Pantanal - 4º Bloco

 

 

 

 

Trabalho e Pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

Formatação: Iara Melo

 

 

 
 

Mitos e Lendas Pantaneiras

 


Mitos, lendas e histórias: os bichos d'água
Influenciados pela dinâmica das águas, os mitos e lendas pantaneiras reflectem a relação que a população aprendeu a estabelecer com a paisagem.
Também conhecidos como mitos d'água, espalham-se e chegam a se confundir com a realidade. Conheça os principais deles:


Mãe d'água:
Parente da sereia, mantém o mesmo hábito de se pentear em cima de uma grande pedra. Nos dias em que o pescador não consegue pegar peixe, dizem se tratar da bênção da mãe d'água sobre o anzol. Protectora dos peixes, é considerada um mito ecológico.


Negrinho d'água:
Também conhecido como Caboclo d'água em outras regiões, é uma espécie de Saci-Pererê do rio, que vive fazendo travessuras com os pescadores. Andam em bandos e, no fundo dos rios, há a cidade dos negrinhos d'água. Às vezes, quando capturam um pescador, levam-no para o fundo do rio para dar-lhe surras!


Minhocão ou minhocuçu:
É um grande monstro em forma de serpente, que circula pelos rios e águas do Pantanal virando canoas, devorando pescadores, levantando grandes ondas e desmoronando barrancos dos rios. As lendas dizem que não se pode reformar ou restaurar a igreja matriz pois o minhocão encontra-se preso pelos fios de cabelo de Nossa Senhora.


Fuça-fuça:
Outro bicho aquático, fuça nas partes mais rasas do rio e sua face assemelha-se à de um porco. As areias agitadas sob a água são sinais de que está próximo.


Mãe do ouro:
É quase como uma bola de fogo que brota da água ou da terra, indicando que há dinheiro ou ouro enterrado por perto. Por isso é que Mãe do Ouro só aparece em regiões de mineração.


Baía de Chacororé:
Localizada ao norte do Pantanal, é uma baía considerada encantada por muitos pantaneiros. Quando um pescador ou um banhista faz barulho, suas águas ficam agitadas, levantando grandes ondas. Gritos podem até fazer surgir seres encantados.


Barco fantasma:
Um barco que afundou na Baía de Chacororé no fim do século XIX está até hoje assombrando suas águas. Dizem que ele surge das águas, em meio às ondas e ao som do hino do Divino, misturando vozes de conversas e risos.


Baía de siá (chá) Mariana:
Duas histórias podem explicar este nome: uma diz que Mariana, uma bela morena, depois de ser abandonada por um usineiro da região, jogou-se nas águas escuras da baía. A outra conta que Mariana era uma escrava do barão de Melgaço, pela qual ele se apaixonara. Como sua esposa passou a perseguir a escrava assim que descobriu, o barão levou a menina para um morro que circunda a baía para mantê-la a salvo dos perigos.

 

Fonte: http://www.tomdopantanal.org.br/o_pantanal/cultura/mitos_lendas.asp

 

 

 

 

 

 

 

 

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