antes de Cristo

Factos, Figuras e Civilizações

(simples apontamentos)

3.500 a 3.000 a. C

 

3º Bloco

Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro
Formatação e Arte: Iara Melo

 

 

(a abreviatura a.C. = a antes de Cristo)

 

 

- (e) Dinastia Seleucida: - O reino dos selêucidas fundiu as culturas Helénica e Asiática e teve papel fundamental na Anatólia por quase 300 anos antes de ser destruído por Pompeu, que transformou os territórios em província romana. Fundada por Seleucos I Nicator (o Vencedor), a dinastia dos selêucidas reinou na Ásia de 312 a 64 a.C. Seleucos foi um dos generais de Alexandre e, após a morte do imperador, tornou-se Sátrapa da Babilônia em 321 a.C. Obrigado a fugir para o Egipto cinco anos depois, Seleucos guerreou contra os chefes macedónios que lutavam pelo controle do império. Derrotou Antígonos I, que se pretendia sucessor de Alexandre no trono da Macedónia, e de 311 a 302 a.C. conquistou todo o império de Alexandre, excepto o Egipto. Os domínios do reino de Seleucos I chegaram a se estender desde a Trácia, no limite ocidental, até o Indo, no oriental. A Síria se tornou o centro do estado selêucida, também conhecido como reino da Síria, que a partir de então se abria para o Mediterrâneo.   

Seleucos fundou Antioquia e dela fez a nova capital, mas Selêucia, perto do Rio Tigre, permaneceu como capital das satrapias orientais. Com a morte de Seleucos I em 281 a.C., assumiu o poder seu filho Antíocos I Soter (o Salvador), o qual foi obrigado a ceder a Macedônia e a Trácia ao assassino do pai, Ptolomeu I do Egito. Antíocos I venceu os gauleses na Anatólia em 275 a.C. e empreendeu uma reforma administrativa dos antigos domínios persas. Seu filho e sucessor, Antíocos II, reinou de 261 a 246 a.C. e entrou em guerra com o Egito.

fundou Antioquia e dela fez a nova capital, mas Selêucia, perto do Rio Tigre, permaneceu como capital das satrapias orientais. Com a morte de Seleucos I em 281 a.C., assumiu o poder seu filho Antíocos I Soter (o Salvador), o qual foi obrigado a ceder a Macedônia e a Trácia ao assassino do pai, Ptolomeu I do Egito. Antíocos I venceu os gauleses na Anatólia em 275 a.C. e empreendeu uma reforma administrativa dos antigos domínios persas. Seu filho e sucessor, Antíocos II, reinou de 261 a 246 a.C. e entrou em guerra com o Egito. Envenenado pela primeira mulher, Laodice, que repudiara para se casar com Berenice, filha de Ptolomeu II, foi substituído pelo filho, Seleucos II Calínico, rei de 246 a 225 a.C. O império foi então invadido por Ptolomeu III, novo soberano do Egipto, o que deu início a uma prolongada guerra. O monarca seguinte foi Seleucos III Soter, que governou por dois anos, antes de ser assassinado na Frígia. Sucedeu-o seu irmão, Antíocos III o Grande, que reinou de 223 a 187 a.C. Enfrentou revoltas locais, manteve a guerra contra o Egipto e recuperou a parte central da Anatólia. Invadiu a Arménia e voltou-se para a Grécia, despertando a hostilidade dos romanos. Recusou-se a ceder a Roma os territórios a oeste do Taurus e foi derrotado na Batalha da Magnésia, no ano 190 a.C. Os reis seguintes foram Seleucos IV  e Antíocos IV, após cuja morte, no ano 164 a.C. acelerou-se o declínio do império. Sucederam-se outros monarcas até Demétrios II, rei de 129 a 125 a.C. e último chefe selêucida investido de força. Daí por diante a dinastia dividiu-se em dois ramos rivais que guerrearam entre si. O antigo império ficou reduzido à Cilícia oriental e à Síria, que foi tomada por Tigranes  o Grande, rei da Arménia.
No ano 115 da era cristã, o imperador romano Trajanus (f) submeteu a região até Singara. Sob o domínio de Roma, foi gradativa a difusão do cristianismo, por intermédio dos cristãos da Síria, que fundaram o bispado de Edessa. Esse bispado converteu-se depois à heresia nestorianista, cujos integrantes se congregaram em Nísibis, em meio a uma complicada situação religiosa, na qual as decisões do Concílio de Calcedônia contra o monofisismo acabaram por provocar a divisão dos cristãos em três grupos: nestorianos, jacobitas e melquitas.


- (f): - Trajanus: - Primeiro imperador romano nascido fora da Península Itálica, Trajanus levou as fronteiras do império ao ponto máximo de sua extensão geográfica e realizou um vasto programa de obras públicas. Marcus Ulpius Trajanus nasceu em Itálica, na Bética, no sul da Espanha, perto de Híspalis (depois Sevilha) no ano 53 d.C. De família nobre, concluiu a formação militar junto ao pai, governador primeiro da Síria e depois da Ásia, à época de Vespasianus. Comandou uma legião na Espanha e participou das campanhas na Germânia, nas quais conquistou grande prestígio. Em 91 d.C. foi nomeado cônsul por Domitianus e mais tarde adotado por Nerva, a quem sucedeu em 98. Desde o começo do reinado, Trajanus dedicou seus esforços à reorganização do império, com apoio decisivo do Senado, que lhe concedeu o título excepcional de Optimus Princeps. Sua eficiente administração, retratada nos planos detalhados que constam da correspondência que manteve com Plinius I, teve como consequência a reactivação do comércio e da agricultura, a diminuição da carga tributária e a realização de um ambicioso programa de obras em todo o império. Além de edifícios públicos, como o novo foro de Roma, Trajanus fez construir estradas, pontes, aquedutos, portos, banhos públicos e infra-estrutura sanitária. Algumas dessas obras sobrevivem ainda na Itália, Espanha, norte da África e Balcãs. Acredita-se que tenha sido de Trajanus a instituição de fundos públicos para o sustento de crianças pobres nas cidades italianas, iniciativa geralmente atribuída a Nerva. O prestígio de Trajanus, no entanto, não se deveu tanto aos êxitos na política interna, mas às conquistas, destinadas a aumentar e consolidar o poder de Roma e a proporcionar os recursos necessários para suas reformas. Após ampliar o exército e reforçar as fronteiras com a Germânia, derrotou os Dácios em duas brilhantes campanhas e em 106 criou a nova província da Dácia, depois Roménia. Assegurada a fronteira oeste do império, voltou a atenção para o leste. Anexou o reino da Nabatéia, a parte da Arábia que se estende a leste e sul da Judeia, e por volta do ano 110 empreendeu uma guerra contra o poderoso reino parto, que culminou com a anexação da Arménia e da Mesopotâmia, a conquista das principais cidades partas e a chegada das tropas romanas ao Golfo Pérsico. Em 116, eclodiram revoltas nos territórios recém-conquistados e nas comunidades judias de diversas províncias orientais. Com a saúde abalada, Trajanus confiou o comando do exército ao sobrinho Hadrianus, que seria seu sucessor, e deixou Antioquia em direcção a Roma. Morreu na viagem, em 117, em Selino, posteriormente Selindi, Cilícia, no sul da Anatólia.
A partir do século III, a luta de Roma dirigiu-se contra as pretensões sassânidas na Mesopotâmia. Em meio à desordem política generalizada, a Mesopotâmia converteu-se, por dez anos, em porção do reino de Palmira, até a expedição do imperador Aurelianus. A luta contra os persas, porém, prosseguiu até o ano 298, quando Diocletianus submeteu a Mesopotâmia, até o Tigre, ao poder de Roma. Todavia, a luta continuou e, em 363, os romanos conseguiram uma trégua, mas tiveram que ceder Singara e Nísibis. Depois de recuperar suas antigas fronteiras, perdidas durante o avanço de Khosro I, por volta de 530, a Mesopotâmia bizantina foi obrigada a enfrentar o agravamento do conflito com os persas, com a perda de diversas cidades e o exílio de grande número de cristãos.

 

- Melhoramentos na agricultura, metalurgia, cerâmica, irrigação, governo, cobrança de impostos, leis.

 

- Fabricação de vidro: - A história do vidro remonta a alguns milénios com disputas entre quem seria o descobridor do vidro, como fenícios, persas, romanos, egípcios, bizantinos e chineses, mas segundo Plínio, o Velho, século 1 d.C., os fenícios seriam os primeiros a reproduzir, depois de longa observação o "fenómeno natural de aquecimento e fusão sílica pela ação de um raio, formando uma placa translúcida de vidro ou cristal".
Porém, isso são vestígios arqueológicos, pois a presença de contas de vidro colorido, colares, brincos e frascos encontravam-se nas tumbas dos faraós, anterior aos encontrados com os fenícios.
Mas tudo leva a crer que a descoberta do vidro está na região do Mediterrâneo. Os sírios inventaram a técnica do vidro soprado, levando a um melhor acabamento e beleza. Os romanos levam a glória por difundir a arte por toda a Europa Ocidental e Oriente Próximo, por meio de seu vasto império mercantilista.

 

- Escrita Cuneiforme: - O suporte era, à data, a massa mole de argila (placas de barro), na qual se inscreviam e gravavam, com a ajuda de um estilete, os símbolos gráficos em forma de cunha (até porque era difícil desenhar em barro mole sinais curvos), para depois serem cozidas como se de peças de cerâmica se tratasse.
Com o decurso natural do tempo, o sistema sumério cuneiforme (do latim cuneus, que significa cunha) foi adoptado por outros povos, sendo que a dada altura, em todos os estados da Mesopotâmia se escrevia com caracteres cuneiformes, originalmente constituídos por desenhos de objectos, não só sobre as placas de argila mas também sobre peças de marfim e pequenas tábuas de madeira. Inicialmente concebido para responder a propósitos administrativos (leis, éditos, contabilidade dos comerciantes e dos Estados), depressa extravasou este primeiro objectivo para passar a ser utilizado para exprimir o pensamento do homem.
A escrita mesopotâmica era uma escrita complexa, composta por 2000 sinais cuneiformes originais, muito embora somente 200 ou 300 fossem utilizados constantemente.
Utilizada para exprimir as duas principais línguas da Mesopotâmia – a suméria do sul, e a acádica do norte –, ao fim de algum tempo, deixou de ser escrita em colunas para passar a apresentar-se em linhas – escrita horizontal –, legível da esquerda para a direita.
A escrita cuneiforme manteve-se vigente até ao começo da nossa era.

 

3.200 a.C.

- Fundição de bronze no Próximo Oriente

 

- Unificação do Alto Egipto: - Alto Egipto foi o nome dado ao conjunto de nomos (a) do vale do rio Nilo. O Egipto surge desde muito cedo na história da Civilizações. No IV milénio está dividido entre dois reinos, o Baixo Egipto a norte e o Alto Egipto a sul.

 

(a) - Nomo era uma divisão administrativa do Antigo Egipto. A palavra nomo deriva do grego nomos (plural: nomoi). Para se referirem a estas regiões administrativas os egípcios usaram primeiro a palavra sepat e mais tarde, durante o período de Amarna, qâb.
O número de nomos variou ao longo da história egípcia entre os trinta e cinco e os quarenta e dois. Cada nomo tinha a sua capital (niwt), um emblema próprio, um número e uma divindade tutelar, à qual era dedicado um templo. Cada nomo dispunha igualmente das suas próprias regras e de festas locais.
A existência de nomos no Antigo Egipto remonta ao período pré-dinástico, quando várias cidades se uniram para formar um território unificado sob determinado poder.

 

Alguns deuses egípcios:

 

Ámon-Rá  era um deus tribal. O seu culto, porém, expandiu-se a partir do local de origem, pêro de Tebas, até que passou a ser adorado em todo o Egipto. Ultrapassou em prestígio o primeiro deus-criador, Atum, cuja configuração era a de um montículo de lodo emergindo do caos das cheias primaveris. Obviamente, este reflectia o renascimento anual da vida, quando o Nilo, ao recuar, deixa atrás de si um solo fecundado. Shu (deus do ar) e Tefnute (deusa da humidade) eram filhos de Atum e os pais de Geb e Nute.

Geb, deus da Terra, e sua irmã Nute, deusa do Céu, eram os pais de Set, Néftis, Osíris e Ísis. O costume matrimonial da união irmão-irmã, que durante muito tempo persistiu na casa real egípcia, reflecte-se nesta lenda – e, é claro, na história de Horo, filho de Osíris e Ísis que também eram irmãos.

 

Set  e Osíris  eram irmãos. Os mitos que se lhes referem dão ênfase à morte de Osíris nas mãos de Set (Osíris haveria de ressuscitar e transformar-se-ia no rei dos infernos e juiz dos mortes) e evocam as lutas entre o Alto e Baixo Egípcio que antecederam a sua união. Ainda de acordo com o mito, essa unificação foi fruto do trabalho de Horo, filho de Osíris e da irmã Ísis e assassino de Set.

 

Néftis  era irmã de Ísis e ajudou e igualmente a ressuscitar Osíris. Anúbis era filho de Set e Néftis. Era o deus com a cabeça de chacal que presidia à mumificação e aos ritos através dos quais o morto era admitido no mundo dos defuntos.


Os nomarcas
À frente de cada nomo encontrava-se o nomarca (em egípcio, heri-tep a'a). Este cargo foi em geral hereditário, embora em teoria o faraó podia nomear quem entendesse para desempenhar o cargo. Em geral, quando o poder real era sólido, era o faraó que nomeava o nomarca. Em outros casos, como na altura das guerras civis ou de invasões estrangeiras, os nomos organizavam-se por si próprios, colocando à frente do governo o filho do último administrador.
Os nomarcas eram responsáveis pela organização do exército ao nível local. Os nomos de Assiut e Beni Hassan ficaram conhecidos pelo seu poderio militar.
O Egipto estava dividido em duas partes: O Alto Egipto, situado a sul, mais perto do deserto do Saara (b), e o Baixo Egipto, a norte, mais perto do mar Mediterrâneo.

 

(b) - O Deserto do Saara é o segundo maior deserto do mundo (perdendo apenas para a Antártica), localizado no Norte de África, com uma área total de 9 065 000 km2, sendo apenas um pouco menor que a Europa (10 400 000 km2). O nome Saara é uma transliteração do árabe que por sua vez é a tradução da palavra tuaregue tenere (deserto). Vivem cerca de 2,5 milhões de pessoas na área do Saara, distribuídas pela Mauritânia, Marrocos, Líbia, Egipto, Mali, Níger, Argélia, Tunísia, Sudão e Chade.
As fronteiras do Saara são: o Oceano Atlântico a oeste, a cordilheira do Atlas e o Mar Mediterrâneo a norte, o Mar Vermelho a leste e o vale do Rio Níger a sul.
O Saara divide o continente africano em duas partes, a África do Norte e Sub-Saariana. A fronteira saariana ao sul é marcada por uma faixa semi-árida de savana chamada Sahel, e ao sul de Sahel encontra-se o Sudão.
Os humanos viveram na extremidade do deserto por quase 500 mil anos. Durante a última glaciação, o deserto do Saara foi mais húmido (como o Leste africano) do que é agora. Fósseis de dinossauros foram encontrados ali. O Saara moderno, geralmente, é isento de vegetação excepto no vale do Nilo, poucos oásis e algumas montanhas dispersas.
O Alto Egipto era, portanto, a parte mais pobre, e por esta mesma razão, foi daqui que partiu a conquista do Baixo Egipto, encabeçada por Narmer (c) aproximadamente no ano 3200 a.C., que levou a uma consequente unificação de todo o território.

 

(c) - Narmer é muitas vezes identificado com Menés, o fundador da primeira dinastia de faraós egípcios.
Se atendermos à "Paleta de Narmer", este faraó é o primeiro que conseguiu, cabalmente, unir o Baixo Egipto ao Alto Egipto. No entanto, segundo a fonte histórica que é a lista de Manethon, no seu livro sobre a história do Egipto, o fundador da primeira dinastia é Menés. Logo, será que Menes e Narmer são o mesmo faraó? A controvérsia persiste. 
Frente e Verso da célebre Paleta de Narmer que se encontra exposta no Museu Egípcio, Cairo. A frente mostra o rei com a coroa branca do Alto Egipto castigando um inimigo com uma clava piriforme tendo à sua frente o deus Hórus segurando a cabeça de um inimigo pelas narinas. No verso, ostentando a coroa vermelha do Baixo Egipto, Narmer inspecciona um desfile de inimigos decapitados e com as cabeças metidas entre as pernas, sendo acompanhado pelos seus porta estandartes, porta sandálias e um alto oficial com o seu equipamento de escriba.

 

3100 a.C.
Há a hipótese deste ter sido o sucessor imediato do Horus Serek. Mas os documentos que comprovem qualquer teoria são escassos.

 

3.000 a.C.

- Uso do sistema decimal e sexagesimal

  na Suméria (incluindo fracções): - O sistema sexagesimal é um sistema de numeração de base 60, criado pela antiga civilização Suméria. Uma possível razão para o aparecimento deste sistema de numeração poderá residir no elevado número de divisores de 60 (1, 2, 3, 4, 5, 6, 10, 12, 15, 20, 30 e 60). Outra hipótese poderá vir de uma união de um sistema de contagem de base 5 que se baseava em contar com os dedos da mão e o sistema de contagem de base 12 que usava o método das três falanges.
Usos: Este sistema é utilizado nas medidas de ângulos (e de coordenadas geográficas angulares) e de tempo.
A medida angular de um grau é dividida em 60 minutos de arco, e cada minuto de arco em 60 segundos de arco.
Nas medidas usuais de tempo, uma hora é dividida em 60 minutos, e cada minuto em 60 segundos. Antigamente o segundo era dividido em 60 terceiros e assim por diante, mas hoje em dia, o segundo é dividido através de um sistema decimal.

 

- Primeiros veículos de rodas.

 

- Civilização egípcia: Império Antigo: - Durante o Antigo Império, os faraós conquistaram enormes poderes no campo religioso, militar e administrativo. Essa época foi conhecida como a época das pirâmides. O primeiro a criar uma pirâmide foi o rei Djezer e seu arquitecto Imhotep, em Sakara.
Mais tarde um outro faraó, Snefer, inspirado nessa pirâmide construiu três pirâmides, porque só a ultima tinha condições de abrigar a múmia do rei. O filho (Kufu ou Keops), o neto (Quefrem) e o bisneto (Mikerinos) de Snefer construíram as magníficas pirâmides de Gizé. A família da 5ª dinastia talvez tenha sido a família mais poderosa de toda a historia do Egipto.
A sociedade era dividida em funcionários que auxiliavam o faraó e uma imensa legião de trabalhadores pobres, que se dedicavam à agricultura, ás construções e arcavam com pesados tributos. No Antigo Império, a capital do Egipto foi, primeiro, a cidade de Tinis; depois, a de Mênfis. Por volta de 2400 a.C., O Império Egípcio foi abalado por uma série de revoltas lideradas pelos administradores de províncias. O objectivo destas era enfraquecer a autoridade do faraó. Com a autoridade enfraquecida, o poder do faraó declinou, a sociedade egípcia desorganizou-se e o Egipto viveu um período de distúrbios e guerra civil.

 

- Hieróglifos:  - Até a descoberta de Champollion, acreditava-se que hieróglifos eram representações ilustrativas de palavras que elas representavam. Champollion provou que elas eram uma mistura complexa de ilustrações, sons fonéticos e letras alfabéticas, e que a linguagem do Egipto Antigo é relacionada ao Cóptico, que ainda existe na Igreja Cristã Cóptica.
Hieróglifos são um tipo de escrita chamada de sistema de rebus. Usa símbolos emprestados para representar novas palavras com os mesmos sons, independente do significado original. Portanto ‘A gente se vê’ iria ser desenhado ‘Agente se vê’ por exemplo. Descodificando a linguagem do Egipto Antigo, Champollion abriu um mundo de conhecimento.

 

- Calendário de 365 dias: - Os antigos babilónios tinham um calendário lunar de 12 meses lunares de 30 dias cada, e adicionavam meses extras quando necessitavam acertar o calendário com as estações do ano.  
Os antigos egípcios foram os primeiros a substituir o calendário lunar pelo solar, baseado no ano solar. Mediam o ano solar em 365 dias, divididos em 12 meses de 30 dias cada, com 5 dias extras no fim. Cerca de 238 AC, o rei Ptolomeu III ordenou que um dia extra fosse adicionado de cada 4 em 4 anos, similar ao moderno ano bissexto.

 

- Pirâmides: - (Wikipédia, a enciclopédia livre).
As pirâmides são estruturas monumentais construídas em pedra e têm uma base rectangular e quatro faces triangulares (por vezes trapezoidais) que convergem para um vértice. Acredita-se que as pirâmides do Egipto Antigo eram edifícios funerários, embora alguns especialistas acreditem que além de servirem de mausoléus eram também templos religiosos. Foram construídas há cerca de 2.700 anos, desde o início do antigo reinado até perto do período ptolemaico. A época em que atingiram o seu apogeu, o período das pirâmides por excelência, começou com a III dinastia e terminou na VI dinastia (2686-2345 a.C.).
Não eram consideradas estruturas isoladas mas integradas num complexo arquitectónico. Foram encontradas cerca de 80 pirâmides no Egipto mas a maior parte delas estão reduzidas a montículos de terra. A construção das pirâmides sofreu uma evolução, desde o monte de areia de forma rectangular que cobria a sepultura do faraó, na fase pré-dinastica, passando pela mastaba, uma forma de túmulo conhecida no início da era dinástica. Foi Djoser, o fundador da III dinastia, quem mandou edificar uma mastaba inteiramente de pedra. Tinha 61 m de altura e 6 degraus em toda a volta, 109 m de norte a sul e 125 m de leste a oeste. As pirâmides têm uma estrutura subterrânea complexa, composta de corredores e salas onde a sala funerária é cavada no solo. Depois da IV dinastia, as pirâmides entram na sua fase clássica com a construção da ampla e maravilhosa necrópole de Gizé, na margem esquerda do Nilo, não longe do Cairo. As maiores pirâmides egípcias são as dos faraós Quéops , Quéfren   e Miquerinos  em Gizé. São famosas também as pirâmides astecas, que se destinavam à prática religiosa e atestam a competência técnica desse povo. As pirâmides de Gizé são uma das Sete maravilhas do mundo antigo.

 

- Charrua de madeira

 

CONTINUA NO PRÓXIMO BLOCO

 

FORMATAÇÃO E ARTE: IARA MELO