Dia Internacional da Literatura

 

08 de Setembro

 

 

 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro


 

Literatura através dos tempos Barroco (01) – Classicismo (02) – Expressionismo (03) – Humanismo (04) – Naturalismo (05) – Realismo (06) – Romantismo (07) – Simbolismo (08) – Surrealismo (09).

 

(01) - Barroco: Iniciou-se em 1580, com a unificação da Península Ibérica. No Brasil o Barroco teve início em 1601, com a publicação do poema épico Pro-sopopéia, de Bento Teixeira. Suas principais características são o culto exagerado da forma, o que implica no uso das figuras de linguagem (principalmente metáfora, antítese e hipérbole) e o conflito entre o terreno e o celestial. A literatura Barroca possui como marcos estilísticos o Exagero, a Dualidade e a Religiosidade. O Movimento Barroco se deu no meio de diversos acontecimentos históricos importantes tais como: a descoberta das terras americanas, mudança do comércio mundial, solidificação da Inquisição e do poder do Clero e o Absolutismo Político. Seus principais autores são Padre António Vieira e Gregório de Matos. No estilo encontramos o pessimismo, exagero emocional, as contradições imperam (uso de antíteses, paradoxos e oximoros). Já o dualismo estilístico é caracterizado pelos estilos cultista e conceptiva.

(02) - Classicismo: características gerais:
Imitação dos autores clássicos gregos e romanos da antiguidade  - Uso da mitologia dos deuses e o uso de musas como inspiração  - Racionalismo: Predomínio da razão sobre os sentimentos  - Uso de linguagem sóbria, simples, sem excesso de figuras de linguagem  - Universalismo  - Nacionalismo  - Neoplatonismo amoroso  - Busca do equilíbrio formal  - Introdução de versos decassílabo (medida nova)

(03) - O Expressionismo designa um movimento cultural que se manifestou nos finais de século XIX nos mais diversos campos artísticos como as artes visuais, o teatro, a literatura e o cinema.

(04) - Humanismo: De 1418 a 1527, cultivou-se a historiografia, a prosa doutrinária, o teatro, a poesia e as novelas de cavalaria. O humanismo foi um movimento ideológico de transição que modificou o pensamento medieval, preparando-o para a vinda do renascimento.

(05) - Naturalismo: Os autores expõem e comprovam as doutrinas científicas da época. É o Determinismo Hereditário, o Determinismo do meio ambiente e social. O realismo produziu os romances de tese documental, e o naturalismo, os de tese experimental. O naturalismo acrescenta às características do Realismo extrema preocupação científica, materialismo, o resultado do meio ambiente físico e social e da hereditariedade (Determinismo). A temática do Naturalismo dá preferência aos aspectos mais cruentos e sórdidos da vida humana: o crime, as taras, a miséria, isso para retratar o anormal e o patológico. Assim, podemos dizer que o Naturalismo é um Realismo levado aos extremos.

(06) - Realismo: Motivados pelas teorias científicas e filosóficas da época, os escritores realistas desejavam retratar o homem e a sociedade em sua totalidade. Não bastava mostrar a face sonhadora e idealizada da vida como fizeram os românticos; era preciso mostrar a face nunca antes revelada: a do quotidiano massacrante, do amor adúltero, da falsidade e do egoísmo humano, da impotência do homem comum diante dos poderosos. Uma característica comum ao Realismo é o seu forte poder de crítica, adoptando uma objectividade que faltou ao romantismo. Grandes escritores realistas descrevem o que está errado de forma natural. Se um autor desejasse criticar a postura da Igreja católica, não escreveria um soneto anticristão, porém escreveria histórias que envolvessem-na de forma a inserir nessas histórias o que eles julgam ser a Igreja Católica e como as pessoas reagem a ela. Em lugar do egocentrismo romântico, verifica-se um enorme interesse de descrever, analisar e até em criticar a realidade. A visão subjectiva e parcial da realidade é substituída pela visão que procura ser objectiva, fiel, sem distorções. Dessa forma os realistas procuram apontar falhas talvez como modo de estimular a mudança das instituições e dos comportamentos humanos. Em lugar de heróis, surgem pessoas comuns, cheias de problemas e limitações.

(07) - O romantismo seria dividido em 3 gerações:
(1ªgeração). As características centrais do romantismo viriam a ser o lirismo, o subjectivismo, o sonho de um lado, o exagero, a busca pelo exótico e pelo inóspito de outro. Também destacam-se o nacionalismo, presente da colectânea de textos e documentos de carácter fundacional e que remetam para o nascimento de uma nação, facto atribuído à época medieval, a idealização do mundo e da mulher e a depressão por essa mesma idealização não se materializar, assim como a fuga da realidade e o escapismo.
(2ª geração) Eventualmente também serão notados os pessimismos e um certo gosto pela morte, religiosidade e naturalismo.

(3ª geração) Seria a fase de transição para outra corrente literária, o realismo, onde denuncia os vícios e males da sociedade, mesmo que o faça de forma enfatizada e irónica, com o intuito de pôr a descoberto realidades desconhecidas que revelam fragilidades.

(08) - Simbolismo: A partir de 1881, na França, poetas, pintores, dramaturgos e escritores em geral, influenciados pelo misticismo advindo do grande intercâmbio com as artes, pensamento e religiões orientais - procuram reflectir em suas produções a atmosfera presente nas viagens a que se dedicavam. Marcadamente individualista e místico, foi com desdém apelidado de "decadentismo" - clara alusão à decadência dos valores estéticos então vigentes e a uma certa afectação que neles deixava a sua marca. Em1886 um manifesto traz a denominação que viria marcar definitivamente os adeptos desta corrente: simbolismo.

(09) - O surrealismo foi por excelência a corrente artística moderna da representação do irracional e do subconsciente. Suas origens devem ser buscadas no didactismo e na pintura metafísica de Giorgio De Chirico. Este movimento, a exemplo de seus predecessores, pregou a transgressão dos valores morais e sociais, a nulidade das academias e a dessacralização do artista, com uma ressalva: ao nihilismo fundamentalista do dadaísmo opôs uma atitude esperançosa e comprometida com seu tempo. A publicação do Manifesto do Surrealismo, assinado por André Breton em Outubro de 1924, marcou historicamente o nascimento do movimento. Nele se propunha a restauração dos sentimentos humanos e do instinto como ponto de partida para uma nova linguagem artística. Para isso era preciso que o homem tivesse uma visão totalmente introspectiva de si mesmo e encontrasse esse ponto do espírito no qual a realidade interna e externa são percebidas totalmente isentas de contradições.

 

A Literatura em Portugal, associa-se à ideia de fingimento, a partir do poema de Fernando Pessoa “O poeta é um fingidor”. Diz António José Saraiva: “Realidade sem fingimento não é literatura porque a realidade sozinha não fala nem finge. Para haver literatura é preciso que haja coisas distintas: a que é fingida e o fingimento dela”. Ou, como escreve Almada Negreiros: “ O poeta representa com o santo os únicos casos humanos onde a realidade não se sobrepõe ao homem”. Mas já Camões pressentira essa diferença entre a realidade e o poema. Ao pedir às Tágides “um som alto e sublimado” e uma “fúria grande e sonora” para o seu poema épico, sugere a existência de uma arte de linguagem que se rege por princípios de eloquência diversa daqueles praticados no falar comum.  

Desde Aristóteles, a retórica, reflexão geral sobre as estratégias do comunicação, especializou-se em poética, ou codificação dos diferentes géneros da escrita, restringindo-se apenas à elocutto, ornamento, arte de dizer, em detrimento da inventio – invenção, procura de argumentos; e dadispositio – disposição, ordenação. Estabeleu-se uma hierarquia, do estilo nobre (ou sublime) ao estilo baixo (ou trivial) passando pelo medíocre, correspondente às três classes da sociedade – nobres, burgueses, camponeses. Para simplificar, podem caracterizar-se as obras literárias a partir dos pronomes pessoais e dos tempos verbais nelas dominantes. Ao eu (presente) corresponde o género lírico, ao tu o teatro – cómico ou trágico, segundo a natureza dos personagens; ao ele – passado, a epopeia, o texto narrativo. Os teóricos aplicaram-se em definir as regras que convém a cada género e a designar cada uma das suas categorias internas – é este, essencialmente, o objecto das “artes poéticas. De modo que se estabelece um pacto, um contrato de leitura, entre o autor, inscrevendo o seu texto num dado conjunto, e o leitor, que sabe precisamente o tipo de emoções que deve esperar, ou a que princípios estéticos se apela sob uma dada etiqueta. Mas qualquer codificação rigorosa acaba por desagradar ao verdadeiro criador, que procura libertar-se dela ou situar-se noutro lugar; do mesmo modo o leitor cansa-se das formas convencionais.

Prosa e poesia: a poesia distingue-se do discurso lógico e prático, destinado a nomear os objectos reais, , a exprimir as suas relações evidentes, a definir os fins e os meios de acção. Distingue-se da prosa como uma linguagem eurítmica e eufónica, próxima do canto. Mas, sendo também um discurso na medida em que é linguagem, o canto poético tem sempre um peso para a prosa, do mesmo modo que esta é sempre capaz de se elevar para a poesia. O exame das etimologias permite traçar com mais segurança uma tal linha de demarcação: à prosa (oratio pró – r-  sa), discurso que vai “direito” ao seu referente; opõe-se a mensagem essencialmente organizada pelo regresso (vertere, versus), o pôr em correspondência ou em ressonância de unidade de linguagem, no texto poético. Assim, critérios estruturais presidiam à distinção entre um tipo poético e tipos narrativos, descritivos ou argumentados. A versificação já não surge assim a não ser como uma manifestação particular e institucionalizada do princípio mais geral de repetição.

Regras Poéticas e regra social: Da Idade Média à época clássica, a poesia aparece frequentemente submetida a uma arte de dizer que tem por objecto a procura do belo medido segundo o rigor da submissão às regras – regra poética, mas também regra social. O poeta é alternadamente o protegido do senhor, do príncipe ou do rei. O século XVIII, não pensando que as “luzes” possam vir da poesia, manospreza-a. As convulsões políticas e sociais dos finais dos séculos XVIII e XIX suscitam um questionamento radical do homem, que experimenta subitamente uma dívida para com o mundo e consigo próprio: o princípio da unidade - do mundo, do homem, rompe-se; a poesia dá conta disso. Os românticos lançam o primeiro grito de alarme para denunciar as contingências de uma arte, que já não pode satisfazer a expressão da multiplicidade das aparências descobertas. Mas permanecem ainda submetidos à lei do verso, ao regime do género. Situação que se vai modificando nos séculos seguintes.

O Romance: A narrativa romanesca é essencialmente prosaica, se tomarmos o adjectivo na sua dupla acepção: “escrito em prosa” e “anti-idealista”. Mesmo redigido em verso, o romance toca sempre na prosa pela utilização de uma linguagem corrente, de uma linguagem que, sem ser a de toda a gente, é utilizada quotidianamente por algumas classes privilegiadas: na sua origem, o fenómeno narrativo chamado “romance” é grafado numa linguagem românica, meio erudita, meio popular, língua nacional falada e lida por aqueles que querem ser os criadores e os chefes de uma nação. Os factores linguísticos, políticos e sociais que determinam o aparecimento do romance no Ocidente cristão têm os seus homólogos nas terras do Islão, no Japão ou na China. Prosaico é-o também o romance enquanto confronta tantos os seus heróis como os seus leitores com todos os aspectos da existência dos homens, nos planos social, psicológico e moral. Assim, nas suas origens, os romances de cavalaria relatam as aventuras que um herói atravessa para obter o bem pelo qual luta – na maior parte das vezes, o amor de sua dama – e já não os grandes feitos realizados ao serviço de uma causa, como celebram as canções de gesta.

O romance e a história: seja ele o aliado ou a negação do determinismo histórico, o romance é uma ficção de carácter histórico, a qual considera o homem comprometido num futuro e numa história colectiva. O romance de educação que descreve a formação moral e intelectual de um herói, é uma das grandes tradições do romance europeu. Do confronto com a história resulta uma grande variedade de tipos humanos, heróis de romance e representantes da sua época: do ambicioso, ao homem revoltado até ao homem estranho a si próprio. Esta relação com a história e com um futuro aberto traduz-se no plano narrativo. O romance recria as condições de experiência do presente histórico: aumento das percepções do mundo, incertezas e obscuridade do futuro.

O sabor do real faz parte do prazer da leitura de romances, e podemos pensar que o sucesso do romance realista do século XIX tinha igualmente a ver com o apetite de conhecimento de leitores para os quais os romances, publicados em folhetins na imprensa, constituíam a principal abertura ao mundo. Com o impulso das ciências humanas e da história das mentalidades, por um lado, da multiplicação dos meios de informação, por outro, os romancistas do século XX perderam o apanágio desta função de instrução. Reinvestiram nas funções de imaginação, estética e crítica, passando pela questionação do romance tradicional – daí o divórcio observado entre “romance de consumo” e “romance de criação”. Mas a leitura de romances é também a entrega ao “romanesco”, terreno de jogo intelectual com as mil e uma convenções através das quais se instaura a ilusão do real. Com isto, o romance surge sempre como o paraíso da leitura e o lugar de emergência de todas as possibilidades.

 

 

Várias obras de vários autores, já de domínio público:

Índice por títulos ou por autores


A   B   C   D   E   F   G   H   I   J   L   M   N   O   P   Q   R   S   T   U   V   W   X   Z

A
O Alienista (Machado de Assis)
O Ateneu (Raul Pompéia)
A Arte da Capoeira (Camille Adorno)
A pata da Gazela (José de Alencar)

B
Broquéis (Cruz e Sousa)
Bruzundangas (Lima Barreto)

C
A Carta (Pero Vaz de Caminha)
Casa Velha (Machado de Assis)
Casa de Pensão (Aluísio de Azevedo)
Cartas Chilenas (Tomás Antônio Gonzaga)
Contos (Machado de Assis)
O Cortiço (Aluísio Azevedo)
O Cabeleira (Franklin Távora)
Clara dos Anjos (Lima Barreto)
Cinco Minutos (José de Alencar)
Curso Interativo de Tupi Antigo (Joubert Di Mauro)

D
Diva (José de Alencar)
Dom Casmurro (Machado de Assis)

E
Encarnação (José de Alencar)
Esaú e Jacó (Machado de Assis)
A Escrava Isaura (Bernardo Guimarães)

F
Faróis (Cruz e Sousa)

G
O Guarani (José de Alencar)

H
Histórias e Sonhos (Lima Barreto)

I
Inocência (Visconde de Taunay)
I Juca Pirama (Gonçalves Dias)
Iracema (José de Alencar)

J
O Juiz de Paz na Roça (Martins Pena)

L
A Luneta Mágica (Joaquim Manuel de Macedo)
Lucíola (José de Alencar)
Luzia Homem (Domíngos Olímpio)
O Livro Derradeiro (Cruz e Sousa)

M
Macário (Álvares de Azevedo)
Marcados para Morrer (Camille Adorno)
Marginália (Lima Barreto)
Marília de Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga)
A mão e a luva (Machado de Assis)
Memorial de Aires (Machado de Assis)
Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
Memórias de um Sargento de Milícias (Manuel Antônio de Almeida)
A Mortalha de Alzira (Aluísio Azevedo)
O Mulato (Aluísio Azevedo)
O Missionário (Inglês de Souza)

N
Noite na Taverna (Álvares de Azevedo)
O Noviço (Martins Pena)
A Nova Califórnia (Lima Barreto)

P
Painel de Lendas e Mitos da Amazônia (Franz Kreüther Pereira)
Poemas (Cláudio Manoel da Costa)
Poemas Malditos (Álvares de Azevedo)
Prosopopéia (Bento Teixeira)

Q
Quincas Borba (Machado de Assis)

R
Recordações do Escrivão Isaías Caminha (Lima Barreto)

S
Sermão da Sexagésima (Pe. Antônio Vieira)
Sermão II - Maria Rosa Mística (Pe. Antônio Vieira)
Sermão III - Maria Rosa Mística (Pe. Antônio Vieira)
Os Sertões (Euclides da Cunha)
Suspiros Poéticos e Saudades (Gonçalves de Magalhães)
Senhora (José de Alencar)

T
Triste Fim de Policarpo Quaresma (Lima Barreto)

U
Ubirajara (José de Alencar)

V
A Viuvinha (José de Alencar)

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

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