grandes fundos do Pacífico
é suportado pela placa Pacífico. O
centro do oceano é ocupado por
cadeias de montanhas submarinas, as
mais elevadas das quais formam
arquipélagos coralíneos, como os
arquipélagos Sociedade, Marshall e
Carolinas, ou vulcânicos como o
Havai. As bacias que a enquadram
estão cobertas por um delegado
tapete sedimentar. As massas de água
são, em média, menos quentes e menos
salgadas do que o resto do oceano
mundial. A menor salinidade é devida
aos volumes das aluviões fluviais, à
fraca exportação da humidade
atmosférica para lá das cristas das
montanhas e à penetração das águas
polares. A transparência da água e a
abundância em sais nutritivos
asseguram uma profundidade
relativamente elevada de matéria
viva, conforme indica a antiguidade
das grandes civilizações de
pescadores fixados nos arquipélagos
do centro do Pacífico. As águas
frias surgem como domínios
privilegiados para a pesca, costeira
e de arrasto, e para a caça. Mais
recentemente, as águas californianas
e, sobretudo, as peruanas
tornaram-se domínios de pesca
industrial. As margens do Oceano
Pacífico viram, desde cedo,
desenvolverem-se civilizações
profundamente originais, mas
privadas de qualquer laço entre si
devido às grandes distâncias que as
separavam. Foi necessário o surto da
navegação e da indústria moderna
para que se estabelecessem redes de
trocas intensas, principalmente
entre a América do Norte e o Japão.
Arquipélagos do Oceano Pacífico:
Ilhas Carolinas
; Arquipélago de
Chonos ;
Ilhas Comandante
; Ilhas
Diaoyu ; Ilhas da Nova
Geórgia ;
Arquipélago Juan
Fernández ; Ilhas
Kermadec
; Arquipélago das
Luisíadas
; Arquipélago
Malaio ; Ilhas do Mar de
Coral ;
Ilhas Marianas; Ilhas
Paracel ;
Arquipélago
Patagónico ; Ilhas
Pérola ;
Ilhas Phoenix
; Ilhas da Rainha
Carlota ;
Ilhas Seniavin
; Ilhas Três
Reis ;
Ilhas Trobriand.
(a) Ilhas dos Galápagos. Arqupélago
vulcânico do Oceano Pacífico, a
Oeste do Equador, país de que
depende desde 1932. Tem uma
superfície de 7800 Km2.
As ilhas deste
arquipélago abriga espécie de
animais raros. Principais ilhas dos
Galápagos:
Ilha de São
Cristóvão ;-; Ilha Isabela -
nome em homenagem a rainha Isabel,
esposa de Fernando Rei da Espanha
que patrocinaram a viagem de Colombo
às Galápagos. Com uma área do km²
4.640, é a maior ilha do arquipélago
equatoriano. Seu ponto mais elevado
é vulcão do lobo com uma altura de
1.707 metros. É habitada e sua maior
cidade é Puerto Villamil, é
localizado na ponta do sudeste da
ilha. ;-;
Ilha de Santa
Cruz ;-; Ilha de Santa Maria
;-; Ilha
de Española ;-;
Ilha Seymour ;-;
Ilha de Santa Fé
;-; Ilha de Genovesa
;-; Ilha
de Fernandina - nome dado em
homenagem ao rei Fernando da Espanha
que patrocinou a viagem de Colombo.
Tem uma área do km² 642 com uma
altura máxima de 1494 metros. Com
intenso movimento vulcânico ainda
encontra-se em expansão. Possui uma
rica fauna composta por pinguins,
pelicanos, leão
marinho, iguanas. Entre
outras. ;-;
Ilha de Bartolomé
-
homenagem ao tenente David
Bartholomew da marinha britânica.
Com uma área de 1,2 Km², altura
máxima de 114
metros. ;-; Ilha de Wolf
;-; Ilha
Pinta.
Falar deste arquipélago dos
Galápagos, lembra sempre do grande
cientista inglês, Charles Darwin.
Foi a bordo do navio Beagle, rumo
àAmérica do Sul que a carreira deste
grande cientista se iniciou
realmente. Opériplo duraria cinco
anos, de 27 de Dezembro de 1831 até
2 de Outubro de 1836. Graças aos
dados coligidos, Darwin formulou,
nomeadamente, uma teoria sobre a
formação de atóis e de recifes de
coral. Recolheu numerosos fósseis,
alguns dos quais até então
desconhecidos. O conjunto das suas
observações permitiu-lhe elaborar a
famosa teoria da evolução. Um
determinado número de indícios
levaram Darwin a admitir a hipótese
de uma evolução das espécies. Em
primeiro lugar, observou grandes
semelhanças entre as espécies
fossilizadas e as vivas que
encontrara na mesma área geográfica.
Por outro lado, descobriu,
distribuídas por algumas ilhas,
numerosas espécies de tentilhões
muito semelhantes entre si, mas
igualmente próximas de outras
espécies continentais. Como lhe
pareceu impensável que uma mão
divina tivesse considerado útil
criar um conjunto tão vasto de
espécies semelhantes, supôs que elas
poderiam todas de um antepassado
comum. Admitindo que espécies
diferentes pudessem ter uma origem
comum, faltava-lhe explicar como é
que estas teriam adquirido
características ligeiramente
diferentes. Darwin salientou então
que os criadores, através da
selecção contínua dos animais
reprodutores, são capazes de
produzir novas variedades, por vezes
bastante diferentes umas das outras.
Por outro lado, a estabilidade
numérica das populações de animais
selvagens implica uma forte
mortalidade dos indivíduos e os
sobreviventes deveriam, portanto,
ser os que melhor se adaptavam ao
seu ambiente.
Na sua obra “A Origem das Espécies”,
publicada em 1859, Darwin explica a
evolução das espécies através da
selecção natural operando sobre
variações aleatórias das
características individuais. Se
essas variações forem favoráveis, o
indivíduo tem maior possibilidade de
sobreviver e pode assim
transmiti-las à sua descendência.
Darwin avançou com várias provas
para fundamentar a sua teoria:
quanto mais antigas são as espécies
fossilizadas, maiores diferenças
apresentam relativamente às espécies
actuais; as espécies com uma origem
comum habitam regiões geográficas
próximas. É possível estabelecer uma
classificação animal baseada nas
semelhanças; os mesmos órgãos, de
anatomia geral muito diferente,
revelam semelhanças estruturais
mesmo em seres vivos afastados; por
último, observam-se as mesmas fases
de desenvolvimento embrionário em
todos os animais. Darwin, em
oposição radical à versão deísta do
mundo, foi fortemente criticado. Mas
a sua teoria, enriquecida em alguns
pormenores, é actualmente aceite
pela generalidade da comunidade
científica.
Nessa época, todos os naturalistas
aderiram, com algumas variantes, à
teoria fixista segundo a qual as
espécies animais e vegetais não
evoluíram. No entanto, as
descobertas de fósseis, cada vez
mais numerosas, começaram a pôr esta
teoria em causa. Zoólogos, como o
francês Georges Cuvier, imaginaram
uma sucessão de catástrofes naturais
seguidas de novas criações divinas
para explicar aqueles restos de
espécies desaparecidas. Porém, o
geólogo britânico Charles Lyell
pensava que as espécies, sendo
inalteráveis, poderiam simplesmente
desaparecer por falta de adaptação a
um novo meio ambiente. Para lá das
teorias que implicam a intervenção
de Deus, poucas eram as soluções que
podiam ser encaradas para explicar
estas mudanças, com excepção de uma
evolução das espécies. É assim que,
no início do século XIX,
Jean-Baptiste Lamarck expõe uma
teoria segundo a qual os seres vivos
se modificam para se adaptarem às
mudanças ocorridas no seu meio e
transmitem as novas características
adquiridas aos descendentes.