Aniversário de
Fortaleza - CE
13 de Abril
Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro
Arte Final: Iara
Melo

Para expulsar os
franceses que se haviam
apoderado do Maranhão, em
1612, procuraram os
portugueses estabelecer no
litoral cearense um posto
avançado. Com esse
propósito, Martim Soares
Moreno fundou, junto à
embocadura do rio Ceará, o
forte de São Sebastião.
Destruído este pelos índios,
os holandeses, ao
conquistarem o Ceará,
construíram no litoral
cearense uma nova
fortificação, na margem
esquerda do rio Pajéu, no
local onde hoje se ergue o
centro da cidade de
Fortaleza. Após a retirada
dos holandeses, o forte
passou para as mãos dos
portugueses, que o
denominaram de Nossa Senhora
da Assunção. Em torno
desenvolveu-se o povoado de
Fortaleza. Feito vila em
1699, a primeira que se
criou no Ceará, tornou-se
sede da capitania em 1799,
quando esta se separou de
Pernambuco, e foi finalmente
elevada a cidade, já na
qualidade de capital
provincial, em 1823. O
crescimento de Fortaleza
começou a tomar vulto
somente no século XIX, no
decorrer do qual se tornou a
maior cidade da província.
Seu progresso repousou no
desenvolvimento de áreas
agrícolas nas serras. Essas
elevações, que se encontram
dispersas no meio do sertão,
são beneficiadas por uma
pluviosidade (chuvas de
Verão), não apenas
abundante, mas sobretudo
regular. Assim, diante da
ocorrência repetida de secas
que periodicamente assolavam
o sertão, foram-se povoando
as serras do Ceará, onde
culturas de algodão, café,
cana-de-açúcar, mandioca e
milho ganharam grande
intensidade. O porto de
Fortaleza, a quem a ponta de
Mucuripe empresta abrigo,
passou então a contar com um
interior activo, as serras
de Baturité, Maranguape e
outras, situadas nas suas
proximidades. Outro factor
de progresso foi o
desenvolvimento da
navegação, pois as
embarcações de maior calado,
voltaram-se para Fortaleza,
cujo porto era o mais
vantajoso. Outro facto
importante foi o advento da
ferrovia. Em 1877
estabeleceu-se a ligação com
Buturité, situada na encosta
da serra do mesmo nome. A
ferrovia prolongou-se por
todo o Ceará e foi atingir o
Cariri, importante região
agrícola situada no sopé da
chapada do Araripe. Ao
progresso económico
correspondeu o
desenvolvimento da
urbanização. Em 1855 as ruas
da cidade foram calçadas. O
desenvolvimento democrático
demográfico acompanhava a
evolução económica. Com
apenas 8.900 habitantes em
1848, já contava, em 1872,
42.500, e no final do século
alcançava 50.000 habitantes.
***
Fortaleza CE (Brasil)
A história de Fortaleza é
marcada de altos e baixos
constantes. A chegada dos
colonizadores foi muito
custosa e de pouco sucesso
inicial. A seca e os índios
foram grandes entraves alem
do fato de não ter sido
achado nenhum metal
precioso. O forte marca a
ocupação e o surgimento da
cidade como elemento
protector dos colonizadores.
A vila, depois cidade, se
consolida como entreposto
para navegadores entre as
capitanias do sul e do
norte. Mais tarde (1799) com
a autonomia administrativa
da província do Ceará,
Fortaleza torna-se a capital
e principal ponto de
convergência da produção de
charque e algodão, que geram
a riqueza necessária para a
consolidação da cidade como
líder dentre todas as
outras. Na virada do século
XIX para o século XX
Fortaleza passa por grandes
mudanças urbanas, entre
melhorias e o êxodo rural, e
cresce muito chegando ao
final do da década de 1910
sendo a sétima cidade em
população do Brasil. Entre
as décadas de 1950 e 1960 a
cidade passa por um
crescimento económico que
supera 100% e ao final dos
anos 70 começa a despontar
como um futuro pólo
industrial do Nordeste com a
implantação do Distrito
Industrial de Fortaleza.
Durante a abertura política
após o Regime Militar o povo
elegeu a primeira mulher
prefeita do Ceará, Maria
Luiza e a primeira
prefeitura comandada por um
partido de esquerda. No
final do século a
administração da prefeitura
e a cidade passam por
diversas mudanças
estruturais com a abertura
de várias avenidas e
despontando como um dos
principais destinos
turísticos do Nordeste e do
Brasil.
A passagem de Pinzón
Existe uma discussão em
historiografia sobre a
passagem do navegador
espanhol Vicente Yáñez
Pinzón pelo Brasil. Os seus
relatos apontam como chegada
à costa brasileira a data
entre Fevereiro e Março de
1500 ao local que denominou
de cabo de Santa Maria de la
Consolación e à enseada que
denominou de "Rastro Hermoso".
Alguns historiadores
especulam que o cabo
avistado por Pinzón seria a
ponta do Mucuripe e outros,
que esse local seria o
actual cabo de Santo
Agostinho, em Pernambuco.
Considerado território
português por força do
Tratado de Tordesilhas o
navegador espanhol viu-se
forçado a subir o litoral
até onde fosse reconhecida a
distância do tratado. A
passagem de Pinzón então é
considerada o primeiro
relato europeu sobre o que
hoje é o litoral de
Fortaleza.
Primeiros Europeus
O início da ocupação do
território onde hoje se
encontra Fortaleza data do
ano de 1603, quando o
português Pêro Coelho de
Sousa aportou na foz do Rio
Ceará. Naquelas margens
ergueu o Fortim de São Tiago
e deu ao povoado o nome de
Nova Lisboa, mas devido a
vários factores, como
ataques de índios, falta de
recursos e a primeira seca
registada na História do
Ceará (entre 1606 e 1607),
Pêro Coelho acabou
abandonando a região. Anos
mais tarde, com o objectivo
de expulsar os franceses do
litoral do nordeste, mais
especificamente no Maranhão,
chegou aqui o português
Martim Soares Moreno em
1613, quando recuperou e
ampliou o Fortim de São
Tiago, e deu ao novo forte o
nome de Forte de São
Sebastião. Em 1637 houve a
tomada holandesa do forte
São Sebastião. Em 1649 uma
nova expedição holandesa no
Ceará construiu, às margens
do Rio Pajeú, o Forte
Schoonenborch, começando
nesse momento, a história de
Fortaleza, sendo responsável
por seu início, o comandante
holandês Matias Beck. Em
1654 os holandeses foram
expulsos e o forte foi
rebaptizado de Fortaleza de
Nossa Senhora de Assunção.
O surgimento da vila
No ano de 1699 uma Ordem
Régia de 16 de Fevereiro
criava a primeira vila no
Ceará. Esta ordem não
especificou qual o local
exacto da vila nova e por
isso algumas vilas ficaram
em disputa para ser a sede
da comarca dentre elas
Aquiraz foi quem acabou
sendo reconhecida. Com um
ataque de índios à vila de
Aquiraz a vila do forte
acabou sendo o refúgio dos
sobreviventes e em 1726, o
povoado do forte foi elevado
à condição de vila. Em 1759
o Marquês de Pombal expulsa
os jesuítas da Companhia de
Jesus e os aldeamentos
indígenas de Poramgaba e São
Sebastião de Paupina,
comandados pelos jesuítas,
são elevados a condição de
vila respectivamente Vila
Nova de Arroches e Vila Nova
de Messejana. No ano de 1777
o Capitão-Geral José César
de Menezes mandou realizar
um censo, que relatou uma
população de dois mil e
oitocentos e setenta e
quatro habitantes na vila de
Fortaleza. Este ano e o de
1778 foram de seca que
dizimou quase todo o rebanho
bovino da indústria de
charque do Ceará. O golpe
final no charqueado foi a
seca que durou de 1790 a
1794. Em 1799 a Província do
Ceará é desmembrada da
Província de Pernambuco e
Fortaleza é eleita Capital.
Cidade Capital e o primeiro
desenvolvimento
Com o definhar da indústria
da carne seca e a autonomia
administrativa do Ceará e
com as consequências da
Revolução Americana de 1776
o que se viu no começo do
século XIX foi o surgimento
da cultura do algodão. Em
1810 chega em Fortaleza o
viajante Henry Koster. Com o
aumento das navegações
directo com a Europa é
criada em 1812 a Alfândega
de Fortaleza. Neste mesmo
ano tem início a reforma
projectada pelo
tenente-coronel de
engenharia, António José da
Silva Paulet, da fortaleza e
também é construído o
primeiro mercado da cidade e
no ano seguinte o primeiro
chafariz.
Um ano após a Independência
do Brasil, em 1823,
Fortaleza passou à condição
de cidade nomeada pelo
Imperador Dom Pedro I de
"Fortaleza de Nova Bragança"
retornando posteriormente ao
seu nome original, Fortaleza
de Nossa Senhora de
Assunção. Em 1824 Fortaleza
foi palco da disputa entre o
Império e os revolucionários
da Confederação do Equador.
Com a derrota dos
confederados, alguns de seus
líderes, como João de
Andrade Pessoa Anta e o
Padre Mororó dentre outros,
foram executados no Passeio
Público.
A partir do Segundo Império
Fortaleza vai se fortalecer
perante outras cidades do
Ceará a partir da política
centralizadora de Dom Pedro
II. Entre os anos de 1846 e
1877 a cidade passa por um
período marcado pelo
enriquecimento e melhoria
das condições urbanísticas
com a exportação do algodão
e a execução de diversas
obras tais como a criação do
Liceu do Ceará e o Farol do
Mucuripe em 1845, Santa Casa
de Misericórdia em 1861,
Seminário da Prainha em
1864, Biblioteca Pública em
1867 e a Cadeia Pública.
Porem, em 1851 houve a maior
epidemia de febre amarela de
que se tem registo e que
apressou as obras do
hospital. Com o início da
Guerra Civil Americana houve
um aumento no preço do
algodão no mercado mundial o
que fez crescer nossas
exportações. já em 1870 teve
início a construção da
Estrada de Ferro de Baturité
que tinha começo em
Fortaleza. Serviria para
escoar a produção até o
porto da cidade. A
construção da Ferrovia que
escoava para o porto a
produção agrícola e pastoril
do interior ajudou a
consolidar Fortaleza como a
mais importante cidade do
Ceará e impulsionou o
desenvolvimento industrial
da região.
Belle Époque
De 1860 até 1930 Fortaleza
viveu movimentos sociais e
culturais marcantes como o
movimento abolicionista, nas
décadas de 1870 e 1880 que
culminou na libertação dos
escravos no Ceará, em 25 de
Março de 1884, quatro anos
antes de a abolição ser
oficialmente decretada em
todo o país, em 13 de Maio
de 1888. Francisco José do
Nascimento, também conhecido
como Chico de Matilde e mais
ainda como Dragão do Mar,
liderou a participação dos
jangadeiros no movimento
abolicionista negando-se a
fazer o embarque de escravos
no porto de Fortaleza. O
movimento literário Padaria
Espiritual surgido em 1892
foi pioneiro na divulgação
de ideias modernas na
literatura no Brasil. Outras
instituições da época foram
o Instituto do Ceará e a
Academia Cearense de Letras
respectivamente fundadas em
1887 e 1894.
A elite formada notadamente
por comerciantes e
profissionais liberais
vindos de outras regiões
brasileiras e do exterior
foram as promotoras de
mudanças importantes em
Fortaleza. De influência
europeia e guiada por ideais
de modernidade, esse
contingente teve actuação
decisiva. Em 1875, o
intendente António Rodrigues
Ferreira encomendou ao
engenheiro Adolfo Herbster a
elaboração da Planta
Topográfica da Cidade de
Fortaleza e Subúrbios,
considerada o marco inicial
da modernização urbana.
Inspirado nas realizações de
Paris, então gerida pelo
Barão de Haussmann, Herbster
estabeleceu o alinhamento de
ruas segundo um traçado em
xadrez, de forma a
disciplinar a expansão da
cidade. A partir de 1880, a
cidade ganhou serviços e
equipamentos urbanos, como o
transporte colectivo por
meio de bondes com tracção
animal, serviço telefónico,
caixas postais, o cabo
submarino para a Europa, a
construção do primeiro
pavimento do Passeio Público
e instalação da primeira
fábrica de tecidos e facção.
Na virada do século,
Fortaleza já detinha a
sétima maior população
urbana do país, passando a
tomar medidas de
higienização social e de
saneamento ambiental, além
de executar um plano de
reformas urbano com a
implantação de jardins,
cafés, coretos e monumentos,
e a construção de edifícios
seguindo padrões estéticos
europeus. Os primeiros
automóveis circularam em
1910, e a implantação de
bondes eléctricos e a
circulação de ônibus e
caminhões. O Theatro José de
Alencar foi inaugurado em
1909 passando a ser o
principal espaço cultural da
cidade. A Praça do Ferreira
era o ponto de
estacionamento de bondes e
carros de aluguer,
concentrando intenso
movimento. Entre as décadas,
de 20 e 30 foram inaugurados
diversos cinemas, e os
bairros como Jacarecanga,
Praia de Iracema, e Aldeota
passam a ser habitados pelas
elites que começam a
valorizar a proximidade com
o mar.
http://www.viabrturismo.com.br/fortaleza/fortaleza.shtml
FORTALEZA:
Capital do Ceará, é uma das
cidades mais belas e
agitadas do nordeste
brasileiro. Além de sol o
ano inteiro, Fortaleza
abriga 25 km de belas
praias, uma agenda cultural
diversificada, uma noite
agitada, culinária saborosa
e um rico artesanato.
Fortaleza oferece tudo isso
em meio à uma arquitetura
que mescla história,
modernidade e natureza.
A cidade é o ponto de
partida para quem busca as
belezas naturais do litoral
cearense, como as dunas e
falésias, e os famosos
passeios de jangada.
Turismo em Fortaleza:
Praia de Iracema - no centro
da orla, a praia é formada
por uma interessante
formação rochosa e abriga
uma arquitetura típica do
início do século XX. Um
destaque é a Ponte Metálica,
famosa por seu pôr de sol.
Praia do Futuro - a mais
badalada de Fortaleza, tem
cerca de 07 km de extensão
com águas claras, dunas e um
corredor de barracas que
fazem a festa de moradores e
visitantes, com frutos do
mar e bebidas típicas.
Beach Park - localizado na
Praia do Futuro, ao lado do
principal resort de
Fortaleza, é considerado o
maior parque aquático da
América Latina, com diversas
atrações para toda a
família.
Praia de Iguape - um dos
principais portos
jangadeiros do Ceará, reúne
diariamente no Centro de
Rendeiras os bordados mais
famosos do Estado.
Canoa Quebrada - conhecida
no mundo todo, é uma das
praias mais belas do Ceará,
localizada à 156 km de
Fortaleza. A praia é cercada
por falésias que atuam como
um mirante natural, e um mar
de águas calmas e
transparentes.
Praia do Cumbuco - a 37 km
de Fortaleza, a praia é
repleta de dunas
intercaladas por lagoas
formando uma paisagem
encantadora. Cumbuco possui
uma excelente estrutura
turística e oferece diversos
passeios, desde os passeios
de jangada e de buggy, até o
ski-bunda.
Lagoinha - antigo refúgio de
piratas, hoje é uma colônia
de pescadores, localizada em
um mirante, de onde se
aprecia uma exuberante
paisagem de coqueiros, com
areia branca na praia e
avermelhada nas dunas.
Jericoacoara - a 300 km de
Fortaleza, uma das praias
mais paradisíacas do litoral
brasileiro, jericoacoara
abriga dunas móveis,
mangues, coqueirais e uma
mar de águas mornas e
tranqüilas. É o ponto de
partida para conhecer a
Praia de Mangue Seco e a
Pedra Furada, um dos cartões
postais da região.
Praia das Fontes - cercada
por falésias, onde podem ser
encontradas diversas fontes
de água doce.
Praia de Caponga - a praia
traduz a harmonia da
convivência entre nativos e
turistas. É um dos maiores
portos de jangada do litoral
cearense e, embora seja
muito procurada nos finais
de semana, ainda guarda
alguns trechos desertos.
Morro Branco - conhecida por
seus trabalhos artesanais em
recipientes de vidros, o
local abriga um verdadeiro
labirinto formado por dunas
e falésias, de onde são
extraídas diversas
tonalidades de areia
colorida.
Mundaú - é o encontro das
águas do Rio Mundaú com o
oceâno. O local apresenta um
harmonioso cenário formado
por dunas e águas
cristalinas.
Trabalho e
pesquisa de Carlos Leite
Ribeiro – Marinha Grande –
Portugal

Música de Fundo: Hino
de Fortaleza
Letra: Gustavo Barroso
Música: Antônio Gondim
I.
Junto à
sombra dos muros do forte
A pequena semente nasceu.
Em redor, para a glória do Norte,
A cidade sorrindo cresceu.
No esplendor da manhã cristalina,
Tens as bênções dos céus que são teus
E das ondas que o sol ilumina
As jangadas te dizem adeus.
Refrão
Fortaleza! Fortaleza!
Irmã do Sol e do mar,
Fortaleza! Fortaleza!
Sempre havemos de te amar
II.
O emplumado e virente coqueiro
Da alva luz do luar colhe a flor
A Iracema lembrando o guerreiro,
De sua alma de virgem senhor.
Canta o mar nas areias ardentes
Dos teus bravos eternas canções:
Jangadeiros, caboclos valentes,
Dos escravos partindo os grilhões.
(Refrão)
III.
Ao calor do teu sol ofuscante,
Os meninos se tornam viris,
A velhice se mostra pujante,
As mulheres formosas, gentis.
Nesta terra de luz e de vida
De estiagem por vezes hostil,
Pela Mãe de Jesus protegida,
Fortaleza és a Flor do Brasil.
(Refrão)
IV.
Onde quer que teus filhos estejam,
Na pobreza ou riqueza sem par,
Com amor e saudade desejam
Ao teu seio o mais breve voltar.
Porque o verde do mar que retrata
O teu clima de eterno verão
E o luar nas areias de prata
Não se apagam no seu coração.
(Refrão)

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