Em algumas sociedades desde os tempos mais
remotos os escravos eram legalmente
definidos como uma mercadoria. Os preços
variavam conforme o sexo, a idade, a
procedência e destino, pois os que iam para
as minas de ouro valiam muito mais. O dono
ou comerciante pode comprar, vender, dar ou
trocar por uma dívida, sem que o escravo
possa exercer qualquer direito e objeção
pessoal ou legal, mas isso não é regra. Não
era em todas as sociedades que o escravo era
visto como mercadoria: na Idade Antiga, haja
visto que os escravos de Esparta, os hilotas,
não podiam ser vendidos, trocados ou
comprados, isto pois ele eram propriedade do
Estado Espartano, que podia conceder a
proprietários o direito de uso de alguns
hilotas; mas eles não eram propriedades
particulares, não tinham um dono, o Estado
que tinha poder sobre eles. A escravidão da
era moderna está baseada num forte
preconceito racial, segundo o qual o grupo
étnico ao qual pertence o comerciante é
considerado superior, embora já na
Antiguidade as diferenças raciais fossem
bastante exaltadas entre os povos
escravizadores, principalmente quando havia
fortes disparidades fenotípicas. A
escravidão era uma situação aceita e logo
tornou-se essencial para a economia e para a
sociedade de todas as civilizações antigas,
embora fosse um tipo de organização muito
pouco produtivo. A Mesopotâmia, a Índia, a
China e os antigos egípcios e hebreus
utilizaram escravos. Na civilização Grega o
trabalho escravo acontecia na mais variada
sorte de funções, os escravos podiam ser
domésticos, podiam trabalhar no campo, nas
minas, na força policial de arqueiros da
cidade, podiam ser ourives, remadores de
barco, artesãos etc. Para os gregos, tanto
as mulheres como os escravos não possuíam
direito de voto. Muitos dos soldados do
antigo império romano eram ex-escravos.
A escravatura em Portugal
Enquanto, na maioria dos países da
Europa, se dá um significativo recuo da
escravatura desde o século VIII, na
Península Ibérica, nomeadamente em Portugal,
haverá um recrudescimento a partir da
segunda metade do século XI, mercê da nova
fonte de escravos (mouros) proporcionada
pela Reconquista do território. A terceira
vaga esclavagista virá a ter lugar no século
XV, com as expedições portuguesas no
continente africano. Foi em 1441 que os
primeiros escravos negros chegaram a
Portugal. Em meados do século XVI, segundo
algumas fontes fiáveis, havia em Lisboa 10
mil escravos, na maioria negros, numa
população lisboeta de cerca de 100 mil
habitantes, sendo 70 os negociantes que se
dedicavam a este tráfico. A indústria
açucareira foi a grande monopolizadora deste
tipo de mão-de-obra. Por exemplo, a Ilha da
Madeira empregou nela escravos das Canárias
e africanos; o Brasil importou quase
exclusivamente para esta indústria uma média
de quatro mil escravos por ano de 1570 até
ao fim do século XVI. De Angola saíram, só
no século XVI, cerca de um milhão de
escravos com destino ao Brasil, à América
espanhola e ao continente Português. Para
trabalhar nas minas, o Brasil importou, no
século XVIII, cerca de 30 mil escravos por
ano, oriundos de Angola (Congo), Moçambique
e Madagáscar. Aquando da sua Independência,
o Brasil contava com 30% de escravos entre a
sua população e, chegou a aceitar, depois
disso, 50 mil por ano ate 1888.
O Marquês de Pombal decretou, em 1774, a
abolição da escravatura no território
metropolitano. A questão revelou-se
impossível nos domínios coloniais por grande
oposição dos fazendeiros. Decretada a
extinção em 1836, pelo exposto, a iniciativa
não teve resultados práticos. Depois de
algumas medidas de carácter sectorial, e
sempre sob grande pressão de alguns países,
só em 1860 foi concretizada a abolição
definitiva da escravatura em todos os
domínios portugueses. No Brasil, apesar de
algumas declarações de intenção em 1826 e
1831, a campanha abolicionista só ganha
força a partir de 1878, mercê do impulso de
Joaquim Nabuco, tendo a extinção geral sido
assinada em 1888, pela Princesa Isabel.
A escravidão no Brasil
A primeira forma de escravidão no Brasil
foi dos gentios da terra ou negros da terra,
os índios especialmente na Capitania de São
Paulo onde seus moradores pobres não tinham
condições de adquirir escravos africanos,
nos primeiros dois séculos de colonização. A
Escravização de índios foi proibida pelo
Marquês de Pombal. Eram considerados pouco
aptos ao trabalho. No Brasil, a escravidão
Africana teve início com a
produção açucareira na primeira metade do
século XVI como tentativa de solução à
"falta de braços para a lavoura", como se
dizia então. Os portos principais de
desembarque escravos eram: no Rio de
Janeiro, na Bahia negros da Guiné, no Recife
e em São Luís do Maranhão. Os portugueses,
brasileiros e mais tarde os holandeses
traziam os negros africanos de suas colónias
na África para utilizar como mão-de-obra
escrava nos engenhos de rapadura do
Nordeste. Os comerciantes de escravos
vendiam os africanos como se fossem
mercadorias, as quais adquiriam de tribos
africanas que haviam feito prisioneiros, em
tribos inimigas. Os mais saudáveis chegavam
a valer o dobro daqueles mais fracos ou
velhos. Eram mais valorizados os negros
Bantos ou Benguela ou Bangela ou do Congo,
provenientes do sul da África e tinham menos
valor os vindo do centro oeste da África, os
negros Mina ou da Guiné. Como eram vistos
como mercadorias ou mesmo como animais, eram
avaliados fisicamente, sendo melhor
avaliados os que tinham dentes bons, canelas
finas e calcanhares altos, em uma avaliação
eminentemente racista. O preço dos escravos
sempre foi elevado quando comparado com os
preços das terras, esta abundante. Assim,
durante todo o período colonial brasileiro,
nos inventários de pessoas falecidos, o lote
(plantel) de escravos, mesmo quando em
pequeno número sempre era avaliado por um
valor, em mil-réis, muito maior que o valor
atribuído às terras do fazendeiro. O
transporte era feito da África para o Brasil
nos porões do navios negreiros. Amontoados,
em condições desumanas, no começo muitos
morriam antes de chegar ao Brasil, sendo que
os corpos eram lançados ao mar. Por isso o
cuidado com o transporte de escravos
aumentou para que não houvesse prejuízo. As
condições da tripulação dos navios não era
muito melhor que a dos escravos. Nas
fazendas de cana ou nas minas de ouro (a
partir do século XVIII), os escravos eram
tratados da pior forma possível. Trabalhavam
muito, de catorze a dezasseis horas, o que
se tornou o principal motivo dos escravos
fugirem; outro motivo eram os castigos e o
outro era porque recebiam apenas trapos de
roupa e uma alimentação de péssima qualidade
(recebiam pouca comida e no máximo duas
vezes por dia). Passavam as noites nas
senzalas ( saguões escuros, húmidos e com
pouca higiene) acorrentados para evitar
fugas. Eram constantemente castigados
fisicamente (quando um escravo se distraía
no trabalho ou por outros motivos, eram
amarrados em um tronco de árvore e
açoitados, as vezes, até perderem os
sentidos); torturando-os fisicamente e
psicologicamente, os senhores e seus algozes
buscavam destruir os valores do negro e
forçá-lo a aceitar a ideia da superioridade
da raça branca sendo que o açoite era a
punição mais comum no Brasil Colónia. Além
de todos esse castigos havia uma máscara que
impedia os escravos de beberem e fumarem
deixando os vícios; essa máscara era chamada
de "máscara de folha de flandres". Grande
parte dos escravos negros foram assimilados
culturalmente assumindo a religião católica
especialmente os provenientes de Angola e
Moçambique, enquanto a maioria dos escravos
embarcados no porto de São Paulo de Mina na
Guiné e que se fixaram no nordeste do Brasil
especialmente a Bahia permaneceram com suas
religiões africanas. Era usual na época da
escravidão, fazendeiros ou seus filhos
homens terem filhos com escravas, donde se
originou grande parte da população mestiça
brasileira, na época, chamados de pardos.
Foi porém raríssimos os casos de mulheres
brancas terem filhos com escravos.
Ex-escravos fundaram sociedades secretas que
financiavam as revoltas, as fugas e os
escravos de origem africana começaram a
actuar publicamente contra a escravidão.
Depois que o Brasil virou república os
presidentes republicanos nunca tomaram
nenhuma medida para integrar os ex-escravos
e seus descendentes à sociedade. Escravos
refugiados em quilombos atacavam fazendas,
tornando a escravidão um perigo para os
próprios fazendeiros. Com o fim do tráfico
de escravos para o Brasil com a lei Eusébio
de Queirós e a varíola que matava muitos
escravos, seu preço se tornou proibitivo
para pequenos e médios fazendeiros. Os
grandes fazendeiros, por outro lado,
passaram a recorrem à mão de obra de
imigrantes bem mais barata, resolvendo
assim, a secular "falta de braços para a
lavoura". Vale lembrar que a escravidão veio
para o Brasil através do mercantilismo: os
negros africanos vinham substituir os
nativos brasileiros na produçãoaçucareira,
pois esse tráfico dava lucro à Coroa
Portuguesa, que recebia os impostos dos
traficantes. Até 1850, a economia era quase
que exclusivamente movida pelo braço
escravo. O cativo estava na base de toda a
actividade, desde a produção do café,
açúcar, algodão, tabaco, transporte de
cargas, às mais diversas funções no meio
urbano: carpinteiro, pintor, pedreiro,
sapateiro, ferreiro, marceneiro, entre
outras.
A Lei Aurea
Foi assinada em 13 de Maio de 1888 pela
Princesa Isabel do Brasil extinguindo a
escravidão no Brasil. A assinatura da Lei
Áurea foi decorrência de pressões internas e
externas: o movimento abolicionista já tinha
grande força no país, haviam frequentes
fugas de negros e mulatos, o exército já se
recusava a fazer o papel de capitão-do-mato,
ou seja: capturar e devolver os escravos a
seus donos. Além disso, estava se tornando
economicamente inviável manter o trabalho
escravo, em face da concorrência com a
mão-de-obra imigrante, barata, abundante e
educada e os ataques constantes dos negros,
muitos deles refugiados em quilombos, às
propriedades agrícolas, como mostrou Joaquim
Manuel de Macedo em seu livro: As
Vítimas-Algozes. O Brasil foi o último país
independente do Ocidente a erradicar a
escravatura. A Constituição do Império,
outorgada em 1824, embora mais liberal do
que várias outras Cartas monárquicas,
mantinha a escravidão usando de um
subterfúgio: declarava o respeito aos
direitos de propriedade, ao mesmo tempo que
empregava, em certas passagens, a expressão
"homens livres", o que dava a entender que
nem todos eram livres, e que era legítima a
propriedade sobre os não-livres. Algumas
leis feitas no primeiro reinado e no período
regencial abolindo o tráfego de escravos não
foram cumpridas. Também a Constituição da
República Rio-Grandense, de 1843, redigida
por representantes dos fazendeiros
opositores ao Império do Brasil, preservava
a escravatura. A palavra Áurea, que vem do
latim Aurum, é uma expressão de uso
simbólico que significa "feito de ouro",
"resplandecente", "iluminado". A palavra
áurea que tem sido usada para expressar o
grau de magnitude das acções humanas é
explorada há séculos por faraós, soberanos,
reis e imperadores, geralmente esta
associada a datas astrológicas que são
escolhidas para assinatura de leis e
tratados. Embora muitos discordem, no
Brasil, tem-se que o acto da assinatura da
Lei Áurea assinado pela filha do Imperador
Dom Pedro II, Princesa Isabel, adquiriu esse
nome por ser o dia 13 de Maio, escolhido
pela princesa Isabel, uma das principais
datas que acompanham a história brasileira e
refere-se ao aniversário de seu falecido
bisavô, Dom João VI. O dia 13 de Maio é
considerado data cívica no Brasil. A lei nº
3.353, (de autoria de António da Silva
Prado, ministro da Agricultura e fazendeiro
incentivador da mão de obra europeia), de 13
de Maio de 1888, que não previa nenhuma
forma de indemnização aos fazendeiros,
dizia:
"Declara extinta a escravidão no Brasil:
A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua
Majestade o Imperador, o Senhor D. Pedro II,
faz saber a todos os súbditos do Império que
a Assembleia Geral decretou e ela sancionou
a lei seguinte:
Art. 1°: É declarada extinta desde a data
desta lei a escravidão no Brasil.
Art. 2°: Revogam-se as disposições em
contrário.
Manda, portanto, a todas as autoridades, a
quem o conhecimento e execução da referida
Lei pertencer, que a cumpram, e façam
cumprir e guardar tão inteiramente como nela
se contém.
O secretário de Estado dos Negócios da
Agricultura, Comercio e Obras Publicas e
interino dos Negócios Estrangeiros, Bacharel
Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de sua
Majestade o Imperador, o faça imprimir,
publicar e correr.
Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de
Maio de 1888, 67º da Independência e do
Império.
Princesa Imperial Regente.
Rodrigo Augusto da Silva
Carta de lei, pela qual Vossa Alteza
Imperial manda executar o Decreto da
Assembleia Geral, que houve por bem
sancionar, declarando extinta a escravidão
no Brazil, como nella se declara. Para Vossa
Alteza Imperial ver. Chancelaria-mor do
Império.- Antônio Ferreira Viana.
Transitou em 13 de Maio de 1888.- José Júlio
de Albuquerque".
Foram libertados, pela lei áurea, um total
de escravos que não chegou a 1 milhão para
uma população total de 15 milhões de
brasileiros. O número de escravos havia
diminuído muito nas décadas anteriores à
Abolição, devido a: 1- Abolição do tráfico
de escravos em 1850 (Lei Eusébio de
Queirós), 2- Varíola, 3- Guerra do Paraguai,
4- Lei do Ventre Livre e 5-Lei dos
Sexagenários.
A lei Áurea foi precedida pela Lei do Ventre
Livre de 28 de Setembro de 1871, que
libertou todas as crianças nascidas, e que
previa indemnização aos fazendeiros, o que
não foi cumprido, e pela lei do sexagenário,
que libertou em 1885 todos os negros maiores
de 65 anos de idade. Foi a formalização
desse ato, a assinatura da Lei Áurea, no dia
13 de Maio de 1888 que finalmente deu por
fim a qualquer exploração da mão-de-obra
escrava no Brasil. A Abolição foi amplamente
apoiada pela maçonaria do Brasil, fortemente
opositora dos fazendeiros católicos. Assim,
em geral, todos os políticos que tiveram seu
nome ligado à leis abolicionistas foram
maçons como o membro do Supremo Conselho do
Grau 33 Euzébio de Queiroz e o Grão-Mestre
Visconde do Rio Branco responsável pela Lei
do ventre livre. Ambas as leis foram
aprovadas por Isabel quando seu pai estava
na Europa. Pela segunda ela foi premiada com
a comenda Rosa de Ouro pelo Papa Leão XIII.
Logo após assinar a Lei Áurea, ao
cumprimentar a Princesa Isabel, João
Maurício Wanderley (Barão de Cotegipe),
profetizou:
-"A senhora acabou de redimir uma raça e
perder o trono".
Durante o longo processo de discussão das
leis abolicionistas, a opinião pública e a
classe política se dividiram entre os que
eram totalmente favoráveis à abolição, os
que eram contrários, e um grupo
intermediário que queria uma abolição
gradativa para não haver uma imediata crise
na lavoura por falta de mão de obra, esta
última posição defendida, entre outros, pelo
deputado geral e escritor José de Alencar. A
lei foi apoiada por todos os líderes
afrodescendentes da época, chamados então de
"Pretos", como José do Patrocínio e André
Rebouças, mas ainda não deixou de provocar
polémicas. Críticos afirmam que deu
liberdades aos negros e mulatos mas não lhes
garantiu alguns direitos fundamentais, como
acesso à terra e à moradia, que os
permitissem exercer uma cidadania de fato.
Ao contrário, a falta de uma legislação
complementar que vislumbrasse tal
problemática contribuiu por condenar amplas
camadas populares à exclusão social -
problema que só se agravaria com o passar do
tempo. E do ponto de vista dos fazendeiros,
a crítica foi no sentido de que estes não
foram indemnizados tendo imenso prejuízos
especialmente os pequenos proprietários de
terra que não tinham acesso a mão de obra de
imigrantes. Rui Barbosa quando ministro da
fazenda do governo Deodoro da Fonseca,
ordenou a destruição de todas os livros de
matrículas de escravos pois temia acções na
justiça visando indemnização dos
proprietários de escravos. Além disso, se
durante muito tempo a Lei Áurea foi vista
como um ato generoso de uma Princesa que
seguia os propósitos abolicionistas de seu
pai, a historiografia brasileira mais
recente - através por exemplo dos trabalhos
de Silvia Hunold Lara e Sidney Chalhoub -
tem acentuado as rebeliões de escravos que
estavam se generalizando no País, gerando
quilombos por toda a parte. Assim, cada vez
mais se pensa que, em vez de uma concessão
de uma generosa Família Imperial e de uma
classe de senhores de escravos que teriam
feito as contas e concluído que era mais
barato importar mão de obra assalariada
europeia em vez de imobilizar capitais
elevados em trabalhadores negros e mulatos,
especialmente os grandes plantadores de café
de São Paulo. A Abolição, por outro versão,
teria sido fruto de um estado
semi-insurrecional que ameaçava a ordem
imperial e escravista. Tal interpretação
acentua o carácter activo, e não passivo,
das populações escravizadas.
Bibliografia consultada:
ALENCAR, José Martiniano de, Perfis
Parlamentares 01, Câmara dos Deputados,
1977. ´
CASTELLANI, José, A Maçonaria na Década da
Abolição e da República , Editora A Trolha,
2001.
LACOMBRE, Lourenço Luiz, Isabel a Princesa
Redentora , Inst. Histórico de Petrópolis,
1989.
MACEDO, Joaquim Manuel de, As
Vítimas-algozes - Quadros da Escravidão,
Fundação Casa de Rui Barbosa, 1991.
PEDRO II, Imperador, Conselhos à Princesa
Isabel de como melhor Governar, Editora GDR,
1985
Trabalho escravo nos seringais da
Amazónia (século XX)
Trata-se do recrutamento massivo de
mão-de-obra nordestina – cearense
principalmente – para o trabalho de
extracção do látex, matéria-prima
fundamental para o esforço aliado na Europa.
A “convocação” dos “soldados da borracha”
contou com os auspícios do governo Vargas –
era aliciados por promessas de prosperidade
no ermo Norte . No entanto, em vez do
eldorado, os nordestinos encontraram o
inferno: enfrentaram o trabalho escravo,
duras jornadas e péssimas condições de
moradia. Factos tão bem descritos pelo
escritor português Ferreira de Castro que
viveu estes factos, e que tão bem os
retratou no seu livro "A Selva", traduzido
em muitas línguas.
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite
Ribeiro – Marinha Grande – Portugal