A abelha destaca-se, entre poucos
insectos mundialmente criados pelo
homem, devido aos dois
insubstituíveis produtos que ela lhe
fornece, ao seja, o mel e a cera.
Historicamente, as abelhas são
descendentes das vespas que deixaram
de se alimentar de pequenos insectos
e aranhas para consumirem o pólen
das flores quando essas surgiram, há
cerca de 135 milhões de anos.
Durante esse processo evolutivo,
surgiram várias espécies de abelhas.
Hoje se conhecem mais de 20 mil
espécies, mas acredita-se que
existam umas 40 mil espécies ainda
não descobertas. Somente 2% das
espécies de abelhas são sociais e
produzem mel. Entre as espécies
produtoras de mel, as do género Apis
são as mais conhecidas e difundidas.
O fóssil mais antigo desse genro que
se conhece é da espécie já extinta
Apis ambruster e data de 12 milhões
de anos. Provavelmente esse género
de abelha tenha surgido na África
após a separação do continente
americano, tendo posteriormente
migrado para a Europa e Ásia,
originando as espécies Apis
mellifera, Apis cerana, Apis florea,
Apis korchevniskov, Apis
andreniformis, Apis dorsata, Apis
laboriosa, Apis nuluensis e Apis
nigrocincta. As abelhas que
permaneceram na África e Europa
originaram várias subespécies de
Apis mellifera adaptadas às diversas
condições ambientais em que se
desenvolveram. Embora hoje essa
espécie seja criada no continente
Americano e na Oceânia, elas só
foram introduzidas nessas regiões no
período da colonização. Pesquisas
arqueológicas mostram que as abelhas
sociais já produziam e guardavam o
mel há 20 milhões de anos, antes
mesmo do surgimento do homem na
Terra, que só ocorreu poucos milhões
de anos atrás. No início, o homem
promovia uma verdadeira "caçada ao
mel", tendo que procurar e localizar
os enxames, que muitas vezes
nidificavam em locais de difícil
acesso e de grande risco para os
colectores. Naquela época, o
alimento ingerido era uma mistura de
mel, pólen, crias e cera, pois o
homem ainda não sabia como separar
os produtos do favo. Os enxames,
muitas vezes, morriam ou fugiam,
obrigando o homem a procurar novos
ninhos cada vez que necessitasse
retirar o mel para consumo. Há,
aproximadamente, 2.400 anos antes de
Cristo, os egípcios começaram a
colocar as abelhas em potes de
barro. A retirada do mel ainda era
muito similar à "caçada" primitiva,
entretanto, os enxames podiam ser
transportados e colocados próximo à
residência do produtor. Apesar de os
egípcios serem considerados os
pioneiros na criação de abelhas, a
palavra colmeia vem do grego, pois
os gregos colocavam seus enxames em
recipientes com forma de sino feitos
de palha trançada chamada de colmo.
Naquela época, as abelhas já
assumiam tanta importância para o
homem que era considerada sagrada
para muitas civilizações. Com isso
várias lendas e cultos surgiram a
respeito desses insectos. Com o
tempo, elas também passaram a
assumir grande importância económica
e a ser consideradas um símbolo de
poder para reis, rainhas, papas,
cardeais, duques, condes e
príncipes, fazendo parte de brasões,
ceptros, coroas, moedas, mantos
reais, entre outros. Na Idade Média,
em algumas regiões da Europa, as
árvores eram propriedade do governo,
sendo proibido derrubá-las, pois
elas poderiam servir de abrigo a um
enxame no futuro. Os enxames eram
registados em cartório e deixados de
herança por escrito, o roubo de
abelhas era considerado um crime
imperdoável, podendo ser punido com
a morte. Nesse período, muitos
produtores já não suportavam ter que
matar suas abelhas para colectar o
mel e vários estudos iniciaram-se
nesse sentido. O uso de recipientes
horizontais e com comprimento maior
que o braço do produtor foi uma das
primeiras tentativas. Nessas
colmeias, para colheita do mel, o
apicultor jogava fumaça na entrada
da caixa, fazendo com que todas as
abelhas fossem para o fundo,
inclusive a rainha, e depois
retirava somente os favos da frente,
deixando uma reserva para as
abelhas. Alguns anos depois, surgiu
a ideia de se trabalhar com
recipientes sobrepostos, em que o
apicultor removeria a parte
superior, deixando reserva para as
abelhas na caixa inferior. Embora
resolvesse a questão da colheita do
mel, o produtor não tinha acesso à
área de cria sem destrui-la, o que
impossibilitava um manejo mais
racional dos enxames. Para resolver
essa questão, os produtores
começaram a colocar barras
horizontais no topo dos recipientes,
separadas por uma distância igual à
distância dos favos construídos.
Assim, as abelhas construíam os
favos nessas barras, facilitando a
inspecção, entretanto, as laterais
dos favos ainda ficavam presas às
paredes da colmeia. Em 1851, o
Reverendo Lorenzo Lorraine
Langstroth verificou que as abelhas
depositavam própolis em qualquer
espaço inferior a 4,7 mm e
construíam favos em espaços
superiores a 9,5 mm. A medida entre
esses dois espaços Langstroth chamou
de "espaço abelha", que é o menor
espaço livre existente no interior
da colmeia e por onde podem passar
duas abelhas ao mesmo tempo. Essa
descoberta simples foi uma das
chaves para o desenvolvimento da
apicultura racional. Inspirado no
modelo de colmeia usado por Francis
Huber, que prendia cada favo em
quadros presos pelas laterais e os
movimentava como as páginas de um
livro, Langstroth resolveu estender
as barras superiores já usadas e
fechar o quadro nas laterais e
abaixo, mantendo sempre o espaço
abelha entre cada peça da caixa,
criando, assim, os quadros móveis
que poderiam ser retirados das
colmeias pelo topo e movidos
lateralmente dentro da caixa. A
colmeia de quadros móveis permitiu
a criação racional de abelhas,
favorecendo o avanço tecnológico da
actividade como a conhecemos hoje.
Instalada numa caixa ou cortiço
com uma só abertura, a colmeia, a
sociedade de abelhas aí produz a
cera em divisões que pendem
verticalmente, com ambas as faces
revestidas de alvéolos hexagonais e
ligeiramente oblíquos. Alguns desses
alvéolos constituem câmara de
reprodução – com um ovo, uma larva
ou uma ninfa abrigados em cada
cavidade – enquanto os outros dão
origem aos favos onde é depositado o
mel. Cada colmeia tem apenas uma
fêmea fecunda, a rainha ou
abelha-mestra (01), que pode viver
até cinco anos e passa a desovar
continuadamente depois de um único
coito. As demais fêmeas, chamadas
operárias (02), são estéreis desde o
estado larvar, em virtude da sua
subalimentação, encarregam-se das
funções de rotina, montando guarda,
mantendo as instalações em ordem,
nutrindo toda a colónia e,
sobretudo, saindo à procura de
alimento. A colecta de pólen para a
alimentação das larvas é feita com
as patas traseiras, que para tanto
estão dotadas de pêlos e um pequeno
depósito. Já a de néctar é
empreendida com a língua. Acumulando
no papo, o néctar será regurgitado
na colmeia e passará de boca em
boca, reservando-se apenas o
excedente para a conversão em mel.
Todas as manhãs as primeiras
operárias informam as demais sobre a
posição e a distância dos objectivos
florais, graças a uma linguagem
dançada que foi descodificada por
Karl von Frisch. No Verão, tendo
dobrado a população da colónia,
metade das abelhas segue a velha
rainha e parte em enxame à procura
de um novo abrigo. Todas as
operárias, assim que encontram novo
abrigo, dão-se à produção de cera,
segregada entre os anéis do abdómen,
essa é estirada e modelada pelas
patas traseiras durante a construção
dos favos. Os machos são bem pouco
numerosos e apenas cinco ou seis
fornecem à rainha o esperma que ela
conserva vivo numa bolsa
espermática. Só os ovos não
fecundados darão, partenogénese,
novos machos ou zângãos (03).
(01) Abelha Rainha: É
a personagem central e mais
importante da colmeia. Afinal, é
dela que depende a harmonia dos
trabalhos da colmeia, bem como a
reprodução da espécie. A rainha é
quase duas vezes maior do que as
operárias e sua única função do
ponto de vista biológico, é a
postura de ovos, já ela é a única
abelha feminina com capacidade de
reprodução. A rainha consegue manter
este estado de harmonia segregando
uma substância especial, denominada
ferormónio, a partir de suas
glândulas mandibulares, que é
distribuída a todas as abelhas da
colmeia. Esta substância, além de
informar a colónia da presença e
actividade da rainha na colmeia,
impede o desenvolvimento dos órgãos
sexuais femininos das operárias,
impossibilitando-as, assim de se
reproduzirem. É por esta razão que
uma colónia tem sempre uma única
rainha. Caso apareça outra rainha na
colmeia ambas lutarão até que uma
delas morra. A rainha nasce de um
ovo fecundado, e é criada numa
célula especial, diferente dos
alvéolos hexagonais que formam os
favos. Ela é criada numa cápsula
denominada realeira, na qual é
alimentada pelas operárias com a
geleia real, produto riquíssimo em
proteínas, vitaminas e harmónios
sexuais. A geleia real é o único e
exclusivo alimento da abelha rainha,
durante toda sua vida. A abelha
rainha leva de 15 a 16 dias para
nascer e, a partir de então, é
acompanhada por um verdadeiro
séquito de operárias, encarregadas
de garantir sua alimentação e seu
bem-estar. Após o quinto dia de
vida, a rainha começa a fazer voos
de reconhecimento em torno da
colmeia. E a partir do nono dia, ela
já esta preparada para realizar o
seu voo nupcial, quando, então, será
fecundada pelos zângãos. A rainha
escolhe dias quentes e ensolarados,
sem ventos fortes, para realizar voo
nupcial. Para atrair os zângãos de
todas as colmeias próximas, a rainha
libera em pleno voo, um ferormónio
sexual que é captado pelos machos a
quilómetros de distância, e como voa
em alta velocidade e grandes
altitudes, a maioria dos zângãos não
consegue acompanha-la. Assim, ela
faz uma selecção natural, pois
somente os machos mais fortes e
rápidos conseguem segui-la. Quando
finalmente os zângãos conseguem
alcança-la, há o momento da cópula
nupcial, onde a rainha prende o
testículo do zangão, que morre
gloriosamente após fecunda-la... E
aí esta o grande segredo da rainha,
pois ela recebe milhões de
espermatozóides do zangão que
ficarão em um reservatório de sémen
de seu organismo, chamado
espermateca. Nesta fase a rainha
fica na condição de hermafrodita
(fêmea e macho ao mesmo tempo)
fecundada para o resto de sua vida.
Ela poderá, excepcionalmente, nesta
época de fecundação, realizar outros
voos nupciais, caso a sua
espermateca não esteja completamente
lotada. O voo nupcial que a rainha
faz é o único em sua vida. Ela
jamais sairá novamente da colmeia, a
não ser para acompanhar uma
enxameação, isto é, parte de um
enxame que abandona uma colmeia,
para formar uma nova colónia. Ao
retornar à colmeia, a rainha passa a
ser tratada com atenção especial por
parte das operárias, que a alimentam
com geleia real, limpam seus
excrementos, cuidam de sua higiene.
Assim, ela sua única preocupação e a
postura de ovos, para nascerem mais
abelhas. Em condições favoráveis de
clima e alimento (Florada), uma
rainha pode botar cerca de três mil
ovos por dia. Caso a rainha morra ou
seja removida da colmeia, toda a
colónia imediatamente perceberá sua
ausência, justamente pela
interrupção da produção do
ferormônio que induz as abelhas ao
trabalho e que informa da presença
da rainha na colmeia
(02) A abelha operária é uma
verdadeira “carregadora de piano”.
Afinal ela é responsável por todo
trabalho realizado no interior da
colmeia, excepção feita à postura de
ovos, actividade exclusiva da
rainha. As abelhas operárias
encarregam-se da higiene da colmeia,
garantem o alimento e a água de que
a colónia necessita, colectando
pólen e néctar, produzem a cera com
a qual constroem os favos, alimentam
a rainha, os zângãos e as larvas por
nascer e cuidam da defesa da
família. Além destas actividades, as
operárias ainda mantêm uma
temperatura estável, entre 33º e
36ºC, no interior da colmeia,
produzem e guardam o Mel que
assegura a alimentação da colónia,
aquecem as larvas (crias) com o
próprio corpo em dias frios e
elaboram a PRÓPOLIS, substância
processada a partir de resinas
vegetais, utilizadas para
desinfectar favos, paredes , vedar
frestas e fixar peças, na colmeia. A
própolis possui diversas
propriedades biológicas e
terapêuticas. Desde a Antiguidade a
própolis já era utilizada como
medicamento popular no tratamento de
feridas e infecções. As histórias
das medicinas das civilizações
Chinesa, Tibetana, Egípcia e também
a Greco-Romana são ricas, todas
contendo em seus escritos antigos
centenas de receitas onde entram
principalmente mel, própolis, larvas
de abelhas e às vezes as próprias
abelhas, para curar ou prevenir
enfermidades. A própolis é conhecida
como um poderoso antibiótico
natural. Hoje a própolis é utilizada
com maior frequência na prevenção e
tratamento de feridas e infecções da
via oral, também como antimicótico e
cicatrizante. Estudos mais recentes
indicam eficiente acção de alguns de
seus compostos activos com acção
imuno-estimulante e antitumoral.
As abelhas operárias nascem 21
dias após a postura do ovo e podem
viver até seis meses, em situações
excepcionais de pouca actividade. O
seu ciclo de vida normal não
ultrapassa os 60 dias. Mas apesar de
curta, a vida das operárias é das
mais intensas. E esta actividade já
começa momentos após seu nascimento,
quando ela executa o trabalho de
faxina, limpando, alvéolos, assoalho
e paredes da colmeia. Daí a
denominação de faxineira. A partir
do quarto dia de vida, a operária
começa a trabalhar na “cozinha” da
colmeia com o desenvolvimento de
suas glândulas hipofaríngeas, ela
passa a alimentar as larvas da
colmeia e sua RAINHA. Chamadas neste
período de sua vida, que vai do 4º
ao 14º dia, de nutrisses, essas
abelhas ingerem pólen, mel e água,
misturando estes ingredientes em seu
estômago. Em seguida, esta mistura
que passou por uma série de
transformações químicas, é
regurgitada nos alvéolos em que
existam larvas. Esta mistura servirá
de alimento às abelhas por nascer.
E, com o desenvolvimento das
glândulas hipofaríngeas, produtoras
de geleia real, as operárias passam
a alimentar também a rainha, que se
alimenta exclusivamente desta
substância. De nutrisses, as
operárias são promovidas a
engenheiras, a partir do
desenvolvimento de suas glândulas
cerígenas, o que acontece por volta
do seu nono dia de vida. Com a cera
produzida por estas glândulas, as
abelhas engenheiras constroem os
favos e paredes da colmeia e
operculam, isto é, fecham as células
que contêm mel maduro ou larvas.
Além deste trabalho, estas abelhas
passam a produzir mel, transformando
o néctar das flores que é trazido
por suas companheiras. Até esta
fase, as operárias não voam, e ficam
somente na colmeia. A partir do 21º
dia de vida, as operárias passam por
nova transformação: elas abandonam
os trabalhos internos na colmeia e
se dedicam à colecta de água,
néctar, pólen e própolis, e à defesa
da colónia. Nesta fase, que é a
última de sua existência, as
operárias são conhecidas como
campeiras.
(03) Se a rainha tem como única
obrigação à postura de ovos, a única
função dos zângãos é a fecundação
das rainhas virgens. O zangão é o
único macho da colmeia, não possui
ferrão e, nasce dos ovos fecundados
depositados pela rainha num alvéolo
maior que os das abelhas operárias.
Por não possuir órgãos de trabalho,
o zangão não faz outra coisa a não
ser voar à procura de uma rainha
virgem para fecunda-la. Os zângãos
nascem 24 dias após a postura do ovo
e atingem a maturidade sexual azo 12
dias de vida. Vivem de 80 a 90 dias
e dependem única e exclusivamente
das abelhas operárias para
sobreviver: são alimentados por
elas, e por elas são expulsos da
colmeia nos períodos de falta de
alimento – normalmente no Outono e
no inverno – morrendo de fome ou
frio. Quase duas vezes maiores do
que as operárias, a presença de
zângãos numa colmeia é sinal de que
há alimento em abundância, ou se
muito mel. Apesar de não possuir
órgãos de ataque, defesa ou de
trabalho, o zangão é dotado de
aparelhos sensitivos excepcionais:
podem identificar, pelo olfacto ou
pela visão, rainhas virgens a dez
quilómetros de distância. Os zângãos
costumam agrupar-se em determinados
locais próximos às colmeias, onde
ficam à espera de rainha virgens.
Quando descobrem a “princesa”,
partem todos em perseguição à
rainha, para copular em pleno voo, o
que acontece sempre acima dos 11
metros de altura. No voo nupcial,
uma média de oito a dez zângãos
conseguem realizar a cópula, ou seja
os mais fortes e vigorosos. Eles
pagam um preço muito alto pela
proeza: após a cópula, seu órgão
genital é rompido, ficando preso à
câmara do ferrão da rainha. Logo
após, o zangão morre.
O Mel, além de ser utilizado como
adoçante, o mel sempre foi
reconhecido devido às suas
propriedades terapêuticas. De um
modo geral, o mel é constituído, na
sua maior parte (cerca de 75%), por
hidratos de carbono, nomeadamente
por açúcares simples (glicose e
frutose). O mel é também composto
por água (cerca de 20%), por
minerais (cálcio, cobre, ferro,
magnésio, fósforo, potássio, entre
outros), por cerca de metade dos
aminoácidos existentes, por ácidos
orgânicos (ácido acético, ácido
cítrico, entre outros) e por
vitaminas do complexo B, por
vitamina C, D e E. O mel possui
ainda um teor considerável de
antioxidantes (flavonóides e
fenólicos). Os vários tipos de mel
variam em função das plantas de onde
é extraído o néctar e, também, de
acordo com a localização geográfica
dessas plantas e os tipos das
abelhas produtoras. Por esta razão,
o mel pode apresentar consistências
e cores diferentes. Devido ao seu
teor de açúcares simples, de
assimilação rápida, o mel é
altamente calórico (cerca de 3,4
kcal/g), pelo que é útil como fonte
de energia. O mel é também usado
externamente devido às suas
propriedades antimicrobianas e
anti-sépticas. Assim, o mel ajuda a
cicatrizar e a prevenir infecções em
feridas ou queimaduras superficiais.
O mel é também utilizado largamente
na cosmética (cremes, máscaras de
limpeza facial, tónicos, etc.)
devido às suas qualidades
adstringentes e suavizantes.
A Cera é composta por ácido
cerótico e palmítico, é isolante
eléctrico, funde a 63/64 graus
centigrados, amolece a partir dos 35
graus, e tem densidade próxima da
água. É solúvel em gorduras,
azeites, benzina, sulfato de
carbono, terebintina, éter e
clorofórmio. E muito maleável e
utilizada para laminação de cera
alveolada e utilizada para
determinar a posição em que as
abelhas deverão fundar os favos no
interior da colmeia. É utilizada na
fabricação de medicamentos,
cosméticos, depilatórios etc...
Medicinalmente, uma mascada pura
destrói o tártaro dentário e
depósitos de nicotina. Mascada com
mel purifica as vias nasofaringeas e
é muito eficiente nos casos de
sinusite e asma do feno.
Para finalizar vamos falar da
Colmeia. As abelhas utilizam a
colmeia para abrigar sua progenitura,
criá-las e guardar o mel. As abelhas
domesticadas têm suas colmeias
construídas em apiários. Uma colmeia
geralmente possui 80 mil abelhas,
cuja maioria são fêmeas (operárias).
O número de fêmeas em relação aos
machos é dado através do número de
ouro (a proporção entre abelhas
fêmeas e machos em qualquer colmeia).
Nas colmeias são geradas diversas
larvas, que são alimentadas pelas
abelhas operárias de maneira igual.
Quando uma rainha está para morrer,
essas operárias escolhem entre as
larvas mais fortes uma nova rainha,
e esta, por sua vez, começa a ser
alimentada de uma forma especial
para se desenvolver mais que as
outras até se tornar uma nova
rainha.