antes de Cristo

Factos, Figuras e Civilizações

(simples apontamentos)

 

9º Bloco

Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro
Formatação e Arte: Iara Melo

 

 

(a abreviatura a.C. = a antes de Cristo)

 

 

China -  dinastia Chang

 

Durante esta dinastia, as técnicas de fabrico do bronze são postas em prática e surge a escrita.

A civilização Chang, de 1480 a 1050 a.C., nasceu directamente do desenvolvimento que teve lugar durante o período neolítico, ou seja, de 4000 a 2000 a.C., importante época na história da China. Neste período, com o começo da agricultura e da domesticação de animais, começaram a se estabelecer os povos. Com este novo sistema de vida, iniciaram-se os ritos funerários mais antigos que se conhecem. Os objectos de uso quotidiano eram enterrados com o defunto e, graças a isso, chegaram até nós em bom estado de conservação. As tumbas neolíticas têm revelado uma grande variedade de cerâmica, sobretudo grandes vasilhas pintadas, provavelmente urnas funerárias, e taças de argila negra polida, feitas no torno e talvez utilizadas em algum ritual.

A civilização do bronze parece ter surgido no II milénio, mais precisamente durante a dinastia Chang , na província de Henan, onde as culturas de Longshan (*)  e de Yangshao (**) entraram em contacto. As peças exumadas em Zhengzhou (***) , primeira capital Chang, e as de Anyang, segunda capital dos Chang, revelam uma civilização chegada ao seu apogeu. As sepulturas fazem-se acompanhar de um abundante material funerário, como: cavalos ajaezados, carros e, por vezes, até servidores. Os recipientes rituais, em bronze, destinados ao culto dos antepassados estão ordenados com motivos geométricos e animalistas estreitamente imbricados. As inscrições divinatórias, em osso ou concha de tartaruga achada nos túmulos atestam a evolução da escrita e estão na origem das primeiras traduções escritas da dinastia Zhou (Tcheu).

 

(*) Cultura Longshan  foi uma cultura que surgiu no final do Neolítico, próxima ao médio e baixo Rio Amarelo na China. Foi assim chamada devido a Longshan, província de Shandong, o primeiro sítio arqueológico desta cultura que foi encontrado. A cultura Longshan é datada pelos arqueólogos como tendo existido durante o terceiro e segundo milénio a.C..
Um factor distintivo da cultura Longshan era o alto nível técnico em olaria, como indicam os numerosos vestígios de potes e vasilhames de cerâmica encontrados. A cultura Longshan também marcou a transição para o estabelecimento de cidades, indicado pelos vestígios de muros de terra prensada encontrados, por exemplo, no sítio arqueológico de Taosi. O cultivo de arroz já estava claramente estabelecido no período. A população neolítica chinesa alcançou seu apogeu durante a cultura Longshan. Com o término da cultura Longshan, a população decresceu agudamente; o que é indicada pelo brusco desaparecimento de potes de cerâmica de alta qualidade, que costumavam ser encontrados em quantidade nos vestígios de ritos fúnebres.

(**) A cultura Yangshao  e a cultura Longsham são culturas neolíticas do ano 3.000 a. C. encontradas no território da China actual. As lendas chinesas descrevem uma sucessão de imperadores místicos e heróis ao longo dos séculos até a possivelmente histórica dinastia Xia, que segundo a tradição, existiu nos séculos XXI-XVI a. C. A existência da seguinte dinastia tradicional, a Shangou Yin, tem sido confirmada por descobertas arqueológicas perto de Anyang, uma das suas capitais.
Os primeiros centros da civilização chinesa tiveram por assento o vale do Huanghe ou rio Amarelo. Antes do período Shang, segundo a tradição, 1600-1100 a. C. os chineses provavelmente desenvolveram um modo de vida característico. O povo Chang utilizava uma versão primitiva, mas bastante perfeita, da língua chinesa escrita, tinha cidades e templos e utilizava o bronze.

(***)Zhengzhou ou Chengchow é uma cidade da China, capital da província de Henan. Tem cerca de 2.19 milhões de habitantes.

 

- Desenvolvimento da tecnologia do bronze: SOBRE O BRONZE DA ANTIGUIDADE DA CHINA
www.csarmento.uminho.pt/docs/sms/exposicoes
A Nação chinesa, senhora de longa historia e uma das nações de civilização mais antiga do mundo, conta com um rico património cultural, do qual o bronze faz uma parte muito importante. Objectos desse metal de plástica elegante, variedade imensa, estilo singular, decoração linda e fabricação fina ocupam uma posição bastante importante na história de civilização mundial, o que, de há muito, já é conhecido em toda a planeta. Segundo os documentos históricos e sucessos arqueológicos, o bronze chinês surgiu no último período da sociedade primitiva chinesa de três mil anos antes de Cristo. Entretanto, os objectos produzidos naquela época foram geralmente de porte miúdo, tais como pequenas facas, perfuradorazinhas, etc., sendo ainda a etapa inicial da fabricação de bronze. No último período da Dinastia Shang (séc. 14 a. C. - séc. 11 a. C.), a produção dos objectos de bronze atingiu um nível bastante elevado: vasos para a comida e vinho, recipientes para a água, instrumentos musicais e militares produzidos nesta época revestem-se de plástica imponente, variedade múltipla e decoração fina, uns em formas de pássaros, bicho da seda ou cigarra, enquanto outros apresentam desenhos geométricos. Nos meados da Dinastia Zhou do Oeste (séc. 11 a. C. - séc. 8 a. C.), a tecnologia fabril do bronze adquiriu novas características que se apresentam leves, finas e simples. A produção de vasos para o vinho diminuiu, enquanto surgiram novas variedades e novas decorações. Vêem-se nas peças produzidas nesta época longos escritos, registando a guerra, incidentes de litígios ou comemorações, etc., apresentando importantes dados para o estudo daquela época. A tecnologia da bronze registrou um novo desenvolvimento nos períodos da Primavera e Outono e dos Reinos Combatentes (séc. 8 a. C. - séc. 3 a. C.), a incrustação do ouro e prata, de turquesa e de cobre foi empregada nas peças de bronze, fazendo-as ainda mais magníficas. Nessa época, para atender às necessidades dos padrões de vida, a tecnologia de bronze ia-se adaptando à fabricação dos instrumentos para a vida quotidiana, surgindo em grande quantidade o espelho, moedas e selos etc. O aparecimento de decorações com motivos de figuras humanas, ricas em gosto de vida, representa novos sucessos da arte de bronze nessa época. Depois das Dinastias de Qin e Han, o emprego de utensílios de ferro, laca e porcelana substituiu as peças brônzeas, no entanto, estas continuaram adquirindo novos desenvolvimentos na produção de utensílios da vida quotidiana, mais leves, mais finos e mais práticos.

 

Cidades: A capital, mudou várias vezes de lugar, ou era em Chang-Chou ou em Anyang, estes dois locais são os mais importantes, do ponto de vista arqueológico da China Chang

 

Jade: Os trabalhos em jade na China seguem diferentes escolas, diferenciadas pela técnica e na escolha de sua forma natural. Os artesãos transformam pedra em objectos preciosos, conforme seu contorno, textura e cor.
As obras de jade de Beijing , por exemplo, são conhecidas por suas figuras vívidas, caracterizadas pelo estilo elegante e imperial. As esculturas em jade de Guangzhou são mais expressivas na individualidade artística, enquanto as esculturas em jade de Shanghai se distinguem por sua sofisticação e qualidade. Yangzhou é um tradicional centro produtor, cuja época de ouro ocorreu durante o governo do imperador Qianlong (1736-1795) da dinastia Qing.

 

Escrita: A escrita chinesa é ideográfica. A lenda conta que, no Shuowen Jiezi que foi Chang Ji, (um enviado do deus Huang Di) quem inventou a escrita, inspirado em rastros de pássaros e outros animais. Outra versão conta que o criador foi o imperador Fu Shi. Os textos mais antigos estão gravados nos Jiaguwen, carapaças de tartaruga e ossos de boi usados para a osteomancia, e datam de entre 1500 e 950 aC, durante a Dinastia Chang.

 

 

 Egipto: Império Novo

 

Entre as XVIII e XX dinastias o Egipto atingiu a sua máxima extensão alcançando a Rio Eufrates no actual Iraque. Durante o reinado de Tutmosis .
III dinastia, o Egipto alcançou a época de maior poder e riqueza. Comandou algumas expedições militares à Ásia onde obteve vitórias famosas em várias batalhas.
Com a corrupção e a crise económica a instalarem-se, teve início o desmoronamento do império. Entretanto os militares tomaram conta do poder. O mais famoso foi Ramsés II . apelidado "o grande" que deixou monumentos colossais para perpetuar os 67 anos do seu reinado.

 

- Abu Simbel: Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Abu Simbel , é um complexo arqueológico constituído por dois grandes templos escavados na rocha, situados no sul do Egipto, no banco ocidental do rio Nilo perto da fronteira com o Sudão, numa região denominada Núbia  , a cerca de 300 quilómetros da cidade de Assuão. No entanto, este não é o seu local de construção original; devido à construção da barragem de Assuão, e do consequente aumento do caudal do rio Nilo, o complexo foi transladado do seu local original durante a década de 1960, com a ajuda da UNESCO, a fim de ser salvo de ficar submerso.
Os templos foram mandados construir pelo faraó Ramsés II em homenagem a si próprio e à sua esposa preferida Nefertari . O Grande templo de Abu Simbel é um dos mais bem conservados de todo o Egipto. 
Ramsés II, Abu Simbel
Os templos foram mandados construir pelo faraó Ramsés II no século XIII a.C. durante a XIX dinastia. A construção começou a cerca de 1284 a.C. e terminou aproximadamente vinte anos mais tarde.
Ramsés II iniciou o seu reinado em 1290 a.C. e reinou durante 66 anos, durante os quais mandou construir numerosos templos não só com o intuito de impressionar as nações vizinhas mostrando a grandiosidade do Egipto e o poder do seu faraó, mas também recuperar o seu prestígio, perdido depois dos distúrbios religiosos e políticos durante o reinado de Akhenaton da XVIII dinastia quando Akhenaton  tentou forçar a mudança do culto aos deuses egípcios (politeísmo) para o culto a um deus único Atón (monoteísmo). Seis desses templos foram construídos na região da Núbia, que tinha sido adicionada recentemente ao território egípcio, e tinham como principal propósito estabelecer os direitos do Império sobre aquela região, e reforçar o estatuto da religião egípcia sobre ela. Ramsés, em seu desejo de construir e perpetuar-se na pedra, Ramsés saqueou pirâmides, retirou pavimentos e destruiu belos monumentos para obter material para suas obras.
Quando o templo ficou concluído, Ramsés II levou sua esposa Nefertari para admirá-los mas, para desespero do faraó, ela morreu pouco tempo depois.
Descoberta: Com a passagem do tempo, os templos ficaram cobertos de areia o que provocou o seu esquecimento até que, em 1813, um orientalista suíço, Jean-Louis Burckhardt, descobriu o friso do topo do templo de Ramsés.
Burckhardt falou da sua descoberta ao explorador italiano Giovanni Belzoni que, embora deslocando-se para o Egipto, foi incapaz de descobrir a entrada do templo. Belzoni regressou em 1817, conseguindo desta vez encontrar a entrada e levando com ele todos os tesouros que encontrou no templo que pudessem ser transportados.
Deslocação: Houve uma grande preocupação internacional quando foi decidido construir uma grande barragem o que inundaria o vale no qual se encontravam alguns tesouros da Antiguidade, entre eles os templos de Abu Simbel.
Em 1959 a UNESCO promoveu uma campanha internacional de doações por solicitação das autoridades do Egipto e do Sudão com vista a promover a salvação dos monumentos da Núbia.
Foram feitas cópias e fotografias de todos os monumentos, foi acelerada a pesquisa arqueológica nos locais que iriam desaparecer e alguns monumentos foram transladados da sua localização original, como foi o caso de ambos os templos de Abu Simbel, que foram desmontados e reconstruídos entre 1963 e 1968.
Quando a barragem do Assuão foi concluída, em 1970, muitas aldeias Núbias ficaram submersas sob as águas do lago de retenção, ao qual foi dado o nome de Lago Nasser. Esta operação teve um custo total de 40 milhões de dólares e consistiu na remoção, pedra por pedra, de cada monumento, transferindo os monumentos para uma montanha artificial 61 metros acima da posição original, e cerca de 200 metros mais longe da margem do Nasser.
Como forma de agradecer pela ajuda prestada, o governo egípcio ofereceu uma parte dos achados e mesmo templos desmontados a alguns museus internacionais. O santuário de Pedesi e Pithor de Dandur foi reconstruído em Nova York (Estados Unidos); a cabeça colossal de Akhenaton, achada em Karnak, está no Museu do Louvre (França); o Templo de Debod foi reconstruído em Madrid (Espanha); e duas estelas e rolos de papiros desemparelhados estão no
O complexo de Abu Simbel é constituído por dois templos. Um maior, dedicado ao faraó Ramsés II e aos deuses Ra-Harakhty, Ptah e Amun, e um mais pequeno, dedicado à deusa Hathor, personificada por Nefertari, a mais amada esposa de Ramsés II de entre as mais de 100 que Ramsés possuía.
O grande templo de Abu Simbel é considerado uma das mais grandiosas obras do faraó Ramsés II e, para muitos arqueólogos, é o maior e mais belo dos templos.
O templo, escavado numa rocha lisa de arenito, foi construído com um detalhe admirável, porque qualquer erro grave causaria o afundamento da obra.
A sua fachada tem 33 metros de altura e 38 metros de largura, a sua entrada foi concebida como um pilone. A fachada é constituída por quatro estátuas com vinte metros de altura que representam o faraó Ramsés II sentado ostentando a coroa dupla da unificação entre o alto e o baixo Egipto, a barba postiça, um colar e um peitoral com o nome de coroação. A segunda dessas estátuas foi parcialmente destruída por um terramoto em 27 a. C., a cabeça e o tronco de Ramsés encontram-se próximo da entrada. Na porta do templo existe uma inscrição criptográfica do nome do faraó: Ser-Ma'at-Ra e no meio das pernas das grandes estátuas podem ver-se pequenas estátuas de familiares de Ramsés II:
Junto ao colosso I (lado esquerdo) estão as representações da sua principal mulher Nefertari (na perna esquerda), a sua mãe Mut-tuy (na perna direita) e do príncipe Amonhorjepeshef (ao centro).
Junto ao colosso II (lado esquerdo) encontram-se as princesas Bentata, Nebettauy e outra que se pensa ser Senefra.
Junto ao colosso I (lado direito) estão as representações da sua principal mulher "Nefertari" (na perna direita), a princesa Beketmut (na perna esquerda) e do príncipe Riamsese (ao centro).
Junto ao colosso II (lado direito) encontram-se as representações da princesa Nerytamun, da mãe de Ramsés, Mut-tuy e da rainha Nefertari.
Na base das estátuas centrais existe uma representação das divindades do Nilo, que simbolizam a unificação do alto e do baixo Egipto e na parte superior da fachada existe uma fileira de 22 estátuas de babuínos. Existem também outros relevos comemorativos, como um texto de 41 linhas que descreve as circunstâncias do casamento de Ramsés com a filha de Hattusili III, rei dos Hititas, casamento que selou a paz entre estes dois povos.
No lado direito da fachada encontra-se a capela setentrional, dedicada ao culto do Sol, que consiste num pequeno recinto a céu aberto com pedestrais com imagens de deuses e uma representação da barca solar com um sacrifício do faraó a Rá-Horajti.
No lado esquerdo encontra-se a capela meridional que é uma capela escavada na rocha de 7,17 metros de comprimento por 4,40 de largura e 3,92 de altura em honra de Thot.
No interior existe uma câmara principal chamada "A grande sala dos pilares" ou "Grande sala hipóstila" que tem 18 metros de comprimento, 16 metros de largura e nove metros de altura cujo tecto é sustentado por oito pilares representando o deus Osíris com algumas características de Ramsés II; as estátuas da esquerda ostentam a coroa do alto Egipto enquanto as da direita ostentam a coroa Pschent (a coroa dupla que simboliza a unificação das duas terras). O tecto está decorado com pinturas que representam a deusa Nejbet e as paredes com cenas do cortejo dos príncipes, cenas de batalhas na Síria, Líbia e Núbia, junto a oferendas, da apresentação de prisioneiros a Ra-Harmajis e Ramsés II divinizado, da Batalha de Kadesh entre outras.
A grande sala dos pilares está ligada a algumas outras salas mais pequenas e a um vestíbulo que leva à sala mais pequena do templo que vai até ao santuário.
As salas mais pequenas, denominadas câmaras laterais, são no total oito e estão dispostas cinco para a esquerda e três para a direita tendo como ponto de referência a entrada do templo. A sua decoração, variável, é tipicamente simples, tal como na câmara principal, embora algumas dessas câmaras contivessem tesouros.
O vestíbulo ou segunda sala hipóstila tem 11 metros de comprimento e 7,58 metros de largura. Nesta sala existem quatro pilares quadrados e nas suas paredes estão representadas cenas do faraó na companhia dos deuses. Do vestíbulo partem três portas que se dirigem à sala de oferendas que tem 3,30 metros de largura e está decorada com imagens de oferendas e adoração que por sua vez está ligada ao santuário.
O santuário interno prolonga-se por 55 metros de profundidade e era o local mais sagrado do Grande Templo; por essa razão apenas o faraó lá podia entrar. Nessa sala existem quatro estátuas: uma do faraó Ramsés II e as de três deuses: Ra-Harakhte, Ptah e Amon-Rá. Cada um destes deuses tinha as suas capitais, ao longo da história do Egipto. Estes três deuses foram venerados como a representação de um único deus grandioso; desta forma, por um lado eram rivais e por outro eram todos o mesmo. O templo foi construído de modo a que, duas vezes por ano, a 21 de Fevereiro (data do nascimento do faraó), e a 22 de Outubro (data da sua coroação), à medida que o sol se levantasse, os seus raios iluminassem as grandes estátuas do santuário e a parede que descreve a alegada vitória dos egípcios sobre o Império Hitita na Batalha de Kadesh. Embora este facto não seja verdadeiro, já que esta batalha terminou com um empate, Ramsés II auto-proclamou-se vencedor relatando a sua vitória e exaltando a sua coragem e a intervenção de Amon-Rá em vários templos, incluindo no templo de Luxor. 
Templo de Nefertari: Enquanto o Grande templo de Abu Simbel é um templo com estatuária excessiva e de tamanho exorbitante, o templo de Nefertari parece ser baseado no templo funerário da rainha Hatchepsut (1520 aC.). O templo é muito simples e construído em dimensões bastante inferiores às do templo de Ramsés.
O pequeno templo de Abu Simbel, localizado 150 metros a norte do templo maior, foi construído em honra à sua esposa preferida, Nefertari, e é dedicado à deusa do amor e da beleza, Hathor. A fachada do templo representa no total seis estátuas, de dez metros cada uma, todas com a perna esquerda mais à frente da direita em posição de marcha. Duas delas são de Nefertari (uma de cada lado da entrada) e cada uma dessas estátuas está ladeada por duas estátuas de Ramsés. Na fachada existem também pequenas imagens das crianças reais, representações dos príncipes entre as pernas do faraó, e das princesas entre as pernas da rainha. A porta de acesso ao templo está decorada com inscrições do nome do faraó, e representações do faraó a fazer oferendas às deusas Hathor e Isis.
Quando se entra no templo encontra-se uma sala quadrada com 11 metros de comprimento e 10,8 metros de largura com seis pilares colocados em duas filas, na frente dos quais está representada a cabeça da deusa Hathor e nos outros lados dos pilares tem figuras da casal real e de outros deuses. Sobre a cabeça da deusa Hathor estão escritas histórias do faraó ou da rainha, separadas por fórmulas de adoração às deusas: Mut, Isis, Satis, Hathor, Anukis e Urethekau. Esta sala possui três portas que levam a uma câmara transversal estreita e esta, por sua vez, tem ligação com duas câmaras laterais inacabadas e com o santuário.
As câmaras laterais não têm decoração, pensando-se que deveriam servir como armazém de objectos utilizados em cerimónias religiosas.
O santuário tem uma estátua da deusa Hathor saliente da rocha entre dois pilares de Osíris e nas paredes estão representadas cenas de oferendas.

 

Medicina:

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

Os médicos egípcios  , na visão de Heródoto, eram altamente especializados e muito avançados. Como já vimos em outras fases da história egípcia, a medicina era uma área de interesse e estudos na medida em que havia necessidade de curar doenças, feridas (e os egípcios lutaram muitas guerras), de resolver problemas físicos. Graças à mumificação e a oportunidade que a dissecação proporcionava, eles puderam estudar profundamente a anatomia humana.
Um dos maiores médicos da antiguidade egípcia foi Imhotep, sacerdote e arquitecto que serviu ao faraó Djoser, da terceira dinastia. Ele foi também o grande arquitecto, construtor da primeira pirâmide em degraus, em Saqara. Imhotep, cujo nome significa Aquele que veio em paz, após a sua morte foi adorado como um deus. Ele fundou uma escola de medicina em Mênfis chamada Asclépion e isso ocorreu dois mil e duzentos anos antes que o pai da medicina ocidental, Hipócrates, aparecesse.
A fama dos médicos egípcios se deve à atitude racional deles e aos estudos minuciosos, como se pode ver no Papiro Cirúrgico de Edwin Smith encontrado em Tebas. Segundo esse papiro, Imhotep parece ser o autor de noventa termos anatómicos e da descrição de quarenta e oito casos de lesões, ferimentos, fracturas e deslocamentos. Hoje esse papiro se encontra na Sociedade de História de Nova Iorque.
Outra obra famosa é o Papiro Médico de Ebbers, que é um manual de ensino para clínicos, foi encontrado em Tebas em 1862. Actualmente, encontra-se no Museu de Leipzig na Alemanha.
Também vamos citar os dois Papiros Médicos de Berlim que foram descobertos em 1853 em Saqara. Estão no Museu de Berlim e tratam de ginecologia, obstetrícia, anticoncepcionais, urologia, malária e muitas outras doenças.
Em Copenhaga, na Biblioteca do Museu de Ny, encontramos o Papiro Médico de Carlsberg que tem a descrição de um caso de AVC entre outras doenças. E em Tebas, no Ramesseum, foram descobertos os Papiros Médicos do Ramesseum que tratam de ginecologia e obstetrícia.
Sabe-se que os médicos egípcios eram frequentemente enviados à Síria e à Assíria e os reis da Pérsia também empregavam médicos egípcios. Isto está gravado nas lâminas de barro encontradas na cidade de Tell el-Amarna. As receitas de ervas dos medicamentos egípcios se espalharam por todo o Mediterrâneo.

 

Literatura: Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
No tocante às fontes literárias  , podem ser distinguidos dois grupos, um ligado às fontes coevas, produzidas pelos próprios egípcios, e outro relacionado com fontes literárias produzidas tardiamente por autores estrangeiros.
Do primeiro caso salientam-se os chamados textos funerários, entre os quais se encontram os Textos das Pirâmides, os Textos dos Sarcófagos e o Livro dos Mortos. Os textos funerários tinham como principal função ajudar os reis (Textos das Pirâmides), os altos funcionários e os egípcios em geral, no percurso que os levaria para o Além, dado que a crença numa vida após a morte física estava integrada nas concepções egípcias. As obras da literatura egípcia, como as que se enquadram no género sapiências, assim como os hinos escritos às divindades são também importantes fontes de informação. Outros textos que não foram produzidos no âmbito do religioso, como os tratados de Medicina, os textos jurídicos ou as cartas trocadas entre particulares revelam-se também como preciosas formas de informação.
As fontes tardias incluem os livros do Génesis, Êxodo e Salmos da Bíblia, mas sobretudo as descrições dos autores gregos e romanos. Destes destacam-se nomes como Hecateu de Mileto, Heródoto (Livro II e começo do Livro III da obra Histórias, tendo o autor visitado o Egipto no século V a.C.), Diodoro da Sicília, Estrabão, Virgílio, Plutarco (que descreveu a história de Ísis e Osíris no tratado De Iside et Osiride) e Lúcio Apuleio. As informações transmitidas por estes autores devem ser encaradas com uma certa precaução, já que frequentemente são reveladores de um certo preconceito cultural.

 

Arte: http://www.paralerepensar.com.br/arte_egipcia.htm  . O Novo Império (1570-1070 a.C.) começou com a XVIII dinastia e foi uma época de grande poder, riqueza e influência. Quase todos os faraós deste período preocuparam-se em ampliar o conjunto de templos de Karnak, centro de culto a Amon, que se converteu, assim, num dos mais impressionantes complexos religiosos da história. Próximo a este conjunto, destaca-se também o templo de Luxor.
Do Novo Império, também se destaca o insólito templo da rainha Hatshepsut, em Deir el Bahari, levantado pelo arquitecto Senemut (morto no ano de 1428 a.C.) e situado diante dos alcantilados do rio Nilo, junto ao templo de Mentuhotep II.
Durante a XIX Dinastia, na época de Ramsés II, um dos mais importantes faraós do Novo Império, foram construídos os gigantescos templos de Abu Simbel, na Núbia, ao sul do Egipto.
A escultura, naquele momento, alcançou uma nova dimensão e surgiu um estilo cortesão, no qual se combinavam perfeitamente a elegância e a cuidadosa atenção aos detalhes mais delicados. Tal estilo alcançaria a maturidade nos tempos de Amenófis III.
A arte na época de Akhenaton reflectia a revolução religiosa promovida pelo faraó, que adorava Aton, deus solar, e projectou uma linha artística orientada nesta nova direcção, eliminando a imobilidade tradicional da arte egípcia. Deste período, destaca-se o busto da rainha Nefertiti (c. 1365 a.C.).
A pintura predominou então na decoração das tumbas privadas. A necrópole de Tebas é uma rica fonte de informação sobre a lenta evolução da tradição artística, assim como de excelentes ilustrações da vida naquela época.
Durante o Novo Império, a arte decorativa, a pintura e a escultura alcançaram as mais elevadas etapas de perfeição e beleza. Os objectos de uso quotidiano, utilizados pela corte real e a nobreza, foram maravilhosamente desenhados e elaborados com grande destreza técnica. Não há melhor exemplo para ilustrar esta afirmação do que o enxoval funerário da tumba (descoberta em 1922) de Tutankhamen.

 

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FORMATAÇÃO E ARTE: IARA MELO