Portal CEN *** Pesquisas Carlos Leite Ribeiro ***

 

 

Casamento de D. Pedro II com Dona Teresa Cristina

 

04 de Setembro de 1842

 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro



O Imperador D. Pedro IIº do Brasil, nasceu no Rio de Janeiro de 1825 e morreu em Paris em 1891. Filho de D. Pedro Iº do Brasil (IV de Portugal) e de D. Maria Leopoldina, teve de defrontar lutas internas como a Guerra dos Farrapos, revolução da Praieira, etc., e fora do Brasil a Guerra do Paraguai. A campanha abolicionista assumiu um cariz republicano e a vitória por ela alcançada em 1888 apressou a mudança de regime. Quando a República foi proclamada a 15 de Novembro de 1889, pelo Marechal Deodoro da Fonseca, o imperador já se encontrava doente e desligado da governação.
D. Teresa Cristina, a última imperatriz do Brasil, nasceu em Nápoles em 1882 e morreu no Porto (Portugal) em 1889. Filha de Francisco Iº, rei das Duas Sicílias, e de Maria Isabel de Bourbon, casou em 1843 com D. Pedro IIº do Brasil, quando este ainda não tinha feito 18 anos. Dos seus quatro filhos sobreviveram a princesa Isabel, condessa de D’Eu, e Leopoldina, duquesa de Sabóia. Após a proclamação da República acompanhou o marido à Europa, vindo a falecer poucos dias depois na cidade do Porto.
D. Pedro II  casou-se por procuração em Nápoles a 30 de Maio de 1843 e pessoalmente no Rio de Janeiro a 4 de Setembro de 1843 com Teresa Cristina Maria de Bourbon-Duas Sicílias, nascida em Nápoles em 14 de Março de 1822 e morta em 28 de Dezembro de 1889 no Porto, estando sepultada em Petrópolis, no Brasil, desde 1925. Era a filha mais nova de Francisco, Duque da Calábria, futuro Francisco I das Duas Sicílias (1777-1830) e de sua segunda esposa Maria Isabel de Bourbon, quinta filha de Carlos IV rei da Espanha e portanto irmã de Carlota Joaquina de Bourbon. D. Teresa Cristina levou um dote de dois milhões de francos. Tiveram quatro filhos.
D. Teresa Cristina casou-se por procuração em Nápoles, a 30 de Maio de 1843, com seu primo-sobrinho — uma vez que sua mãe era tia de D. Pedro I e seu pai, tio de D. Leopoldina —, D. Pedro II do Brasil, representado na cerimónia pelo irmão da noiva, o Príncipe D. Leopoldo Conde de Siracusa. Em 2 de Julho, embarcou na famosa fragata brasileira  "Constituição", chegando ao Rio de Janeiro em 3 de Setembro. No dia seguinte, os imperiais nubentes receberam as bênçãos na Capela Imperial.

Teresa Cristina Maria de Bourbon

Dona Teresa Cristina Maria Josefa Gaspar Baltazar Melquior Januária Rosália Lúcia Francisca de Assis Isabel Francisca de Pádua Donata Bondosa André d'Avelino Rita Leodegária Gertrudes Venância Tadéia Espiridião Roca Matilda de Bourbon-Sicílias e Bragança (Nápoles, 14 de Março de 1822 — Porto, 28 de Dezembro de 1889), terceira e última Imperatriz do Brasil, foi a esposa do imperador Pedro II, com quem casou-se em 4 de Setembro de 1842.
Filha do rei Francisco I do Reino das Duas Sicílias, seu enlace foi motivo de decepção para o marido. Há quem afirme que, ao conhecer a esposa, com quem casara por procuração, D. Pedro teria cogitado em pedir a anulação do matrimónio por conta de seus minguados atributos físicos: era baixa, manca e feia. Alguns cronistas relatam que o casamento só teria se consumado um ano depois e que o imperador só não remeteu a esposa de volta à sua terra natal graças à intervenção de D. Mariana Carlota de Verna Magalhães, Condessa de Belmonte e ama do jovem monarca.
Apesar destes percalços iniciais, o casamento duraria 46 anos. D. Teresa era dotada de raro senso de cordialidade. Discreta, caridosa e inteligente, conquistou a estima do marido graças ao interesse comum em assuntos culturais. Na frota que a trouxe ao Brasil fez embarcar artistas, músicos, professores, botânicos e outros estudiosos. Aos poucos, enriqueceria a vida cultural e científica brasileira, mandando vir de sua terra as primeiras preciosidades artísticas recuperadas de Herculano e Pompeia, enviadas por seu irmão, Fernando II. Boa cantora e boa musicista, alegrava o palácio com saraus constantes. Dedicada e submissa, foi uma mãe dedicada às duas filhas que vingaram.
Pedro II foi um marido leal, embora tenha sido infiel em várias ocasiões, especialmente por conta de seu longo romance com Luísa Margarida de Portugal e Barros, Condessa de Barral e Pedra Branca.
D. Teresa faleceu em condições dramáticas, vítima de uma síncope cardíaca poucos dias depois do golpe militar de 15 de Novembro de 1889. Durante toda a viagem marítima que conduziu a Família Imperial Brasileira rumo ao exílio, D. Teresa esteve em estado de choque, entorpecida pelo tratamento rude que os republicanos dedicaram à dinastia deposta. Ao embaixador da Áustria presente no embarque, perguntou: "Que fizemos para sermos tratados como criminosos?" No desembarque em Portugal retirou-se para um hotel simples, na cidade do Porto, onde sentiu-se mal. Um médico chamado às pressas nada pôde fazer. Suas últimas palavras teriam sido: "Brasil, terra abençoada que nunca mais verei". Foi sepultada no Panteão de São Vicente de Fora, de onde seus restos foram trasladados para o Mausoléu Imperial da Catedral de Petrópolis.
Em sua homenagem foram baptizados os municípios brasileiros de Teresina (Piauí), Teresópolis (Rio de Janeiro), Cristina (Minas Gerais) e Santo Amaro da Imperatriz (Santa Catarina)..
Ao doar sua colecção iconográfica para a Biblioteca Nacional do Brasil, D. Pedro II fez uma única exigência: que a colecção ganhasse o nome de sua esposa (Colecção Teresa Cristina Maria). A colecção é hoje tombada pela Unesco como património mundial.

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

Envie esta Página aos Amigos:

 

 

                                

 

Por favor, assine o Livro de Visitas:

 

 

 

Todos os direitos reservados ao Portal CEN
Página criada por Iara Melo
http://www.iaramelo.com