antes de Cristo

Factos, Figuras e Civilizações

(simples apontamentos)

 

10º Bloco

Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro
Formatação e Arte: Iara Melo

 

(a abreviatura a.C. = a antes de Cristo)

 

- Índia:

Historicamente, a Índia apresenta uma infinita variedade de influências que se fizeram sentir em diferentes períodos históricos. Certo é que, na Índia, por volta de 3500 anos antes de Cristo, teve início uma das primeiras civilizações que se dedicou à agricultura, a chamada civilização do rio Hindu. Mais tarde, por volta de 1700 antes de Cristo, sucedeu a primeira, e diria também determinante, grande invasão. As tribos arianas, com poderosos meios militares muito superiores aos povos que então habitavam o norte da Índia, começaram um período de guerras das quais saíram vencedores incontestáveis. Fundaram-se vários Estados, controlados pelo respectivo marajá (rei). Tais Estados foram mais ou menos importantes, do ponto de vista político ou cultural, de acordo com a habilidade e capacidade do respectivo marajá. Os Arianos dariam início, então, a uma rigorosa hierarquização da sociedade, tão decisiva, que ainda hoje se faz sentir a sua influência.

 

- Invasões indo-europeias:

Os indo-europeus provinham das estepes do Casaquistão. Eram povos criadores de gado, que se deslocavam em busca de pasto para seus animais. Todos falavam a mesma língua, que com o tempo, evoluiu de diversas maneiras, gerando diferentes idiomas: grego, latim, alemão, inglês. Esse povo caracteriza-se por ter domesticado e aprendido a montar o cavalo. Além de grandes cavaleiros, os indo-europeus introduziram o uso dos carros puxados por cavalos, o que lhes deu maior poderio militar.

 

- Árias estabelecem as bases da futura civilização indiana:

Alguns pensam que esta grande guerra descrita no "Mahabharata"  é referente à invasão dos povos "árias" procedentes do norte. Certamente, temos que destacar que os esqueletos descobertos nas antiquíssimas cidades de Harappa  e Mohenjo-Daro  resultaram altamente radioactivos e que estas cidades foram subitamente destruídas. Por outro lado, em alguns lugares da Sibéria, Iraque, Colorado e Mongólia, parecem ser mostradas certas "cicatrizes" atómicas, idênticas às que os testes nucleares actuais estão começando a deixar, produzidas a milhões de anos antes da nossa actual "era nuclear"

 

1450 a. C.

 

- Redução a escrito da língua grega:  Língua grega antiga
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Três fases de evolução do grego arcaico
Em resumo, a forma do grego que atualmente se escreve e se fala é o resultado da evolução de uma língua em quatro fases:
a) Grego micênico (séculos XIV-XIII a.C.) que se caracteriza pelo uso da escrita Linear B. Trata-se da forma do grego mais antiga descoberta, sendo a língua usada por burocratas e para registrar inventários de palácios reais e estabelecimentos comerciais. Foram encontradas tabuletas de argila em Cnossos e Pylos e inscrições em vasos e jarras em Tebas, Micenas, Elêusis e outros lugares;
b) Grego arcaico e clássico (séculos VIII-IV a.C.), que começa com a adoção do alfabeto para a escrita;
d) Koiné. Grego helenístico e bizantino;
e) Grego moderno
Gramática:
A gramática grega tem permanecido através dos tempos razoavelmente intacta ainda que com algumas simplificações. Exceto o caso vocativo, havia no período micênico cinco casos: a)nominativo B)acusativo c)genitivo d)dativo-locativo e instrumental. Destes o instrumental desapareceu no período arcaico, sendo sua função adotada pelo dativo-locativo, que por sua vez também desapareceu no grego bizantino. Os casos restantes, nominativo, acusativo e genitivo, permaneceram inalterados ainda que nos dialetos o genitivo tenda a passar ao acusativo.
O sistema fonológico do grego antigo difere notavelmente de um período a outro e de um dialeto a outro. No ático antigo havia sete vogais: i aberta e fechada, e, a, o aberta e fechada e u, cada uma delas com uma forma longa e curta, exceto a e aberta e a o aberta que só possuiam a forma longa. Os ditongos originalmente eram ei, ai, oi e eu, au, ou, mas o ei começou a evoluir até um e longo e fechado e ou até o largo e fechado. Além disso havia um ditongo ui e normalmente no final das palavras os ditongos -ei, -ai, -oi com elementos longos primeiro que mais tarde foram reduzidos respectivamente a e longa, a longa e o longa aberta.
A estrutura consonântica em ático antigo se caracterizava pela riqueza em oclusivas surdas: p, t, k; aspiradas: ph, th, ch; e sonoras b, d, g. Havia dois sons líquidos l, r e dois nasais m, n. Não existiam nem y nem w como sons distintivos, podendo a maioria das consoantes ser dobradas entre vogais. As únicas consoantes permitidas ao final das palavras eram s, n e r.
Por volta de 200 a.C. e sob a influência dos gramáticos alexandrinos, começa-se a usar os acentos tonais: alto, baixo e decrescente. A sílaba tônica pode estar em uma das três últimas sílabas.
Exceto alguns termos monossilábicos ou bissílabos não acentuados de menor importância, cada palavra era marcada por um acento em uma das vogais. As vogais curtas se levavam acento, possuíam apenas tom elevado, podendo as largas e os ditongos levar tom elevado ou tom elevado seguido de decadente (indicado atravás de acento circunflexo(^)). Quando uma palavra levava acento na vogal ao final da sílaba era seguida por outra palavra dentro da mesma frase, o acento anotado era o sinal de grave (`) para indicar que seu tom era mais baixo que o da vogal da sílaba inicial da palavra seguinte. Algumas vezes duas palavras que de outra maneira seriam idênticas se diferenciavam pela natureza ou pela posição do acento: como oîkoi "casas" que é um nominativo plural e oíkoi "em casa" que é um advérbio de lugar; tómos "um corte" e tomós "cortando".

 

1400 a.C.

 

- Destruição final de Cnosso:  Cnossos é conhecida como a capital do rei mítico Minos, que deu nome à civilização grega pré-helênica (minóica). Construído na Idade do Bronze Médio, o primeiro palácio desapareceu por volta de 1750 a.C., sendo depois reconstruído. Há a lenda do Minotauro, ser monstruoso da mitologia grega, meio homem e meio touro. O rei Minos fechou-o no labirinto do palácio. O Minotauro alimentava-se de carne humana, e a cidade de Atenas foi condenada a pagar um tributo anual de sete meninas virgens e sete rapazes, que eram dados ao monstro. O Minotauro foi finalmente derrotado por Teseu (*), um dos jovens envidados para o sacrifício.

(*):Teseu
O lendário herói grego Teseu derrotou o Minotauro, monstro que habitava o célebre labirinto  mantido pelo rei Minos, na ilha de Creta. Teseu era filho de Egeu, rei de Atenas, e Etra, filha do sábio Piteu, rei de Trezena, na Argólida, onde nasceu. Egeu, antes de retornar a seu reino, escondera sua espada sob uma pesada rocha e recomendara a Teseu que só a procurasse quando fosse bastante forte para levantá-la. Com 16 anos, Teseu pôde realizar a façanha e foi ao encontro do pai. Decidido a livrar Atenas do pesado tributo devido a Creta, de sete moças e sete rapazes que eram devorados pelo Minotauro todos os anos, o herói seguiu para essa cidade como se fosse um dos jovens sacrificados. Antes de penetrar no labirinto do Minotauro, recebeu de Ariadne, filha de Minos, rei de Creta, um novelo de lã para marcar o caminho de volta. Assim, conseguiu matar o monstro e se salvar com os companheiros. Por descuido, o barco de Teseu retornou a Atenas com as velas pretas que indicavam luto. Desesperado, Egeu se jogou no mar. O herói assumiu então o governo: uniu os povos da Ática, com capital em Atenas, adotou o uso da moeda, criou o Senado, promulgou leis e instaurou a base da democracia. Cumpridas essas tarefas, Teseu retomou à vida de aventuras. Depois de lutar contra as amazonas, uniu-se à rainha delas, Antíope. Por motivos políticos, casou-se com Fedra, que depois apaixonou-se por Hipólito, filho de Teseu com Antíope. Ao lado do amigo Pirítoo, raptou Helena de Esparta, mais tarde resgatada por seus irmãos Castor e Pólux, e desceu aos infernos para tentar raptar também Perséfone, esposa de Plutão, mas este os manteve presos em suas cadeiras durante um banquete. Anos depois, Teseu foi salvo por Hércules. Ao voltar a Atenas, Teseu encontrou-a dilacerada por lutas internas, pois os cidadãos o julgavam morto. Triste, desistiu do poder, mandou os filhos para a Eubéia e, amaldiçoando a cidade, exilou-se na ilha de Ciros, onde foi morto por seu primo Licomedes.

 

- Alfabeto fenício:  O que levou os fenícios a criarem o alfabeto foi justamente a necessidade de controlar e facilitar o comércio. O alfabeto fenício possuía 22 letras e era, portanto muito mais simples do que a escrita cuneiforme e a hieroglífica.
O alfabeto fenício serviu de base para o alfabeto grego. Este deu origem ao alfabeto latino.
No princípio, todas as letras do alfabeto eram consoantes. Mais tarde, os gregos acrescentaram a elas as cinco vogais.

 

- Emprego do ferro no Médio Oriente: Tem-se indícios do uso de ferro, seguramente procedente de meteoritos, quatro milénios a.C., pelos sumérios e egípcios.
Cada vez mais objectos de ferro, datados entre o segundo e terceiro milénio antes de Cristo, foram encontrados (estes se distinguem do ferro proveniente dos meteoritos pela ausência de níquel) na Mesopotâmia, Anatólia e Egipto. Entretanto, seu uso provável destinou-se a fins cerimoniais, por ter sido um metal muito caro, mais do que o ouro na época. Algumas fontes sugerem que talvez o ferro era obtido como subproduto da obtenção do cobre.
Entre 1600 e 1200 a.C., observou-se um aumento de seu uso no Oriente Médio, porém não como substituto ao bronze.
Entre os séculos XII e X antes de Cristo, ocorreu uma rápida transição no Oriente Médio na substituição das armas de bronze para as de ferro. Esta rápida transição talvez tenha ocorrido devido a uma escassez de estanho, e devido a uma melhoria na tecnologia em trabalhar com o ferro. Este período, que ocorreu em diferentes ocasiões segundo o lugar, denominou-se Idade do ferro, substituindo a Idade do bronze. Na Grécia iniciou-se em torno do ano 1000 a.C., e não chegou à Europa ocidental antes do século VII a.C.. A substituição do bronze pelo ferro foi paulatina, pois era difícil produzir peças de ferro: localizar o mineral, extraí-lo, proceder a sua fundição a temperaturas altas e depois forjá-lo.

 

1250 a. C.

 

- Moisés  conduz os israelitas para fora do Egipto: Há cerca de 3200 anos, a filha dum faraó, possivelmente o grande Ramsés II, encontrou numa das margens do Nilo uma alcofa com um recém nascido. A criança, por ser filho de escravos hebraicos, devia ser morta, pois 
era assim que rezava a lei vigente. Todavia, a princesa levou o jovem para a corte onde foi educado. Veio a chamar-se Moisés, que quer dizer salvo das águas.
Moisés cresce, torna-se homem e um dia, já com idade adiantada e inspirado por Deus, sente que foi eleito para conduzir para a Terra Prometida os milhares de escravos hebreus, que eram sacrificados com árduos e intermináveis trabalhos, quase todos destinados a exibir a vaidade pessoal dos faraós.
Moisés tenta convencer o faraó de o deixar cumprir o desígnio que recebeu de Deus. O rei não quer ceder. Todavia, o Egipto é abalado por dez terríveis pragas e o faraó aterrado por tão grave situação consente a saída dos hebreus. Estes reúnem-se, e começa essa longa marcha, que ficou conhecida pelo Êxodo.
Durante a caminhada, Moisés e os seus seguidores depararam com o Mar Vermelho. Diz a lenda que um vento forte, enviado por Deus, pôs a descoberto o fundo do mar permitindo que os judeus passassem a seco. E mais, que os soldados que os perseguiam, porque o faraó tinha mudado de ideias, foram todos afogados pelas águas.
Moisés não chega à Terra Prometida. Será Josué, a quem ele entrega o testemunho, que o conseguirá. Todavia, no Monte Sinai, Moisés ainda escreve os Dez Mandamentos, ditados por Deus.

 

DISCURSO DE MOISÉS - (Portal História)
Segundo Discurso de Moisés, realizado no 1.º dia do 11.º mês do ano quarenta após a saída de Israel do Egipto, sobre o fundamento da Aliança com Deus, no lado oriental do rio Jordão, no deserto diante de Suf, na terra de Moab. De facto por volta do ano 1250 a. de C.
Após quarenta anos de deambulações no deserto, e à vista da Terra Prometida,  Moisés apresenta ao povo de Israel as regras  para construção de uma nova  sociedade, onde se realize a justiça, fonte de liberdade e dignidade. 
Neste discurso Moisés relembra os Dez Mandamentos ao povo de Israel, dados por Deus no Monte Sinai, tornando este um dos discursos mais importantes da Civilização Ocidental. 
O Livro do Deuteronómio apresenta uma versão do Decálogo - dos Dez Mandamentos - diferente da apresentada no Livro do Êxodo, capítulo 20, versículos 1a 21, sendo esta possivelmente a versão mais antiga.
«Escutei o que esse povo te disse. Ele tem razão.
Oxalá conserve sempre esta atitude, para Me temer e observar continuamente todos os meus mandamentos, de modo que tudo lhe corra bem a ele e seus filhos para sempre.»
Ouve, Israel, os estatutos e normas que hoje eu proclamo aos teus ouvidos, para que os aprendas e procures praticá-los:
Javé nosso Deus fez uma aliança connosco no Horeb.
Javé não fez essa aliança com os nossos antepassados, mas connosco, que hoje estamos aqui, todos vivos.
Javé falou convosco, face a face, sobre a montanha, do meio do fogo.
Eu estava entre Javé e vós, para vos anunciar a palavra de Javé, pois vós ficastes com medo do fogo e não subistes à montanha. Javé então disse‑me:
«Eu sou Javé teu Deus, que te tirou da terra do Egipto, da casa da escravidão.
Não tenhas outros deuses diante de Mim.
Não faças ídolos para ti, nenhuma representação do que existe no céu, na terra ou nas águas que estão debaixo da terra.
Não te prostres diante desses deuses, nem os sirvas, porque Eu, Javé teu Deus, sou um Deus ciumento: quando Me odeiam, Eu castigo a culpa dos pais nos filhos, netos e bisnetos; e trato com amor, por mil gerações, quando Me amam e guardam os meus mandamentos.
Não pronuncies em vão o Nome de Javé teu Deus, porque Javé não deixará sem punição aquele que pronunciar o seu Nome em vão.
Observa o dia de sábado, para o santificares, como ordenou Javé teu Deus. Trabalha durante seis dias e faz todas as tuas tarefas. O sétimo dia, porém, é o sábado de Javé teu Deus. Não faças trabalho nenhum, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha; nem o teu escravo, nem a tua escrava, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem qualquer um dos teus animais, nem o imigrante que vive nas tuas cidades. Deste modo; o teu escravo e a tua escrava poderão repousar contigo.
Lembra-te de que foste escravo na terra do Egipto, e Javé teu Deus te tirou de lá com mão forte e braço estendido. É por isso que Javé teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado.
Honra teu pai e tua mãe, como Javé teu Deus te ordenou, para que a tua vida se prolongue e tudo te corra bem na Terra que Javé teu Deus agora te dá.
Não mates.
Não cometas adultério.
Não roubes.
Não dês falso testemunho contra o teu próximo.
Não cobices a mulher do teu próximo, nem desejes para ti a casa do teu próximo, nem o campo nem o escravo, nem a escrava, nem o boi, nem o jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.»
Foram estas as palavras que Javé dirigiu em alta voz a toda a assembleia reunida no monte, do meio do fogo e das trevas, nuvens e escuridão. Sem mais nada acrescentar, Javé gravou-as sobre duas tábuas de pedra e entregou-mas.
Quando ouvistes a voz que vinha do meio das trevas, enquanto a montanha ardia em fogo, todos vós, chefes das tribos e anciãos, aproximastes-vos de mim e dissestes: «Javé nosso Deus mostrou-nos a sua glória e grandeza, e nós ouvimos a sua voz do meio do fogo. Hoje vimos que Deus pode falar ao homem, sem que este morra. E agora, porque iríamos morrer? Esse fogo pode devorar-nos! Se continuarmos a ouvir a voz de Javé nosso Deus, vamos morrer. De facto, qual é o mortal capaz de ouvir como nós a voz do Deus vivo a falar do meio do fogo, e ainda continuar vivo? Aproxima-te tu e ouve tudo o que Javé nosso Deus vai dizer. Depois comunicar-nos-ás tudo o que Javé nosso Deus te disse: nós ouviremos e pô-lo-emos em prática».
Javé ouviu as palavras que me dirigistes e disse-me: «Escutei o que esse povo te disse. Ele tem razão. Oxalá conserve sempre esta atitude, para Me temer e observar continuamente todos os meus mandamentos, de modo que tudo lhe corra bem a ele e seus filhos para sempre. Vai e diz-lhes: Voltai para as vossas tendas. Quanto a ti, fica aqui comigo, para que te comunique todos os mandamentos, estatutos e normas que lhes ensinarás a fim de que os pratiquem na Terra cuja posse lhes darei».
Portanto, procurai agir de acordo com todas as coisas que Javé vosso Deus vos ordenou. Não vos desvieis nem para a direita nem para a esquerda. Segui o caminho que Javé vosso Deus vos indicou, para que vivais, sejais felizes e prolongueis a vida na Terra que ireis ocupar.

 

Moisés
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Moisés, profeta israelita da Bíblia Hebraica (conhecida entre os cristãos como Antigo Testamento), da Tribo de Levi. Segundo a tradição judaica e cristã, Moisés foi o autor dos 5 primeiros livros do Antigo Testamento (veja também Pentateuco). É encarado pelos judeus como o seu principal legislador e um de seus principais líderes religiosos. Para os muçulmanos, Moisés foi um grande profeta.
Moisés foi adoptado pela filha do Faraó (não identificada) e educado na corte como um príncipe do Egipto. Aos 40 anos, após ter matado um feitor egípcio levado pela sua "justa" cólera, é obrigado a partir para exílio, a fim de escapar à pena de morte. Fixa-se na região montanhosa de Midiã, situada a leste do Golfo de Acaba. Quarenta anos depois, no Monte de Horebe, é finalmente "comissionado pelo Deus de Abraão" como o "Libertador de Israel".
Ele "conduziu o povo de Israel até ao limiar de Canaã, a Terra Prometida a Abraão". Foi no Monte de Horebe, na Península do Sinai, que recebeu os Dez Mandamentos do Deus de Abraão, escritos "pelo dedo de Deus". Depois, o seu código de leis é ampliado para cerca de 600 leis. É comummente chamado de Lei Mosaica. Os judeus, porém, a consideram como a Lei (em hebr. Toráh) de Deus dada a Israel por intermédio de Moisés.
Durante 40 anos (segundo a maioria dos historiadores, no período entre 1250 a.C. e 1210 a.C.), conduz o povo de Israel na peregrinação pelo deserto. Moisés morre aos 120 anos, após de contemplar a terra de Canaã no alto do Monte Nebo, na Planície de Moabe. Josué, seu ajudante, sucede-lhe como líder, chefiando a conquista de territórios na Transjordânia e de Canaã.
No Cristianismo, Moisés prefigura o "Moisés Maior", o prometido Messias (em grego, o Cristo). O relato do Êxodo de Israel, sob a liderança por Moisés, prefigura a libertação da escravidão do pecado, passando os cristãos a usufruir a liberdade gloriosa pertencente aos filhos de Deus.
Nome de Moisés:
A origem do nome Moisés é controversa. As evidências apontam para a origem egípcia do nome sem o elemento teofórico. Més (ou na sua forma grega, mais divulgada, Mósis), deriva da raiz substantiva ms (criança ou filho), correlata da forma verbal msy, que significa "gerar" (note-se que na língua egípcia, à semelhança de outras do Próximo Oriente, a escrita renunciava ao uso das vogais). Més significa assim "gerado", "nascido" ou "filho". Tome-se como exemplo os nomes dos faraós Ahmés (Amósis), que significa "filho de [deus] Amon-Rá", Tutmés (Tutmósis), significando ("filho de [deus] Tut), ou ainda Ramsés, com o significado de "filho de [deus] Rá".
De acordo com Êxodo 2:10 (ALA), é explicado que "quando o menino era já grande, ela [a mãe natural] o trouxe à filha de Faraó, a qual o adoptou; e lhe chamou Moisés, dizendo: Porque das águas o tirei." Para os judeus, o nome Moisés, em hebr. Móshe , é associado homofonicamente ao verbo hebr. mashah, que têm o significado de "tirar". Na etimologia judaica popular, têm o significado de "retirado [isto é, salvo]" da água. Veja também Antiguidades Judaicas, Flávio Josefo, Livro II, Cap. 9 § 6.
Estudiosos da História acreditam que o período que Moisés passou entre os egípcios serviu para que ele aprendesse o conceito do "Monoteísmo", criado pelo faraó Akhenaton, o faraó revolucionário, levando tal conceito ao povo judeu.

 

 

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FUNDO MUSICAL:

JOHANN SEBASTIAN BACH - CANTATA

FORMATAÇÃO E ARTE: IARA MELO