Batalha do Salado

 

Deu-se a 30 de Outubro de 1340

 

 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

 

Formatação: Iara Melo



A Batalha do Salado, foi um confronto que teve lugar em Espanha, junto ao rio do mesmo nome, a 30 de Outubro de 1340, entre as forças cristãs de Afonso XI de Castela e o exército muçulmano comandado por Abul-Hassane. Numa expedição equiparada a uma cruzada, apoiaram o rei castelhano, Afonso IV de Portugal e Pedro IV de Aragão.
Proclamada pelo papa Bento XII, foi a última cruzada contra os muçulmanos na Península Ibérica.
A Batalha do Salado consistiu num enorme exército Mouro que invadiu Castela com o objectivo de reconquistar a Península Ibérica.
Surge no reinado do rei português, D. Afonso IV que decidiu ajudar o rei de Castela, Afonso XI, seu genro, com o qual não tinha boas relações.
Ajudou-o não só pelo pedido feito por sua filha D. Maria de Portugal - a Formosíssima Maria, mas também por questões políticas e estratégicas, visto que se Castela fosse reconquistada pelos Mouros, teria Portugal que enfrentar o exército africano sozinho, o que dificultava ainda mais a vitória.

A Batalha do Salado

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A Batalha do Salado foi travada a 30 de Outubro de 1340, entre Cristãos e Mouros, junto da ribeira do Salado, na província de Cádis (sul de Espanha).
História:
Abul-Hassan, rei de Fez e de Marrocos, aliado com o emir de Granada, decidira reapossar-se a todo o custo dos domínios cristãos, e as forças muçulmanas já haviam entrado em acção contra Castela. A frota do prior de S. João do Hospital, almirante castelhano, que tentara opor-se ao desembarque dos mouros, foi completamente destroçada por uma tempestade, e esse desastre obrigou Afonso XI de Castela a humilhar-se, mandando pedir à esposa - a quem tanto desrespeitara com os seus escandalosos amorosos com Leonor de Gusmão - que interviesse junto de seu pai, o rei português Afonso IV de Portugal, para que este enviasse uma esquadra de socorro.
Estava D. Maria recolhida num convento em Sevilha e, apesar dos agravos que sofrera, acedeu ao pedido. Todavia, Afonso IV, no intuito de humilhar ainda mais o genro, respondeu ao apelo dizendo, verbalmente, ao enviado da filha, que se o rei de Castela precisava de socorro o pedisse directamente. Vergando o seu orgulho ao peso das circunstâncias, Afonso XI de Castela repetiu pessoalmente - por carta - o pedido foi feito, e o soberano português enviou-lhe imediatamente uma frota comandada pelo almirante genovês Manuel Pessanha (ou Pezagno) e por seu filho Carlos. Mas era cada vez mais desesperada a situação de Afonso XI, a quem o papa censurava asperamente.
Além da frota portuguesa, Castela recebia um reforço de doze galés cedidas pelo rei de Aragão, mas tudo isto nada era em comparação com o número incontável dos contingentes mouros. O rei de Granada, Yusef-Abul-Hagiag, tomou em Setembro de 1340, o comando das tropas, às quais pouco depois se juntou, em Algeciras, um formidável exército sob as ordens de Abul-Hassan. A ameaça muçulmana era apavorante os mouros, embora repelidos nas primeiras tentativas de ataque a Tarifa, não deixavam prever a possibilidade de vantagens futuras para as hostes cristãs.
Reconhecendo quanto lhe seria útil a ajuda efectiva do rei de Portugal, Afonso XI de novo rogou a intervenção de D. Maria. Esta acedeu uma vez mais e foi-se encontrar com D. Afonso IV, em Évora. O soberano português atendeu as súplicas da filha, e logo esta foi dar a boa notícia a seu marido, que ansioso, a fora esperar a Juromenha.
D. Afonso IV reuniu então em Elvas o maior número possível de cavaleiros e peões, e à frente do exército, que ía aumentando durante o caminho com os contingentes formados em vários pontos, dirigiu-se a Espanha, onde por ordens do genro foi recebido com todas as honras. Em Sevilha, o próprio Afonso XI acolheu festivamente o rei de Portugal e sua filha, a rainha D. Maria. Ali se desfizeram quanto menos momentaneamente, os ressentimentos de passadas discórdias.
Assente entre os dois monarcas o plano estratégico, não se demoraram em sair de Sevilha a caminho de Tarifa, tendo chegado oito dias depois a Pena del Ciervo avistava-se o extensíssimo arraial muçulmano. Em 29 de Setembro, reunido o conselho de guerra, foi decidido que Afonso XI de Castela combateria o rei de Marrocos, e Afonso IV de Portugal enfrentaria o de Granada. Afonso XI designou D. João Manuel para a vanguarda das hostes castelhanas, onde íam também D. João Nunes de Lara e o novo mestre de Sant'Iago, irmão de Leonor de Gusmão. Com D. Afonso IV viam-se o bispo de Braga, o prior do Crato, o mestre da Ordem de Avis e muitos denodados cavaleiros.
No campo dos cristãos e dos muçulmanos tudo se dispunha para a batalha, que devia travar-se ao amanhecer do dia seguinte. A cavalaria castelhana, atravessando o Salado, iniciou a peleja. Logo saiu, a fazer-lhe frente, o escol da cavalaria muçulmana, não conseguindo deter o ataque. Quase em seguida avançou Afonso XI, com o grosso das suas tropas, defrontando então as inumeráveis forças dos mouros. Estava travada, naquele sector, a ferocíssima luta. O rei de Castela, cuja bravura não comportava hesitações, acudia aos pontos onde o perigo era maior, carregando furiosamente sobre os bandos árabes até os pôr em debandada.
Nessa altura a guarnição da praça de Tarifa, numa surtida inesperada para os mouros, caía sobre a retaguarda destes, assaltando o arraial de Abul-Hassan e espalhando a confusão entre os invasores. No sector onde combatiam as forças portuguesas, as dificuldades eram ainda maiores, pois os mouros de Granada, mais disciplinados, combatiam pela sua cidade sob o comando de Yusef-Abul-Hagiag, que via em risco o seu reino. Mas D. Afonso IV, à frente dos seus intrépidos cavaleiros, conseguiu romper a formidável barreira inimiga e espalhar a desordem, precursora do pânico e da derrota entre os mouros granadinos. E não tardou muito que numa fuga desordenada, africanos e granadinos abandonassem a batalha, largando tudo para salvar a vida. O campo estava juncado de corpos de mouros vítimas da espantosa mortandade.
E o arraial enorme dos reis de Fez e de Granada, com todos os seus despojos valiosíssimos em armas e bagagens, caiu finalmente em poder dos cristãos, que ali encontraram ouro e prata em abundância, constituindo tesouros de valor incalculável. Ao fazer-se a partilha destes despojos, assim como dos prisioneiros, quis Afonso XI agradecer ao sogro, pedindo-lhe que escolhesse quanto lhe agradasse tanto em quantidade como em qualidade. Afonso IV, porém num dos raros gestos de desinteresse que praticou em toda a sua vida, só depois de muito instado pelo genro escolheu, como recordação, uma cimitarra cravejada de pedras preciosas e, entre os prisioneiros, um sobrinho do rei Abul-Hassan. A 1 de Novembro ao principio da tarde, os exércitos vencedores abandonaram finalmente o campo de batalha, dirigindo-se para Sevilha onde o rei de Portugal pouco tempo se demorou, regressando logo ao seu país.
Pode-se imaginar sem custo a impressão desmoralizadora que a vitória dos cristãos, na Batalha do Salado, causou em todo o mundo muçulmano, e o entusiasmo que se espalhou entre o cristianismo europeu. Era ao cabo de seis séculos, uma renovação da vitória de Carlos Martel em Poitiers. Afonso XI para exteriorizar o seu regozijo, apressou-se a enviar ao Papa Benedito XII uma pomposa embaixada portadora de valiosíssimos presentes, constituídos por uma parte das riquezas tomadas aos mouros, vinte e quatro prisioneiros portadores de bandeiras que haviam caído em poder dos vencedores, muitos cavalos árabes ricamente ajaezados e com magníficas espadas e adagas pendentes dos arções, e ainda o soberbo corcel em que o rei castelhano pelejara.
Quanto ao auxílio prestado por Portugal, que sem dúvida fora bastante importante para decidir a vitória dos exércitos cristãos, deixou-o Benedito XII excluído dos louvores que, em resposta, endereçou a Afonso XI em consequência da opulenta «lembrança» enviada pelo rei de Castela. D. Afonso IV, que durante o seu reinado praticou as maiores crueldades, ficaria na História com o cognome de «o Bravo», em consequência da sua acção na Batalha do Salado.

Ao romper da alva de 30 de Outubro de 1340, as longas cristãs e os tambores mouriscos acordaram os acampamentos, chamando ao combate. Os Mouros foram muitos postos ao longo do rio Salado para defenderem o passo aos cristãos. Estes, depois de confessados e comungados, foram ocupar as suas posições - os castelhanos em frente das tropas africanas de Abdul-Hassan, e os Portugueses defronte do exército granadino do rei Yussuf.
Iniciou a peleja Afonso XI à testa da cavalaria castelhana, forçando a passagem do rio e arremessando-se contra a flor da cavalaria moura que ao seu encontro viera. Logo ali se feriu entre as duas lustrosas cavalarias a mais feroz refrega.
Entretanto, na ala esquerda, a hoste portuguesa, com Afonso IV à frente, entoando o salmo Exurgat Deus e tocando as caixas e trombetas, investia pela planura contra os esquadrões granadinos, que, em disciplina, táctica e resistência, se avantajavam às tropas africanas. Transposto o rio, sob um chuveiro de flechas, com tal fúria Afonso IV acometeu os de Granada que em breve os forçou a recuar lentamente.
Já na ala direita, castelhana, a cavalaria de Afonso XI levava de vencida a cavalaria moura, e, pondo-a em fuga, ia levar a confusão às tropas de reserva mouriscas. Neste mesmo momento, Afonso XI, ao tomar uma colina que dominava o campo de batalha, teria perdido a vida se o pronto e denodado socorro dos seus melhores cavaleiros lhe não tivesse então valido. 
Quando já em toda a linha os sarracenos recuavam, a guarnição de Tarifa, reforçada durante a noite com 1000 lanças e 4000 peões, fez uma audaciosa sortida que, surpreendendo pela retaguarda os corpos mouros de reserva, acabou de os pôr em desordenada fuga e decidiu da vitória.
Começou então a perseguição «seguindo os reys catolicos o alcance com muyta parte de cavalaria e aquela infantaria que os poude acompanhar por distancia de duas leguas sem levantar as lanças nem abater as espadas». Os acampamentos do emir de Marrocos e do rei de Granada, com todas as suas riquezas - tendas de seda e ouro, alfanges com pedras preciosas, vasos lavrados, etc.-, caíram em poder dos cristãos e «então os soldados a sangue frio cortaram por hum e outro sexo, por huma e outra idade...». 
A mortandade foi, com efeito, enorme. Tal terror se apoderou dos mouros, que Abdul-Hassan, tendo-se acolhido a Gibraltar, passou logo à África, e o rei Yussuf, receando-se da viagem por terra, recolheu aos seus estados por mar

A Batalha do Salado
                                   
   (Do Terceiro livro de Linhagens: Batalha travada entre Cristãos e
    Mouros, em 30 de Outubro de 1340, junto da ribeira do Salado, na
                província de Cádis, no sul de Espanha)

(...) Os reis cristãos houverom seu acordo que fossem partidos em duas partes: el-rei de Castela pela riba do mar, el-rei de Portugal per antre as montanhas e o campo. E ordinharom e defenderom que nenhuns nom se apartassem a pelejar, nem jogassem gineta, e que todos fossem ferir nas maiores azes a mantenente.
Os reis partirom-se ali; e um foi a destro e o outro a sestro. E el-rei Dom Afonso de portugal era de grandes feitos e, quanto mais olhava pelos Mouros, tanto lhi mais e mais crecia e esforçava o coraçom, como homem que era de grandes dias e tinha que Deus lhi fezera grã mercê em o chegar àquele tempo u podia fazer emenda de seus pecados por salvaçom de sa alma e receber morte por Jesus Cristo. Ele de todo bom contenente falou ali com os seus e disse-lhes assi:
- Meus naturais e meus vassalos, sabedes bem em como esta terra da Espanha foi perduda por rei Rodrigo e ganhada pelos Mouros e em como outra vez entrou Almançor e em como os vossos avós donde descendedes, por grão seu trabalho e por mortes e lazeiras, ganharom o reino de Portugal; em como el-rei dom Afonso Anrequiz, com que a eles ganharom, lhis deu honras e coutos e liberdades e contias, por que vivessem honrados, e nom tanto solamente fez esto a eles, mais por a sua honra dava os maravedis aos filhos que jaziam nos berços e os padres serviam por eles, em como os reis que depós ele vieram aguardarom esto. Eu, depois que vim a este logo, fiz aquele que estes reis fezerom e, se alguma cousa i há pera emendar, eu o corregerei, se me Deus daqui tira. Olhade por estes Mouros que vos querem ganhar a Espanha, de que dizem que estão forçados, e hoje este dia a entendem de cobrar, se nós nom formos vencedores. Poede em vossos corações de usardes do que usarom aqueles donde vindes, como nom percades vossas mulheres nem vossos filhos, e o em que hão de viver aqueles que depois vós vierem; os que i morrerem e viverem serão salvos e nomeados pera sempre.
Os fidalgos portugueses lhi responderom:
- Senhor, os que aqui estão hoje este dia vos farão vencer ou i todos prenderemos morte.
El-rei foi desto mui ledo. Disse a Dom Álvaro Gonçalves de Pereira, priol da Ordem da Cavalaria de São João, no reino de Portugal, que fezesse mostrar a vera Cruz do Marmelar, que lhi ele mandara trager. E o priol dom Álvaro de Pereira mandou vestir um crérigo de missa em vestimentas alvas e a vera Cruz em uma hasta grande, que a pudessem ver de todas as partes, e fez o crérigo cavalgar em um mu muito alvo, e trouxe a vera Cruz ante el-rei.
E disse-lhi o priol dom Álvaro:
- Senhor, vedes aqui a vera Cruz. Orade-a e poede em ela fiúza e pedide-lhi que Aquele que prendeu morte e paixom em ela, por vos salvar, que vos faça vencedor destes que som contra a sua fé. E nom dultedes que, pela sua vertude e por os bons fidalgos vossos naturais que aqui tendes, havedes de vencer estas lides e vós havedes de vencer primeiro.
El-rei e aqueles que com ele estavam forom mui ledos e esforçados destas palavras do priol dom Álvaro e disserom:
- Assi o cumpra Jesu Cristo.
E fezerom sua oraçom à vera Cruz muito humildosamente.
Alcarac, o turco, viu como se partiam os Cristãos; mandou dizer a Ali Albofacem que os Cristãos eram partidos em duas partes e a uma queria entrar pela costa das montanhas, pera darem na saga; e que este saber, que os Cristãos faziam, que bem cuidava ordinhar que fosse a seu dano deles. E que ele fezesse sa lide como os que iam pela riba do mar, ca ele em pequena hora venceria aqueles cristãos e seriam logo com ele a ferir na saga daqueles que com ele lidassem.
Mandou Alcarac reis e infantes e outros altos homens acometer os Cristãos com ametade dos XXXII mogotes dos ginetes e arqueiros, mui rijamente, os uns na dianteira e os outros pelas costaneiras e os outros na saga.
Ali se volveu a lide dos reis cristãos e dos mouros mui danosa e mui crua e sem piedade.
Os Mouros eram muito esforçados e feridores de todas partes: aos uns davam azagaiadas, ãos outros de lançadas ea mantenente e aos outros a espadadas e aos outros de frechadas de arcos turquis, que eram tão espessas que tolhiam o sol. Ali caíam cavaleiros e cavalos mortos, de uma e da outra parte; ali /veríades/ cavalos sem senhores andar soltos e os cavaleiros que eram em terra filhavam-se pelos lazes das capelinas e dos bacinetes e davam-se das brochas que as poinham da outra parte.
Os Portugueses andavam per a lide ferindo e derribando e diziam uns contra outros:
- Senhores, este é o nosso dia em que havemos de escrarecer e este é o dia da vitória e da honra dos fidalgos. Este é o dia da salvaçom de nossas mulheres e filhos e daqueles que de nós descenderem. E este é o dia em que havemos semelhar nossos avós, que ganharom a Espanha. Este é o dia da salvaçom das nossas almas; nom se perca hoje per nossa fraqueza: firamo-los de toda crueldade.
O esforço era mui grande em eles e faziam tão bem e tão igual que todo homem que os visse sofrer e ferir e matar em seus enmigos que os nom louvasse de todo prez e honra de cavalaria.
Os Mouros nom se lhis olvidava aquelo por que ali vieram, ca eles refrescavam cada vez dos mogotes que estavam folgados e feriam os Portugueses a destro e a sestro, assi que o afincamento era tamanho de todas partes que homem nom poderia mostrar. Os Portugueses forom ferir nas IIII azes dobradas, assi como lhis fora mandado pelos reis. Esto lhis foi grave de fazer pelo afincamento grande dos mogotes.
Ali se renovou a lide mui dorida de crueza e de sanha; ali se esmalhavam fortes lorigas e britavam e especeavam e talhavam escudos, capilinas, bacinetes, per os grandes e duros golpes que se davam. As chagas eram muitas, de que se vertia muita sangue.
Os Portugueses assi forom aguentando e sofrendo sa batalha em tal pressa e coita, como ouvides, mais todo seu trabalho nom lhis valia nada, porque, u tinham maltreitos, os Mouros refrescavam cada vez dos que estavam folgados. Aquela hora foi irada de coita e de pressa aos que estavam em tal batalha, ca a sa coita, dos Cristãos, era tão grande com o grão trabalho que haviam, que homem nom o poderia contar. Com toda esta pressa, seu feito deles era haverem mãos e língua, esforçando-se uns a outros, dizendo:
- Senhores, nembrade-vos como Jesus Cristo recebeu morte por nos salvar; esto devemos nós fazer por Ele: todos prender morte hoje este dia por salvar a sa fé. E os que morreremos hoje seremos com Ele no seu reino celestial, u há moradas tão nobres que se nom podem dizer por línguas. Os que daqui sairmos seremos louvados de honra, de vitória, de prez, de bondade de toda a cristandade, que estão em grã coita e tormenta, com muitas lágrimas por sas faces, esperando que por nós e por os nobles cavaleiros de Castela serão hoje salvos.
Estando em este afincamento qual ouvides, os nembros com que haviam de ferir lhis enfraqueciam, assi que os nom podiam reger senom mui gravemente. As vozes deles eram baixas e tão mudadas que se nom entendiam uns a outros, como aqueles que começaram a lide a hora de prima e estavam passante meio-dia.
Os Mouros refrescavam-se cada vez mais e mais dos que estavam folgados.
Mas foram vencidos. (...)

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

 

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