Capitais da
região do Pantanal:
Cuiabá
|
 |
Capital do
Estado de Mato Grosso, fica
nas margens do rio Cuiabá,
com uma superfície de 12.790
Km2. A Baixada Cuiabana, tem
165 metros de altitude e
alinha-se entre muitos
exemplos de núcleos urbanos
surgidos no século XVIII, em
consequência do movimento
dos bandeirantes. Os seus
primeiros povoadores,
provenientes de São Paulo,
fixaram-se no local por aí
terem descoberto depósitos
de ouro. Chefiavam esse
grupo de bandeirantes
Pascoal Moreira Cabral e
Miguel Sutil, fundadores do
arraial de Cuiabá em 1719.
Em 1727, foi o povoado
elevado a Vila real do
Senhor Bom Jesus de Cuiabá.
A criação em 1748, da
capitania de Mato Grosso e
Cuiabá, com sede em Vila
Bela, actual cidade de Mato
Grosso, contribuiu para
acentuar a decadência de
Cuiabá. Com o tempo. Porém,
Cuiabá tornou-se entreposto
comercial e centro de
abastecimento das regiões de
Rosário, Diamantino e
Livramento. Beneficiou-se
também do contacto com o rio
Cuiabá, lhe assegura com os
campos do Pantanal, onde
progride a criação de
bovinos. Em 1881, já contava
com cerca de 6 mil
habitantes, existido na área
do porto apenas umas quinze
ou vinte casas. Em 1818, foi
elevada a cidade e em 1825
tornou-se capital
provincial. Seus habitantes
eram ainda cerca de sete mil
por volta de 1845.
Encontra-se a cidade de
Cuiabá no centro geográfico
da América do Sul, na margem
esquerda do rio do mesmo
nome. O território da cidade
constitui um planalto de 200
metros de altitude. Formado
de terrenos da chamada série
Cuiabá, descamba suavemente
para o Sul até chegar na
planície do Pantanal.
Situada a jusante das marcas
que marcam o ponto final da
navegação do rio Cuiabá, a
cidade ocupa o vale de um
pequeno afluente da margem
esquerda do Cuiabá, o
córrego Prainha.
Campo
Grande
|
 |
Capital do
Estado de Mato Grosso do
Sul, com superfície de 8.477
Km2, situado no Sul do
Estado, na serra de
Maracaju, que divide os
afluentes do rio Aquidauana
dos afluentes do rio Pardo;
tem 542 Km2 de altitude. Em
1977, foi designada capital
do Estado então criado.
Fundada em 1875, elevada a
cidade em 1918, tem um
traçado moderno, com largas
avenidas, muitas delas
arborizadas. O seu plano
urbanístico, traçado
inicialmente pelo engenheiro
militar Themistocles Pais de
Sousa Brasil, foi completado
pelo Escritório Técnico
Saturnino de Brito. As vias
públicas apresentam forma de
xadrez, com uma distância
média entre elas de 120
metros; as avenidas têm a
largura de 50 metros. O
crescimento populacional
efectivo deu-se a partir de
1914 com a chegada dos
trilhos dos Caminhos de
Ferro Noroeste do Brasil.
Outro factor que impulsionou
o crescimento de Campo
Grande foi a vinda de
colonos estrangeiros na
primeira metade do século
XX. Em 1960, a população do
município era de 74.249
habitantes. Por muito tempo
a economia de Campo grande
teve como base a
agropecuária, estimulada
pela facilidade das vias de
comunicação. Actualmente,
baseia-se também na
indústria e no comércio. As
actividades industriais
estão em franco
desenvolvimento. Destaca-se
a de produtos alimentícios,
seguida dos minerais não
metálicos. Campo grande, é
servida por rodovias
federais e pelos Caminhos de
Ferro Noroeste do Brasil,
que de Bauru, em São Paulo,
atinge a fronteira com o
Paraguai e Bolívia. O
aeroporto Internacional de
Campo Grande mantém intenso
movimento.
Cidades e
Localidades da região do
Pantanal .
Fonte:
http://www.portalpantanal.com.br/cidades.html
Albuquerque
|
 |
Enquanto nascia
a capital Cuiabá, no local
das minas de Mato Grosso, e
de Vila Bela da Santíssima
Trindade abria-se via de
comunicação de Mato Grosso à
Capitania do Grão Paraná.
Faltava consolidar as
fronteiras do rio Paraguai,
até então sob influência dos
castelhanos que se detiveram
em sua marcha para o norte,
diante de dois obstáculos
naturais : a oeste, o Chaco
desértico e seco, e a leste,
o Pantanal alagadiço e
húmido. Coube ao
capitão-general Luís de
Albuquerque de Melo e
Cáceres delinear os limites
ocidentais do Brasil, do
Guaporé para o Sul,
apossando-se de todo o curso
do Alto Paraguai, em cujas
margens erigiu o Forte de
Coimbra e a povoação de
Albuquerque, cujos
habitantes transferiram-se
mais tarde para Corumbá. Até
os dias de hoje, Albuquerque
não se tornou cidade, nem
vila. É um povoado, um
conjunto de casas, hotéis,
pousadas, ranchos
particulares, em pequenos
lotes ou sítios espalhados
numa região ao longo do rio
Paraguai, principalmente na
orla da baía de Albuquerque.
Localizada estrategicamente
próxima a locais conhecidos
como óptimos pesqueiros e
famosos como a barra do rio
Miranda, o corixo do Silva,
o rio Abobral, o rio Taquari
e o rio Negro.
Aquidauana
|
 |
“Aos quinze dias do mês de
Agosto de 1892, reunidos a
convite do cidadão Theodoro
Rondon, nesta margem do Rio
Aquidauana, lugar denominado
São João sob uma sombra de
frondosa árvore, apelidado
por alguns Passo de Acury, o
mesmo Rondon em breve
alocução expôs aos presentes
abaixo assinados, que o fim
da reunião para os qual
havia convidado era assentar
as bases da fundação do
povoado em projecto, para
cujo fim, foi por ele feita
a aquisição do terreno por
compra do cidadão João Dias
Cordeiro por meio da
subscrição que conheceis,
pelo que convida as pessoas
presentes a apresentar os
planos da fundação a fim de
ser discutido e afinal
adoptado para o início de
sua execução.” Decorrido um
ano, aproximadamente,
retornaram ao local os
maiores da comissão e nele
fincaram as bases do
povoado, que consistiram em
pequenos ranchos de palha,
levantados no meio da mata
frondosa. Daí para diante
nada mais pôde suster o
ímpeto de crescimento desta
cidade : já em 1896, tão só
4 anos da solenidade, havia
no povoado uma Agência do
Correio; em 1898, um
Distrito Policial; em 1899,
era Paróquia da Paz; em 1906
– Município, instalando-se
este em 3 de Maio de 1907;
em 1911, Comarca; em 1948,
adquire foros de cidade. O
nome, segundo a toponímia
tupi-guarani e índios
guaicurus, quer dizer: AC =
grande; DA = lugar; OANA =
araras. Daí, LUGAR DAS
ARARAS GRANDES.
Cáceres
Antiga Vila Maria
do Paraguai, foi mandada
fundar pelo capitão-general
Luís de Albuquerque de Melo
Pereira e Cáceres em 1778.
Situada no cruzamento
estratégicos caminhos,
fluvial e terrestre, o
arraial logo se desenvolveu
contribuindo para isso o
fato de estar localizado no
extremo norte navegável do
rio Paraguai e na passagem
de estrada que ligava Cuiabá
e Vila Bela da Santíssima
Trindade, antiga capital da
Província do Mato Grosso. No
começo do século XX foi
ponto de escoamento da
borracha, produzida na
região do Guaporé.
Chapada dos
Guimarães
|
 |
Terra de
mistérios, a Chapada dos
Guimarães, fica no interior
do Mato Grosso, num ponto
equidistante entre o
Atlântico e o Pacífico.
Igualmente longe dos dois
oceanos que ladeiam o
continente - a 1600 km de
cada um, se fosse traçada
uma linha imaginária - esse
planalto preserva histórias
de índios e de estrelas
coloridas e brilhantes que,
segundo relatos de muitos de
seus moradores, aparecem
"num claro instante" para
comprovar que os discos
voadores não somente
existem, como adoram
circular por ali. A
sequência de montanhas de
arenito que forma a Chapada
dos Guimarães tem mais fama
de refúgio místico do que de
paraíso ecológico. Uma
injustiça. A energia que
emana de suas paisagens pode
ser um bom atrativo, mas não
o único. As vistas, a flora
e a fauna da região são tão
ricas que o governo federal
decidiu preservá-las. O
Parque Nacional da Chapada
dos Guimarães, que tem o
mesmo nome do município
vizinho, surgiu então com 33
000 hectares. Uma área
pequena, na opinião dos
ecologistas que lutavam por
uma área três vezes maior.
Seja como for , a fama
mística do parque se
alastrou de tal forma que
hoje ele preserva - além de
jaguatiricas, antas e
tamanduás - alguns
remanescentes do movimento
hippie dos anos 70. Quem tem
a oportunidade de entrar
numa casa "alternativa" pode
constatar as estátuas de
duendes e as pinturas de
discos voadores são comuns.
Assim como as imagens de
Senhora Santana do
Santíssimo Sacramento,
padroeira local, que
enfeitam as salas dos
sertanejos. Por causa do
calor típico do Planalto
Central, as cachoeiras
costumam ser os locais
predilectos dos
frequentadores. E elas são
muitas. Cachoeiras como a da
Prainha, do Pulo, da
Independência e das
Andorinhas disputam o título
de mais bonita do parque.
Mas a rainha de todas é a
Véu de Noiva, cartão -
postal do Estado, que
despenca placidamente por um
paredão circular até o fundo
do vale, 86 metros abaixo.
As cores dos chapadões são
responsáveis por boa parte
do espectáculo diário do
nascer e do pôr-do-sol nas
alturas. Pode-se ter uma
mostra disso caminhando pela
trilha íngreme que leva ao
alto do Morro São Jerónimo,
com 836 metros de altitude,
o ponto culminante da
Chapada. De seu mirante dá
para entender direitinho que
a Chapada é o degrau que
divide o Mato Grosso em
planície pantaneira, ao sul,
e planalto central, que
segue ao norte. Esse
planalto que ruma até a
Amazónia é o mesmo que
engloba a refião de
Brasília. Avistá-lo é uma
experiência ainda mais
fascinante nos dias claros,
quando se enxerga a até 100
quilómetros de distância.
Ou, então, quando se deita
na pontinha de abismos como
o do Paredão do Eco ou da
Cidade de Pedra. Nesta
última, uma verdadeira
galeria de estátuas de
formas estranhas, esculpidas
pelo vento e pelas águas,
ornamentam os
despenhadeiros. Alguns belos
recantos da Chapada dos
Guimarães estão fechados à
visitação para evitar danos
ecológicos. É o caso da
Caverna Aroê Jari, a 50 km
da cidade, também conhecida
como Caverna do Francês. Com
1400 metros de extensão, ela
é considerada uma das
maiores cavernas de arenito
do Brasil. A Lagoa Azul, um
lago transparente dentro de
uma gruta vizinha, é tão
impressionante que a
administração do parque
achou por bem interditá-la
aos visitantes, à espera de
um plano de visitação que
garanta a preservação de sua
beleza. Uma importante
relíquia histórica da
Chapada é a Igreja de
Senhora Santana do
Santíssimo Sacramento, que
fica num larguinho que leva
o estranho nome de Praça Dom
Wunibaldo. Nos bancos da
pracinha, moradores e
visitantes se reúnem todas
as noites, depois de um dia
inteiro suado na lida do
gado e nas caminhadas, para
prosear até o sono aparecer.
Corumbá
|
 |
Originou-se da antiga
povoação de Albuquerque,
mandada fundar pelo capitão-general Luís
Albuquerque Melo Pereira e
Cáceres em 1778. Foi elevada
à categoria de vila em 1862.
Corumbá foi libertada em 13
de Junho de 1867, quando
foram expulsos os invasores
paraguaios de todo o
território matogrossense
(Guerra do Paraguai),
voltando o Alto-Paraguai ao
domínio brasileiro. Reaberto
o caminho fluvial para o rio
Prata, reorganizaram-se os
serviços de navegação
comercial. Corumbá, a partir
de então, experimentou surto
de notável progresso
fomentado por linhas
regulares de vapores
brasileiros, uruguaios e
argentinos que passaram a
ligar Corumbá a Montevidéu e
Buenos Aires. O comércio
local, recebendo fluxo de
imigrantes, ampliou-se
rapidamente, tornando-se a
cidade um centro de
importação e exportação de
nível internacional.
Instalaram-se charqueadas,
ou saladeiros, em pontos
chaves do rio Paraguai, de
onde saiam grandes
carregamentos de charque,
destinados aos mercados
internos e externos. Tendo
com sede Corumbá, durante
quarenta anos o rio Paraguai
foi, o eixo da civilização
pantaneira, só perdendo sua
hegemonia em 1914, quando os
trilhos da Estrada de Ferro
Noroeste chegaram a Porto
Esperança. Com a chegada da
ferrovia, o transporte
fluvial foi abandonado e
hoje as principais
actividades económicas são a
pecuária, o turismo pesca, o
ecoturismo e a exploração
mineral no Maciço do Urucum.
Em 1998, a cidade comemorou
220 anos de fundação e dá
sinais de retomada do
desenvolvimento depois de
três décadas de decadência
económica. O apoio público e
do sector privado ao turismo
organizado, as obras do
gasoduto Brasil - Bolívia e
a construção da tão esperada
ponte sobre o rio Paraguai,
em Porto Morrinho, com
certeza darão o impulso que
Corumbá sempre almejou
depois do fim do transporte
fluvial. Conhecida lá fora
como um dos principais pólos
pesqueiros do país, Corumbá
- a Cidade Branca - tem a
maior estrutura fluvial para
a pesca desportiva, que vai
desde os pequenos barcos aos
grandes barcos - hotéis,
verdadeiros hotéis
flutuantes que partem do
porto e chegam aos mais
longínquos recantos de
pesca, como a barra do São
Lourenço na Serra do Amolar.
Mas, tem também história,
artesanato, uma comida
típica muito rica à base do
peixe, a fronteira com a
Bolívia para compras e,
principalmente, o maior
potencial para o ecoturismo
no Pantanal. Localizada às
margens do rio Paraguai, na
fronteira com a Bolívia, a
cidade de Corumbá que em
tupi-guarani significa
"lugar distante" - é uma
excelente opção, não somente
para pesca desportiva e
compras como também para o
turismo voltado para a
contemplação à natureza e
para a rica história da
cidade.
Coxim
|
 |
Os
irmãos Leme, em 1719, vieram
de São Paulo, chegaram à
região de hoje Cuiabá, via
Camapuã-Coxim. A região
começou a tornar-se mais
conhecida quando, em 1726,
por ali passou D. Rodrigo
César de Menezes, então
governador da capitania de
S. Paulo, pois, ali
chegando, assinou a
concessão de uma sesmaria,
nos sertões do “Taquari”, em
4 de Março de 1727, a favor
de João de Araújo Cabral;
outra, no Rio Taquari, a 4
de Abril, a favor do
Sargento-Mor Manuel Lopes do
Prado e uma outra, ainda no
rio Taquari, a 31 de
Dezembro, a favor de Domingo
Gomes Biliago. Este último
unido a António de Sousa
Bastos, Manuel Caetano e os
Padres António de Morais e
José de Frias, em 1729,
fundaram o arraial do
Biliago, à margem do rio
Taquari, onde hoje, na
margem oposta, se assenta
Coxim, com o fim de socorrer
as monções partidas de São
Paulo para Cuiabá. O arraial
fundado pouco se desenvolveu
e, criado o destacamento
militar no Piquiri, elevado
a freguesia (1850), Biliago
incluído dentro dos seus
limites. Mas, à margem de um
rio navegável e com a
estrada que ligou ao
interior de Goiás, o arraial
foi se desenvolvendo, e em
1862 tomou o nome de Núcleo
do Taquari, com a criação no
lugar, de uma colónia
militar, pelo governador da
província, Herculano
Ferreira Pena. Em Abril de
1865, o núcleo é povoado por
forças invasoras do
Paraguai, tendo seu
comandante, Capitão António
Pedro se retirado do
povoado, com o contingente
de 125 pessoas, rumo ao
norte do Estado. Em 1872, o
Núcleo foi elevado à
categoria de freguesia com a
denominação de São José de
Herculânea, em homenagem ao
Presidente Herculano
Ferreira Pena, que lhe deu
os primeiros impulsos. Em
1892, a Assembleia
Legislativa apresentou ao
Presidente do Estado, para
ser sancionada, uma lei
mudando-lhe o nome de
Herculânea para Coxim.
Dourados
O
Distrito de Dourados,
pertence ao município de
Ponta Porã, foi criado a 15
de Junho de 1914, pela Lei
658. A 20 de Dezembro de
1935, pelo Decreto nº 30,
foi criado o município, com
território desmembrado do
município de Ponta Porã. A
26 de Outubro de 1938, pelo
Decreto nº 208, a sede do
município teve foros de
cidade. No período entre 21
de Setembro de 1943 e 18 de
Setembro de 1946, o
município integrou o
Território Federal de Ponta
Porã e, com a extinção
deste, voltou a pertencer ao
Estado.
Estrada
Parque
|
 |
A estrada,
projectada para transpor as
águas do Pantanal, ligando
Miranda a Corumbá, seria
peça importante de uma
grande
rodo-hidro-ferroviária que
cobriria boa parte do
Pantanal já que, até então,
os barcos eram o principal
meio de transporte da
região. Formar-se-ia assim,
uma via de ligação à
fronteira oeste até Corumbá,
ponto de chegada dos trens
da antiga Estrada de Ferro
Noroeste do Brasil, vindos
de São Paulo e que hoje só
funcionam transportando
cargas. Curiosamente, a
Estrada Parque nasceu também
com certas conotações
ecológicas. Seu traçado
baseou-se nas rotas
originais das grandes
boiadas, caminhos naturais
obrigatórios no Pantanal.
Ambientalistas da época
temiam que o aterro
interferisse nas cheias, o
que não aconteceu - a água
vence a estrada sem grandes
dramas, isolando-a às vezes
por dois meses do ano. Os
engenheiros da estrada, pelo
contrário, acabaram criando
sem querer uma peculiar
"eco-rodovia". Há quem diga,
com boa dose de humor e
razão que a Estrada Parque é
o mais extenso zoológico do
mundo. Explica-se: os
aterros revelaram uma
surpreendente capacidade de
reter as águas das cheias e
assim, mesmo na época das
secas mais terríveis, a água
acumulada nas laterais das
estrada, transforma-se num
prodigioso refúgio de
peixes, jacarés, capivaras,
sucuris, garças, tuiuiús, e
muitos outros animais. Em
certos dias do ano, durante
as cheias, não passam carros
na estrada. O barco é o
melhor meio de transporte
nessa época. O ciclo das
águas determina os
movimentos dos homens e
animais. Depois das cheias,
no início da seca, a estrada
floresce. É tempo de pescar
nos incontáveis riachos que
cruzam o caminho e tentar
viajar por toda estrada,
desafiando as infindáveis e
precárias pontes de madeira.
A estrada criou muitas
histórias ao longo dos anos
que se passaram e hoje,
finalmente, despertou para
sua real vocação: o
ecoturismo.
Forte
Coimbra
|
 |
No século XV, a
porção oeste do Brasil,
originalmente pertencia à
Coroa Espanhola, conforme
acordo firmado entre
Portugal e Espanha, pelo
Tratado de Tordesilhas.
Dessa forma, os espanhóis
foram os primeiros
povoadores europeus dessa
área. Quando a primeira
expedição de Aleixo Garcia
chegou à barra do rio
Miranda com o rio Paraguai
em 1524, o homem branco
encontrou o Pantanal povoado
por várias tribos indígenas,
em sua maioria pertencentes
ao grupo Guarani. Naquela
época, o acesso mais fácil
para os espanhóis da região
do Prata (Argentina e
Paraguai) para o Pantanal
era o rio Paraguai. Os
bandeirantes chegaram à
região pelo caminho mais
difícil, ou seja, pelo
planalto, saindo de São
Paulo, pelos rios Tietê e
Paraná, e afluentes do rio
Paraguai, já no final do
século XVI. Até a metade do
século XVII, os espanhóis da
região do Prata se uniram
aos indígenas e efectuaram
vários ataques às expedições
bandeirantes na tentativa de
evitar a expansão
luso-brasileira para o
oeste. Em meados de 1775, a
Coroa Portuguesa determinou
a construção de instalações
militares ao longo do rio
Paraguai, sendo o Forte
Coimbra o primeiro a ser
erguido. Desde essa época,
fins do séc. XVIII e durante
a Guerra do Paraguai (1864 a
1870), o Forte Coimbra
exerceu papel decisivo nas
grandes batalhas ali
travadas tendo como cenário
as paisagens tranquilas do
Pantanal.
Miranda
O
seu núcleo inicial foi o
Presídio Militar de Miranda,
fundado em 1797, com a
finalidade de defender as
fronteiras brasileiras
contra as incursões de
tropas espanholas e, mais
tarde, contra os paraguaios.
No meio caminho entre Campo
Grande e Corumbá, Miranda
tem na Serra da Bodoquena o
divisor natural dos
municípios de Porto Murtinho
(ao sul) e Corumbá (a
oeste). Além do
diversificado comércio,
clubes, hospital, hotéis,
pousadas e restaurantes, a
cidade tem como ponto forte
o artesanato indígena em
barro, feito pelos índios
Terena e Kadiwéu, que
transitam tranquilos pelas
ruas da cidade oferecendo
seus produtos. É sem dúvida
alguma, um excelente ponto
de apoio para os turistas
que buscam a aventura
pantaneira, principalmente a
pescaria amadora e o
ecoturismo.
Passo da
Lontra
|
 |
É uma comunidade
localizada no Mato Grosso do
Sul, entre as cidades de
Miranda e Corumbá.
Localizada na Estrada Parque
a 9 km do Buraco da Piranha,
às margens do rio Miranda, é
ponto de referência e apoio
de pescadores e ecoturistas
na região do rio Miranda e
rio Vermelho. Serve também
como via de acesso fluvial
às regiões do Morro do
Azeite, barra do rio
Aquidauana e Touro Morto.
Identificada por uma grande
ponte de madeira sobre o rio
Miranda, Passo da Lontra
originou-se de um simples
boteco de beira da estrada
com um rancho para pouso. No
decorrer dos anos
juntaram-se vários hotéis e
pousadas, casebres de
iscadores e até um posto de
combustível com telefone
público. A 5 quilómetros rio
acima, na primeira curva do
rio Miranda, está instalado
um centro de pesquisas da
Universidade Federal do Mato
Grosso do Sul. Possui também
um dos raros campings do
Pantanal ao lado da
cabeceira da ponte de
madeira. Na região do Passo
da Lontra, o turista tem
como escolha várias
alternativas para
acomodação: desde o camping,
mais económico, até
apartamentos com ar
condicionado e tem como
atracções vários locais
notáveis para pescaria e
passeios ecológicos como o
rio Miranda, o rio Vermelho,
o Morro do Azeite, a barra
do rio Aquidauana, até o
corixo do Touro Morto.
Poconé
Tendo como origem a
actividade mineradora
ocorrida na região, no
século XVIII, o antigo
povoado de São Pedro D'el
Rei foi fundado em 1776. A
construção de suas casas
lembra o estilo predominante
nas velhas áreas de
mineração de ouro, tendo
sido famoso quanto à
qualidade, o metal extraído
de suas jazidas. Poconé foi
o nome de uma tribo indígena
existente na região e
extinta há vários séculos.
Por volta dos anos de 1830,
o arraial já se encontrava
decadente, pela exaustão de
suas minas, tendo a maioria
de seus habitantes emigrado
para Diamantino, buscando
novas jazidas de diamantes.
Porto da
Manga
http://www.mundi.com.br/Fotos-Porto-da-Manga-2713286.html
O Porto da Manga,
propriamente dito, fica na
margem esquerda do rio
Paraguai, a 76 km a jusante
de Corumbá. Possui um cais
de concreto em rampas e
patamares, com 126 metros de
extensão. Situado em cota
superior a das máximas
enchentes existe um
terrapleno pavimentado de
63x50 m que foi construído
pela Petrobrás em 1972.
Actualmente, o cais de
concreto não possui qualquer
espécie de equipamento ou
actividade, permanecendo
apenas a "manga" ou curral
para pequenos embarques,
originando daí o nome "Porto
da Manga" que abrange,
actualmente, toda a área
adjacente. Nessa área,
balsas transportadoras de
veículos fazem a travessia
do rio Paraguai, efectivando
a ligação rodoviária pela
Estrada Parque entre Corumbá
com as cidades de Miranda
(170 km), Aquidauana (250
km) e Campo Grande (370 km).
A variedade de paisagens, a
diversidade faunística e de
peixes da região é o
principal atributo desse
paraíso. Num pequeno trecho
do rio Paraguai estão
reunidas várias
desembocaduras dos rios:
Taquari, Negro, Abobral e
Miranda. Como se fosse
pouco, além das pescarias,
há espaço também para a
prática de mergulho livre em
águas límpidas e selvagens
da Palmeirinha (nos campos
do rio Taquari). Como quase
tudo o que é muito bom,
Porto da Manga impõe algumas
dificuldades aos que querem
descobri-lo. O acesso de
carro terá de ser feito por
estrada de chão batido
transpondo inúmeras pontes
de madeira: a Estrada
Parque. Mas para quem acha
que isso é sacrifício (há
quem considere uma das
graças do passeio), é
recompensador o contacto
directo com a natureza:
mesmo nas secas mais
terríveis, a água acumulada
nas laterais da Estrada
Parque transforma-se num
prodigioso refúgio de
jacarés, capivaras, tuiuiús,
araras e muitos outros
bichos.
Porto
Esperança
|
 |
Situado na margem
esquerda do rio Paraguai a
cerca de 25 km, rio abaixo,
de Porto Morrinho. Teve
grande importância em épocas
passadas, antes da
construção da grande ponte
ferroviária chamada Barão do
Rio Branco. Naquela época,
era o limite a que chegavam
os trilhos da antiga
Noroeste, o que fazia de
Porto Esperança um ponto de
transbordo de cargas e
passageiros que se
destinavam a Corumbá e
adjacências fazendo a
integração do transporte
fluvial com o transporte
ferroviário. Actualmente,
com a desactivação da linha
ferroviária para transporte
de passageiros, a
interligação do transporte
fluvial com o transporte
rodoviário, é feito por
Porto Morrinho. O conjunto
de Porto Esperança consta de
um enorme pátio onde se
armazena grandes montes de
minério com a grande
plataforma de atracadouro
das grandes chatas na
barranca do rio; a antiga
estação da Noroeste: um
antigo e decadente casarão
que era o armazém do antigo
Instituto Nacional do Mate (
INM ). Hoje, existe em Porto
Esperança um destacamento do
Exército e um posto
telefónico público. Ao longo
do rio, inúmeros ranchos de
pesca foram sendo instalados
e alguns já se tornaram
pousadas para turistas
pescadores. Identificada
pela grande ponte
ferroviária que cruza o rio
Paraguai, a região de Porto
Esperança é generosa ao
turista pescador. Nas
imediações da ponte,
precisamente nos arredores
dos alicerces desta, o leito
do rio foi aprofundado
devido à construção da
fundação da obra. Quando o
nível do rio Paraguai sobe,
grandes poços e fortes
rebojos são formados pela
correnteza da água, alocando
no fundo peixes das mais
variadas espécies como jaús,
pintados, barbados e
principalmente cardumes de
palmitos. Sobre o palmito,
vale lembrar aqui, que este
peixe de alguns anos para cá
tem se proliferado bastante
no Pantanal. Assim sendo,
não poderíamos deixar de
destacar certas qualidades
desse peixe - são muitos os
que dizem ser ele o melhor
peixe em sabor e possui uma
carne tenra e com pouco
colesterol. Somado ao fato
de que esses peixes andam
sempre em cardumes, a chance
de uma boa pescaria aumentam
bastante.
Porto Jofre
Aos bem aventurados que
conseguem chegar a Porto Jofre restam duas
impressões: a de que a
pescaria tem tudo para ser
boa nas águas escuras e
piscosas do rio Cuiabá e de
que a Transpantaneira é uma
estrada, literalmente sem
destino. Porto Jofre não é
sequer uma vila. Antes da
Transpantaneira chegar até
ali, era apenas a Fazenda
São José, apenas um ponto de
referência no caminho de
terra que chegaria até
Corumbá. Quis o acaso que a
estrada terminasse ali, e o
lugar entrou nos mapas meio
sem querer com o nome de uma
outra grande fazenda da
região: a Jofre. E por ser
um porto de barcos de pesca,
um dos poucos pontos
habitados na divisa dos dois
Estados, o local passou a
chamar-se Porto Jofre e a
Fazenda São José foi
transformada num hotel -
fazenda quase que
exclusivamente para
pescadores.
Porto
Morrinho
Onde a rodovia
BR-262 cruza o rio Paraguai,
está situado Porto Morrinho.
É uma localidade que se
originou do pequeno comércio
instalado nos dois lados
onde atracam as balsas para
a travessia do rio. Das
lanchonetes instaladas em
ambos os lados, vieram as
construções de ranchos de
pesca particulares,
principalmente do lado de
Corumbá. E de vários ranchos
de pesca originaram-se os
inúmeros hotéis e pousadas
ali existentes ao longo de
um braço do rio Paraguai
denominado Gonçalito, que se
tem acesso pelo canal
artificial criado para o
tráfego das balsas. A
construção hoje finalizada
da grande ponte rodoviária
para a travessia do rio
Paraguai encurta a viagem em
meia hora, porém tira do
viajante minutos preciosos
de admiração da paisagem
pantaneira, numa travessia
outrora obrigatória e
morosa, relaxante e
reflexiva. Com certeza
deixará saudades.
Porto
Murtinho
|
 |
É um município
situado no extremo sudoeste
do Estado de Mato Grosso do
Sul, fazendo fronteira com a
República Federal do
Paraguai, e à margem
esquerda do rio Paraguai.
Com área de 16500
quilómetros quadrados, é o
terceiro em extensão
territorial do Estado. Sua
população, constituída de
gente boa e hospitaleira, é
de cerca de 13800
habitantes. Uma das
tradições, ligada às suas
origens históricas, é a erva
mate fria, que no Mato
Grosso do Sul é bebida
preparada como o popular
"tereré". A cidade possui
uma biblioteca, um ginásio
de desportos coberto,
agência de correio e duas
agências bancárias. Possui
toda uma infra-estrutura
voltada para o turismo
pesca, com hotéis que
oferecem de tudo para a
pescaria. Também há lojas de
artigos de pesca e venda de
motores de popa. Região de
pesca abundante, nela
encontramos os principais
peixes de água doce do país,
como o pintado, a cachara, o
pacú, o dourado, o jaú, a
piraputanga, o piaussú, o
barbado, o palmito e a
piranha. Para chegar aos
locais de pesca, situados na
bacia do rio Paraguai, o
transporte é exclusivamente
feito por barco. A pesca é
feita nos diversos corixos e
baías da região. Um ponto
mais distante e bom é o rio
Nabileque.
Serra do
Amolar
|
 |
Um dos mistérios do
Pantanal, a região do Amolar
é tão distante e secreta,
encravada entre Mato Grosso,
Mato Grosso do Sul e a
fronteira boliviana. Com
montanhas, rios, lagoas e
campos alagados durante o
ano inteiro, é um lugar onde
os homens precisam viver em
simbiose com as águas, onde
os índios Guatós, ancestrais
habitantes da região
acreditam que a Ilha Ínsua,
onde vivem, é o centro do
mundo. A sua estranha
geografia e seu isolamento
não são encontrados em
nenhuma região do Pantanal.
Primeiro, porque o Amolar
não sofre tanto o ciclo das
águas, permanece alagado
durante todo o ano. Depois,
pela paisagem, as montanhas
são elementos inusitados na
paisagem pantaneira. Por
último, pelo passado que
confinou ali apenas índios
que para sobreviver nesse
mundo de águas, tornaram-se
mestres na arte da canoagem
- os índios Guatós, os
argonautas. São Lourenço -
Serra do Amolar: O Pantanal
já foi, há 60 milhões de
anos, uma zona mais alta,
resultado do processo de
formação da Cordilheira dos
Andes. As camadas de rocha
que sofreram rupturas
criaram a depressão
pantaneira. Depois, com
períodos de chuva e seca,
muita areia foi transportada
para lá, criando depósitos
de centenas de metros de
espessura. Na superfície da
planície originaram-se
leques aluviais de areia que
condicionaram o caminho dos
principais rios da região. O
rio Paraguai, o maior do
Pantanal, acabou correndo
próximo ao pé da Serra do
Amolar, num trecho muito
baixo da planície. As
montanhas, de certa forma,
ajudam a represar a água,
originando a formação de
duas grandes baías - Baía
Infinita e Baía do Burro - e
três grandes Lagoas da
região - Lagoa Mandioré,
Lagoa Gaíva e a maior delas,
a Lagoa Uberaba. Na região
do Amolar a intensidade das
águas limita até a presença
dos bichos. Diferentemente
das outras regiões, os
animais não podem caminhar
em busca de alimentos. Vivem
ali apenas mamíferos
aquáticos como ariranhas,
lontras, capivaras e antas.
A terrível onça pintada
também se adaptou ali, nas
partes mais altas, nas
fraldas das montanhas. Há
ainda grandes colónias de
garças, biguás, tuiuiús, e ,
claro, grande quantidade de
jacarés.
Inscrições Rupestres: Seu
passado misterioso é
alimentado por intrigantes
resquícios arqueológicos. Já
foram encontradas inscrições
rupestres e cerâmicas que
datam aproximadamente 3000
anos. Perto da Ilha Ínsua ou
no rio Cará-Cará, um braço
do rio Paraguai (ver Roteiro
Rio Paraguai), existem
vários sítios arqueológicos
a céu aberto em forma de
aterros feitos de conchas,
ossos e areia. Esses lugares
serviam como verdadeiros
refúgios para os índios
durante as cheias.
Quando os primeiros homens
brancos chegaram ao
Pantanal, no início do
século XVI, encontraram
diversas tribos indígenas
que ali viviam, cada qual
com suas características
próprias, mas todas tendo em
comum o fato de pertencerem
ao grupo Guarani.
Contactados pela primeira
vez pelo explorador espanhol
Martinez Deirala, os Guatós
são as únicas almas
indígenas que habitam hoje a
região do Amolar.
Acostumaram a chamá-la de
"Pantanal Profundo", em
referência à região das três
grandes lagoas.
Sonora
|
 |
É um
pequeno município do estado
de Mato Grosso do Sul,
situado a 360 km de Campo
Grande, via BR-163, rodovia
que liga esta capital a Cuiabá. A cidade de Sonora é
pequena, porém tem sua
importância estratégica aos
que querem conhecer o
Pantanal por todos os
caminhos. Situada na orla
leste do Pantanal, tem nas
imediações o rio Correntes e
um pouco mais a oeste o rio
Piquiri, vias de acesso a
uma das regiões pouco
conhecidas do Pantanal.
Apesar de existir outras
maneiras, ou outros
caminhos, para se chegar ao
tucunaré pantaneiro, como as
entradas pelas fazendas que
margeiam os rios,
atravessando-as num abrir e
fechar de centenas de
porteiras, o caminho por
Sonora é o mais curto e
fácil. Portanto, Sonora tem
sua importância destacada
como ponto de apoio e
referência do pescador e do
ecoturista aventureiro. Ao
ecoturista, vale a pena
lembrar que nas imediações
de Sonora existe o "sumidouro"
do rio Correntes. É um
acidente geológico no leito
rochoso do rio que faz com
que suas águas penetrem num
túnel natural estreito,
sumindo por entre as rochas,
indo aparecer somente a
centenas de metros abaixo.
Por cima, atravessa a antiga
estrada de terra que seria o
trajecto da BR-163. Sonora,
apesar de pequena, possui
recursos como estação
rodoviária, agências
bancárias, postos de
combustível , dois hotéis
para pouso, padarias e uma
loja de conveniências onde
poderá repor ou comprar
gelo, iscas, bebidas e
material de pesca.
Transpantaneira
|
 |
Iniciada
em 5 de Setembro de 1972, as
obras na estrada começaram
no extremo norte do
Pantanal, em Poconé, e
seguiram por quatro anos de
aventura até as margens do
rio Cuiabá, na Vila São
José, hoje Porto Jofre. Em
tempos de "milagre
económico" no começo dos
anos 70, ela nasceu
celebrada com ufaníssimo
comparável à duas outras
megalómanas obras de seu
tempo: a ponte Rio - Niterói
e a Transamazónica (hoje em
situação mais lastimável).
Seria peça importante sobre
um certo "caminho do
paraíso", o sonho necessário
do progresso em uma das
regiões mais belas e
isoladas do Brasil. A nova
rodovia teria ao todo 397
quilómetros, unindo Poconé a
Corumbá. Formava-se assim
uma via de ligação de norte
a sul do Pantanal, unindo
por sua vez o Mato Grosso ao
Sudeste do Brasil. Só que o
sonhado "caminho do
paraíso", revelou-se mais
cheio de pedras que o
previsto. O que restou foi
uma estrada com média de dez
metros de largura e uma
característica só dela: ao
longo de seus 145
quilómetros, são 125 pontes
de madeira, isto é, a
estrada com maior número de
pontes do mundo. Ao longo do
tempo, percebeu-se que
acabaram criando, sem
querer, uma "eco-rodovia",
onde os aterros revelaram
uma surpreendente capacidade
de reter as águas das
cheias. Assim, mesmo na
época das secas mais
terríveis, a água acumulada
nas laterais da
Transpantaneira,
transforma-se num prodigioso
refúgio de jacarés,
capivaras, tuiuiús, sucuris
e muitos outros animais, num
efeito idêntico às muitas
lagoas da região sul do
Pantanal, perto de Corumbá.
Hoje, conta-se nos dedos os
veículos que passam
diariamente na estrada. Os
raros transeuntes variam
conforme a hora. Antes do
sol nascer, são os ciclistas
- pescadores de Poconé,
basicamente garimpeiros que
antes do trabalho jogam suas
linhas nos primeiros riachos
em busca do almoço do dia.
Nas primeiras horas do dia
são os pescadores melhor
equipados que passam em suas
camionetas rumo a Porto
Jofre.