Pantanal - 1º Bloco

 

 

 

 

 

Trabalho e Pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

Formatação: Iara Melo

 

 


 

Quando os portugueses são questionados sobre o que gostariam de conhecer do Brasil, uns dizem que gostariam conhecer o Rio de Janeiro, outros, o Nordeste Brasileiro mas quase todos desejavam conhecer o Pantanal. E nós também.

 

Infelizmente, a literatura que cá temos não é muito prodigiosa em se referir ao Pantanal e a Mato Grosso. Muitos ainda se lembram da Telenovela “Pantanal” que passou na nossa televisão pelos anos 90.

 

Fizemos várias pesquisas sobre este tema e vamos ver como vai sair o nosso trabalho de pesquisa. Pelo menos esperamos que os pantaneiros não fiquem muito ofendidos…

 

Pelo Tratado de Tordesilhas, de 7 de Junho de 1494, o actual Estado de Mato Grosso, bem como quase todo o Centro-Oeste e a Região Norte, pertencia à Espanha. Por muitos anos a sua exploração limitou-se a esporádicas expedições de aventureiros e à actuação de missionários jesuítas espanhóis. Com o movimento das bandeiras no século XVII e a descoberta de ouro no Brasil Central no século XVIII, a região é invadida por exploradores. Em 1748 é criada a capitania de Mato Grosso, com sede em Vila Bela, posteriormente transferida para a vila de Cuiabá. Dois anos depois, a região é incorporada ao Brasil pelo Tratado de Madrid, a 13 de Janeiro de 1750.

 

No século XIX, como o declínio dos minérios, o empobrecimento e o isolamento da província são inevitáveis. Alguma actividade agrícola e comercial de substância sobrevive nos campos mais férteis do Sul. O único meio de transporte até à capital é o navio numa viagem pelo rio Paraguai. Com a República esse isolamento vai sendo vencido com a ampliação da rede telegráfica pelo Marechal Cândido Rondon, a navegação a vapor e a abertura de algumas estradas precárias. Esse avanço em infra-estrutura atrai seringueiros, criadores de gado, exploradores de madeira e de erva mate para a região.

 

Como curiosidade, transcrevo um apontamento sobre Mato Grosso, do Jornal do Comércio de Setembro do ano de 1900:

“É um dos 20 Estados da República do Brasil. Confina com os Estados do Amazonas, Pará, Goiás, São Paulo e Paraná e, com as Republicas do Paraguai e da Bolívia. Sua superfície é de 1.379.651 KM2 e a sua população de 160.000 habitantes. Capital Cuiabá e cidades mais importantes são: Mato Grosso, Corumba, São Luís de Cáceres, Poconé, etc.. O Estado tem uma só Câmara, a Assembleia Legislativa, composta de 24 deputados, eleitos por 12 anos. Tem 12 Municípios. Produz borracha, café, mate, produtos minerais, etc.”

 

Como todo a Centro-Oeste do Brasil, o Estado de Mato Grosso beneficia-se da política de interiorização do desenvolvimento dos anos 40 e 50 e da política de integração nacional brasileira dos anos 70. A primeira é baseada principalmente na construção de Brasília e a segunda nos incentivos aos grandes projectos agropecuárias e da mineração, além dos investimentos em infra-estrutura, estradas e hidroeléctricas. Com esses recursos, o Estado prospera e atrai dezenas de milhares de imigrantes. A sua população sobe de 430 mil para 1,6 milhão de habitantes entre 1940 e 1970. O Governo Federal decreta a divisão do Estado em 1977, alegando dificuldades em desenvolver a região pela sua grande extensão e diversidade. No Norte, menos populoso mas mais pobre, sustentando ainda pela agropecuária extensiva e às voltas com graves problemas fundiários, fica Mato Grosso. No Sul, mais próspero e mais populoso, é criado o Mato Grosso do Sul. Além disso, a região Centro-Sul de Mato Grosso, com agricultura mais intensiva, distribuída por um número maior de propriedades, tem crescimento económico e social diferente do da região Norte, onde predominam a pecuária extensiva e o latifúndio. Para a região Sul chegaram muito imigrantes desde o século XIX, vindos do Sul e do Sudeste. Esse movimento fortalece no século XX e cria uma sociedade mais complexa e aberta, além de laços políticos sólidos com os estados vizinhos, especialmente com São Paulo. Esse vínculo fica claro com a participação do Sul do Estado na Revolução de 1924 e nas Revoltas Tenentistas e na Revolução Constitucionalista de 1932.

 
 
 
 
 

 

 

 

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