(a abreviatura a.C. = a antes de
Cristo)
1500 a.C.
(Civilização Micénica - apogeu)
- Florescimento da
civilização micénica: Na verdade Minos
foi uma dinastia que tomou conta de Knossos entre 1700 a 1450 a C. e
proporcionou um período áureo da civilização cretense. O rei tinha função
religiosa mais sua principal função era a de empresário.
“A colina está
rodeada por uma formidável muralha ciclópica que ainda se eleva a 17 metros de
altura para uma espessura média de 6 metros. Entre dois baluartes abre-se a
Porta dos Leões. O perímetro fortificado engloba, além das casas, o primeiro
círculo de túmulos e o palácio. O segundo círculo de túmulos encontra-se no
exterior, assim como os túmulos com tolo (cobertura copuliforme), ditos de “Clitemnestra””,
e, sobretudo, o tesouro de Atreu
”.
Essencialmente áulica,
a arte micénio privilegiou os materiais de luxo, como o marfim e ouro, tais
como: taças de Vafió
,
máscaras funerárias, etc..Este rico espólio funerário encontra-se em Micenas
nos túmulos de fossa dos dois primeiros séculos, que remontam ao heládico
recente. Por volta do século XV a. C., estas sepulturas foram substituídas por
vastos tholot aos quais se chegava através de um dromos (tesouro de Atreu). Em
Pilos
e Tirinto
,
a arquitectura palatina distingue-se da era de Creta: o palácio está ordenado à
volta de um mégaron de planta rectangular – articulação que estará na origem do
templo grego. As salas eram ornamentadas de frescos cheio de vida. Ao
privilegiar a estilização linear, a decoração da cerâmica afasta-se da
influência minóica. As pesadas muralhas que protegiam Micenas e Tirinto são
testemunho dos conflitos internos que abalaram o mundo aqueu.
Minos:
Origem: Wikipédia, a
enciclopédia livre.
Na mitologia grega, Minos, foi um rei da ilha de Creta semi-lendário, filho de
Zeus
(*) e de Europa. A civilização minóica teve esse nome derivado de Minos.
Minos e os seus irmãos Radamanto e Sarpédon foram criados pelo rei Asterion
(**) , de Creta. Quando Asterion morreu, legou seu trono a Minos, que baniu
Sarpédon e, de acordo com algumas fontes, também Radamanto. De sua esposa
Pasífae
(***), foi pai de Ariadne, de Androgeu, de Deucalião, de Fedra, de Glauco, de
Catreu e de muitos outros. Pasífae teria sido também a mãe do Minotauro.
Atribuem-lhe grande número de aventuras amorosas e costumam apontá-lo como o
primeiro homem a praticar a pederastia. Ele foi morto pelas filhas do Rei
Cocalos da Sicília, quando perseguia Dédalo
(****).
De acordo com a mitologia, depois de morto, Minos desceu ao mundo subterrâneo
onde se tornou um dos juízes dos mortos. No poema épico Inferno de Dante, Minos
ouve as confissões dos mortos e designa-os a um círculo e sub - círculo
específico, de acordo com a falta mais grave relatada.
Em parte devido ao fato de não ter sido decifrada a escrita minóica (linear A)
,
não é certo se "Minos" é um nome ou se seria a palavra cretense para "rei".
Estudiosos fazem notar a interessante semelhança entre "Minos" e os nomes de
outros primeiros reis da antiguidade, como Menés – do Egipto, Mannus – da
Alemanha, Manu – da Índia etc. Segundo evidências ele pode ter existido e vivido
por volta de 1.500a.C e unificado os Minóicos um só governo, e construido a
primeira armada minóica que foi destruída 30 anos depois por uma erupção.
(*) Zeus era senhor
do céu e deus grego supremo. Filho mais novo de Cronos e Réia, nasceu no Monte
Ida, em Creta. Conhecido pelo nome romano de Júpiter, tinha como irmãos Poseídon,
Hades, Deméter, Héstia e Hera, de quem era também marido, e pai de diversos
deuses, como Atena, Artemis e Apolo. Zeus sempre foi considerado um deus do
tempo, com raios, trovões, chuvas e tempestades atribuídas a ele. Mais tarde,
ele foi associado à justiça e à lei. Havia muitas estátuas erguidas em honra de
Zeus, sendo que a mais magnífica era a sua estátua em Olímpia, uma das sete
maravilhas do mundo antigo. Originalmente, os jogos olímpicos eram realizados em
sua honra. Segundo mito, durante muito tempo quem governou a Terra foi o tirano
Urano (o Céu). Até que foi deposto por Cronos, seu filho. Então Urano profetizou
que Cronos também seria destronado por seu próprio filho.
Cronos, temendo a maldição, passou a devorar vivos os próprios filhos, logo que
estes nasciam. Vários bebés tiveram esse destino. Réia, porém, não podia deixar
de amar seus filhos. Assim, após dar a luz um menino, Réia enganou o marido,
dando um potro a Cronos. Este, ansioso por se proteger da profecia, devorou o
potro sem perceber o embuste. Alguns poetas, de forma diferente, dizem que
Cronos engoliu um saco de pedras. Réia levou o filho salvo para um local seguro,
dando-lhe o nome de Zeus (tesouro que reluz).
(**) Na mitologia grega, Asterion (Asterios na mitologia romana) (“senhor das
estrelas”) era um rei de Creta, filho e sucessor de Téctamo e de uma filha de
Creteo.
Quando Europa chegou à ilha, após a sua aventura com Zeus, Asterion acolheu-a e
acabou por casar com ela, ainda que não quisesse ter filhos da que tinha sido
uma das amantes preferida do deus.
Contudo, tratou como um pai, educou e nomeou como herdeiros os filhos que sua
mulher teve com Zeus: Minos, Radamanto e Sarpedon.
Alguns autores consideram estes como filhos de Asterion, identificando-o assim
como o raptor de Europa. O escudo de Creta (um touro) que figurava no barco
usado por Asterion para a raptar da Fenícia identificá-lo-ia assim com o rapto
de Zeus transformado em touro.
Quando Asterion morreu, legou o seu trono a Minos que baniu imediatamente os
seus irmãos.
O Minotauro tinha também o nome Asterion e, segundo alguns estudiosos,
tratava-se de facto da mesma entidade.
(***) Na mitologia grega, Pasífae, filha de Apolo e de Perseis, foi a mulher de
Minos e mãe de Androgeu (ou Eurigies), Ariadne, Deucalião, Fedra, Glauco de
Creta, Catreu e Acacalis. Afrodite castigou-a inspirando-lhe um amor
irresistível por um touro branco. Dédalo fabricou para ela uma vaca de bronze
tão perfeita que enganou o touro. Pasífae colocou-se no interior e dessa união
nasceu um ser metade touro metade homem: o Minotauro.
(****) Dédalo, na Mitologia Grega, era um famoso arquitecto e inventor cuja obra
mais famosa é o famoso labirinto do Minotauro que construiu para o Rei Minos, de
Creta. Era pai de Ícaro, com quem acabou ficando preso no próprio labirinto que
criou.
Para escapar de lá com seu filho, construí dois pares de asas utilizando-se de
cera. Contudo, quando os dois estavam voando para longe do labirinto, Ícaro,
empolgado com a possibilidade de voar, acabou voando alto demais e o Sol
derreteu a cera de seu par de asas, fazendo com que caísse no mar, perto da ilha
que hoje se chama Icário.
http://www.eduquenet.net/artegeia.htm
A religião era amena e não desempenhou papel determinante na cultura
cretense, Culto à deusa-mãe geradora da espécie humana, rainha dos animais e das
plantas. Havia um grande número de divindades femininas e um número também
grande de representações femininas. Tinham rituais funerários mas não se
afligiam por terrores sobrenaturais e nem se esforçavam para preservar os restos
mortais, apesar de acreditarem na vida após a morte.
Seus costumes: gostavam de desportos, cultuavam o corpo, danças, tauromaquias,
lutas. Os homens usavam tangas no dia-a-dia e saiotes com cinturões ajustados,
sandálias ou botas nas ocasiões especiais; cabelos longos e barbas feitas. As
mulheres usavam saias apertadas na cintura, corpetes justos, babados coloridos;
às vezes seios à mostra; penteados para cima com cachos soltos na testa e
laterais; uso de batons e sombras; às vezes depilação de sobrancelhas. A mulher
tinha maior liberdade do que era habitual na época. Muitos atribuem a eles a
invenção da dança.
ARQUITETURA
Inexistência de construções funerárias e religiosas de carácter monumental ou
colossal, bem como a ausência de uma arquitectura militar significativa. A
arquitectura palaciana possui carácter informal ( não existe um esquema
pré-determinando; não tem preocupação com o fausto, imponência e ostentação).
Vão se tentando soluções mais adequadas para satisfazer as necessidades
práticas.
Há uma preocupação com o conforto e defesa contra o calor, pátios de arejamento
e terraço. Construção do palácio articulada em vários planos, tubulações para
água e esgoto, bem como a presença de uma sala de banho.
ESCULTURA
É pouco significativa com ausência de composições grandiosas. Constitui-se
basicamente de figuras pequenas de argila ou terracota (argila cozida) ou outros
materiais locais. Os temas predilectos são: animais e devotos femininos (deusas
e sacerdotisas). Destacam-se ainda os ritons, pequenas vasilhas em pedra, argila
ou metal, geralmente com forma de animais divinizados e com função
ritualista.
PINTURA E BAIXOS RELEVOS
As pinturas e os relevos conhecidos são em sua maioria de 1.600 a 1450 a C.,
fase que coincide com o naturalismo na pintura da cerâmica. Influência egípcia
quanto à forma com as figuras fortemente contornadas, cores chapadas, lei da
frontalidade e influência quanto à técnica com afrescos e relevos pintados. Mas
a pintura difere-se da egípcia pela harmonia decorativa, liberdade de concepção,
gosto pelo movimento (ondulatório principalmente) e pelo seu carácter profano.
Na pintura cretense identifica-se o uso das cores vivas e contrastantes, o
vermelho, azul e branco são as principais, mas também usam o vermelho, o
amarelo, o verde e às vezes o cinza e o rosa.
Os temas na pintura são variados: cenas da vida palaciana, procissões rituais,
acrobacias, desportos e danças, flores exóticas e animais fantásticos. A
finalidade era decorativa.
CERÂMICA
Das mais belas do mundo antigo, primoroso acabamento dos vasos, taças e ânforas
decoradas com motivos pintados ou gravados.
OS MICÉNICOS
A civilização micénica imitou muito de longe a arte cretense, mas a sua
arquitectura apresentou traços próprios. Suas construções são longas e
rectangulares. Internamente apresentavam as seguintes divisões; um vestíbulo,
uma antecâmara e um grande salão - O Megaron - que era a sala principal do
palácio.
Além disso, a arquitectura micénica apresentava um carácter de monumentalidade
que não havia em Creta. Possuía também um tom militar nas suas construções com
cidades amuralhadas.
Os micénicos decoravam as paredes de seus palácios com pinturas, mas usaram
motivos muito diferentes dos artistas de Creta. Na pintura micénica aparecem
guerreiros, cenas de caça e desfiles de carros, e não mas figuras leves e ágeis.
Na Escultura destacam-se dos leões colocados em cima da entrada principal da
muralha feita por enormes blocos de pedra que cercava Micenas. A monumentalidade
dessa entrada, chamada Porta dos Leões, sugere os valores principais daquela
civilização: a força e a agressividade.
Na Cerâmica micénica, manifesta-se influência cretense mais na forma que na
decoração, mas as pinturas revelam uma intenção de carácter narrativo e não só
ornamental, assinalando, deste modo, uma das principais correntes da
ornamentação cerâmica grega. Com muita frequência os temas marítimos persistem
embora falta-lhes subtileza e imaginação.
Os objectos de ourivesaria encontram paralelo nos objectos descritos pelo poeta
Homero
(*) na Ilíada e Odisseia
.
É o caso de uma expressiva máscara funerária de um príncipe micénico, que se
considerou como sendo Agamenon, rei de Micenas, que participou da guerra de
Tróia
.
(*)Origem: Wikipédia,
a enciclopédia livre.
Homero, foi o primeiro grande poeta grego cuja a obra chegou até nós. Teria
vivido no século VIII a.C., período coincidente com o ressurgimento da escrita
na Grécia. Consagrou o género épico com as obras Ilíada e Odisseia. Além destas,
mas sem respaldo histórico ou literário, são a ele atribuídas as obras Margites,
poema cómico a respeito de um herói trapalhão; a Batracomiomaquia, paródia
burlesca da Ilíada que relata uma guerra fantástica entre ratos e rãs, e os
Hinos homéricos.
"Odisseia: Conta as viagens de Odisseu depois da tomada de Tróia e o regresso do
herói ao seu reino de Ítaca.
Passaram-se dez anos desde que Odisseu partira para a guerra de Tróia (guerra
que é, em parte, narrada na Ilíada). Muitos dos heróis da guerra de Tróia, como
Menelau, cuja esposa – a princesa Helena de Esparta – havia sido raptada
(originando-se assim a guerra), já regressaram à Grécia. (Tróia ficava na costa
Jónica, actual Turquia). Mas Odisseu não chegou, pois após sair de Ísmaros
(primeira cidade no caminho para a sua pátria), envolveu-se em uma tempestade,
afastando-o do seu destino. Entretanto, os pretendentes de Penélope (esposa de
Odisseu) acumulam-se e esperam que ela se decida a casar de novo. Ao esperarem,
vão dilapidando a fortuna de Odisseu em banquetes. Penélope, esperançosa de que
seu marido retorne, vai protelando a escolha de um dos pretendentes (por vezes
ardilosamente, como na célebre fiação do bordado mortalha, na qual lhes diz que
quando acabar escolherá um dos pretendentes, mas de noite desfaz o que fez de
dia).
Odisseu, tentando retornar, erra pelo mar por mais dez anos . É recebido no país
dos Feácios, (conhecidos por serem exímios marinheiros) a quem conta as suas
aventuras. Acaba por conseguir regressar a Ítaca. Prepara tudo para massacrar os
pretendentes, o que faz com a ajuda do seu filho Telémaco.
(**)Origem: Wikipédia,
a enciclopédia livre.
A guerra de Tróia foi um episódio sangrento da antiguidade, que teve lugar muito
provavelmente entre 1300 a.C. e 1200 a.C, que culminou com a destruição da
cidade de Tróia e facilitou o fim da Idade do Bronze no Mediterrâneo. A causa
daquele conflito de mais dez anos foi o rapto de Helena de Tróia por Páris,
príncipe de Tróia. Segundo a mitologia, a cidade de Tróia acabou por ser tomada
após um longo cerco através do uso do Cavalo de Tróia.
Os gregos antigos acreditavam que a guerra de Tróia era um fato histórico,
ocorrido no período micénico, mas durante séculos os estudiosos tiveram dúvidas
se ela de fato ocorreu. Até a descoberta do sítio arqueológico na Turquia
acreditava-se que Tróia era uma cidade mitológica.
A Ilíada, de Homero, descreve os acontecimentos finais da guerra, que incluem as
mortes de Pátroclo, Heitor e Ajax que se matou com a espada que Heitor lhe deu.
A obra Odisseia é a continuação da Ilíada, que conta a volta de Odisseu a Ítaca,
onde passou mais dez anos até chegar a seu destino.
Mito
A guerra de Tróia se deu quando os aqueus atacaram Tróia, buscando vingar o
rapto de Helena, esposa de Menelau, irmão de Agamenon. Os aqueus eram os povos
que hoje conhecemos como gregos, que compartilhavam uma cultura e língua comuns,
mas na época se enxergavam como vários reinos, e não como um povo só.
A lenda conta que a deusa (ninfa) do mar Tétis era desejada como esposa por Zeus
e por Posídon. Porém Prometeu fez uma profecia que o filho da deusa seria maior
que seu pai, então os deuses resolveram dá-la como esposa a Peleu, um mortal já
idoso, com intenção de enfraquecer o filho, que seria apenas um humano. O filho
de ambos foi Aquiles e sua mãe, visando fortalecer sua natureza mortal, o
mergulhou quando ainda bebé nas águas do mitológico rio Estige. As águas
tornaram o herói invulnerável, excepto no calcanhar, por onde a mãe o segurou
para mergulhá-lo no rio (daí a famosa expressão “calcanhar de Aquiles”,
significando ponto vulnerável). Aquiles se torna o mais poderoso dos guerreiros,
porém, ainda é mortal. Mais tarde, sua mãe profetisa que ele poderá escolher
entre dois destinos: lutar em Tróia e alcançar a glória eterna, mas morrer jovem
ou permanecer em sua terra natal e ter uma longa vida, porém ser logo esquecido.
Para o casamento de Peleu e Tétis todos os deuses foram convidados, menos Éris,
ou Discórdia. Ofendida, a deusa compareceu invisível e deixou à mesa um pomo de
ouro com a inscrição “À mais bela”. As deusas Hera, Atena e Afrodite disputaram
o título de mais bela e o pomo. Zeus não quis ser o juiz, para não descontentar
duas das deusas, então ordenou que o príncipe troiano Páris, à época sendo
criado como um pastor ali perto, resolvesse a disputa. Para ganhar o título de
“mais bela”, Atena ofereceu a Páris poder na batalha e sabedoria, Hera ofereceu
riqueza e poder e Afrodite, o amor da mulher mais bela do mundo. Páris deu o
pomo à Afrodite, ganhando sua protecção e o ódio das outras duas deusas contra
si e contra Tróia.
A mulher mais bela do mundo era Helena de Esparta, filha de Zeus e de Leda,
rainha de Esparta. Helena possuía diversos pretendentes, que incluíam muitos dos
maiores heróis da Grécia, e o seu pai adoptivo, Tíndaro, hesitava tomar uma
decisão em favor de um deles temendo enfurecer os outros. Finalmente um dos
pretendentes, Odisseu (cujo nome latino era Ulisses), rei de Ítaca, resolveu o
impasse propondo que todos os pretendentes jurassem proteger Helena e o marido
que escolhesse, qualquer que fosse. Helena então se casou com Menelau, que se
tornou rei de Esparta.
Quando Páris foi a Esparta em missão diplomática, apaixonou-se por Helena e
ambos fugiram para Tróia, enfurecendo Menelau. Este apelou aos antigos
pretendentes de Helena, lembrando o juramento que haviam feito. Agamenon então
assumiu o comando de um exército de mil naus e atravessou o mar Egeu para atacar
Tróia. As naus gregas desembarcam na praia próxima a Tróia e iniciam um cerco
que iria durar 10 anos e custaria a vida muitos heróis de ambos os lados. Dois
dos mais notáveis heróis a perderem a vida na guerra de Tróia foram Heitor e
Aquiles.
Finalmente, seguindo um estratagema proposto por Odisseu, o famoso cavalo de
Tróia, os gregos invadiram a cidade governada por Príamo e terminaram a guerra.
O Cavalo de Tróia

De acordo com a lenda associada à conquista de Tróia pela Grécia, na chamada
Guerra de Tróia, um grande cavalo de madeira foi deixado junto às muralhas de
Tróia. Construído de madeira e oco no seu interior, o cavalo abrigava alguns
soldados gregos dentro da sua barriga. Deixado à porta da cidade pelos gregos,
os Troianos acreditaram que ele seria um presente como sinal de rendição do
exército inimigo. Após a morte de Lacoonte, um grego que atirou um dardo ao
cavalo, o presente entrou na cidade.
Durante a noite, os guerreiros deixaram o artefacto e abriram os portões da
cidade. O exército grego pôde assim entrar sem esforço em Tróia, tomar a cidade,
destruí-la e incendiá-la.
O cavalo de Tróia teria sido uma invenção de Odisseu (o guerreiro mais sagaz da
Ilíada e personagem da Odisseia) e construído por Epeu.
Apesar de ser parte da história da Guerra de Tróia, o cavalo de Tróia só é
descrito com detalhe na Eneida, obra da literatura latina que conta a fundação
de Roma.
Tróia lendária:
A história dos troianos começou em mito. De acordo com a mitologia grega, os
troianos foram os antigos cidadãos de Tróia na Anatólia (actual Turquia).
(Embora parte da Ásia, Tróia é apresentada na lenda como parte da cultura grega
de cidades-estados.) Tróia era conhecida por seus ricos ganhos do comércio
portuário com o leste e o oeste, roupas pomposas, produção de ferro e massivas
muralhas de defesa. A família real troiana partiu de Electra e Zeus, os pais de
Dardano. Dardano, que de acordo com mitos gregos veio da Arcádia mas de acordo
com mitos romanos veio da Itália, atravessou a Ásia Menor desde a ilha de
Samotrácia, onde encontrou Teucro, que era também um colonizador vindo da Ática,
e tratou Dardano com respeito. Eventualmente Dardano desposou as filhas de
Teucro, e fundou Dardania (mais tarde governada por Enéas). Com a morte de
Dardano, o reino foi passado a seu neto Tros, que chamou seus habitantes de
troianos e a terra de Trôade, derivados de seu próprio nome. Ilus, filho de Tros,
fundou a cidade de Ilion (Tróia), nome derivado do dele próprio. Zeus deu a Ilus
o paládio. Posídon e Apolo construíram as muralhas e fortificações ao redor de
Tróia para Laomedonte, filho mais jovem de Ilus. Quando Laomedonte recusou-se a
pagar, Posídon inundou a terra e exigiu o sacrifício de Hesíone para um monstro
marinho. Pestilência veio e o monstro marinho tirou as pessoas da planície.
Uma geração antes da guerra de Tróia, Hércules capturou Tróia e matou Laomedonte
e seus filhos, excepto o jovem Príamo. Príamo depois tornou-se rei. Durante seu
reinado, os gregos micénicos invadiram e capturaram Tróia na guerra de Tróia
(tradicionalmente datada em 1193–1183 a.C.). Os maxianos foram uma tribo líbia
do oeste que diziam que eram descendentes dos homens de Tróia, de acordo com
Heródoto. Os navios troianos transformaram-se em náiades, que regozijaram a ver
os restos do navio de Odisseu.
O domínio troiano na Anatólia foi trocada pela dinastia heracleida em Sardes que
governou por 505 anos até a época de Candaules. Os jónicos, cimérios, frígios,
milésios de Sinop e lídios deslocaram-se dentro da Anatólia. Os persas
invadiram-na em 546 a.C..
Alguns troianos famosos foram: Dardano (fundador de Tróia), Laomedonte,
Ganímedes, Príamo, Páris, Heitor, Enéias, Teucro, Esaco, Enone, Titono, Memnon.
Helena de Tróia

Na mitologia grega, Helena era filha de Zeus e de Leda, irmã gémea da rainha
Clitemnestra de Micenas, irmã de Castor e de Pólux e esposa do rei Menelau de
Esparta. Possuía a reputação de mulher mais bela do mundo. O seu rapto feito
pelo príncipe troiano Páris desencadeou uma guerra. Após este acontecimento, foi
perdoada pelo marido e levada de volta para Esparta, seu reino.
Existem várias versões sobre o seu fim. Segundo Pausânias, após a morte de
Menelau, ela foi expulsa do reino pelo seu enteado, Nicostrato. Foi morar com a
rainha Polixo de Rodes, que fingiu ser sua amiga mas queria vingança pela morte
do marido Tlepólemo. Quando Helena estava tomando banho, a rainha mandou as
servas vestidas de Erínias a enforcarem.