Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro
O Neolítico, também chamado de Idade da Pedra
Polida (por causa de alguns instrumentos, feitos
de pedra lascada e pedra polida), é o período da
Pré-História compreendido aproximadamente entre
12000 a.C. e 4000 a.C.. Durante este período
surge a agricultura, e a fixação inerente ao
cultivo da terra provoca o sedentarismo (moradia
fixa em aldeias) e o desenvolvimento da vida em
sociedade, assim como o avanço cultural e o
aumento da população.
As primeiras aldeias são criadas próximas a
rios, de modo a usufruir da terra fértil (onde
eram colocadas sementes para plantio) e água
para homens e animais. Também neste período
começa a domesticação de animais (cabra, boi,
cão, dromedário, etc). O trabalho passa a ser
dividido entre homens e mulheres, os homens
cuidam da segurança, caça e pesca, enquanto as
mulheres plantam, colhem e educam os filhos. A
disponibilidade de alimento permite também às
populações um aumento do tempo de lazer e a
necessidade de armazenar os alimentos e as
sementes para cultivo leva à criação de peças de
cerâmica, que vão gradualmente ganhando fins
decorativos.
Surge também o comércio, o dinheiro, que
facilita a troca de materiais, e que era, na
época, representado por sementes. Estas
sementes, diferenciadas umas das outras,
representam cada tipo, cada valor. Uma aldeia,
ao produzir mais do que o necessário e, para não
perder grande parte da produção que não iria ser
utilizada, troca o excesso por peças de
artesanato, roupas e outras utensílios com
outras aldeias.
Neste momento deixam de usar peles de animais
como vestimenta, que dificultam a caça e muitas
outras actividades pelo seu peso, e passam a
usar roupas de tecido de lã, linho e algodão,
mais confortáveis e leves.
Essas mudanças de comportamento foram
consideradas tão importantes que o arqueólogo
Gordon Childe designou este momento de Revolução
Neolítica, ou Revolução agrária, factor decisivo
para a sobrevivência dos povos nesse período.
Os estudiosos acreditam que como o homem da
Idade da Pedra não conhecia a escrita, ele
gravava desenhos nas paredes das cavernas, que
utilizava como meio de comunicação.
O Neolítico, pelo fato de ter sido o último
período pré-histórico, terminou com o surgimento
da escrita. A transição do Neolítico da a Idade
dos Metais (Idade do Bronze e Idade do Ferro)
caracterizou a transição da Pré-História para a
História.
A longo prazo, a metalurgia havia de provocar
modificações tão profundas como as provocadas
pela agricultura, mas essas modificações
foram-se processando gradualmente porque muitas
outras tinham de ocorrer para que o impacto
total fosse percebido. O minério acessível foi,
durante muito tempo, escasso e, mesmo quando se
descobriu como o trabalhar, e as primeiras
aplicações do metal foram ocasionais e
dispersas. Isto significa que durante bastante
tempo o seu uso não se revelou muito importante.
A sua exploração foi iniciada já dentro do
período civilizado, ainda que notem já vestígios
do seu uso nos tempos neolíticos. Cerca de 7 a 6
mil antes de Cristo, já se fabricavam objectos
em cobre numa cidade de Anatólia. Tratava-se de
uma região onde o cobre era facilmente
detectado, tal como acontece no Chipre e em
algumas ilhas do Egeu. Vestígios de cobre
trabalhado foram igualmente detectados, pelos
arqueólogos, ainda mais a oeste, em na península
Hispânica, Itália e Hungria e até nas Ilhas
Britânicas. Pensa-se mesmo que nestas zonas se
tenham descoberto técnicas para trabalhar o
cobre, sem qualquer ajuda do exterior.
Primeiramente, o cobre era malhado e modelado a
frio, o que era possível fazer com minérios
puros. A fase seguinte consistiu na descoberta
de como o fundir, ou seja, em aquecê-lo até se
liquefazer, seguidamente, vertê-lo em moldes.
Finalmente, descobriu-se que o minério impuro
era susceptível de ser purificado (através do
fogo) de modo a obter-se minério puro.
Uma vez apreendidos, estes processos
transformaram-se na base da metalurgia durante
milhares de anos. O progresso foi atingido
através da descoberta de novas fontes e novas
espécies de minério, através da descoberta de
novas fontes e novas espécies de minério,
através da experimentação e descoberta de
metais, pelo aumento das temperaturas a que são
sujeitos e pela combinação de vários materiais
para produzir produtos artificiais – as chamadas
“ligas”.
Pensa-se que a primeira liga a ser descoberta
foi o bronze, uma combinação de estanho e cobre,
na proporção de uma parte de estanho para dez de
cobre. Esta liga revelou-se tão importante que
chegou a dar o seu nome a uma outra divisão da
Pré-História (que, na realidade, pertence à
História em virtude de abranger a era da
documentação escrita), a Idade do Bronze.
Durante muito tempo, pensou-se que o bronze
havia sido descoberto e utilizado em primeiro
lugar na Mesopotâmia por volta do ano 3 mil
antes de Cristo. No entanto, foi igualmente
utilizado na China cerca de mil anos depois.
Ainda recentemente, porém, foram encontrados
objectos em bronze na nordeste da Tailândia que
se calcula terem cerca de 3.600 anos antes de
Cristo.
Acima de tudo, interessa-nos saber que a Idade
do Bronze é o nome que se dá à fase da sociedade
humana durante a qual as suas principais
necessidades eram satisfeitas através da
utilização desta liga. O bronze era muito mais
útil que o cobre, principalmente por duas
razões: com ele, podia moldar-se um melhor gume
cortante (ao contrário do cobre, que se havia
revelado inferior ao sílex neste aspecto) e
podia ser fundido em moldes, adquirindo com
facilidade formas diversas. Não se sabe ao certo
como se processaram estas descobertas.
Provavelmente, alguém reparou que o cobre
deixado num forno para cozer cerâmica se havia
fundido, podendo ser moldado facilmente. Alguns
investigadores não crêem que a técnica
metalúrgica tenha sido descoberta
acidentalmente; pelo contrário, pensam que esta
terá sido o coroamento daquilo que se designa
por “investigação”. Se assim foi, demonstra-nos
que o animal humano, no Neolítico, era já um
inovador.
A Idade do Bronze
O cobre e o ouro eram os principais metais
utilizados durante a Idade do Bronze (liga de
cobre com um pouco de estanho). A produção de
objectos de metal é um processo complexo, sendo
que a descoberta da metalúrgica provavelmente
ocorreu de forma independente em vários locais,
inclusive no Oriente Médio, no Sudeste da Europa
e no Sudoeste da Ásia. Em certas partes da
Europa e do Oriente Médio, alguns objectos
simples de cobre já eram utilizados séculos
antes do início da Idade do Bronze: este período
de transição é chamado Idade Calcolítica (“cobre-pedra”).
As distinções sociais aumentavam à medida que os
indivíduos mais poderosos mostravam seu “status
através de armas de bronze e jóias de ouro”. O
status e o poder de certos indivíduos era
notadamente marcante no final da Idade do
Bronze, como mostram vários monumentos fúnebres
imponentes e oferendas, como os túmulos
micênicos e as armas e armaduras encontradas em
vários túmulos da Europa Central.
Período dos Metais (cobre, bronze e ferro – 2
000AC a 400 DC)
O cobre pela sua natureza macia não é de grande
utilidade para o fabrico de armas, por isso
cria-se o bronze, que embora tenha a sua base no
cobre é substancialmente mais duro e resistente
(cobre + estanho = Bronze).
Idade do Bronze
Surgem as primeira armas em bronze (pontas de
lança e lâminas de machados). Egípcios e
Sumérios dominam o armamento em bronze;
destaca-se o arco e as novas flechas com ponta
de bronze, a lança, o capacete de couro e um
pesado escudo. Os Egípcios, no entanto, criam o
carro de duas rodas mais leve, mais rápido e
mais manobrável que o carro sumério, de quatro
rodas.
Duas grandes civilizações que marcam a Idade do
Bronze:
- Egipto e Suméria (agressivos, queimavam os
prisioneiros).
Cobre
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ankh
O cobre nativo, o primeiro metal usado pelo
homem, era conhecido por algumas das mais
antigas civilizações que se tem notícia e tem
sido utilizado pelo menos há 10.000 anos - onde
atualmente é o norte do Iraque foi encontrado um
colar de cobre de 8.700 a.C.; porém o
descobrimento acidental do metal pode ter
ocorrido vários milénios antes. Em 5.000 a.C. já
se realizava a fusão e refinação do cobre a
partir de óxidos como a malaquita e azurita (Malaquita
é um mineral do grupo dos carbonatos (carbonato
de cobre(II)) com dureza entre 3.5 e 4 na Escala
de Mohs. Cristaliza no sistema cristalino
monoclínico, e forma frequentemente massas
botrioidais, fibrosas ou estalagmíticas. A
malaquita resulta frequentemente da alteração de
minérios de cobre e ocorre frequentemente
associada com azurita, goethite e calcita. À
exceção da cor verde, as propriedades da
malaquita são muito similares àquelas da azurita
e agregados conjuntos dos dois minerais são
encontrados frequentemente, embora a malaquita
seja mais comum do que a azurita. Foi usado como
um pigmento mineral em pinturas verdes da
antiguidade até aproximadamente 1800. O pigmento
é moderadamente resistente à luz, muito sensível
a ácidos e variável na cor. O tipo natural tem
sido substituído por sua forma sintética,
verditer entre outros verdes sintéticos.
Grandes quantidades de malaquita têm sido
extraídas nos montes Urais.. Os primeiros
indícios de utilização do ouro não foram
vislumbrados até 4.000 a.C. Descobriram-se
moedas, armas, utensílios domésticos sumérios de
cobre e bronze de 3.000 a.C., assim como
egípcios da mesma época, inclusive tubos de
cobre. Os egípcios também descobriram que a
adição de pequenas quantidades de estanho (O
estanho, do latim ‘’stagnun’’ vulgarizado para
‘’stannun’’ na Idade Média ) é um dos metais
mais antigos conhecido , e foi usado como um dos
componentes do bronze desde a antiguidade.
Devido a sua capacidade de endurecer o cobre, a
liga de estanho-cobre ( bronze ) foi utilizado
para produzir armas e utensílios desde 3.500
a.C. Acredita-se que a mineração do estanho
tenha se iniciado em Cornwall e Devon (
Indústria de mineração de estanho de Dartmoor ),
Inglaterra , em épocas Clássicas, desenvolvendo
um próspero comércio de estanho com as
civilizações do mediterrâneo. Entretanto, o
metal puro não foi usado até aproximadamente 600
a.C..) facilitava a fusão do metal e
aperfeiçoaram os métodos de obtenção do bronze;
ao observarem a durabilidade do material
representaram o cobre com o Ankh, símbolo da
vida eterna (Ankh, conhecida também como cruz
ansata, era na escrita hieroglífica egípcia o
símbolo da vida. Conhecido também como símbolo
da vida eterna. Os egípcios a usavam para
indicar a vida após a morte. Hoje, é usada como
símbolo pelos neopagãos. Há muitas especulações
para o surgimento e para o significado do ankh,
mas ao que tudo indica, surgiu na Quinta
Dinastia. Quanto ao seu significado, há várias
teorias. Muitas pessoas vêem o ankh como símbolo
da vida e fertilidade, representando o útero. O
ankh também é conhecido como a Chave de Nilo,
representando a união de Ísis e Osíris, que
originava as cheias periódicas do Nilo,
fundamentais para a sobrevivência do povo
egípcio. A forma do ankh assemelha-se a uma
cruz, com a haste superior vertical substituída
por uma alça ovalada. Em algumas representações
primitivas, possui suas extremidades superiores
e inferiores bipartidas. A alça oval que compõe
o ankh sugere um cordão entrelaçado com as duas
pontas opostas que significam os princípios
feminino e masculino, fundamentais para a
criação da vida. Em outras interpretações,
representa a união entre as divindades Osíris e
Ísis, que proporcionava a cheia periódica do
Nilo, fundamental para a sobrevivência da
civilização. Neste caso, o ciclo previsível e
inalterável das águas era atribuído ao conceito
de reencarnação, uma das principais
características da crença egípcia. A linha
vertical que desce exactamente do centro do laço
é o ponto de intersecção dos pólos, e representa
o fruto da união entre os opostos. Apesar de sua
origem egípcia, ao longo da história o ankh foi
adoptado por diversas culturas. Manteve sua
popularidade, mesmo após a cristianização do
povo egípcio a partir do século III. Os egípcios
convertidos ficaram conhecidos como Cristãos
Cópticos, e o ankh (por sua semelhança com a
cruz utilizada pelos cristãos) manteve-se como
um de seus principais símbolos, chamado de Cruz
Cóptica. No final do século XIX, o ankh foi
agregado pelos movimentos ocultistas que se
propagavam, além de alguns grupos esotéricos e
as tribos hippies do final da década de 60. É
utilizado por bruxos contemporâneos em rituais
que envolvem saúde, fertilidade e divinação; ou
como um amuleto protector de quem o carrega. O
ankh também foi incluído na simbologia da Ordem
Rosa-Cruz, representando a união entre o reino
do céu e a terra. Em outras situações, está
associado aos vampiros, em mais uma atribuição à
longevidade e imortalidade. Ainda encontra-se
como uma alusão ao nascente-poente do Sol,
simbolizando novamente o ciclo vital da
natureza.
Na cultura pop, ele foi associado pela primeira
vez ao vampirismo e à subcultura gótica através
do filme The Hunger – Fome de Viver (1983), em
que David Bowie e Catarine Deneuve protagonizam
vampiros em busca de sangue. Há uma cena em que
a dupla, usando ankhs egípcios, está à espreita
de suas presas numa casa nocturna ao som de Bela
Lugosi is Dead, do Bauhaus. Assim, elementos
como a figura do vampiro, o ankh e a banda
Bauhaus podem atuar num mesmo contexto; neste
caso, a subcultura gótica. Possivelmente,
através deste filme, o ankh foi inserido na
subcultura gótica e pelos adeptos da cultura
obscura, de uma forma geral. Mais tarde a
personagem Morte, da HQ Sandman, seria o mais
famoso ícone na cultura pop relacionando o Ankh
e a subcultura gótica. Desse modo, vemos que o
ankh não sofreu grandes variações em seu
significado e emprego primitivo, embora tenha
sido associado a várias culturas diferentes.
Mesmo assim lhe foi atribuído um carácter
negativista por aqueles que desconhecem sua
origem e significados reais, associando este
símbolo, erroneamente, a grupos e seitas
satânicas ou de magia negra..
Na antiga China se conhece o uso do cobre desde,
ao menos, 2000 anos antes de nossa era, e em
1200 a.C. já fabricavam-se bronzes de excelente
qualidade estabelecendo um manifesto domínio na
metalurgia sem comparação com a do Ocidente. Na
Europa o homem de gelo encontrado no Tirol
(Itália) em 1991, cujos restos têm uma idade de
5.300 anos, estava acompanhado de um machado com
uma pureza de 99,7%, e os elevados índices de
arsénico encontrados em seu cabelo levam a supor
que fundiu o metal para a fabricação da
ferramenta. Os fenícios importaram o cobre da
Grécia, não tardando em explorar as minas do seu
território, como atestam os nomes das cidades
Calce, Calcis e Calcitis (de χαλκος, bronze),
ainda que tenha sido Chipre, a meio caminho
entre Grécia e Egipto, por muito tempo o país do
cobre por excelência, ao ponto de os romanos
chamarem o metal de aes cyprium ou simplesmente
cyprium e cuprum, donde provém o seu nome. Além
disso, o cobre foi representado com o mesmo
signo que Vênus (a Afrodite grega), pois Chipre
estava consagrada a deusa da beleza e os
espelhos eram fabricados com este metal. O
símbolo, espelho de Vénus da mitologia e da
alquimia, modificação do egípcio Ankh , foi
posteriormente adoptado por Carl Linné para
simbolizar o género feminino.
O uso do bronze predominou de tal maneira
durante um período da história da humanidade que
terminou denominando-se «Era do Bronze». O
período de transição entre o neolítico (final da
Idade da Pedra) e a Idade do Bronze foi
denominado período calcolítico (do grego Chalcos),
limite que marca a passagem da pré-história para
a história.
A Idade do Bronze é um período da civilização
onde ocorreu o desenvolvimento desta liga
metálica, resultante da mistura de cobre e
também estanho. Iniciou no Oriente Médio em
torno de 3300 a.C. substituindo o Calcolítico,
embora em outras regiões esta última idade seja
desconhecida e a do bronze tenha substituído
directamente o período neolítico. Na Africa
negra , o neolítico é seguido da idade do ferro.
A data de adopção do bronze variou segundo as
diferentes culturas:
Na Ásia central (Afeganistão, Irão, etc) o
bronze chega em torno de 2000 a.C.
Na China, foi adoptado na Dinastia Shang.
No mar Egeu se estabeleceu uma área de intenso
comércio do metal, principalmente em Chipre onde
existiam minas de cobre, vindo o estanho das
ilhas britânicas. Com isso, iniciou-se o
desenvolvimento da navegação. O império minóico,
substituído mais tarde pelo micênico, surgiu
graças a este grande comércio.
Na Europa central, este período iniciou a partir
de 1800-1600 a.C., seguido do período 1600-1200
a.C., caracterizado pelo enterramento de
cadáveres em túmulos, prática que demonstrava um
alto grau de estratificação social.
O final da idade do bronze se desenvolveu entre
1300-700 a.C., caracterizado pela incineração
dos cadáveres, prática que continuou na Polónia
até os anos 500 a.C., já em plena Idade do
Ferro, no período cultural Hallstatt (700-450
a.C.).
O cobre, apesar de ser um dos metais menos
abundantes da crosta terrestre - 0,12% do mais
abundante, o alumínio - é de fácil obtenção
apesar de laboriosa, devido a pobreza do metal
nos minerais; se considera economicamente viável
extraí-lo de um mineral com quantidades
superiores a 0,5% de cobre e muito rentável a
partir de 2,5%.
O cobre nativo só acompanha seus minerais em
bolsas que afloram na superfície podendo-se
explorá-lo a céu aberto. Ainda que não tenham
muita importância como minas, tem-se encontrado
exemplares notáveis como pedras de cobre de 400
toneladas em Michigan (EUA). Geralmente na capa
superficial são encontrados minerais oxidados (cuprita)
junto ao cobre nativo em pequenas quantidades, o
que explica a sua utilização milenar já que o
metal podia facilmente ser extraído em fornos de
fossa. Na continuação, por debaixo do nível
freático, são encontradas as piritas (sulfetos)
primárias, calcosina (S2Cu) e covelina (SCu) e,
finalmente, as secundárias calcopiritas (S2FeCu)
cuja exploração é mais rentável que as
anteriores. Acompanhando estes minerais se
encontram outros como a bornita (Cu5FeS4), os
cobres cinzas, os carbonatos azurita e malaquita
que formam massas importantes nas minas de cobre
por serem as formas normalmente derivadas dos
sulfetos.
Para os recursos mundiais de cobre estima-se que
ultrapasse os 1.600 milhões de toneladas na
crosta terrestre e a 700 milhões de toneladas
nos leitos marítimos. As reservas comprovadas,
segundo dados da agência estadounidense de
prospeccções geológicas (US Geological Survey) é
de 940 milhões de toneladas, 40% delas no Chile,
o principal minerador de cobre com cerca de 5
milhões de toneladas anuais (aproximadamente 36%
da produção mundial).
A produção do cobre começa com a extracção do
mineral. Esta pode ser realizada a céu aberto (a
exploração mais comum), em galerias subterrâneas
ou in situ; este último procedimento,
minoritário, consiste em filtrar ácido sulfúrico
na mina de cobre bombeando, posteriormente, para
a superfície as soluções ácidas ricas em cobre.
O mineral extraído por métodos mecânicos ,
óxidos e sulfetos, é triturado obtendo-se um pó
que contém usualmente menos de 1% de cobre. Este
deverá ser enriquecido ou concentrado obtendo-se
uma pasta com aproximadamente 15% de cobre que,
posteriormente, é secado. A partir deste ponto
pode-se utilizar outros métodos.
O mineral é transladado a um tanque de lixiviado
no qual se filtra ácido sulfúrico diluído
obtendo-se uma solução fraca de sulfato de
cobre, do qual se obtém o cobre catodo, por
electrólise, procedimento denominado SX/EW (Solution
Extraction/Electrowinning). Com o mineral
enriquecido se prepara um misto, adicionado os
fundentes necessários de base sílica para
sulfetos e sulfetos para óxidos, que fundido
produz o cobre blister. Este é refinado através
de procedimentos térmicos obtendo-se ânodos de
cobre que, por sua vez, se refinam por
eletrólise usando-os junto a lâminas mãe de
cobre como cátodo em meio ácido. Do lodo
(subproduto da electrólise) retira-se o ouro, a
prata e a platina.
Os tipos de cobre usualmente obtidos são os
seguintes:
Cobre tenaz (Tough-Pitch, TP): com conteúdo de
oxigénio controlado, destinado para aplicações
eléctricas já que é um cobre de alta
condutibilidade (>100% IACS).
Cobre desoxidado (Desoxided Phospor, DP):
normalmente não são de alta condutibilidade, por
isso empregado onde a propriedade eléctrica não
é importante como em caldeiras.
Cobre isento de oxigénio (Oxigen Free, OF): é o
de maior qualidade, é o mais caro e o menos
utilizado. É de alta condutibilidade eléctrica.
O cobre cátodo obtido mediante um ou outro
método tem uma pureza entre 99,9% e 99,99% e é
empregado para a fabricação de diferentes tipos
de cobre comercial:
Lingotes (wire-bar) de secção trapezoidal para
laminarão e trefilado.
Placas para laminarão de chapas ou fitas.
barras de secção circular para laminarão ou
fiação.