
(a abreviatura a.C. = a antes de
Cristo)
Esquimós

É um povo que a si próprio se
designa Inuit instalado nas margens do estreito de Bering e da baía de Hudson,
no Alasca, Gronelândia e Canadá. A designação “Esquimó” é por eles considerada
pejorativa. Unidos cultural e linguisticamente, os Inuites repartem-se por
território vasto e formam uma sociedade sem Estado. No Verão praticam a caça e a
pesca. A família, restrita, vive então numa tenda de pele de foca. Durante o
Inverno, os Esquimós caçam a morsa e a foca, e habitam em grandes casas de
madeira ou cavadas no gelo, partilhadas por várias famílias.
- Cultura esquimó: O arte esquimó
foi cultivado em certas zonas desde os tempos paleolíticos. Possui uma unidade
básica de conceito, por certas tradições serem difundidas quase intactas de
geração em geração. Além disso, o denominador comum de estas culturas é tão
forte que a arte boreal paleolítica e a esquimó moderna, entre as que parece não
existir conexão histórica alguma, apresentam notáveis pontos de contacto.
Em uma zona relativamente pequena da desembocadura do Yukón tem-se encontrado
máscaras esquimós representativas de espíritos visionados pelos pajés. Aparecem
com frequência silhuetas de animais e homens arranhados em marfim, madeira e
pedra. Muitos destes trabalhos, os realizados sobre conchas ou dentes de baleia,
parecem apreendidos dos baleeiros norte-americanos, mas a tradição é
pré-histórica e, no caso das talhas em pedra dos índios do Norte, a antiguidade
é considerável. Aqui o desenho do animal visionado em sonhos, acredita-se ser
equivalente ao animal mesmo; o caçador pensa que por desenhar o animal,
situa-lhe sob seu domínio.
- Estreito de Béring
:
É um estreito entre o Cabo Dezhnev, o ponto extremo oriental do continente
asiático e o Cabo Prince of Wales, o extremo ocidental do continente americano,
com cerca de 85 km de largura e uma profundidade de 30–50 m. O estreito liga o
Mar Chukchi (parte do Oceano Árctico), no norte, com o Mar de Bering (parte do
Oceano Pacífico), no sul. Tem seu nome do explorador Vitus Jonassen Bering,
nascido na Dinamarca e de nacionalidade russa, que atravessou o estreito em 1728
1.800 a. C.
- Mineração e fundição de bronze na
Áustria
:
Os austríacos mineravam e fundiam o bronze com grande perícia e habilidade. Eram
também avançados na carpintaria e, no fabrico do bronze, pela existência,
naquela região, do minério de cobre e, por sua apurada técnica na fundição e na
utilização deste material. Era uma das mais avançadas culturas existentes
naquela época.
1.740 a. C.
Hititas

Povo indo-europeu que, entre os
séculos XX e XII a. C., constituiu um poderoso Império na Anatólia Central. A
capital era Hattusa (hoje Bogazkoy). O poder hitita, eclipsado no século XV pelo
reino do Mitanni (Hurritas), atingiu o seu mais alto ponto nos séculos XIV e
XIII (Novo Império Hitita). Conseguiu então conter os Assírios e os Egípcios na
Batalha de Kadesh 1299 a. C. O Império Hitita desapareceu no século XII, com a
invasão dos Povos do Mar.
- Império Antigo Hitita: Os Hititas
eram um povo indo-europeu que, no II milénio a.C., fundou um poderoso império na
Anatólia central (actual Turquia), cuja queda data dos séculos XIII-XII a.C.. Em
sua extensão máxima, o Império Hitita compreendia a Anatólia, o norte e o oeste
da Mesopotâmia até a Palestina.
Chamavam-se a si próprios Hatti, e a sua capital era Hattusa ou Hattusha. Os
registros em baixo relevo e relatos da época descreviam os hititas como homens
fortes, de estatura baixa, com barbas e cabelos longos e cerrados, possivelmente
usados como protecção para o pescoço. Os cavalos eram venerados como animais
nobres. Os encarregados de cuidar dos cavalos assumiam notoriedade na sociedade
hitita.
Tal como os antigos egípcios, seus contemporâneos, detinham uma escrita
hieroglífica. Sua principal arma eram os temidos carros de guerra com capacidade
para três pessoas (um condutor e dois guerreiros, geralmente um deles utilizando
um arco), uma inovação frente aos carros de guerra de 2 pessoas utilizados
tradicionalmente por seus vizinhos.
A Batalha de Kadesh é o evento mais famoso da história hitita, quando o Principe
Hattusilis, tio do Rei Muwatallis atacou de assalto o exército de Ramsés II do
Egipto nas proximidades da cidade de Kadesh. A dramática batalha (segundo
relatos egípcios, o próprio faraó precisou usar a espada para salvar sua vida)
terminou sem vencedores, mas ambos os lados reivindicaram a vitória. A batalha é
ricamente detalhada em escrituras egípcias, e a descoberta dos sítios hititas na
Turquia confirmaram o trunfo hitita contra o Egipto.
Depois da Batalha de Kadesh, os hititas se envolveram em uma guerra civil que
esfacelou o império. Logo após a guerra, os hititas incendiaram Hattussa e
fugiram para uma região desconhecida. Até hoje não se sabe qual foi o destino
dos hititas.
- Os cavalos são amansados e
montados na Ásia Central: Cavalos selvagens foram difundidos na Ásia e Europa em
épocas pré-históricas, mas as vastas manadas foram se esgotando através das
caçadas e capturas para domesticação. O Tarpan (cavalo selvagem da Tartária)
sobreviveu até 1850 na Ucrânia, Polónia e Hungria, países de onde se originou.
1.700 a. C.
- Civilização micénica
:
O Período micénico é 1 subdivisão regional e temporal da Idade do Bronze do
Egeu, também conhecida por Período Heládico Recente ou Final. Refere-se à
sofisticada cultura grega que se desenvolveu no continente grego entre 1550 a.C.
e 1100 a.C., aproximadamente. O nome deriva de Micenas, nome de um dos mais
importantes centros regionais micénicos. Activos comerciantes, os micénios
submeteram a ilha de Creta por volta de 1450 a.C. e, entre 1400 e 1200 a.C.,
dominaram economicamente (e culturalmente) quase todos os povos do Mediterrâneo
Oriental. Os micénios falavam uma forma bastante arcaica da língua grega,
criaram os mais antigos documentos em grego, escritos em um silabário conhecido
por escrita linear B e construíram imponentes cidadelas fortificadas em Micenas
e Tirinto Argólida, Gla (Beócia) e Englianos (Messénia). Diversas
características da cultura micénica sobreviveram nas tradições religiosas e na
literatura grega dos períodos Arcaico e Clássico, notadamente na Ilíada e na
Odisseia.
- Babilónia
:
http://pt.wikipedia.org/wiki -
Os Jardins Suspensos da Babilónia
foram uma das sete maravilhas do mundo antigo. É talvez uma das maravilhas
relatadas sobre que menos se sabe. Muito se especula sobre suas possíveis formas
e dimensões, mas nenhuma descrição detalhada ou vestígio arqueológico já foram
encontrados, além de um poço fora do comum que parece ter sido usado para
bombear água. Seis montes de terra artificiais, com terraços arborizados,
apoiados em colunas de 25 a 100 metros de altura, construídos pelo rei
Nabucodonosor, para agradar e consolar sua esposa preferida Amitis, que nascera
na Média, um reino vizinho, e vivia com saudades dos campos e florestas de sua
terra. Chegava-se a eles por uma escada de mármore. Também chamados de Jardins
Suspensos de Semiramis, foram construídos no século VI a.C., no sul do Iraque,
na Babilônia. Os terraços foram construídos um em cima do outro e eram irrigados
pela água bombeada do rio Eufrates. Nesses terraços estavam plantadas árvores e
flores tropicais e alamedas de altas palmeiras. Dos jardins podia-se ver as
belezas da cidade abaixo. Não se sabe quando foram destruídos. Suspeita-se que
sua destruição tenha ocorrido na mesma época da destruição do palácio de
Nabucodonosor, pois há boatos de que os jardins foram construídos sobre seu
palácio.
Nabucodonosor - rei da Babilónia (630 a.C.?-562 a.C.). Durante seu governo a
Babilónia atinge o auge de sua prosperidade e hegemonia, sendo conhecida como
"Rainha da Ásia". Nebuchadrezar II, filho do general Nabopolassar, fundador da
dinastia caldeia, sobe ao trono em 605 a.C., depois da morte do pai. Transforma
a cidade babilónica em centro cultural e financeiro do mundo antigo. A maior
realização de seu reinado é um conjunto arquitectónico para proteger a cidade de
invasões. Compreende a Torre de Babel, com 250 m de altura, os Jardins Suspensos
e um canal de defesa ligando os rios Tigre e Eufrates, a 40 km da Babilónia,
cercado por um muro em toda a sua extensão (o Muro dos Medas). Líder militar de
grande energia e crueldade, aniquila os fenícios, derrota os egípcios e obtém a
hegemonia no Oriente Médio. Estende o Império Babilónico até o Mar Mediterrâneo.
Em 598 a.C., conquista Jerusalém e realiza a primeira deportação de judeus para
a Mesopotâmia, episódio conhecido como "O Cativeiro da Babilónia". Com a sua
morte e sem um sucessor com a mesma força, os babilónios caem diante dos
exércitos persas, na noite de 5/6 de Outubro de 539 a.C. pelo Rei Ciro da
Pérsia, que desviou o curso do rio Eufrates para poder penetrar na cidade. Nessa
noite, uma festa estava sendo dada em honra de Belsazar, Rei de Babilónia em
exercício. Esta queda de Babilónia, em todos os pormenores relatados na
História, cumpriu a profecia bíblica por meio do profeta Isaías, que predissera
estes acontecimentos, mencionando até mesmo o nome do Rei Ciro como conquistador
de Babilónia, 200 anos antes do seu nascimento.
- Humarabi e o seu código de leis:
Hamurabi, Hamurábi, Hammurabi (também são usadas as transcrições Hammu-rapi ou
Khammurabi), nascido supostamente por volta de 1810 a.C. e falecido em 1750
a.C., foi o sexto rei da primeira dinastia babilónica.
Conseguiu, durante o seu reinado, conquistar a Suméria e Acádia, tornando-se o
primeiro rei do Império babilónico.
Hamurabi reinou de 1792 a.C. até sua morte, em 1750 a.C., tendo ampliado a
hegemonia da Babilónia por quase toda a Mesopotâmia, iniciando pela dominação do
sul, tomando Ur em e Isin do rei de Larsa no início de seu reinado.
Em 1762 a.C. conquistou Larsa, em 1758 a.C. tomou Mari, em 1755 a.C. Echuma e
provavelmente em 1754 a.C. conquistou Assur.
Foi o primeiro grande organizador que consolidou o seu império sobre normas
regulares de administração.
Tornou-se famoso por ter mandado compilar o mais antigo código de leis escritas,
conhecido como Código de Hamurabi no qual consolidou uma legislação
pré-existente, transcrevendo-a numa estela de diorito em três alfabetos
distintos.
A estela do Código de Hamurabi foi encontrada em Susa em 1901. Nela, além da
colecção de cerca de 282 artigos (mais apropriadamente casos de jurisprudência),
pode-se ver a imagem de Hamurabi em frente ao trono do deus Shamash.
O monumento hoje pode ser admirado no Museu do Louvre, em Paris, na sala 3 do
Departamento de Antiguidades Orientais.
O Código de Hamurabi é um dos mais antigos conjuntos de leis já encontrados, e
um dos exemplos mais bem preservados deste tipo de documento da antiga
Mesopotâmia. Segundo os cálculos, estima-se que tenha sido elaborado por volta
de 1700 a.C..
Aspecto: As leis (numeradas de 1 a 282, mas os números 13, 66–99, 110 e 111
inexistem), estão gravadas em um monólito de diorito preto de 2,5 m de altura.
Na parte superior do monólito, Hamurabi é mostrado em frente ao trono do rei Sol
Shamash. Logo abaixo estão escritos, em caracteres cuneiformes acadianos, os
artigos regularizando a vida quotidiana.
História: O código foi colocado no templo de Sippar, e diversos outros
exemplares foram igualmente espalhados por todo o reino. O objectivo deste
código era homogeneizar o reino juridicamente e garantir uma cultura comum.
Durante as diferentes invasões da Babilónia, o código foi deslocado para a
cidade de Susa (no Irã atual) por volta de 1200 a.C.. Foi nessa cidade que ele
foi descoberto, em Dezembro de 1901, pela expedição dirigida por Jacques de
Morgan. O abade Jean-Vincent Scheil traduziu a totalidade do código após o
retorno a Paris, onde hoje ele pode ser admirado no Museu do Louvre, na sala 3
do Departamento de Antiguidades Orientais.
Conteúdo: O código de Hamurabi expõe as leis e punições caso estas não sejam
respeitadas. A ênfase é dada ao roubo, agricultura, criação de gado, danos à
propriedade, assim como assassinato, morte e injúria. A punição ou pena é
diferente para cada classe social. As leis não toleram desculpas ou explicações
para erros ou falhas: o código era exposto livremente à vista de todos, de modo
que ninguém pudesse alegar ignorância da lei como desculpa. No entanto, poucas
pessoas sabiam ler naquela época (com excepção dos escribas).
Os artigos do Código de Hamurabi fixam, assim, as diferentes regras da vida
quotidiana, entre outras:
a hierarquia da sociedade divide-se em três grupos: os homens livres, os
subalternos e os escravos;
os preços: os honorários dos médicos variam de acordo com a classe social do
enfermo;
os salários variam segundo a natureza dos trabalhos realizados;
a responsabilidade profissional: um arquitecto que construir uma casa que se
desmorone, causando a morte de seus ocupantes, é condenado à morte;
o funcionamento judiciário: a justiça é estabelecida pelos tribunais, as
decisões devem ser escritas, e é possível apelar ao rei;
as penas: a escala das penas é descrita segundo os delitos e crimes cometidos. A
lei do talião é a base desta escala. A Lei do talião (do latim Lex Talionis: lex:
lei e talis: tal, parelho) consiste na justa reciprocidade do crime e da pena.
Esta lei é frequentemente simbolizada pela expressão olho por olho, dente por
dente. É uma das mais antigas leis existentes.
Os primeiros indícios da lei do talião foram encontrados no Código de Hamurabi,
em 1730 a.C., no reino da Babilónia. Essa lei permite evitar que as pessoas
façam justiça elas mesmas, introduzindo, assim, um início de ordem na sociedade
com relação ao tratamento de crimes e delitos.
Escreve-se com inicial minúscula, pois não se trata, como muitos pensam, de nome
próprio. Encerra a idéia de correspondência de correlação e semelhança entre o
mal causado a alguém e o castigo imposto a quem o causou: para tal crime, tal e
qual pena. Está no Direito hebraico (Êxodo 21:23–5: o criminoso é punido taliter,
ou seja, talmente, de maneira igual ao dano causado a outrem.
Importância: O código é muitas vezes indicado como o primeiro exemplo do
conceito legal de que algumas leis são tão básicas que mesmo um rei não pode
modificá-las. Ao escrever as leis na pedra, elas se tornaram imutáveis. Este
conceito existe em vários sistemas jurídicos modernos e deu origem à expressão
em língua inglesa written in stone (escrito na pedra). No entanto, para alguns
investigadores da história, o fato de gravar escritos em pedras não implica
propriamente a perpetuação da mensagem e sim na facilidade oferecida pelo autor
aos menos letrados de reproduzirem esses textos fiel e rapidamente. No caso da
estela de Hamurabi em questão, viajantes de outras regiões, quando em passagem
por Susa, tinham a oportunidade de obter cópias para serem lidas por escribas em
suas aldeias e para isso normalmente utilizavam o processo similar ao de
xilogravura, transcrevendo directamente da estela para o papel ou papiro, que
com o passar do tempo e o uso, por se tratar de material perecível, se perderam,
permanecendo apenas essas matrizes de pedra para contar a origem das leis.
Outras colecções de leis incluem os códigos de Ur Nammu, rei de Ur (cerca de
2050 a.C., o código de Eshnunna (cerca de 1930 a.C.) e o código de Lipit-Ishtar
de Isin (cerca 1870 a.C.).
- Idade do Bronze na
Grã-Bretanha

- Primeiras povoações gregas: A
área ocupada pela antiga civilização grega não se identifica completamente com a
área da Grécia contemporânea. Para além disso, não existiu um estado
politicamente unificado entre os Gregos antigos.
Situada na porção sul da Península Balcânica, o território da Grécia continental
caracteriza-se pelo seu relevo montanhoso. A cordilheira dominante é a dos
Montes Pindo que separa a costa oriental, banhada pelo Mar Egeu da costa
ocidental, banhada pelo Mar Adriático.
Na Grécia central, entre o Golfo de Corinto e o Mar da Eubéia, situa-se a Beócia,
cuja principal cidade na antiguidade era Tebas
.
Os Montes Citéron separavam a Beócia da península da Ática, onde se encontram as
cadeias do Himeto, do Pentélico e do Parnes.
No Peloponeso distinguiam-se também várias regiões. Ao centro, situa-se a
Arcádia, uma planície rodeada por montanhas. A Lacônia situa-se na região
sudeste, compreendendo o vale do Rio Eurotas, delimitado a oeste pelo Monte
Taígeto e a oriente pelo Monte Párnon. No sudoeste do Peloponeso está a Messénia.
Os gregos originaram-se de povos que migraram para a península balcânica em
diversas ondas, com início no terceiro milénio a.C.. Entre os invasores, merecem
destaque os pioneiros: os aqueus, os jónicos, os dóricos e os eólios —; todos
indo-arianos provenientes da Europa Oriental. As populações invasoras são em
geral conhecidas como "helénicas", pois sua organização clânica fundamentava-se,
no que concerne à mística, na crença de que descendiam do deus Heleno, filho de
Deucalião e Pirra. A última das invasões foi a dos dóricos, já em fins do
segundo milénio a.C..
- Civilização minóica média
:
http://pt.wikipedia.org/wiki
Os mais antigos sinais de
habitantes em Creta são peças de cerâmica neolítica, de aproximadamente 7000
a.C.
O começo de sua Idade do Bronze, por volta de 2600 a.C., foi um período de
grande actividade em Creta, e também marca o início de Creta como um importante
centro de civilização. Por volta de 1700 ac houve um grande distúrbio em Creta,
provavelmente um terramoto, ou possivelmente uma invasão vinda da Anatólia. Os
Palácios de Cnossos, Festos, Malia, e Kato Zakros foram destruídos. Mas com o
início do Período Neo-Palaciano, a população aumentou novamente, os palácios
foram reconstruídos em maior escala e novos assentamentos surgiram por toda a
ilha. Esse período (os séculos XVI e XVII / Neopalaciano) representa o ápice da
Civilização Minóica. A erupção de Thera ocorreu no fim do Neo-Palaciano.
A Grécia continental mostrou independência da Creta Minóica. No fim do
Neo-Palaciano, a cultura palaciana ruiu catastroficamente. Todos os palácios
foram destruídos, e só Cnossos foi imediatamente reconstruída – embora outros
palácios tenham resistido um pouco mais (como Chania). Objetos do fim do Período
Neo-Palaciano foram achados no Egipto nos reinados de Hatshepsut e Tuthmosis III.
Ou a catástrofe ocorreu depois dessa época, ou isso foi tão ruim para os
egípcios que eles tiveram, ao invés disso, que importar objectos dessa época .
Pouco tempo depois da catástrofe, por volta de 1420 a.C., a ilha foi conquistada
pelos micénicos , que adaptaram a escrita Linear A, dos minóicos, criando a
Linear B para a língua micénica, uma forma de Grego. O primeiro arquivo do
período Pós-Palacial .
O apogeu da civilização minóica se deu entre 1700 a.C. a 1400 a.C.. Por volta de
1700, um grande terramoto destruiu a ilha, e os palácios foram reconstruídos em
ainda maior escala, com o desenvolvimento de túmulos maiores, sistemas de esgoto
e esculturas elaboradas. A prosperidade da ilha se deveu basicamente à
habilidade na construção de naus rápidas e resistentes, capazes de transpor o
Mar Mediterrâneo. Desta forma, os minóicos estabeleceram relações comerciais com
as civilizações circundantes, exportando peças de metal, jóias, cerâmica, azeite
e lã.
Sua expansão comercial coincidiu com sua expansão territorial e política.
Colonias foram fundadas em diversas ilhas do Mar Egeu e na Sicília.
Os aqueus, áticos e jónios ocuparam inicialmente a área da actual Grécia durante
o terceiro milénio antes de Cristo, e foi provavelmente através do contacto com
comerciantes minóicos que descobriram a metalurgia, a navegação, a construção de
barcos e o cultivo das oliveiras, que se tornariam o eixo da sociedade grega
primitiva. A mescla destes povos e a herança cultural dos minóicos originou a
civilização micénica.
Declínio
A explosão de um vulcão ao Norte localizado na ilha de Santorini fez com que
terríveis tsunamis arrasassem os vossos principais portos costeiros, tal como os
vossos principais mercados, apenas facilitando assim a chegada de outra tribo
indo-européia, os dórios, oriundos da Grécia continental que conquistaram os
decadentes minóicos em processo de canibalismo(visto esqueletos de crianças que
foram encontrados na ilha como um sacrifício/oferenda aos deuses da natureza
para que a prosperidade de antes retorna-se). Esta erupção aconteceu em 1470
a.C. e causou um imenso maremoto que destruiu os portos minóicos e provavelmente
toda a sua armada, comércio e auto-confiança psicológica, evitando assim o
reerguimento. Incapazes de estabelecer comércio com outras culturas e
defender-se de invasões estrangeiras, a sociedade aparentemente entrou em guerra
civil, dividindo-se e fragmentando-se em vários grupos inimigos dentre si e que
antes foram meros aliados estratégicos.
Ainda no século XV a.C., os dórios vindos do Peloponeso invadiram Creta,
estabeleceram-se nas cidades abandonadas e construíram sobre cidades destruídas.
Os minóicos migraram para o leste da ilha, mas foram finalmente assimilados por
volta de 1380 a.C..
Isto desfaz totalmente a lenda dos Dórios cruéis e sanguinários que fizeram os
outros decaírem, pois mesmo que quisessem, os Dórios eram muito poucos
numericamente falando para conquistar os então fortes e poderosos Minóicos(porém
a superioridade Minóica passou, o que foi um prato cheio aos gregos da Hélade do
mesmo modo que os Macedonios se aproveitaram da decadência grega para só então
invadi-la, repetindo mais uma vez os ciclos históricos).
- Escrita linear A
:
Era uma forma de escrita, ainda não decifrada, utilizada na Creta antiga. O
linear B, com que é relacionado, foi decifrado nos anos 1950 por Michael Ventris,
que descobriu tratar-se de uma forma antiga do grego. Embora as duas escritas
tenham diversos símbolos em comum, a aplicação ao linear A das sílabas
associadas com o linear B produz palavras sem ligação com nenhuma língua
conhecida. A língua, chamada minóica ou eteocretense, corresponde a um período
da história de Creta anterior às invasões dos gregos micênicos, ocorridas em
1400 a.C..
- Reconstrução e ampliação do
palácio de Minos em Cnosso: Na mitologia grega, Minos foi um rei da ilha de
Creta semi-lendário, filho de Zeus e de Europa. A civilização minóica teve esse
nome derivado de Minos.
Minos e os seus irmãos Radamanto e Sarpédon foram criados pelo rei Asterion, de
Creta. Quando Asterion morreu, legou seu trono a Minos, que baniu Sarpédon e, de
acordo com algumas fontes, também Radamanto. De sua esposa Pasífae, foi pai de
Ariadne, de Androgeu, de Deucalião, de Fedra, de Glauco, de Catreu e de muitos
outros. Pasífae teria sido também a mãe do Minotauro. Atribuem-lhe grande número
de aventuras amorosas e costumam apontá-lo como o primeiro homem a praticar a
pederastia. Ele foi morto pelas filhas do Rei Cocalos da Sicília, quando
perseguia Dédalo.
De acordo com a mitologia, depois de morto, Minos desceu ao mundo subterrâneo
onde se tornou um dos juízes dos mortos. No poema épico Inferno de Dante, Minos
ouve as confissões dos mortos e designa-os a um círculo e sub círculo
específico, de acordo com a falta mais grave relatada.
Em parte devido ao fato de não ter sido decifrada a escrita minóica (linear A),
não é certo se "Minos" é um nome ou se seria a palavra cretense para "rei".
Estudiosos fazem notar a interessante semelhança entre "Minos" e os nomes de
outros primeiros reis da antiguidade, como Menés – do Egito, Mannus – da
Alemanha, Manu – da Índia etc. Segundo evidências ele pode ter existido e vivido
por volta de 1.500a.C e unificado os Minóicos um só governo, e construído a
primeira armada minóica que foi destruída 30 anos depois por uma erupção
- Escrita chinesa
:
A escrita chinesa é baseada em símbolos gráficos que representam uma ideia
(ideogramas). Ela é adoptada em vários países do leste asiático.
O conjunto completo é formado por Cerca de 15.000 ideogramas, que podem ser
agrupados em 4 conjuntos ou classes.
Os ideogramas como hoje são escritos sofreram diversas mudanças, simplificações
e diferem daqueles que se representavam nos primórdios dos tempos. Entretanto,
muitos deles ainda guardam certa semelhança com aqueles do passado.
1.600 a. C.
- Saque da Babilónia pelos
Hititas
e
prosperidade destes últimos: Os sucessores de Hamurábi lutaram contra vários
povos asiáticos (cassitas e hurritas). E, 1513 a.C., a Babilónia foi tomada
pelos hititas, terminando assim o 1º império babilónico. Até 1137 a.C., a
Babilónia foi dominada por vários povos, mas conseguiu a independência sob a
liderança de Nabucodonosor. Após sua morte, a Babilónia caiu sob domínio do
império assírio.
- Idade do Bronze na Itália do
Norte: A Idade do Bronze, no II milénio, é a época dos “terramares” no norte da
Itália. De início, essas populações continuam a fabricar utensílios de pedra e
de osso, mas o cobre é cada vez mais utilizado. As ocupações dominantes são a
caça, a pesca, mas já se dedicam à pastorícia, e nasce a agricultura.
- Micenenses conquistam
Creta: Em 1.400 a Civilização Micenas torna-se rica e poderosa e conquista
Creta
- Minóico tardio: O apogeu da
civilização minóica se deu entre 1700 a.C. a 1400 a.C.. Por volta de 1700, um
grande terramoto destruiu a ilha, e os palácios foram reconstruídos em ainda
maior escala, com o desenvolvimento de túmulos maiores, sistemas de esgoto e
esculturas elaboradas. A prosperidade da ilha se deveu basicamente à habilidade
na construção de naus rápidas e resistentes, capazes de transpor o Mar
Mediterrâneo. Desta forma, os minóicos estabeleceram relações comerciais com as
civilizações circundantes, exportando peças de metal, jóias, cerâmica, azeite e
lã.
- Escrita linear B
:
A escrita linear B era um tipo de escrita surgido na antiguidade, na região da
civilização micénica. Os mais antigos exemplos foram encontrados em tábuas de
argila, nas regiões de Pilos, Micenas, Tirinto e Tebas, na península balcânica,
e em Cnossos e Cânia, na ilha de Creta. Era o silabário usado pela língua
micénica, forma primária da língua grega. Apareceu inicialmente em tabuletas
datadas dos séculos XIV a.C. e XIII a.C..
A escrita linear B derivou da linear A, usada pela língua minóica, mas que não
representava correctamente os sons da língua micénica. A escrita linear B foi
decifrada por Michael Ventris.
- Fabrico de objectos de
vidro
.
- Babilónia e Assíria: Por volta de
2000 a.C., um grande movimento de indo-europeus vindos do Cáucaso, os assírios
estabeleceram-se na região do alto Tigre.
Durante o segundo milénio a.C., os assírios foram dominados seguidamente pelos
mitanianos e pelos amoritas da Babilónia.
No século XIV a.C., com o declínio de Mitani, os assírios reconquistaram grande
parte de seus territórios. No século XIII a.C., os assírios, sob Tukulti-Ninurta
I (1242 a.C. - 1206 a.C.), libertaram-se da Babilónia.
- “Tribo do Copo”
combina-se com Indo-europeus.
- Vale do Reno e Dinamarca.