Pantanal - 6º Bloco
Trabalho e Pesquisa
de Carlos Leite Ribeiro
Formatação: Iara
Melo

Telenovelas
tendo como cenário o
Pantanal
Sinopse da
Telenovela "Pantanal" (Rede
Manchete 1990)
Novel
escrita por Benedito Ruy
Barbosa
“Quando a
Televisão Portuguesa começou
a apresentar esta
telenovela, os portugueses
começaram tomar conhecimento
e a conhecer pelas belas
imagens apresentadas o que é
o Pantanal. Antes e talvez
pela crença desta belíssima
região ficar em Mato Grosso,
pensava-se que era formado
por matas cerradas (ou
impenetráveis) e com muitos
bichos. Esta novela foi uma
ótima forma de fazer
propaganda turística. Hoje
em dia, quase todos os
portugueses ambicionam um
dia poder conhecer o
Pantanal”.
A novela conta a história de
José Leôncio, fazendeiro do
Pantanal, que em viagem para
o Rio de Janeiro se apaixona
por uma jovem fútil, mimada
e multi-milionária de nome
Madeleine. José Leôncio se
casa com ela, a leva para o
Pantanal e a engravida.
Mulher da cidade grande,
Madeleine não se adapta ao
mundo rural, à rude vida
pantaneira e à rotina de
peão do marido. Durante uma
das viagens de Zé Leôncio em
comitiva, levando gado para
a venda, ela foge grávida,
quase dando a luz, de volta
para a cidade do Rio de
Janeiro. Amargurado, Zé
Leôncio tenta em vão
recuperar o menino, que
acabara de nascer, mas acaba
concordando em deixá-lo com
a mãe na cidade grande.
Passa a viver então com Filó,
sua empregada, com quem já
tinha um filho, Tadeu. Vinte
anos depois, o filho
legítimo, Jove (Joventino),
finalmente descobre que o
pai está vivo, ao contrário
do que a mãe lhe tinha
contado, e decide visitá-lo.
Mas o choque cultural é
grande e os dois têm sérias
dificuldades para se
entender. Sentindo-se
rejeitado pelo pai, que acha
que o filho é afeminado, e
ridicularizado pelos peões
por causa de seu jeito de
moço da cidade, Joventino
decide retornar ao Rio, mas
leva consigo Juma Marruá,
moça criada como selvagem
pela mãe até a morte desta,
assassinada por encomenda
numa trama paralela de
vingança entre posseiros de
terras e vítimas de grilagem.
Tal como a mãe, comenta-se
no Pantanal que Juma se
transforma em onça. Passado
um tempo no Rio, onde o
choque cultural é agora
sofrido por Juma, Joventino
retorna ao Pantanal para não
ter que se separar de sua
"onça" amada. Desta vez, ele
está disposto a se adaptar
ao estilo de vida local.
Jove começa a se acertar com
o pai e com Juma e vai se
transformando num autêntico
peão pantaneiro,
surpreendendo a todos
continuamente. A história
tem ainda um lado
sobrenatural, baseado no
fascinante folclore da
região: os principais
personagens, com exceção de
José Leôncio, frequentemente
se deparam com uma figura
conhecida como "O Velho do
Rio", um curandeiro idoso
que cuida das pessoas
atacadas pela boca-de-sapo,
uma cobra venenosa, ou que
simplesmente se perdem na
extensão do Pantanal. O povo
acredita que se trate do pai
de José Leôncio, o
desaparecido peão Joventino,
de quem o neto Jove herdou o
nome. Além do Velho do Rio e
da história de Juma Marruá
como onça, uma terceira
trama sobrenatural enriquece
a novela: a figura do
misterioso peão Trindade,
que teria um pacto com o
diabo, ou seria ele próprio
a encarnação do diabo.
No decorrer da trama, José
Leôncio descobre a
existência de um terceiro
filho seu, na verdade o
primeiro dos três: José
Lucas de Nada, fruto do
primeiro relacionamento
sexual dele com a prostituta
Generosa de Nada, em um
prostíbulo de Goiás para o
qual fora levado pelo pai ao
completar quinze anos de
idade a fim de "mostrar que
era macho".
A saga da família Leôncio
inclui, finalmente, o
complicado relacionamento
com o fazendeiro vizinho,
Tenório, cujo passado como
grileiro de terras o liga às
tragédias familiares de Juma
e seus pais, bem como de
outros peões e agregados
tanto da fazenda de José
Leôncio como do próprio
Tenório. O mau-caratismo
deste e sua inclinação a
vinganças covardes porá em
risco em diversas
circunstâncias a família de
José Leôncio. Por sua vez,
Tenório também estará na
mira de forasteiros que
vieram de longe em busca de
vingança contra o homem que
destruiu a vida e os bens de
seus pais.
CRÉDITOS: XWKO
http://www.youtube.com/watch?v=hfth1z2rHB8&feature=player_embedded
CRÉDITOS: ZÉ FILHO ALVES
http://www.youtube.com/watch?v=mSrtVp_RaG4&feature=related

O Rei do
Gado sinopse (Rede Globo
1996/7) escrita, também, por
Benedito Ruy Barbosa.
“Poucos anos
depois da apresentação de
Pantanal, foi apresentada
outra telenovela que teve o
mesmo êxito em Portugal, da
anterior”.
A saga de José Inocêncio
começou na novela
“Pantanal”, da extinta Rede
Manchete. Quando Benedito
Ruy Barbosa voltou para a
Rede Globo escreveu
“Renascer” e, logo a seguir,
“O Rei do Gado”.
A novela “O Rei do Gado”,
foi exibida pela Globo, às
20h, em 1996. Escrita por
Benedito Ruy Barbosa, com a
colaboração de suas filhas
Edmara Barbosa e Edilene
Barbosa, e dirigida por Luiz
Fernando Carvalho. Teve 209
capítulos.
A primeira fase se passava
durante a Segunda Guerra
Mundial, nos anos 1940. No
interior de São Paulo, as
famílias Berdinazzi e
Mezenga têm uma rixa por
causa de terras. Ocorre que
os filhos das duas famílias,
Giovanna Berdinazzi (Letícia
Spiller) e Henrique Mezenga
(Leonardo Brício), se
apaixonam, indo contra a
briga de seus pais, Giuseppe
(Tarcísio Meira), casado com
Marieta (Eva Wilma) e
Antonio (Antônio Fagundes),
casado com Nena (Vera
Fischer). Giovanna e
Henrique se casam e têm um
único filho, o qual passa a
se chamar Bruno, em
homenagem a um irmão de
Giovanna, que morreu na
guerra e que era muito amigo
de Henrique, apesar da
inimizade entre as famílias.
A segunda fase se passa na
época da exibição da novela,
em 1996, e mostra Bruno
Mezenga (Antônio Fagundes)
como um bem-sucedido
fazendeiro, conhecido como
Rei do Gado, por possuir um
grande rebanho. Seu fiel
companheiro era Zé do
Araguaia (Stênio Garcia).
Bruno era um homem de
hábitos simples, para quem a
riqueza é apenas algo a
mais, ele vive um casamento
infeliz com Léia (Silvia
Pfeifer) e tem dois filhos,
Marcos (Fábio Assunção) e
Lia (Lavínia Vlasak). Ao
descobrir a traição de Léia
com o motorista Ralf (Oscar
Magrini), Bruno se separa
dela.
Ao ter que resolver o
problema da ocupação de uma
de suas fazendas, a de
Pereira Barreto, por um
grupo de sem-terras
liderados por Regino
(Jackson Antunes) e sua
mulher, Jacira (Ana Beatriz
Nogueira), Bruno conhece a
arredia bóia-fria Luana
(Patrícia Pillar).
Os dois se apaixonam, sem
saber que na verdade são
primos, e ele começa a
encontrar a felicidade, só
que ainda terá de enfrentar
um dos tios, o velho
Geremias Berdinazzi (Raul
Cortez), conhecido como Rei
do Café e do Leite em
Guaxupé Minas Gerais, já que
os dois manifestam intenção
de comprar as terras que
pertenceram a ambas as
famílias no passado. Mesmo
tanto tempo depois, a rixa
entre os Berdinazzi e os
Mezenga continua. Aliás, foi
um dos melhores trabalhos de
Raul Cortez na televisão.
Ele vivia às turras com
Judite (Walderez de Barros).
O casal foi responsável
pelas melhores cenas de toda
a novela.
A bóia-fria Luana, que vivia
no acampamento dos sem-terra
era na verdade Marieta
Berdinazzi, a única sobrinha
viva de Geremias, mas que há
muito tempo estava
desaparecida. Como não tinha
herdeiro, a fortuna de
Geremias sempre foi alvo
fácil de especulações. Mas
surgiu Luana e ocupou o que
lhe era de direito. Geremias
ainda acabou encontrando um
outro sobrinho na Itália, o
jovem Giuseppe (Emílio
Orciollo Neto) que retornou
ao Brasil e herdou a herança
do fazendeiro junto de
Luana.
Aparício (Almir Sater) e Zé
Bento (Sérgio Reis) são dois
cantores apaixonados pelo
sertão que decidem se juntar
para formar uma dupla
sertaneja, daí nasce
Pirilampo e Saracura. A
filha de Bruno, Lia, uma
jovem meiga e doce, se
apaixona por Pirilampo e
contra a vontade da família,
vai embora com ele pela
estrada para viver seu amor
dentro de um ônibus seguindo
de cidade em cidade.
Já o filho de Bruno, o
rebelde Marcos, era um jovem
que não se preocupava com o
amanhã, se envolve com a
filha do senador Roberto
Caxias (Carlos Vereza) e a
ilude a ponto de a abandonar
grávida. Um golpe duro
demais para uma menina
sonhadora que ainda tinha
que conviver com a falta de
atenção do pai, que só tinha
cabeça para sua fixação na
luta dos sem-terra.
A paisagem bucólicas do
Araguaia, onde ficava uma
das fazendas de Bruno
Mezenga, marcaram a trama. A
região é formada por
ecossistemas típicos do
Pantanal, da Floresta
Amazónica e do Cerrado,
abrigando extensa
diversidade de flora e
fauna. Este é o universo
típico de Benedito Ruy
Barbosa.
CRÉDITOS: ZÉ FILHO ALVES
http://www.youtube.com/watch?v=mSrtVp_RaG4&feature=related
CRÉDITOS: SÉRGIO DE SOUZA
http://www.youtube.com/user/cesardesouza

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