Trabalho e pesquisa de Carlos
Leite Ribeiro
Chapéu é um protector para a
cabeça que pode ter formas variadas,
com ou sem abas, e que se utiliza
essencialmente para andar na rua.
O chapéu surgiu para a protecção da
cabeça, ainda nos povos primitivos
da pré-história, das intempéries
climáticas (sol escaldante, frio,
chuva), como prerrogativa masculina
- sendo o homem o responsável pela
defesa da tribo ou do clã, sendo
depois estendido para a
caracterização dos níveis sociais:
os reis usavam coroas, os sacerdotes
a mitra e os guerreiros o elmo.
Teriam, assim, nos mais primitivos
formatos, uma espécie de gorro feito
em couro, ou em tecido, nos antigos
turbantes já presentes cerca de
4.500 anos antes de Cristo. Cerca de
3000 antes de Cristo, na
Mesopotâmia, surgem os chapéus que
trazem um misto de elmo com capuz,
que uns mil anos depois cerca de
2000 antes de Cristo, evolui para um
formato mais aprimorado. Torna-se,
neste mesmo período, um adereço de
dignidade, nobiliárquica, militar e
sacerdotal do Antigo Egipto. O
primeiro chapéu que encontra em suas
formas mais semelhantes com o
formato "clássico", ou seja,
contendo as partes principais do
adorno, é o pedaço grego, cuja
origem remonta ao século IV antes de
Cristo, junto ao píleo. O primeiro
encontrou sua forma romana, junto ao
capucho, sendo este povo o primeiro
a criar um capacete.
Portanto, foi no antigo Egipto, na
Babilónia e na Grécia que começaram
a surgir as primeiras modalidades de
chapéus. Inicialmente, usavam-se
faixas com a finalidade de prender o
cabelo e, mais tarde, os turbantes,
as tiaras e as cordas.
Usados por nobres, sacerdotes e
guerreiros, o chapéu era considerado
como símbolo de status social. A
faixa estreita colocada em torno da
copa dos chapéus da actualidade é um
remanescente desse primeiro tipo de
protecção usada na cabeça. O
primeiro chapéu efectivamente usado,
no entanto, foi o pétaso, que
consistia num chapéu dotado de copa
baixa e abas largas, que os gregos
gostavam de levar em suas viagens
como uma forma de proteção. Era um
tipo prático, ajustável, podendo ser
retirado com facilidade, tendo
perdurado seu uso por toda a Idade
Média. Na antiga Roma, os escravos
eram proibidos de usar chapéus, mas
quando eram libertados passavam a
adotar um chapéu semelhante ao
barrete frígio (boné em forma de
cone, com a ponta caída para um
lado), em sinal de sua liberdade.
Esse tipo foi revivido durante a
Revolução Francesa, chamado de
“bonnett rouge”, e se tornou, na
época da república, um símbolo do
partido republicano. Outro tipo
bastante parecido com o barrete
frígio foi o capuz, unido ou não a
um manto, amplamente usado na Idade
Média. Depois da Renascença os
chapéus masculinos adquiriram
diversos formatos, sendo ricamente
enfeitados e usados pelos homens
poderosos. Nessa época, apareceram
na Itália as boinas, constituídas de
uma peça circular de fazenda
franzida em sua extremidade,
contendo um faixa por onde passava
um cordão ajustável. Alguns chapéus
masculinos ainda guardam certas
influências do tipo, sendo dotados
de pequenos laços em seu interior,
destinados a ajustar seu tamanho.
Outros tipos vieram a seguir, sendo
um dos mais marcantes o chapéu de
abas largas, enfeitados por peles,
levados da América com plumas de
avestruz. O uso de cabelos compridos
em cachos (moda posta em vigor no
reinado de Luiz XVI, na França) fez
com que se começasse a dobrar as
abas dos chapéus, primeiramente de
um lado, depois dos dois, aparecendo
em seguida o tipo tricórnio com duas
dobras laterais e uma traseira. Essa
moda durou mais de um século.
Mais tarde apareceu o boné que é uma
espécie de chapéu de formato
circular com uma aba voltada sobre
os olhos.
É uma peça de amplo uso tanto por
homens como por mulheres de todas as
idades. Mas tem uma aceitação maior
entre o público infanto-juvenil,
especialmente entre os adolescentes
e os praticantes de actividades
desportivas, como o ténis, o
beisebol e o golfe - que podem
também algumas vezes se constituir
em uma simples viseira - , sendo sua
função primordial proteger a cabeça
dos raios solares e impedir que a
luz incida directamente sobre os
olhos. Também pode compor o traje
casual e é comum o seu uso com a aba
voltada para a parte de trás da
cabeça, especialmente pelos mais
jovens. Os quépis militares são um
subtipo de boné.
Chapéus que ficaram famosos
Chapéu de Santos Dumont
Chapéu de Fernando Pessoa
Chapéu de Napoleão Bonaparte
Chapéu-coco de Winston Churchill
Chapéu de John Lennon
Boné de Tiger Woods
Chapéu de Indiana Jones
Chapéu de Sherlock Holmes
Chapéu de Humphrey Bogart no filme
Casablanca
Chapéu de cangaceiro de Lampião