China -
dinastia Chang
Durante
esta dinastia, as técnicas de fabrico do bronze são postas em prática e surge a
escrita.
A
civilização Chang, de 1480 a 1050 a.C., nasceu directamente do desenvolvimento
que teve lugar durante o período neolítico, ou seja, de 4000 a 2000 a.C.,
importante época na história da China. Neste período, com o começo da
agricultura e da domesticação de animais, começaram a se estabelecer os povos.
Com este novo sistema de vida, iniciaram-se os ritos funerários mais antigos que
se conhecem. Os objectos de uso quotidiano eram enterrados com o defunto e,
graças a isso, chegaram até nós em bom estado de conservação. As tumbas
neolíticas têm revelado uma grande variedade de cerâmica, sobretudo grandes
vasilhas pintadas, provavelmente urnas funerárias, e taças de argila negra
polida, feitas no torno e talvez utilizadas em algum ritual.
A
civilização do bronze parece ter surgido no II milénio, mais precisamente
durante a dinastia Chang
, na
província de Henan, onde as culturas de Longshan (*) e de Yangshao (**)
entraram em contacto. As peças exumadas em Zhengzhou (***) , primeira capital
Chang, e as de Anyang, segunda capital dos Chang, revelam uma civilização
chegada ao seu apogeu. As sepulturas fazem-se acompanhar de um abundante
material funerário, como: cavalos ajaezados, carros e, por vezes, até
servidores. Os recipientes rituais, em bronze, destinados ao culto dos
antepassados estão ordenados com motivos geométricos e animalistas estreitamente
imbricados. As inscrições divinatórias, em osso ou concha de tartaruga achada
nos túmulos atestam a evolução da escrita e estão na origem das primeiras
traduções escritas da dinastia Zhou (Tcheu).
(*) Cultura
Longshan
foi
uma cultura que surgiu no final do Neolítico, próxima ao médio e baixo Rio
Amarelo na China. Foi assim chamada devido a Longshan, província de Shandong, o
primeiro sítio arqueológico desta cultura que foi encontrado. A cultura Longshan
é datada pelos arqueólogos como tendo existido durante o terceiro e segundo
milénio a.C..
Um factor distintivo da cultura Longshan era o alto nível técnico em olaria,
como indicam os numerosos vestígios de potes e vasilhames de cerâmica
encontrados. A cultura Longshan também marcou a transição para o estabelecimento
de cidades, indicado pelos vestígios de muros de terra prensada encontrados, por
exemplo, no sítio arqueológico de Taosi. O cultivo de arroz já estava claramente
estabelecido no período. A população neolítica chinesa alcançou seu apogeu
durante a cultura Longshan. Com o término da cultura Longshan, a população
decresceu agudamente; o que é indicada pelo brusco desaparecimento de potes de
cerâmica de alta qualidade, que costumavam ser encontrados em quantidade nos
vestígios de ritos fúnebres.
(**)
A cultura
Yangshao
e a
cultura Longsham são culturas neolíticas do ano 3.000 a. C. encontradas no
território da China actual. As lendas chinesas descrevem uma sucessão de
imperadores místicos e heróis ao longo dos séculos até a possivelmente histórica
dinastia Xia, que segundo a tradição, existiu nos séculos XXI-XVI a. C. A
existência da seguinte dinastia tradicional, a Shangou Yin, tem sido confirmada
por descobertas arqueológicas perto de Anyang, uma das suas capitais.
Os primeiros centros da civilização chinesa tiveram por assento o vale do
Huanghe ou rio Amarelo. Antes do período Shang, segundo a tradição, 1600-1100 a.
C. os chineses provavelmente desenvolveram um modo de vida característico. O
povo Chang utilizava uma versão primitiva, mas bastante perfeita, da língua
chinesa escrita, tinha cidades e templos e utilizava o bronze.
(***)Zhengzhou
ou Chengchow
é uma
cidade da China, capital da província de Henan. Tem cerca de 2.19 milhões de
habitantes.
-
Desenvolvimento da tecnologia do bronze:
SOBRE
O BRONZE DA ANTIGUIDADE DA CHINA
www.csarmento.uminho.pt/docs/sms/exposicoes
A Nação chinesa, senhora de longa historia e uma das nações de civilização mais
antiga do mundo, conta com um rico património cultural, do qual o bronze faz uma
parte muito importante. Objectos desse metal de plástica elegante, variedade
imensa, estilo singular, decoração linda e fabricação fina ocupam uma posição
bastante importante na história de civilização mundial, o que, de há muito, já é
conhecido em toda a planeta. Segundo os documentos históricos e sucessos
arqueológicos, o bronze chinês surgiu no último período da sociedade primitiva
chinesa de três mil anos antes de Cristo. Entretanto, os objectos produzidos
naquela época foram geralmente de porte miúdo, tais como pequenas facas,
perfuradorazinhas, etc., sendo ainda a etapa inicial da fabricação de bronze. No
último período da Dinastia Shang (séc. 14 a. C. - séc. 11 a. C.), a produção dos
objectos de bronze atingiu um nível bastante elevado: vasos para a comida e
vinho, recipientes para a água, instrumentos musicais e militares produzidos
nesta época revestem-se de plástica imponente, variedade múltipla e decoração
fina, uns em formas de pássaros, bicho da seda ou cigarra, enquanto outros
apresentam desenhos geométricos. Nos meados da Dinastia Zhou do Oeste (séc. 11
a. C. - séc. 8 a. C.), a tecnologia fabril do bronze adquiriu novas
características que se apresentam leves, finas e simples. A produção de vasos
para o vinho diminuiu, enquanto surgiram novas variedades e novas decorações.
Vêem-se nas peças produzidas nesta época longos escritos, registando a guerra,
incidentes de litígios ou comemorações, etc., apresentando importantes dados
para o estudo daquela época. A tecnologia da bronze registrou um novo
desenvolvimento nos períodos da Primavera e Outono e dos Reinos Combatentes
(séc. 8 a. C. - séc. 3 a. C.), a incrustação do ouro e prata, de turquesa e de
cobre foi empregada nas peças de bronze, fazendo-as ainda mais magníficas. Nessa
época, para atender às necessidades dos padrões de vida, a tecnologia de bronze
ia-se adaptando à fabricação dos instrumentos para a vida quotidiana, surgindo
em grande quantidade o espelho, moedas e selos etc. O aparecimento de decorações
com motivos de figuras humanas, ricas em gosto de vida, representa novos
sucessos da arte de bronze nessa época. Depois das Dinastias de Qin e Han, o
emprego de utensílios de ferro, laca e porcelana substituiu as peças brônzeas,
no entanto, estas continuaram adquirindo novos desenvolvimentos na produção de
utensílios da vida quotidiana, mais leves, mais finos e mais práticos.
Cidades: A
capital, mudou várias vezes de lugar, ou era em Chang-Chou
ou em
Anyang,
estes
dois locais são os mais importantes, do ponto de vista arqueológico da China
Chang
Jade: Os
trabalhos em jade
na
China seguem diferentes escolas, diferenciadas pela técnica e na escolha de sua
forma natural. Os artesãos transformam pedra em objectos preciosos, conforme seu
contorno, textura e cor.
As obras de jade de Beijing
, por
exemplo, são conhecidas por suas figuras vívidas, caracterizadas pelo estilo
elegante e imperial. As esculturas em jade de Guangzhou são mais expressivas na
individualidade artística, enquanto as esculturas em jade de Shanghai se
distinguem por sua sofisticação e qualidade. Yangzhou
é um
tradicional centro produtor, cuja época de ouro ocorreu durante o governo do
imperador Qianlong (1736-1795) da dinastia Qing.
Escrita: A
escrita chinesa
é
ideográfica. A lenda conta que, no Shuowen Jiezi que foi Chang Ji, (um enviado
do deus Huang Di) quem inventou a escrita, inspirado em rastros de pássaros e
outros animais. Outra versão conta que o criador foi o imperador Fu Shi. Os
textos mais antigos estão gravados nos Jiaguwen, carapaças de tartaruga e ossos
de boi usados para a osteomancia, e datam de entre 1500 e 950 aC, durante a
Dinastia Chang.
Egipto:
Império Novo

Entre as
XVIII e XX dinastias o Egipto atingiu a sua máxima extensão alcançando a Rio
Eufrates no actual Iraque. Durante o reinado de Tutmosis
.
III dinastia, o Egipto alcançou a época de maior poder e riqueza. Comandou
algumas expedições militares à Ásia onde obteve vitórias famosas em várias
batalhas.
Com a corrupção e a crise económica a instalarem-se, teve início o
desmoronamento do império. Entretanto os militares tomaram conta do poder. O
mais famoso foi Ramsés II
.
apelidado "o grande" que deixou monumentos colossais para perpetuar os 67 anos
do seu reinado.
- Abu
Simbel: Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Abu Simbel
, é
um complexo arqueológico constituído por dois grandes templos escavados na
rocha, situados no sul do Egipto, no banco ocidental do rio Nilo perto da
fronteira com o Sudão, numa região denominada Núbia
, a
cerca de 300 quilómetros da cidade de Assuão. No entanto, este não é o seu local
de construção original; devido à construção da barragem de Assuão, e do
consequente aumento do caudal do rio Nilo, o complexo foi transladado do seu
local original durante a década de 1960, com a ajuda da UNESCO, a fim de ser
salvo de ficar submerso.
Os templos foram mandados construir pelo faraó Ramsés II em homenagem a si
próprio e à sua esposa preferida Nefertari
. O
Grande templo de Abu Simbel é um dos mais bem conservados de todo o Egipto.
Ramsés II, Abu Simbel
Os templos foram mandados construir pelo faraó Ramsés II no século XIII a.C.
durante a XIX dinastia. A construção começou a cerca de 1284 a.C. e terminou
aproximadamente vinte anos mais tarde.
Ramsés II iniciou o seu reinado em 1290 a.C. e reinou durante 66 anos, durante
os quais mandou construir numerosos templos não só com o intuito de impressionar
as nações vizinhas mostrando a grandiosidade do Egipto e o poder do seu faraó,
mas também recuperar o seu prestígio, perdido depois dos distúrbios religiosos e
políticos durante o reinado de Akhenaton da XVIII dinastia quando Akhenaton
tentou
forçar a mudança do culto aos deuses egípcios (politeísmo) para o culto a um
deus único Atón
(monoteísmo).
Seis desses templos foram construídos na região da Núbia, que tinha sido
adicionada recentemente ao território egípcio, e tinham como principal propósito
estabelecer os direitos do Império sobre aquela região, e reforçar o estatuto da
religião egípcia sobre ela. Ramsés, em seu desejo de construir e perpetuar-se na
pedra, Ramsés saqueou pirâmides, retirou pavimentos e destruiu belos monumentos
para obter material para suas obras.
Quando o templo ficou concluído, Ramsés II levou sua esposa Nefertari para
admirá-los mas, para desespero do faraó, ela morreu pouco tempo depois.
Descoberta: Com a passagem do tempo, os templos ficaram cobertos de areia o que
provocou o seu esquecimento até que, em 1813, um orientalista suíço, Jean-Louis
Burckhardt, descobriu o friso do topo do templo de Ramsés.
Burckhardt falou da sua descoberta ao explorador italiano Giovanni Belzoni que,
embora deslocando-se para o Egipto, foi incapaz de descobrir a entrada do
templo. Belzoni regressou em 1817, conseguindo desta vez encontrar a entrada e
levando com ele todos os tesouros que encontrou no templo que pudessem ser
transportados.
Deslocação: Houve uma grande preocupação internacional quando foi decidido
construir uma grande barragem o que inundaria o vale no qual se encontravam
alguns tesouros da Antiguidade, entre eles os templos de Abu Simbel.
Em 1959 a UNESCO promoveu uma campanha internacional de doações por solicitação
das autoridades do Egipto e do Sudão com vista a promover a salvação dos
monumentos da Núbia.
Foram feitas cópias e fotografias de todos os monumentos, foi acelerada a
pesquisa arqueológica nos locais que iriam desaparecer e alguns monumentos foram
transladados da sua localização original, como foi o caso de ambos os templos de
Abu Simbel, que foram desmontados e reconstruídos entre 1963 e 1968.
Quando a barragem do Assuão foi concluída, em 1970, muitas aldeias Núbias
ficaram submersas sob as águas do lago de retenção, ao qual foi dado o nome de
Lago Nasser. Esta operação teve um custo total de 40 milhões de dólares e
consistiu na remoção, pedra por pedra, de cada monumento, transferindo os
monumentos para uma montanha artificial 61 metros acima da posição original, e
cerca de 200 metros mais longe da margem do Nasser.
Como forma de agradecer pela ajuda prestada, o governo egípcio ofereceu uma
parte dos achados e mesmo templos desmontados a alguns museus internacionais. O
santuário de Pedesi e Pithor de Dandur foi reconstruído em Nova York (Estados
Unidos); a cabeça colossal de Akhenaton, achada em Karnak, está no Museu do
Louvre (França); o Templo de Debod foi reconstruído em Madrid (Espanha); e duas
estelas e rolos de papiros desemparelhados estão no
O complexo de Abu Simbel é constituído por dois templos. Um maior, dedicado ao
faraó Ramsés II e aos deuses Ra-Harakhty, Ptah e Amun, e um mais pequeno,
dedicado à deusa Hathor, personificada por Nefertari, a mais amada esposa de
Ramsés II de entre as mais de 100 que Ramsés possuía.
O grande templo de Abu Simbel é considerado uma das mais grandiosas obras do
faraó Ramsés II e, para muitos arqueólogos, é o maior e mais belo dos templos.
O templo, escavado numa rocha lisa de arenito, foi construído com um detalhe
admirável, porque qualquer erro grave causaria o afundamento da obra.
A sua fachada tem 33 metros de altura e 38 metros de largura, a sua entrada foi
concebida como um pilone. A fachada é constituída por quatro estátuas com vinte
metros de altura que representam o faraó Ramsés II sentado ostentando a coroa
dupla da unificação entre o alto e o baixo Egipto, a barba postiça, um colar e
um peitoral com o nome de coroação. A segunda dessas estátuas foi parcialmente
destruída por um terramoto em 27 a. C., a cabeça e o tronco de Ramsés
encontram-se próximo da entrada. Na porta do templo existe uma inscrição
criptográfica do nome do faraó: Ser-Ma'at-Ra e no meio das pernas das grandes
estátuas podem ver-se pequenas estátuas de familiares de Ramsés II:
Junto ao colosso I (lado esquerdo) estão as representações da sua principal
mulher Nefertari (na perna esquerda), a sua mãe Mut-tuy (na perna direita) e do
príncipe Amonhorjepeshef (ao centro).
Junto ao colosso II (lado esquerdo) encontram-se as princesas Bentata, Nebettauy
e outra que se pensa ser Senefra.
Junto ao colosso I (lado direito) estão as representações da sua principal
mulher "Nefertari" (na perna direita), a princesa Beketmut (na perna esquerda) e
do príncipe Riamsese (ao centro).
Junto ao colosso II (lado direito) encontram-se as representações da princesa
Nerytamun, da mãe de Ramsés, Mut-tuy e da rainha Nefertari.
Na base das estátuas centrais existe uma representação das divindades do Nilo,
que simbolizam a unificação do alto e do baixo Egipto e na parte superior da
fachada existe uma fileira de 22 estátuas de babuínos. Existem também outros
relevos comemorativos, como um texto de 41 linhas que descreve as circunstâncias
do casamento de Ramsés com a filha de Hattusili III, rei dos Hititas, casamento
que selou a paz entre estes dois povos.
No lado direito da fachada encontra-se a capela setentrional, dedicada ao culto
do Sol, que consiste num pequeno recinto a céu aberto com pedestrais com imagens
de deuses e uma representação da barca solar com um sacrifício do faraó a
Rá-Horajti.
No lado esquerdo encontra-se a capela meridional que é uma capela escavada na
rocha de 7,17 metros de comprimento por 4,40 de largura e 3,92 de altura em
honra de Thot.
No interior existe uma câmara principal chamada "A grande sala dos pilares" ou
"Grande sala hipóstila" que tem 18 metros de comprimento, 16 metros de largura e
nove metros de altura cujo tecto é sustentado por oito pilares representando o
deus Osíris com algumas características de Ramsés II; as estátuas da esquerda
ostentam a coroa do alto Egipto enquanto as da direita ostentam a coroa Pschent
(a coroa dupla que simboliza a unificação das duas terras). O tecto está
decorado com pinturas que representam a deusa Nejbet e as paredes com cenas do
cortejo dos príncipes, cenas de batalhas na Síria, Líbia e Núbia, junto a
oferendas, da apresentação de prisioneiros a Ra-Harmajis e Ramsés II divinizado,
da Batalha de Kadesh entre outras.
A grande sala dos pilares está ligada a algumas outras salas mais pequenas e a
um vestíbulo que leva à sala mais pequena do templo que vai até ao santuário.
As salas mais pequenas, denominadas câmaras laterais, são no total oito e estão
dispostas cinco para a esquerda e três para a direita tendo como ponto de
referência a entrada do templo. A sua decoração, variável, é tipicamente
simples, tal como na câmara principal, embora algumas dessas câmaras contivessem
tesouros.
O vestíbulo ou segunda sala hipóstila tem 11 metros de comprimento e 7,58 metros
de largura. Nesta sala existem quatro pilares quadrados e nas suas paredes estão
representadas cenas do faraó na companhia dos deuses. Do vestíbulo partem três
portas que se dirigem à sala de oferendas que tem 3,30 metros de largura e está
decorada com imagens de oferendas e adoração que por sua vez está ligada ao
santuário.
O santuário interno prolonga-se por 55 metros de profundidade e era o local mais
sagrado do Grande Templo; por essa razão apenas o faraó lá podia entrar. Nessa
sala existem quatro estátuas: uma do faraó Ramsés II e as de três deuses:
Ra-Harakhte, Ptah e Amon-Rá. Cada um destes deuses tinha as suas capitais, ao
longo da história do Egipto. Estes três deuses foram venerados como a
representação de um único deus grandioso; desta forma, por um lado eram rivais e
por outro eram todos o mesmo. O templo foi construído de modo a que, duas vezes
por ano, a 21 de Fevereiro (data do nascimento do faraó), e a 22 de Outubro
(data da sua coroação), à medida que o sol se levantasse, os seus raios
iluminassem as grandes estátuas do santuário e a parede que descreve a alegada
vitória dos egípcios sobre o Império Hitita na Batalha de Kadesh. Embora este
facto não seja verdadeiro, já que esta batalha terminou com um empate, Ramsés II
auto-proclamou-se vencedor relatando a sua vitória e exaltando a sua coragem e a
intervenção de Amon-Rá em vários templos, incluindo no templo de Luxor.
Templo de Nefertari: Enquanto o Grande templo de Abu Simbel é um templo com
estatuária excessiva e de tamanho exorbitante, o templo de Nefertari parece ser
baseado no templo funerário da rainha Hatchepsut (1520 aC.). O templo é muito
simples e construído em dimensões bastante inferiores às do templo de Ramsés.
O pequeno templo de Abu Simbel, localizado 150 metros a norte do templo maior,
foi construído em honra à sua esposa preferida, Nefertari, e é dedicado à deusa
do amor e da beleza, Hathor. A fachada do templo representa no total seis
estátuas, de dez metros cada uma, todas com a perna esquerda mais à frente da
direita em posição de marcha. Duas delas são de Nefertari (uma de cada lado da
entrada) e cada uma dessas estátuas está ladeada por duas estátuas de Ramsés. Na
fachada existem também pequenas imagens das crianças reais, representações dos
príncipes entre as pernas do faraó, e das princesas entre as pernas da rainha. A
porta de acesso ao templo está decorada com inscrições do nome do faraó, e
representações do faraó a fazer oferendas às deusas Hathor e Isis.
Quando se entra no templo encontra-se uma sala quadrada com 11 metros de
comprimento e 10,8 metros de largura com seis pilares colocados em duas filas,
na frente dos quais está representada a cabeça da deusa Hathor e nos outros
lados dos pilares tem figuras da casal real e de outros deuses. Sobre a cabeça
da deusa Hathor estão escritas histórias do faraó ou da rainha, separadas por
fórmulas de adoração às deusas: Mut, Isis, Satis, Hathor, Anukis e Urethekau.
Esta sala possui três portas que levam a uma câmara transversal estreita e esta,
por sua vez, tem ligação com duas câmaras laterais inacabadas e com o santuário.
As câmaras laterais não têm decoração, pensando-se que deveriam servir como
armazém de objectos utilizados em cerimónias religiosas.
O santuário tem uma estátua da deusa Hathor saliente da rocha entre dois pilares
de Osíris e nas paredes estão representadas cenas de oferendas.
Medicina:
Origem:
Wikipédia, a enciclopédia livre
Os médicos
egípcios
,
na visão de Heródoto, eram altamente especializados e muito avançados. Como já
vimos em outras fases da história egípcia, a medicina era uma área de interesse
e estudos na medida em que havia necessidade de curar doenças, feridas (e os
egípcios lutaram muitas guerras), de resolver problemas físicos. Graças à
mumificação e a oportunidade que a dissecação proporcionava, eles puderam
estudar profundamente a anatomia humana.
Um dos maiores médicos da antiguidade egípcia foi Imhotep, sacerdote e
arquitecto que serviu ao faraó Djoser, da terceira dinastia. Ele foi também o
grande arquitecto, construtor da primeira pirâmide em degraus, em Saqara.
Imhotep, cujo nome significa Aquele que veio em paz, após a sua morte foi
adorado como um deus. Ele fundou uma escola de medicina em Mênfis chamada
Asclépion e isso ocorreu dois mil e duzentos anos antes que o pai da medicina
ocidental, Hipócrates, aparecesse.
A fama dos médicos egípcios se deve à atitude racional deles e aos estudos
minuciosos, como se pode ver no Papiro Cirúrgico de Edwin Smith encontrado em
Tebas. Segundo esse papiro, Imhotep parece ser o autor de noventa termos
anatómicos e da descrição de quarenta e oito casos de lesões, ferimentos,
fracturas e deslocamentos. Hoje esse papiro se encontra na Sociedade de História
de Nova Iorque.
Outra obra famosa é o Papiro Médico de Ebbers, que é um manual de ensino para
clínicos, foi encontrado em Tebas em 1862. Actualmente, encontra-se no Museu de
Leipzig na Alemanha.
Também vamos citar os dois Papiros Médicos de Berlim que foram descobertos em
1853 em Saqara. Estão no Museu de Berlim e tratam de ginecologia, obstetrícia,
anticoncepcionais, urologia, malária e muitas outras doenças.
Em Copenhaga, na Biblioteca do Museu de Ny, encontramos o Papiro Médico de
Carlsberg que tem a descrição de um caso de AVC entre outras doenças. E em
Tebas, no Ramesseum, foram descobertos os Papiros Médicos do Ramesseum que
tratam de ginecologia e obstetrícia.
Sabe-se que os médicos egípcios eram frequentemente enviados à Síria e à Assíria
e os reis da Pérsia também empregavam médicos egípcios. Isto está gravado nas
lâminas de barro encontradas na cidade de Tell el-Amarna. As receitas de ervas
dos medicamentos egípcios se espalharam por todo o Mediterrâneo.
Literatura:
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
No tocante às fontes literárias
,
podem ser distinguidos dois grupos, um ligado às fontes coevas, produzidas pelos
próprios egípcios, e outro relacionado com fontes literárias produzidas
tardiamente por autores estrangeiros.
Do primeiro caso salientam-se os chamados textos funerários, entre os quais se
encontram os Textos das Pirâmides, os Textos dos Sarcófagos e o Livro dos
Mortos. Os textos funerários tinham como principal função ajudar os reis (Textos
das Pirâmides), os altos funcionários e os egípcios em geral, no percurso que os
levaria para o Além, dado que a crença numa vida após a morte física estava
integrada nas concepções egípcias. As obras da literatura egípcia, como as que
se enquadram no género sapiências, assim como os hinos escritos às divindades
são também importantes fontes de informação. Outros textos que não foram
produzidos no âmbito do religioso, como os tratados de Medicina, os textos
jurídicos ou as cartas trocadas entre particulares revelam-se também como
preciosas formas de informação.
As fontes tardias incluem os livros do Génesis, Êxodo e Salmos da Bíblia, mas
sobretudo as descrições dos autores gregos e romanos. Destes destacam-se nomes
como Hecateu de Mileto, Heródoto (Livro II e começo do Livro III da obra
Histórias, tendo o autor visitado o Egipto no século V a.C.), Diodoro da
Sicília, Estrabão, Virgílio, Plutarco (que descreveu a história de Ísis e Osíris
no tratado De Iside et Osiride) e Lúcio Apuleio. As informações transmitidas por
estes autores devem ser encaradas com uma certa precaução, já que frequentemente
são reveladores de um certo preconceito cultural.
Arte:
http://www.paralerepensar.com.br/arte_egipcia.htm
. O
Novo Império (1570-1070 a.C.) começou com a XVIII dinastia e foi uma época de
grande poder, riqueza e influência. Quase todos os faraós deste período
preocuparam-se em ampliar o conjunto de templos de Karnak, centro de culto a
Amon, que se converteu, assim, num dos mais impressionantes complexos religiosos
da história. Próximo a este conjunto, destaca-se também o templo de Luxor.
Do Novo Império, também se destaca o insólito templo da rainha Hatshepsut, em
Deir el Bahari, levantado pelo arquitecto Senemut (morto no ano de 1428 a.C.) e
situado diante dos alcantilados do rio Nilo, junto ao templo de Mentuhotep II.
Durante a XIX Dinastia, na época de Ramsés II, um dos mais importantes faraós do
Novo Império, foram construídos os gigantescos templos de Abu Simbel, na Núbia,
ao sul do Egipto.
A escultura, naquele momento, alcançou uma nova dimensão e surgiu um estilo
cortesão, no qual se combinavam perfeitamente a elegância e a cuidadosa atenção
aos detalhes mais delicados. Tal estilo alcançaria a maturidade nos tempos de
Amenófis III.
A arte na época de Akhenaton reflectia a revolução religiosa promovida pelo
faraó, que adorava Aton, deus solar, e projectou uma linha artística orientada
nesta nova direcção, eliminando a imobilidade tradicional da arte egípcia. Deste
período, destaca-se o busto da rainha Nefertiti (c. 1365 a.C.).
A pintura predominou então na decoração das tumbas privadas. A necrópole de
Tebas é uma rica fonte de informação sobre a lenta evolução da tradição
artística, assim como de excelentes ilustrações da vida naquela época.
Durante o Novo Império, a arte decorativa, a pintura e a escultura alcançaram as
mais elevadas etapas de perfeição e beleza. Os objectos de uso quotidiano,
utilizados pela corte real e a nobreza, foram maravilhosamente desenhados e
elaborados com grande destreza técnica. Não há melhor exemplo para ilustrar esta
afirmação do que o enxoval funerário da tumba (descoberta em 1922) de
Tutankhamen.