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"Oceanos e Grandes Rios"

QUINTO BLOCO

Oceano Árctico

 

 

 


Trabalho de Carlos Leite Ribeiro

 

Oceano Árctico: Nas regiões polares, há dois oceanos que são, na verdade, prolongamentos do Atlântico, do Pacífico e do Índico. No pólo norte, fica o oceano Glacial Árctico, explorado no século XIX; no sul, está o Glacial Antárctica. Ambos permanecem congelados a maior parte do tempo e pouco se sabe de seu relevo submarino. A massa de água salgada localizada ao redor do círculo polar árctico e rodeada pela Rússia, Alasca, Canadá, Groenlândia, Islândia e península escandinava. O oceano Árctico é considerado o mais pequeno dos oceanos, o Árctico situa-se junto do pólo Norte, sendo limitado pela Europa do Norte, a Ásia e a América do Norte. O gelo cobre uma grande parte da sua superfície durante todo o ano. Este oceano tem uma área de 12 257 000 km2 e liga-se ao Atlântico por uma passagem entre a Gronelândia e as ilhas Spitzberg (01) e ao Pacífico através do estreito de Bering (02). O oceano Árctico tem uma salinidade inferior à dos outros oceanos e as suas águas são geladas. É constituído pelos mares de Chukchi (03), da Sibéria (04), de Laptev (05) , de Kara (06), de Barents (07), Branco (08), da Gronelândia (09) e de Beaufort (10).
 
(01). - A ilha de Spitsbergen é conhecida desde tempos imemoriais pelos povos das regiões árcticas europeias e asiáticas, aparecendo referências a território insulares do Árctico nas sagas islandesas dos séculos X e XI, assentes nas tradições dos povos vikings (embora a identificação das ilhas referidas com a Gronelândia, Jan Mayen ou Svalbard seja discutível). As tradições dos povos da Lapónia e da costa siberiana também incluíam referências à ilha do Árctico. Contudo, as primeiras referências seguras aparecem em crónicas russas dos séculos XIV e XV que atribuem a exploração das ilhas aos pomors, que as tinham considerado como parte da Gronelândia e, em consequência, denominado de Grumant. Apesar deste conhecimento ancestral, a existência das ilhas era ignorada pela intelectualidade europeia, que apenas delas teve conhecimento pelas crónicas da expedição que Willem Barentsz liderou em 1596, na procura da mítica Passagem do Nordeste para o Extremo Oriente e para a Índia. Deve-se a Barents a atribuição à ilha do nome de Spitsbergen (que significa picos aguçados, uma referência às montanhas da ilha), que acabou por se estender durante muito tempo a todo o arquipélago de Svalbard. Durante o período em que as ilhas eram conhecidas por Spitsbergen, a ilha que hoje ostenta o nome era chamada Spitsbergen Ocidental, ou Vestspitsbergen. Por decisão do Estado norueguês, o arquipélago passou a ser designado por Svalbard, ficando a designação Spitsbergen reservada para a ilha do mesmo nome. Tal decisão baseia-se na existência, desde pelo menos 1194, de menção nas sagas vikings uma terra de Svalbard (que significa costa fria), embora não seja seguro que em referência ao arquipélago que hoje ostenta o nome.
 
(02): - Estreito de Bering: - No Tempo da Rússia Imperial, as terras do Alasca pertenciam à Rússia. Em 1867 os Estados Unidos da América compraram as terras do Alasca (compra do Alasca) por cerca de apenas 7,2 milhões de dólares. Os E.U.A. ficaram com as costas orientais do Estreito de Bering.
 
(03): - O Mar de Chukchi, também chamado de Tschuktschen, situa-se no Oceano Árctico, entre Chukotka, no leste da Sibéria e Point Barrow, no Alasca. Ele é composto de uma plataforma continental que ao sul se estreita em forma de ampulheta dando origem ao Estreito de Bering.
 
(04): - Mar da Sibéria é um mar do Oceano Árctico. Esta situado entre o Cabo Árctico ao norte, a costa de Sibéria ao sul, as Ilhas da Nova Sibéria a oeste e a Ilha de Wrangel ao leste, fazendo fronteira com o Mar de Laptev e o Mar de Chukchi. O Mar da Sibéria Oriental, ou Mar Siberiano do Leste, fica a margem do Oceano Ártico. Possui 913.000 km² de área, que a maior parte do ano fica coberta de gelo. 70% do mar tem uma profundidade menor que 50m, sendo que o ponto mais profundo chega a 155 metros. Durante o inverno fica coberto de gelo consistente nas proximidades da costa, porém seu índice de formação de gelo é menor do que de outros mares do Árctico, como o mar de Laptev. A costa é principalmente plana no oeste (até o encontro com o rio Kolyma), e montanhosa no leste. No mar situam-se as ilhas da Nova Sibéria, um arquipélago com uma área de aproximadamente 28200 km2. Seu principal porto é Pevek. A hidrografia do Mar da Sibéria Oriental é influenciada pelos rios Kolyma e Indigirka, bem como pelas águas provenientes do oeste do Mar de Laptev. A temperatura média fica entre 0 °C e 2 °C (4 °C no sul) no verão, alcançando -30 °C ou menos no inverno.
 
(05): - O mar de Laptev  é um mar marginal do Oceano Árctico, ao norte da Ásia, entre a Península de Taimyr, Severnaya Zemlya e as Ilhas da Nova Sibéria. A norte estende-se até ao Cabo Árctico no ponto de coordenadas 79°N 139°E e fecha no Cabo Anisiy. O Mar de Kara fica a oeste, o Mar Siberiano Oriental a este. Tem cerca de 672.000 km² e é navegável em Agosto e Setembro. Recebeu o seu nome em honra de Dmitry Laptev e Khariton Laptev, exploradores russos. O Rio Lena, com o seu enorme delta, é o maior tributário do mar de Laptev.
 
(06): - O estreito de Karskiye Vorota, mais conhecido como estreito de Kara é um estreito situado entre Nova Zembla e a ilha Vaigatch, no norte da Rússia e Oceano Árctico. Separa o mar de Kara do Mar de Barents. É navegado por navios que seguem a Passagem do Nordeste aberta por quebra-gelos.
 
(07): - Mar de Barents é mar do oceano Glacial Árctico localizado a norte da Noruega e da Rússia. O seu nome deriva de Willem Barents, o navegador neerlandês que o descobriu no século XVI. É neste mar que se situam, entre outros, os arquipélagos de Novaya Zemlya ou Nova Zembla (Rússia) e de Svalbard (Noruega). Os portos mais importantes são Murmansk na Rússia, e Vardo na Noruega que, devido à influência de um ramo da corrente quente do golfo vinda do Atlântico norte, permanecem livres de gelo durante todo o ano. Este mar enfrenta grandes problemas ambientais, nomeadamente a contaminação nuclear de despejos de reactores navais russos. Um outro problema ambiental de relevo relaciona-se com o excesso de capturas de bacalhau, superiores à quantidade preconizada pelas associações ambientais, e a introdução de espécies exóticas que podem causar rupturas no ecossistema.
 
(08): - O Mar Branco é um braço do Mar de Barents na costa noroeste da Rússia. É rodeado pela Carélia a oeste e pela península de Kola ao norte. O Golfo de Kandalaksha forma o canto noroeste do Mar Branco, sendo um dos quatro grandes golfos e baías deste mar, em conjunto com a Baía Onega (sudoeste), a Baía Dvina (sul), e a Baía Mezen (sudeste). O importante porto de Arkhangelsk situa-se no Mar Branco. Na maior parte da história da Rússia foi o principal centro de comércio marítimo. Hoje em dia constitui uma importante base naval russa. O Mar Branco e o Mar Báltico estão conectados pelo canal Mar Branco / Mar Báltico. A totalidade do Mar Branco encontra-se sob soberania russa, isto é, suas águas são consideradas internas à Rússia.
 
(09): - O Mar da Gronelândia é uma parte do Oceano Árctico, situado entre a Gronelândia, a Islândia e Jan Mayen. Faz parte do mais vasto Mar da Noruega.
 
(10): - O Mar de Beaufort faz parte do Oceano Árctico e fica situado ao norte dos Territórios do Noroeste e de Yukon (províncias do Canadá) e do Alasca, no norte da América do Norte e a oeste do Arquipélago Árctico Canadiano. Tem cerca de 450 000 km2 de área e tem o nome do hidrógrafo irlandês Sir Francis Beaufort.
 
Estará o oceano Árctico a derreter? : Eis um exemplo característico das análises que ignoram deliberadamente factos que lhes são inconvenientes. Este é um dos temas preferidos pelo alarmismo do «global warming»: o suposto desaparecimento dos mantos de gelo do Pólo Norte. Tudo começou quando, em 19 de Agosto de 2000, o The New York Times publicou uma reportagem de página inteira com o título «The North Pole is Melting» (o Pólo Norte está a derreter).Em pleno Verão. Descrevia que “the last time scientists can be certain that the pole was awash in water was more than 50 millions years ago.» (cientistas verificaram que o Pólo estava inundado de água como há mais de 50 milhões de anos).
O TNYT baseou a sua história nas observações de dois passageiros especiais de um cruzeiro do quebra-gelo russo Yamal que navegou acima da latitude 80 ºN em águas livres. Eram eles James J. McCarthy − professor de oceanografia da Harvard University e co-presidente do Working Group II do IPCC − e Malcolm C. McKenna − um famoso especialista de dinossáurios do American Museum of Natural History de Nova Iorque. McKenna tirou fotografias para o TNYT dar mais enfase à história do jornalista John Noble Wilford que alarmou os leitores: «I don’t know if anybody in history ever got to 90 degrees north to be greeted by water, not ice.» (Não conheço ninguém que tenha chegado à latitude 90 ºN e só tenha encontrado água em vez de gelo). Por sua vez, McCarthy disse que do lado de fora do Yamal «There was a sense of alarm. Global warming, was real, and we were seeing the effects for the first time that far north.» (Havia um sentimento de alarme. O “global warming” era real e nós víamos os seus efeitos pela primeira vez naquelas latitudes). Dito por desconhecedores estas afirmações poderiam ser admissíveis. Mas o que dizer de cientistas que parecem não ter a mínima noção da impossibilidade de o efeito de estufa antropogénico poder ter qualquer influência naquelas latitudes? Só por milagre da Física é que, numa latitude com um défice térmico brutal, o microscópico radioactivo dos gases com efeito de estufa de origem antropogénica teria alguma influência. Mas em Física não existem milagres. Os modelos é que continuam a dar resultados que a realidade afasta como concebíveis. É difícil imaginar que o ilustre representante do IPCC, McCarthy, seja capaz de admitir a hipótese de um milagre da Física. Por que motivo fez aquelas afirmações? Contrariamente às predições dos modelos, o Árctico não está a aquecer. Longe disso. O arrefecimento é um facto garantido. Vejamos o que aconteceu nos últimos 40 anos:
Para o conjunto da área do oceano Árctico, o arrefecimento tem sido especialmente marcado no Inverno (- 2,44 ºC). Mais ainda no Outono (- 4,14 ºC). Na Primavera e no Verão os resultados não são significativos; Na parte ocidental do oceano (isto é, a norte da América do Norte), precisamente onde nasce a maior parte dos anticiclones móveis polares, o arrefecimento tem sido maior: 4,40 ºC no Inverno e - 4,99 ºC no Outono. Isto explica a razão da campanha de AMP de 2005-2006 ter começado tão cedo; Existiu um aquecimento (+ 3,75 ºC no Inverno) na camada de ar superficial entre 850 hPa e 700 hPa (hecto Pascal – unidade de pressão atmosférica), ou seja entre 1400 m e 2800 m de altitude dos mantos de gelo. Este aquecimento nas camadas intermédias é a manifestação da intensificação induzida pelas trocas meridionais que chegam do Sul por cima dos anticiclones móveis polares que se movem nas camadas baixas do Árctico. A uma saída de ar frio corresponde uma vinda de ar quente (menos frio). É a Natureza que dita esta regra. Não são os modelos.
 
Oceano Árctico Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Oceano  Árctico estende-se sobre o Árctico, a região setentrional do globo, a qual é coberta em grande parte pela banquisa: 13 milhões de km². Os grandes fundos (a mais de quatro quilómetros de profundidade) formam duas bacias separadas por uma longa crista submarina, a cadeia de Lomonossov, que se prolonga da ilha de Novaia Zembla até a Terra de Ellesmere. As costas escandinavas e russas são precedidas por uma larga plataforma continental, bem mais estreita diante da América do Norte. Apesar de cientificamente ser considerado um dos cinco oceanos da Terra, também é chamado de Mar Glacial Árctico. A borda do Oceano Glacial Árctico está repartida entre diversos mares secundários, separados por arquipélagos costeiros; da Escandinávia à Rússia e à América do Norte sucedem-se: o Mar de Barents, o Mar de Kara, o Mar de Laptev, o Mar da Sibéria Oriental, o Mar de Chukchi, o Mar de Beaufort e o Mar de Lincoln, ao norte da América. Limitado por soleira de pequena profundidade, o Oceano glacial Árctico realiza pouquíssimas trocas com as águas dos outros oceanos. Sob a banquisa, a massa de água fria (0ºC) é pouco salgada (menos de 30). A banquisa, cuja superfície caótica se deve aos movimentos que a animam, tem uma espessura de dois a quatro metros; é afectada por uma deriva, da ilha de Wrangel até o pólo Norte e o arquipélago de Svalbard. Os limites da banquisa, variáveis de acordo com as estações, permitem, no verão, uma certa circulação marítima do Mar de Barents ao cabo Tcheliuskin, a outras costas estão cercadas de perto pelos gelos. O oceano está situado na zona de clima polar, em que as temperaturas mínimas podem descer abaixo de -50°C, existindo frio permanente e pouca variabilidade sazonal. Os Invernos são caracterizados por escuridão contínua e condições estáveis com céu limpo; os Verões pelo Sol da meia-noite, céu nublado e ciclones com neve ou chuva, embora de fraca intensidade. A temperatura da superfície do Oceano Árctico é praticamente constante, próxima do ponto de congelação da água do mar, pouco superior a 0ºC. No Inverno o mar exerce uma influência moderadora, mesmo que coberto por gelo (na forma de banquisa), pelo que no Ártico nunca se verificam os extremos de temperatura que ocorrem na Antárctica. A Geografia desse oceano é de extrema solidão, com numerosos icebergs, que são água congelada à deriva e que não são como a Antárctica ou a Groenlândia que são gelo de terra firme. Tal como na Antárctica a noite é bem escura e fria, e chega aos -75°C. Ocorre o fenómeno de aurora boreal (que na Antárctica é designada por aurora austral). A geografia desse oceano é de extrema solidão, com numerosos icebergs, que são agua congelada à deriva e que não são como a Antárctica ou a Gronelândia que são gelo da terra firme. Tal como na Antárctica a noite é bem escura e fria, e chega aos-75 graus C. Ocorre o fenómeno de aurora boreal(que na antárctica é designada por aurora austral).
Cheio de gelo e neve, só algumas algas, líquenes, briófitas e fungos sobrevivem. Entre os animais encontram-se o urso-polar, focas, leões-marinhos, raposas-do-ártico, lebre-ártica, krill e alguns peixes e baleias.

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

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