antes de Cristo

(Civilização Chinesa)
 

5º Bloco

Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro
Formatação e Arte: Iara Melo

 

 

antes de Cristo
(Civilização Chinesa)



 


China
A China é uma das regiões do globo onde a acção do homem, na ordenação do território, tem sido uma das mais constantes e perseverantes.
- 500.000 a. C.: o homem de Zhukudian  , um Homo erectus, conhece o fogo e, provavelmente, a cozedura.

- Séculos XVIII-1025 a. C.: durante a dinastia dos Chang (*), as técnicas de fabrico do bronze são postas em prática e surge a escrita.

(*) - T'ang , o vitorioso, fundou a dinastia dos Chang que posteriormente recebeu o nome de Yin. A tradição, que colocava uma das sedes reais na actual província de Ho-nam, foi plenamente confirmada pelas já mencionadas descobertas realizadas em Ngang-Yang. Os túmulos ali encontrados, de acordo com a cronologia do sinólogo sueco Karlgren, remontaria à ultima fase da dinastia Chang, entre 1300 e 1028 a.C..
Os produtos das escavações realizadas colocam-nos diante de uma civilização material que atingiu o apogeu. O brilho das actividades artísticas é revelado sobre tudo pelos magníficos vasos rituais de bronze, pelas esculturas de mármore e pelos trabalhos de Jade. Note-se que essa sumptuosidade confirma uma vez mais o que a tradição chinesa referia em relação aos Chang. Um dos fatos marcantes da Historia da dinastia Chang foi à expansão dos colonos Chineses para fora da grande planície. Nas regiões banhadas pelo Yang-Tse, recobertas de vastas florestas, os pioneiros chineses encontraram povos da mesma raça os quais, porém, levavam uma vida semibárbara de caçadores e pescadores.
Séculos V-III a. C.: a desunião política assinala o período dos Reinos Combatentes. É nesta época que vivem os grandes mestres da Antiguidade, como Confúcio (*).

(*) - Confúcio , também conhecido com K'ung ch'iu (mestre kong), nasceu em meados do século VI (551 a.C.), em Tsou, uma pequena cidade no estado de Lu, hoje Shantung. Esse estado é denominado de "terra santa" pelos chineses. Confúcio estava longe de se originar de uma família abastada, embora seja dito que ele tinha ascendência aristocrática. Seu pai, Shu-liang He, antes magistrado e guerreiro de certa fama, tinha setenta anos quando se casou com a mãe de Confúcio, uma jovem de quinze anos chamada Yen Cheng Tsai, que diziam ser descendente de Po Chi'in o filho mais velho do Duque de Chou, cujo sobrenome era Chi.
Dos onze filhos, Confúcio era o mais novo. Seu pai morreu quando ele tinha três anos de idade, o que o obrigou a trabalhar desde muito jovem para ajudar no sustento da família. Aos quinze anos, resolveu dedicar suas energias em busca do aprendizado. Em vários estágios de sua vida empregou suas habilidades como pastor, vaqueiro, funcionário e guarda-livros. Aos dezanove anos se casou com uma jovem chamada Chi-Kuan. Apesar de se divorciar alguns anos depois, Confúcio teve um filho, K'ung li, que nasceu um ano após seu casamento, e uma filha.
Confúcio viajou por diversos destes reinos, esteve em íntimo contacto com o povo e pregou a necessidade de uma mudança total do sistema de governo por outro que se destinasse a assegurar o bem-estar dos súbditos, pondo em prática processos tão simples como a diminuição de contribuições e o abrandamento das penalidades. Embora tentasse ocupar um alto cargo administrativo que lhe permitisse desenvolver as suas ideias na prática, nunca o conseguiu, pois tais ideias eram consideradas muito perigosas pelos que mandavam. Aquilo que ele não pôde fazer pessoalmente acabaram por fazer alguns dos seus discípulos, que, graças à boa preparação por ele ministrada, se guindaram, dia após dia, aos cargos mais elevados. Já idoso, retirou-se para a sua terra natal, onde morreu com 72 anos.

- A China Imperial até à conquista mongol:
- 221-206 a. C.: A dinastia dos Qin (Ts'in) (*), realiza uma primeira unificação do país e funda o Iº Império. Início da Construção da Grande Muralha (**) contra as invasões.

(*) - Durante o século IV a.C., o reino de Qin  , um dos estados periféricos emergentes do noroeste, dedicou-se a um programa de reformas, seguindo as doutrinas legalistas. Ao mesmo tempo, o poder dos Chou entrou em colapso em 256 a.C. O rei de Qin se autoproclamou-se primeiro imperador da dinastia Qin (221-206 a.C.). O nome China deriva dessa dinastia. O imperador unificou os estados feudais em um império administrativamente centralizado e culturalmente unificado. Aboliram-se as aristocracias hereditárias e seus territórios foram divididos em províncias governadas por burocratas nomeados pelo imperador. A capital de Qin transformou-se na primeira sede da China imperial. O primeiro imperador estendeu as fronteiras exteriores: no, sul até o delta do rio Vermelho; no sudoeste, dominou as actuais províncias de Yunnan, Guizhou y Sichuan; no noroeste, chegou a Lanzhou, na actual província de Gansu, e, no nordeste, a um sector do que hoje é a Coreia. A dinastia Qin concluiu a Grande Muralha chinesa. O peso crescente dos impostos, o serviço militar e os trabalhos forçados criaram profundo ressentimento contra a dinastia Qin entre as classes populares, enquanto as classes intelectuais estavam ofendidas pela política governamental de controle do pensamento.

(**) - A muralha da China   começou a ser erguida por volta de 220 a.C. por determinação do primeiro imperador chinês, Qin Shihuang (também Qin Shi Huangdi, Ch'in Che Huang Ti, Shih Huang-ti ou Shi Huangdi ou ainda Tchi Huang-ti). Embora a Dinastia Qin (ou Ch'in) não tenha deixado relatos sobre as técnicas construtivas que empregou e nem sobre o número de trabalhadores envolvidos, sabe-se que a obra aproveitou uma série de fortificações construídas por reinos anteriores, sendo o aparelho dos muros constituído por grandes blocos de pedra, ligados por argamassa feita de barro. Com aproximadamente três mil quilómetros de extensão, a sua função era a de conter as constantes invasões dos povos ao Norte.
Com a morte do imperador Ch'in, iniciou-se na China um período de agitações políticas e de revoltas, durante o qual os trabalhos na Grande Muralha ficaram paralisados. Com a ascensão da Dinastia Han ao poder, por volta de 205 a.C., reiniciou-se o crescimento chinês e os trabalhos na muralha foram retomados ao longo dos séculos até ao seu esplendor na Dinastia Ming, por volta do século XV, quando adquiriu as actuais feições e uma extensão de cerca de sete mil quilómetros.
A magnitude da obra, entretanto, não impediu as incursões de mongóis, xiambeis e outros povos que ameaçaram o império chinês ao longo de sua história. Por volta do século XVI perdeu a sua função estratégica, vindo a ser abandonada.
No século XX, na década de 1980, Deng Xiaoping priorizou a Grande Muralha como símbolo da China, estimulando uma grande campanha de restauração de diversos trechos que, entretanto, foi questionada. A requalificação do monumento para o turismo sem normas para o seu adequado usufruto, aliado à falta de critérios técnicos para a restauração de alguns trechos (como o próximo a Jiayuguan, no Oeste do país, onde foi empregado cimento moderno sobre uma estrutura de pedra argamassada, conduzindo ao desabamento de uma torre de seiscentos e trinta anos), gerou várias críticas por parte de preservacionistas, que estimam que cerca de dois terços do total do monumento estejam em ruínas.
 Características: Por não se tratar de uma estrutura única, as características da Grande Muralha variam, de acordo com a região em que os diferentes traços se inscrevem. Por exemplo, perto de Beijing, os muros foram construídos com blocos de pedras de calcário; em outras regiões, podem ser encontrados o granito ou tijolos no aparelho das muralhas; nas regiões mais ocidentais, de desertos onde os materiais são mais escassos, os muros foram construídos com vários elementos, entre os quais faxina (galhos de plantas enfeixados). Em geral os muros apresentam uma largura média de sete metros na base e de seis metros no topo, alçando-se a uma altura média de sete metros e meio.
206 a.C a 220 d. C. – dinastia dos Han. A dinastia Han está dividida em duas partes: a Han Ocidental (ou Anterior) de 206 a.C. até 9 d.C. e a Han Oriental (ou posterior) de 25 a 220, separados pelo interregno de Wang Mang.
No século I da era cristã, a luta iniciada na dinastia anterior contra os "bárbaros do oeste", como eram chamados os homens da estepes (hunos da actual Mongólia, descendentes dos turcos-mongóis), prosseguiu, passando eles à condição de vassalos dos chineses.
O longo período de governo dos Han possibilitou a formação de uma nação chinesa. Os dialectos foram unificados e ocorreu a miscigenação dos diversos grupos étnicos que viviam na região.
A China se expandiu em direcção ao ocidente, estabelecendo protectorados e rotas comerciais na Ásia Central, desenvolvendo o comércio inclusive com os romanos. Dominam a Rota da Seda (*)   que liga a China à Europa. A China abre-se às influências estrangeiras, nomeadamente ao budismo vindo da Índia.
Entretanto, no final da dinastia, os homens das estepes voltaram à ofensiva, o que, juntamente com revoltas internas da nobreza, gerou uma série de lutas, que duraram cerca de 75 anos.
A dinastia Han foi portanto destronada, e o território chinês foi dividido em três reinos: Wei, Shu e Wu.

(*) - A Rota da Seda , era uma série de rotas interconectadas através da Ásia do Sul, usadas no comércio da seda entre o Oriente e a Europa. Eram transpostas por caravanas e embarcações oceânicas que ligavam comercialmente o Extremo Oriente e a Europa, provavelmente estabelecidas a partir do oitavo milénio a.C. – os antigos povos do Saara possuíam animais domésticos provenientes da Ásia – e foram fundamentais para as trocas entre estes continentes até à descoberta do caminho marítimo para a Índia. Conectava Chang'an (atual Xi'an) na China até Antioquia na Ásia Menor, assim como a outros locais. Sua influência expandiu-se até a Coreia e o Japão. Formava a maior rede comercial do Mundo Antigo.
Estas rotas não só foram significativas para o desenvolvimento e florescimento de grandes civilizações, como o Egipto Antigo, a Mesopotâmia, a China, a Pérsia, a Índia e até Roma, mas também ajudaram a fundamentar o início do mundo moderno. Rota da seda é uma tradução do alemão Seidenstraße, a primeira denominação do caminho feita pelo geógrafo alemão Ferdinand von Richthofen no século XIX.
A rota da seda continental divide-se em rotas do norte e do sul, devido à presença de centros comerciais no norte e no sul da China. A rota norte atravessa o Leste Europeu (os mercadores criaram algumas cidades na Bulgária), a península da Criméia, o Mar Negro, o Mar de Mármara, chegando aos Balcãs e por fim, a Veneza; a rota sul percorre o Turcomenistão, a Mesopotâmia e a Anatólia. Chegando a este ponto, divide-se em rotas que levam à Antioquia (na Anatólia meridional, banhada pelo Mediterrâneo) ou ao Egipto e ao Norte da África.
A história da rota da seda é a seguinte: a Rota da seda é a longa estrada entre a China e o Ocidente. Muitas caravanas já seguiram essa rota antiga em 200 a.C. . No passado remoto, os chineses aprenderam a fabricar seda a partir da fibra branca dos casulos dos bichos-da-seda. Só os chineses sabiam como fabricá-la e mantinham esse segredo muito bem guardado. Quando eles fizeram contacto com as cidades do Ocidente, encontraram pessoas dispostas a pagar muito caro pela seda. E pelo lado da cultura que ficou, os dois lados da rota aprenderam sobre culturas diferentes das sus, e isso expandiu suas ideias sobre o mundo. Marco polo foi o primeiro a utilizá-la.

- China: torno de oleiro :
A utilidade da roda foi gradual, uma  vez que o transporte durante muito tempo, fora feito por asnos. Como já dissemos a cerâmica era rudimentar, feita totalmente à mão. Vasos e utensílios domésticos eram confeccionados em grande quantidade, de maneira tosca, grosseira. Por incrível que pareça, a roda foi usada no início por OLEIROS. Com o auxílio dela conseguiam melhorar a qualidade  do seu trabalho, aumentando por consequência a produção.
Segundo consta, foram encontradas as primeiras rodas  feitas de argila queimada, que fixadas em um eixo, permitiam ao oleiro girá-la com a mão esquerda, enquanto com a direita acertava melhor as peças.
Por outros desenhos gravados, a arqueologia nos informa que eles se utilizavam também de rodas grandes de pedra no mesmo sistema, só que tocadas por uma terceira pessoa, permitindo-lhes trabalhar livremente. Na realidade a roda durante muitos séculos permaneceu como torno de OLEIRO. Só arrastou pesos bem mais tarde, adaptando-se a outros ramos técnicos. 
O TORNO influiu enormemente na difusão da cerâmica no Oriente; especialmente entre os egípcios que se distinguiram pelo seu trabalho perfeito tanto nas formas como nos desenhos gravados.
Os chineses foram pioneiros em varias técnicas e também eram hábeis e perfeitos.

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande - Portugal
 

 

 

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