D. Dulce - 2ª Rainha de Portugal

Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro
Formatação: Iara Melo

 

D. Dulce - rainha de Portugal - nasceu em 1152 (Aragão - Espanha) e morreu em Coimbra, a 1 de Setembro de 1198.

Fila do Conde de Barcelona, Raimundo Berenguer IV, rei de Aragão, e de D. Petronilha

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

Rainha D. Dulce
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D. Dulce Berenguer de Barcelona (1160 - Coimbra, 1 de Setembro de 1198), (também conhecida como Dulce Berenguer de Aragão) era uma infanta aragonesa, tornando-se a segunda Rainha de Portugal, desde 1185 até à sua morte. Faleceu em Coimbra, tendo sido sepultada no Mosteiro de Santa Cruz,  junto do marido.
D. Dulce era filha do conde de Barcelona Ramon Berenguer IV, e da rainha [Petronilha de Aragão]] e irmã de Afonso II de Aragão.
Em 1175 casou-se com o herdeiro do trono português, o Infante D. Sancho, o qual, em 1185, por morte do seu pai, ascendeu ao trono como D. Sancho I.
As rainhas de Portugal contaram, desde muito cedo, com os rendimentos de bens, adquiridos, na sua grande maioria, por doação. Sancho I, em testamento de 1188, doou os rendimentos de Alenquer, terras do Vouga, de Santa Maria e do Porto, a sua mulher, D. Dulce de Aragão. A rainha ainda adquiriu outras propriedades no termo e sabe-se que foi, de facto, senhora de Alenquer.

 

Mosteiro de Santa Cruz (Coimbra) -
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O primitivo edifício da igreja e mosteiro de Santa Cruz foi construído entre 1132 e 1223, mas quase nada resta desta fase românica da obra. A fachada da igreja se parecia à da Sé Velha de Coimbra, com uma torre central avançada dotada de um portal e encimado por um janelão. Esses aspectos da fachada românica ainda são visíveis hoje, detrás da decoração posterior.
A partir de 1507, o rei D. Manuel I ordenou a modificação total da arquitetura e decoração interior do mosteiro, seguindo o estilo mesclado de gótico e renascimento que depois seria chamado manuelino. Entre 1507 e 1513 a fachada ganhou duas torres laterais com pináculos e uma platibanda decorativa. Mais tarde, entre 1522 e 1526, foi criado o portal cenográfico manuelino, hoje infelizmente muito erodido, por Diogo de Castilho e o francês Nicolau de Chanterenne.
No interior, a nave única e a capela-mor foram cobertas por uma abóbada manuelina de grande qualidade, em obras dirigidas por Diogo Boitaca e o coimbrão Marcos Pires. Cerca de 1530 foi adicionado junto à entrada um coro-alto por Diogo de Castilho, no qual instalou-se um magnífico cadeiral de madeira esculpida e dourada. Este cadeiral é um dos pouquíssimos da época manuelina ainda existentes em Portugal, e deve-se ao entalhador flamengo Machim, que o havia esculpido para a capela-mor cerca de 1512.
A nave contém ainda um belo púlpito renascentista, obra de Nicolau de Chanterenne e datado de 1521. No século XVIII instalou-se un novo órgão, em estilo barroco, obra do espanhol Gómez Herrera, e as paredes da nave receberam um grupo de azulejos brancos-azuis lisboetas que narram histórias bíblicas.
Na capela-mor encontram-se os túmulos dos dois primeiros reis de Portugal, D. Afonso Henriques e D. Sancho I. Os túmulos originais estavam no nartex da igreja, junto à torre central da fachada românica, mas D. Manuel I não achou condignas as antigas arcas tumulares e ordenou a realização de novos túmulos. Estes, terminados por volta de 1520, são das mais belas realizações da tumulária portuguesa. Nicolau Chanterene realizou as esculturas jacentes representando os reis, enquanto outras esculturas e elementos decorativos se devem a vários outros ajudantes (Diogo Francisco, Pêro Anes, Diogo Fernandes, João Fernandes e outros). Ambos túmulos estão decorados com muitas estátuas e elementos gótico-renascentistas, além dos símbolos do rei D. Manuel I, a esfera armilar e a cruz da Ordem de Cristo.
A sacristia da igreja é uma boa obra em estilo maneirista, construída entre 1622 a 1624 por Pedro Nunes Tinoco. A sacristia está decorada com azulejos seiscentistas e possui quadros notáveis de dois dos melhores pintores quinhentistas portugueses: Grão Vasco e Cristovão de Figueiredo (outras pinturas originalmente feitas para o mosteiro podem ser vistas no Museu Machado de Castro em Coimbra).
A sala do capítulo, manuelina, possui a bela capela renascentista de São Teotónio, datada de cerca de 1588 e de autoria de Tomé Velho. Nessa capela se encontram os restos do fundador do mosteiro, canonizado já no século XII. Junto ao capítulo está o Claustro do Silêncio, obra de Marcos Pires construída entre 1517 e 1522, tendo abundante decoração manuelina. A fonte no centro é do século XVII.
Fora do mosteiro está o Claustro da Manga, que um dia foi parte do complexo mas hoje encontra-se isolado. Desse claustro só se preservou a fonte renascentista no centro, que consiste de um pequeno templo central conectado a quatro pequenas capelas com água ao redor. O acesso ao templo central se faz por quatro pequenas escadarias. Todo o conjunto, construído na década de 1530 pelo francês João de Ruão, é de grande valor simbólico e artístico.

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande - Portugal

FORMATAÇÃO E ARTE: IARA MELO