Dia Internacional do Estudante

 

 

17 de Novembro

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

Formatação: Iara Melo

 

ESTUDANTE
Pessoa que segue estudos. Na prática corrente usa-se mais para designar aquele que segue estudos superiores; por vezes usado como sinónimo de aluno, embora este termo seja geralmente reservado à designação de estudante do ensino superior.
À semelhança de outros países, em Portugal têm surgido movimentos estudantis quase sempre em oposição às forças governamentais no poder; só no século XX, por exemplo, contam-se as greves de apoio ao movimento republicano, as manifestações integralistas durante a república democrática, as agitações estudantis de 1933-1945 e os grupos universitários pró-instauração da democracia, como consequente MUD juvenil (1945-1952) e o apoio ao general Humberto Delgado, em 1957, conducentes à crise académica de 1962, período invulgarmente conturbado da vida estudantil portuguesa, gerado por grupos universitários fortemente politizados oriundos das grandes cidades, que defendiam a autonomia universitária efectiva e a reforma do ensino mediante mudanças fundamentais na situação política do momento. Teve especial intensidade nos períodos de 1965 e 1969-1970 e não abrandou com as reformas do ensino implantadas entre 1969 e 1974.
O Dia do Estudante foi fixado apenas em 1987 pela Assembleia da República em 24 de Março, embora as suas origens remontem à crise académica de 1962, época em que os estudantes, principalmente os dirigentes associativos, sofreram bastante para que hoje se possa e participar em manifestações livres das reivindicações dos estudantes, num ambiente democrático de respeito pelos direitos, liberdades e garantias.
A Lei de Bases do Sistema Educativo estabelece nos seus artigos 6.º a 8.º que em Portugal o ensino básico é universal e gratuito, com uma duração de 9 anos escolares, sendo obrigatória a frequência para as crianças entre os 6 e os 15 anos de idade. A lei estabelece os seguintes objectivos para aquele nível de ensino:
Assegurar uma formação geral comum a todos os portugueses que lhes garanta a descoberta e o desenvolvimento dos seus interesses e aptidões, capacidade de raciocínio, memória e espírito crítico, criatividade, sentido moral e sensibilidade estética, promovendo a realização individual em harmonia com os valores da solidariedade social;
Assegurar que nesta formação sejam equilibradamente inter-relacionados o saber e o saber fazer, a teoria e a prática, a cultura escolar e a cultura do quotidiano;
Proporcionar o desenvolvimento físico e motor, valorizar as actividades manuais e promover a educação artística, de modo a sensibilizar para as diversas formas de expressão estética, detectando e estimulando aptidões nesses domínios;
Proporcionar a aprendizagem de uma primeira língua estrangeira e a iniciação de uma segunda;
Proporcionar a aquisição dos conhecimentos basilares que permitam o prosseguimento de estudos ou a inserção do aluno em esquemas de formação profissional, bem como facilitar a aquisição e o desenvolvimento de métodos e instrumentos de trabalho pessoal e em grupo, valorizando a dimensão humana do trabalho;
Fomentar a consciência nacional aberta à realidade concreta numa perspectiva de humanismo universalista, de solidariedade e de cooperação internacional;
Desenvolver o conhecimento e o apreço pelos valores característicos da identidade, língua, história e cultura portuguesas;
Proporcionar aos alunos experiências que favoreçam a sua maturidade cívica e sócio-afectiva, criando neles atitudes e hábitos positivos de relação e cooperação, quer no plano dos seus vínculos de família, quer no da intervenção consciente e responsável na realidade circundante;
Proporcionar a aquisição de atitudes autónomas, visando a formação de cidadãos civicamente responsáveis e democraticamente intervenientes na vida comunitária;
Assegurar às crianças com necessidades educativas específicas, devidas, designadamente, a deficiências físicas e mentais, condições adequadas ao seu desenvolvimento e pleno aproveitamento das suas capacidades;
Fomentar o gosto por uma constante actualização de conhecimentos;
Participar no processo de informação e orientação educacionais em colaboração com as famílias;
Proporcionar, em liberdade de consciência, a aquisição de noções de educação cívica e moral;
Criar condições de promoção do sucesso escolar e educativo a todos os alunos.
A mesma lei dispõe que o ensino básico compreende três ciclos sequenciais, sendo o 1.º de quatro anos, o 2.º de dois anos e o 3.º de três anos, organizados nos seguintes termos:
No 1.º ciclo, o ensino é globalizante, da responsabilidade de um professor único, que pode ser coadjuvado em áreas especializadas;
No 2.º ciclo, o ensino organiza-se por áreas interdisciplinares de formação básica e desenvolve-se predominantemente em regime de professor por área;
No 3.º ciclo, o ensino organiza-se segundo um plano curricular unificado, integrando áreas vocacionais diversificadas, e desenvolve-se em regime de um professor por disciplina ou grupo de disciplinas.
A articulação entre os ciclos obedece a uma sequencialidade progressiva, conferindo a cada ciclo a função de completar, aprofundar e alargar o ciclo anterior, numa perspectiva de unidade global do ensino básico, integrando-se os objectivos específicos de cada ciclo nos objectivos gerais do ensino básico, de acordo com o desenvolvimento etário correspondente, tendo em atenção as seguintes particularidades:
Para o 1.º ciclo, o desenvolvimento da linguagem oral e a iniciação e progressivo domínio da leitura e da escrita, das noções essenciais da aritmética e do cálculo, do meio físico e social e das expressões plástica, dramática, musical e motora;
Para o 2.º ciclo, a formação humanística, artística, física e desportiva, científica e tecnológica e a educação moral e cívica, visando habilitar os alunos a assimilar e interpretar crítica e criativamente a informação, de modo a possibilitar a aquisição de métodos e instrumentos de trabalho e de conhecimento que permitam o prosseguimento da sua formação, numa perspectiva do desenvolvimento de atitudes activas e conscientes perante a comunidade e os seus problemas mais importantes;
Para o 3.º ciclo, a aquisição sistemática e diferenciada da cultura moderna, nas suas dimensões humanística, literária, artística, física e desportiva, científica e tecnológica, indispensável ao ingresso na vida activa e ao prosseguimento de estudos, bem como a orientação escolar e profissional que faculte a opção de formação subsequente ou de inserção na vida activa, com respeito pela realização autónoma da pessoa humana.
A lei permite ainda que em escolas especializadas do ensino básico possam ser reforçadas as componentes de ensino artístico ou de educação física e desportiva, sem prejuízo da formação básica.
A conclusão com aproveitamento do ensino básico confere o direito à atribuição de um diploma, sendo certificado o aproveitamento de qualquer ano ou ciclo, quando solicitado.
Assim, em Portugal o ensino básico, corresponde aos primeiros nove anos de escolaridade, abrangendo a faixa etária dos 6 aos 14/15 anos, e está dividido em três ciclos, correspondentes aos níveis 1 e 2 do ISCED 1997 (CINE):
1.º Ciclo do Ensino Básico (ISCED, nível 1A) (correspondente ao antigo ensino primário), com uma duração de 4 anos;
2.º Ciclo do Ensino Básico (ISCED, nível 1B) (correspondente ao antigo ciclo preparatório), com uma duração de 2 anos;
3.º Ciclo do Ensino Básico (ISCED, nível 2) (correspondente à antiga primeira parte do ensino secundário), com uma duração de 3 anos.

Em Portugal, o ensino secundário engloba o 10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade.
A frequência deste nível não é obrigatória.
Antes da reforma do ensino, englobava, também o 7.º, 8.º e 9.º anos de escolaridade, que constituem, actualmente, o 3.º ciclo do Ensino Básico.
O estabelecimento de ensino para este nível é a Escola Secundária.
Os cursos de ensino secundário actualmente em Portugal são organizados em modalidades distintas.
Cursos científico-humanísticos
São direccionados exclusivamente para o prosseguimento de estudos, através do ingresso no ensino superior (universitário ou politécnico).
Destinam-se a alunos que concluíram o 9.º ano ou equivalente, e desejem ingressar no ensino secundário para obter o diploma de conclusão do secundário, sem obter qualificação profissional.
Os quatro cursos científico-humanísticos têm um elenco de disciplinas em comum:
Português
Língua Estrangeira I (Inglês), II (Francês) ou III (Espanhol ou Alemão) - unicamente nos 10.º e 11.º anos
Filosofia - unicamente nos 10.º e 11.º anos
Educação Física
Área de Projecto - unicamente no 12.º ano
As disciplinas específicas de cada curso são:
Ciências e tecnologias
Matemática A - 3 anos
Física e Química A - 10º e 11º anos
Biologia e Geologia - 10º e 11º anos
Geometria Descritiva A - 10º e 11º anos
Física - 12º ano
Química - 12º ano
Biologia - 12º ano
Geologia - 12º ano
Ciências socioeconómicas
Matemática A - 3 anos
Economia A - 10º e 11º anos
Geografia A - 10º e 11º anos
História B - 10º e 11º anos
Economia C - 12º ano
Geografia C - 12º ano
Sociologia - 12º ano
Línguas e humanidades
História A - 3 anos
Geografia A - 10º e 11º anos
Matemática Aplicada ás Ciências Sociais (MACS) - 10º e 11º anos
Literatura Portuguesa - 10º e 11º anos
Alemão
Língua Estrangeira I ou II ou III - 10º e 11º anos
Latim A - 10º e 11º anos
Geografia C - 12º ano
Sociologia - 12º ano
Filosofia A - 12º ano
Psicologia B - 12º ano
Latim B - 12º ano
Língua Estrangeira I ou II ou III - 12º ano
Literaturas de Língua Portuguesa - 12º ano
Artes visuais
Desenho A - 3 anos
Geometria Descritiva A - 10º e 11º anos
Matemática B - 10º e 11º anos
História da Cultura e das Artes - 10º e 11º anos
Oficina de Artes - 12º ano
Oficina Multimédia B - 12º ano
Materiais e Tecnologias - 12º ano
Cursos profissionais
São cursos profissionalizantes que estão voltados tanto para a inserção no mundo do trabalho quanto para o prosseguimento de estudos, seja em cursos de especialização tecnológica ou no ensino superior. Destinam-se a alunos que concluíram o 9.º ano e desejem ingressar no ensino secundário e simultaneamente obter uma qualificação profissional. Existem centenas de cursos profissionais no país, e normalmente estão ajustados ao mercado de trabalho da região onde são leccionados.
Cursos artísticos especializados
Oferecem formação nas áreas da dança, da música e das artes visuais e dos audiovisuais, em nível secundário com a duração de três anos lectivos, correspondentes aos 10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade. Estão voltados tanto para a perspectiva do prosseguimento de estudos (em cursos de especialização tecnológica ou de ensino superior) quanto para a inserção no mercado de trabalho.
Cursos do ensino recorrente
É uma modalidade da educação de adultos, que proporciona uma segunda oportunidade de formação que permita conciliar os estudos com o exercício de uma actividade profissional. Funciona em sistema de módulos (cursos científico-humanísticos, cursos tecnológicos e cursos artísticos especializados) e de unidades capitalizáveis (cada disciplina está organizada por unidades, quando o aluno completa uma unidade, realiza uma prova de avaliação visando capitalizar a unidade e passar a frequentar a unidade seguinte, deste modo um aluno que interrompa os estudos, poderá retornar para a unidade imediatamente a seguir à última que capitalizou).
Formação pós-secundária não-superior
Os cursos de especialização tecnológica, embora possam ser ministrados em escolas secundárias já não se situam no nível do ensino secundário.

O que um estudante deve saber …?

Senhor, eu sou estudante, e por sinal, inteligente.
Prova isto o fato de eu estar aqui, conversando com você.
Obrigado pelo dom da inteligência e pela possibilidade de estudar.
Mas, como você sabe, Cristo, a vida de estudante nem sempre é fácil.
A rotina cansa e o aprender exige uma série de renúncias: o meu cinema, o meu jogo preferido, os meus passeios, e também alguns programas de TV; além de namorar as minhas fãs.
Eu sei que preparo hoje o meu amanhã.
Por isso lhe peço, Senhor, ajuda-me a ser bom estudante.
Dê-me coragem e entusiasmo para recomeçar a cada dia.
Abençoe a mim, a minha turma e os meus professores. Amém.

O Estatuto do Estudante

O estudante está sempre a estudar, se não está a estudar está a raciocinar.
O estudante não se deixa dormir, o despertador é que não toca.
O estudante nunca chega tarde, demora-se nos transportes.
O estudante nunca falta às aulas, não comparece por motivos de força maior.
O estudante nunca é posto fora da aula, é necessária a sua presença noutro local.
O estudante nunca diz mal do professor, faz uma observação com um objectivo construtivo salientando os seus    defeitos. 
O estudante nunca copia, recolhe dados.
O estudante nunca reprova, renova a sua experiência.
O estudante nunca se mete em problemas, os problemas é que vão ao seu encontro.
O estudante nunca destrói o material escolar, este, lentamente, é que se vai degradando devido à sua má qualidade.
O estudante nunca conspira contra o professor, o professor é que tem o complexo da conspiração.
O estudante nunca se porta mal na aula, o conceito de comportamento é que difere.
O estudante nunca mente, apresenta a verdade sob outro ponto de vista.
O estudante nunca falsifica uma assinatura, deixa descansar o seu encarregado de educação que vê nele um grande futuro.
O estudante nunca apalpa as colegas, estuda anatomia.
O estudante nunca engana o professor, demonstra-lhe a sua astúcia.
O estudante nunca faz ronha, o médico é que, devido à sua impreparação, não descobre a sua doença.
O estudante nunca bate nos colegas, demonstra a sua personalidade.
O estudante nunca fuma, investiga os efeitos nocivos do tabaco.
O estudante não lê revistas na aula, estuda-as.
O estudante sabe sempre a matéria, se não responde é para não inferiorizar o professor.
O estudante não bebe, saboreia.
O estudante não come, alimenta-se.
O estudante não dorme, medita.
O estudante não vive, sobrevive.
O estudante é e será sempre um exemplo para a sociedade!

Oração à Santa Matemática

Avé Matemática
Cheia de teorias e definições
Maldita sois vós entre as disciplinas
Benditos os alunos que adormecem nas aulas
Santa Matemática
Mãe das negativas
Rezai pelas nossas cábulas
Agora e na hora dos pontos
Ámen!

Oração aos Professores
(para ser rezada à entrada das aulas)

Professores nossos que estais nas aulas
Santificadas sejam as vossas notas
Venha a nós a vossa sabedoria
Sejam feitos os copianços
Assim nos pontos como nos exames
Os períodos de cada dia nos dai hoje
Perdoai-nos as nossas brincadeiras
Assim como nós perdoamos as aulas que não nos chateiam
E não nos deixeis reprovar, mas livrai-nos dos exames.

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

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